Artigos • para jornal, revistas e outras mídias • Honduras: contra golpe e impasse político
| bp blogspot
 Organizações como o Bloque Popular de Honduras é um dos alvos do governo gorila assim como um dos pilares da resistência civil no contra golpe. |
02 de julho de 2009, Bruno Lima Rocha, do Rio Grande outrora altaneiro
No domingo dia 28 de junho a casa do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, amanheceu sob cerco militar. Tropas leais ao comando do Exército metralharam sua residência e o retiraram do país. Não por acaso, este seria o dia de uma consulta popular, convocando a cidadania hondurenha a se posicionar quanto à reforma constitucional. O temor dos oligarcas locais, do arranjo político-jurídico institucional, fomentados pela presença de capitais impulsionando o antigo Plano Puebla-Panamá (a integração forçada, estilo ALCA, para América Central), era o fortalecimento do Poder Executivo a partir de uma base de relação plebiscitária com uma parcela do povo organizado. Pelo visto a direita centro-americana tenta reproduzir a fórmula dos esquálidos venezuelanos. Já antevendo a provável vitória de uma emenda constitucional (não apresentada na consulta, é verdade) futura habilitando a reeleição, decidiram operar antes, mesmo pagando os custos do isolamento e condenação internacional.
 ler • enviar •

Honduras: golpe, resistência e possibilidades
| Alba TV
 Os hondurenhos se mobilizam apesar dos riscos. Sabem que a arena política prioritária é o controle das ruas, tirando legitimidade dos golpistas amparados pelo cerco midiático. |
30 de junho de 2009, Bruno Lima Rocha
O governo golpista, encabeçado por Roberto Micheletti - presidente do Congresso unicameral - além de decretar toque de recolher (não obedecido), já pediu a prisão de conhecidos sindicalistas e militantes. Ao ameaçar dirigentes do Bloco Popular, Via Campesina, Movimento pelos Direitos Humanos e do poderoso Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras, a oligarquia hondurenha alimentada oficiosamente pela CIA, desafia a disputa territorial nas ruas da capital Tegucigalpa e nas estradas e cidades dos 18 departamentos. Por incrível que pareça, o ato gorila pode implica no aumento da unidade dos setores populares e de esquerda organizados. Nunca é demais lembrar que Manuel Zelaya é um convertido, mais um, às propostas da ALBA e do enfoque latinoamericanista gravitado por Hugo Chávez.
 ler • enviar •

O Senado que se basta
| safreire
 Agaciel Maia e José Sarney, afilhado e padrinho político se confraternizam antes de seus esquemas serem revelados. Agora, o silêncio do ex-diretor geral será devidamente valorizado quando a tormenta passar. |
29 de junho de 2009, Bruno Lima Rocha, do Rio Grande outrora altaneiro
A instituição parlamentar no Brasil vive de sua dubiedade e isso já há muito tempo. Quando no hoje longínquo ano de 1984 o Congresso Nacional com maioria da Arena recusa a emenda das Diretas para presidente, em tese ali iniciava o princípio do fim do domínio oligárquico nas duas casas. Ledo engano, porque a cultura política que dialogava com a ditadura e possibilitou invenções de triste memória como os “senadores biônicos”, “reciclou-se” para assumir o poder do Estado brasileiro. As palavras são duras, mas reais. Os que eram apoio para a o regime da caserna tornaram-se a base política do regime “democrático” do rito liberal.
 ler • enviar •

Abordando o conceito de dominação – 1
| miracula
 A ação de domínio implica uma forma relacional, onde coexiste a manipulação, a criação de um sentido lógico e a tutela que impede a autonomia decisória dos sujeitos. |
24 de junho de 2009, do Rio Grande outrora altaneiro, Bruno Lima Rocha
Com este texto, inicio uma série de três artigos breves abordando uma questão urgente para o pensamento crítico latino-americano e mundial. Trata-se do debate a respeito das formas de controle social e sua aplicabilidade. As palavras que seguem se ancoram politicamente na tradição libertária e cientificamente na escola histórico-estrutural.
 ler • enviar •

|
 |
 | |  | | Teoria • texto no formato acadêmico •
Aspectos do treinamento necessário para o partido de quadros
Viamão, junho de 2002
1) Apresentação
Antes de iniciarmos o tema, é necessário expor algumas bases necessárias para compreender o seu correto desenvolvimento. O presente trabalho teórico se enquadra no estudo e análise estratégica no sentido amplo. A hipótese que trabalhamos de fundo, é a defesa interna aplicada no caso brasileiro atual. Isto é, vivemos um regime de democracia representativa em vias de consolidação (após 1985), onde os agentes da ordem (contra-insurgência) operam como reserva estratégica (última instância) contra os agentes de transformação da ordem (insurgência). Ou seja, as instituições políticas e sociais que exercem a vontade política de não-alinhamento, quebrando o pacto jurídico-burguês e o consenso democrático de concorrência por parcelas do poder real, segundo as definições da Agência Brasileira de Inteligência (Agência/ABIN), são potenciais geradores de políticas de confornto. Estes possíveis agentes são as organizações políticas e/ou movimentos populares com programas e/ou intenções de ruptura.
 ler • enviar • | |  | |  |
 | |  | | Teoria • texto no formato acadêmico •
Brasil: a impossibilidade estratégica
Viamão/RS, abril de 2003
Introdução
Este artigo tem a intenção de se aventurar pela política econômica brasileira do tempo presente. Já explico. A partir de estudos realizados no 2( semestre de 2002, pudemos observar e analisar as políticas econômicas promovidas pelo governo central brasileiro a partir da Abertura. Vimos as ingerências mútuas entre o mercado, os agentes econômicos e os agentes políticos, e preponderando sobre todos estes atores, os constrangimentos promovidos pelos países centrais, especificamente os Estados Unidos da América (EUA) somados aos mecanismos de regulação global por esta potência hegemonizados. Também tivemos a oportunidade de acompanhar a disputa eleitoral, para presidente e governadores de estado (além da Câmara e Senado da república e respectivas Assembléias Estaduais) e neste processo, as possíveis mudanças estruturais que poderiam vir a ocorrer com a alternância de governo.
 ler • enviar • | |  | |  |
 | |  | | Teoria • texto no formato acadêmico •
Breve análise política sobre as manifestações de rua
Rio de Janeiro, julho de 2000
Nos últimos meses, diversas manifestações, passeatas, acampamentos, ocupações e demais ações de rua vem sido noticiadas com alto grau de sensacionalismo. Busca a mídia oficial, justificar a reação da direita contra as formas de luta popular, com leis repressivas e razões de Estado. Independente destes motivos da direita para reprimir, cabe refletir um pouco das razões e estratégias dos atos de rua no contexto da luta popular brasileira. Vamos situar este texto nas passeatas e manifestações urbanas, considerando as especificidades das lutas no campo e na cidade, por mais que estas venham cada vez mais a se fundir. A princípio, listamos três grupos de motivações, cujas influências variam a cada situação, categoria em luta e campanha pública. Analisamos abaixo um a um.
 ler • enviar • | |  | |  |
|