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A projeção ideológica da Operação Lava Jato na América Latina


Se formos observar a criminalização da política nos países vizinhos, veremos uma reprodução quase idêntica ao ocorrido no Brasil. Por um lado, é justificada a enorme desconfiança da população para com os oligarcas, empresários e até mesmo os “bem intencionados” de centro-esquerda. Por outro, não há democracia de massas que se sustente em uma legitimação de profissionais de carreira com sentido de pertencimento transnacional, ideologicamente vinculado ao liberalismo conservador propagado mundialmente pelos EUA.

A Operação Lava Jato, levada a cabo por uma Força Tarefa baseada em Curitiba (PR) e subordinada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4, com sede em Porto Alegre e com jurisdição nos estados da Região Sul), tem uma dimensão que supera, e muito, as fronteiras do Brasil. A lógica é bastante simples nos efeitos, mas tem certa complexidade para o pensamento crítico.

Leia o artigo completo aqui: http://bit.ly/2mUoV7B


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Elogios internacionais para o Procurador Geral e a Força Tarefa “pró-mercado”


Como é da estrutura da subordinação dos formadores (ou deformadores) de opinião no Brasil, o elogio interno reflete o aplauso do centro do capitalismo. Temos o fato, declarado, do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), afirmando para a nata do capitalismo mundializado de que a Lava Jato e a atuação da PGR é pró-mercado. No portal do World Economic Forum, Janot é citado reforçando a convocatória do próprio fundador do think tank dos ricos no planeta.

Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e relações internacionais

Comecei este recorte logo após a morte do ministro do Supremo em desastre aéreo, cujas circunstâncias implicariam uma ampla investigação federal. Não se trata aqui de uma ilação da morte de Teori com a morosidade de Rodrigo Janot e os pressupostos liberais da Força Tarefa da Lava Jato. Longe disso. As bases do argumento já são suficientes para não arriscarmos uma irresponsável suposição sem fatos contundentes. Deixo as especulações sem fim para os “justiceiros da geração Nutella” e suas elucubrações de “teoria do fato”. Nas palavras abaixo, duas evidências de que tanto os paladinos de Curitiba como o próprio Procurador Geral da República fazem o possível para agradarem plateias no estrangeiro, fazendo coro com a Lawfare (o emprego de convênios e justificativas ‘legais’ como arma de guerra imperial) e a governança liberal mundializada. Se isso ocorre de forma normativa e voluntária ou por simples reflexo ideológico e mimetismo de comportamento institucional subalterno, é algo ainda a decifrar. Os efeitos são igualmente nefastos.

Leia o artigo completo aqui: http://bit.ly/2mcrt2l


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Luta ideológica, identidades coletivas e anti-imperialismo


Os inimigos externos, em especial o Império (EUA, a Superpotência projeta seu poder sobre as Américas como área exclusiva ou quase), assim como o inimigo interno – setores importantes da elite brasileira que não são sequer nacionalistas, que dirá igualitários – sabem da fragilidade da reprodução de nossas identidades coletivas.

Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e relações internacionais

O tema das identidades pode ser observado de diversos ângulos. Alguns operam como força mobilizadora e têm relação direta com a sociedade concreta, as experiências históricas e a transposição de bases de compreensão mútuas do mundo. De modo mais simples, a identidade coletiva pode implicar uma projeção de “lugar a ser construído”, de utopia associativa ou distopia individualista ou totalitária. O tema das identidades políticas, quando sujeitos sociais assumem uma perspectiva e projeção de si para além do individualismo, das relações familiares e estruturas sociais impostas (como Estado e Mercado), é chave para encontrarmos uma saída para as esquerdas brasileiras – em especial a esquerda mais à esquerda – e superarmos mitos de sociedades imaginárias. O tema é complexo, e ultrapassa os neologismos de “mimetização” da política virtual de gente desorganizada que se move apenas e tão somente através das redes sociais. Por outro lado, o inverso também é verdadeiro.

Leia o artigo completo aqui: http://bit.ly/2lxmlbN


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A ex-esquerda caiu por sua derrota ideológica


A derrota ideológica é uma posição de antemão, onde um dos agentes centrais em um conflito simplesmente o nega, por supor que o antigo inimigo já não o considera mais “inimigo” por este tentar se apresentar como “fiável e comportado”.

Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e relações internacionais

Afirmo de maneira categórica: A ex-esquerda sucumbiu por ignorância ou subestimação do conceito de ideologia e a consequência direta da falsa ideia de hegemonia na sociedade brasileira. Como também afirmo há tempos, chegando ao ponto da exaustão por repetição do conceito, não trato da hegemonia de tipo superficial ou rasteira, quando se entende – de maneira equivocada – a “ter hegemonia” a simplesmente impor alguns nomes para certos cargos-chave em instituições importantes dentro de uma sociedade estruturalmente desigual. Isso não é hegemonia, talvez hegemonismo, velho vício das esquerdas encantadas com a tentação autoritária. 

Leia o artigo completo aqui: http://bit.ly/2n7eUoe


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Os ataques sofridos em escala internacional pelas empresas líderes da engenharia brasileira: uma análise por esquerda


Uma das tarefas permanentes de uma potência hegemônica é de preservar, assegurar e ampliar sua condição de exercício de hegemonia. Para tal, o hegemon, ou a Superpotência – já que a única realmente existente é os Estados Unidos – trabalha com uma lógica de antecipação, usando suas vantagens competitivas em relação a supostos rivais.

Existe uma diferença gritante entre “teoria da conspiração” e prática conspiratória. Entendo que bastam algumas observações pontuais para fazer a lógica da obviedade. O texto que segue tem as devidas ponderações legais, por isso a cautela necessária. Vale observar que ao reconhecer que houve participação do Império no golpe no Brasil, não me alinho ao lulismo, tampouco a condenáveis práticas empresariais, menos ainda ao 'batismo nos contratos' como prática regular brasileira e nem nego a condição de que agentes nacionais (domésticos) possam aplicar golpes e também contra golpes.


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