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ISSN 0033-1983
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Artigos •
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Honduras: contra golpe e impasse político

bp blogspot

Organizações como o Bloque Popular de Honduras é um dos alvos do governo gorila assim como um dos pilares da resistência civil no contra golpe.

02 de julho de 2009, Bruno Lima Rocha, do Rio Grande outrora altaneiro

No domingo dia 28 de junho a casa do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, amanheceu sob cerco militar. Tropas leais ao comando do Exército metralharam sua residência e o retiraram do país. Não por acaso, este seria o dia de uma consulta popular, convocando a cidadania hondurenha a se posicionar quanto à reforma constitucional. O temor dos oligarcas locais, do arranjo político-jurídico institucional, fomentados pela presença de capitais impulsionando o antigo Plano Puebla-Panamá (a integração forçada, estilo ALCA, para América Central), era o fortalecimento do Poder Executivo a partir de uma base de relação plebiscitária com uma parcela do povo organizado. Pelo visto a direita centro-americana tenta reproduzir a fórmula dos esquálidos venezuelanos. Já antevendo a provável vitória de uma emenda constitucional (não apresentada na consulta, é verdade) futura habilitando a reeleição, decidiram operar antes, mesmo pagando os custos do isolamento e condenação internacional.


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Honduras: golpe, resistência e possibilidades

Alba TV

Os hondurenhos se mobilizam apesar dos riscos. Sabem que a arena política prioritária é o controle das ruas, tirando legitimidade dos golpistas amparados pelo cerco midiático.

30 de junho de 2009, Bruno Lima Rocha

O governo golpista, encabeçado por Roberto Micheletti - presidente do Congresso unicameral - além de decretar toque de recolher (não obedecido), já pediu a prisão de conhecidos sindicalistas e militantes. Ao ameaçar dirigentes do Bloco Popular, Via Campesina, Movimento pelos Direitos Humanos e do poderoso Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras, a oligarquia hondurenha alimentada oficiosamente pela CIA, desafia a disputa territorial nas ruas da capital Tegucigalpa e nas estradas e cidades dos 18 departamentos. Por incrível que pareça, o ato gorila pode implica no aumento da unidade dos setores populares e de esquerda organizados. Nunca é demais lembrar que Manuel Zelaya é um convertido, mais um, às propostas da ALBA e do enfoque latinoamericanista gravitado por Hugo Chávez.


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O Senado que se basta

safreire

Agaciel Maia e José Sarney, afilhado e padrinho político se confraternizam antes de seus esquemas serem revelados. Agora, o silêncio do ex-diretor geral será devidamente valorizado quando a tormenta passar.

29 de junho de 2009, Bruno Lima Rocha, do Rio Grande outrora altaneiro

A instituição parlamentar no Brasil vive de sua dubiedade e isso já há muito tempo. Quando no hoje longínquo ano de 1984 o Congresso Nacional com maioria da Arena recusa a emenda das Diretas para presidente, em tese ali iniciava o princípio do fim do domínio oligárquico nas duas casas. Ledo engano, porque a cultura política que dialogava com a ditadura e possibilitou invenções de triste memória como os “senadores biônicos”, “reciclou-se” para assumir o poder do Estado brasileiro. As palavras são duras, mas reais. Os que eram apoio para a o regime da caserna tornaram-se a base política do regime “democrático” do rito liberal.


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Abordando o conceito de dominação – 1

miracula

A ação de domínio implica uma forma relacional, onde coexiste a manipulação, a criação de um sentido lógico e a tutela que impede a autonomia decisória dos sujeitos.

24 de junho de 2009, do Rio Grande outrora altaneiro, Bruno Lima Rocha

Com este texto, inicio uma série de três artigos breves abordando uma questão urgente para o pensamento crítico latino-americano e mundial. Trata-se do debate a respeito das formas de controle social e sua aplicabilidade. As palavras que seguem se ancoram politicamente na tradição libertária e cientificamente na escola histórico-estrutural.


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Coluna do Rádio •
Opinião falada sem meias palavras •
Entrevista para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da rede Abraço - Parte 2

Segunda parte da entrevista do Estratégia e Análise para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da rede Abraço, em novembro de 2008 sobre a crise mundial e a eleição de Barack Obama.

Trilha sonora dos áudios: Quilapayún - Sí somos americanos



Entrevista para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da rede Abraço - Parte 1

Primeira parte da entrevista do Estratégia e Análise para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da rede Abraço, em novembro de 2008 sobre a crise mundial e a eleição de Barack Obama.

Trilha sonora dos áudios: Quilapayún - Sí somos americanos



Teoria •
texto no formato acadêmico •

Aspectos do treinamento necessário para o partido de quadros

Viamão, junho de 2002

1) Apresentação

Antes de iniciarmos o tema, é necessário expor algumas bases necessárias para compreender o seu correto desenvolvimento. O presente trabalho teórico se enquadra no estudo e análise estratégica no sentido amplo. A hipótese que trabalhamos de fundo, é a defesa interna aplicada no caso brasileiro atual. Isto é, vivemos um regime de democracia representativa em vias de consolidação (após 1985), onde os agentes da ordem (contra-insurgência) operam como reserva estratégica (última instância) contra os agentes de transformação da ordem (insurgência). Ou seja, as instituições políticas e sociais que exercem a vontade política de não-alinhamento, quebrando o pacto jurídico-burguês e o consenso democrático de concorrência por parcelas do poder real, segundo as definições da Agência Brasileira de Inteligência (Agência/ABIN), são potenciais geradores de políticas de confornto. Estes possíveis agentes são as organizações políticas e/ou movimentos populares com programas e/ou intenções de ruptura.


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Teoria •
texto no formato acadêmico •

Brasil: a impossibilidade estratégica

Viamão/RS, abril de 2003

 

 

Introdução

 

Este artigo tem a intenção de se aventurar pela política econômica brasileira do tempo presente. Já explico. A partir de estudos realizados no 2( semestre de 2002, pudemos observar e analisar as políticas econômicas promovidas pelo governo central brasileiro a partir da Abertura. Vimos as ingerências mútuas entre o mercado, os agentes econômicos e os agentes políticos, e preponderando sobre todos estes atores, os constrangimentos promovidos pelos países centrais, especificamente os Estados Unidos da América (EUA) somados aos mecanismos de regulação global por esta potência hegemonizados. Também tivemos a oportunidade de acompanhar a disputa eleitoral, para presidente e governadores de estado (além da Câmara e Senado da república e respectivas Assembléias Estaduais) e neste processo, as possíveis mudanças estruturais que poderiam vir a ocorrer com a alternância de governo.

 


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Teoria •
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Ação Direta e a Formação Política, um estudo com base nas premissas de Hume

Rio de Janeiro, novembro de 2000

Este trabalho é apenas um artigo opinativo. Trata-se de um exercício de opinião para um "veículo" (suposto) para onde este artigo deveria ser voltado. Estipulo que este seria um jornal de esquerda, um semanário co-financiado pelas entidades do movimento popular de uma determinada região metropolitana brasileira (ao qual não especifico). O "veículo" trabalharia no conceito de "frente jornalística", forma parcialmente adotada na dita imprensa nanica da década de 70. Tal jornal impresso seria regulamentado por um conselho das entidades financiadoras onde se determina a definição estratégica da linha editorial assim como os graus de autonomia tática que a equipe de redação e colaboradores podem adotar.


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Breve análise política sobre as manifestações de rua

Rio de Janeiro, julho de 2000

Nos últimos meses, diversas manifestações, passeatas, acampamentos, ocupações e demais ações de rua vem sido noticiadas com alto grau de sensacionalismo. Busca a mídia oficial, justificar a reação da direita contra as formas de luta popular, com leis repressivas e razões de Estado. Independente destes motivos da direita para reprimir, cabe refletir um pouco das razões e estratégias dos atos de rua no contexto da luta popular brasileira. Vamos situar este texto nas passeatas e manifestações urbanas, considerando as especificidades das lutas no campo e na cidade, por mais que estas venham cada vez mais a se fundir. A princípio, listamos três grupos de motivações, cujas influências variam a cada situação, categoria em luta e campanha pública. Analisamos abaixo um a um.


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