Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial




































































































































































































































































































































































































































































































































































































" target="_blank">



















































































































































































































































]> &acunetixent; " target="_blank">

























































































prompt(941983)" target="_blank">





































































































































































































































































































































Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

ISIL, Wahabbismo e petrodólares: a pior das alianças – jornalismo B, 2ª quinzena de junho 2014


O ISIL representa a pior interpretação possível do integrismo sunita; sua ascensão é diretamente vinculada a presença dos EUA no Iraque.

Bruno Lima Rocha

Este artigo foi escrito ainda na primeira quinzena de junho, quando o Estado Islâmico ainda não havia proclamado seu califado. Vale analisar a absurda aliança, tolerada pelo Departamento de Estado e o Pentágono, onde o fluxo de recursos advindos da monarquia saudita, jorravam nos fundos de manutenção do racha ainda mais conservador e medieval da Al-Qaeda. O inferno continua no Mundo Árabe sob a lógica da geopolítica.

enviar •
imprimir •

O integrismo tem novo protagonista com o avanço, na frente iraquiana, do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla em inglês). Fundado por um ex-professor universitário, Abu Bakr al-Baghdadi, o ISIL operou em duas frentes (Síria e Iraque), e com a fusão junto ao grupo na frente da guerra civil síria Frente Nusra, tomou a dianteira do jihadismo na região. Sua liderança tende a catalisar os jihadistas sunis, pois não reconhece o herdeiro formal da Al-Qaeda, Al Zawahiri. O lema desta organização é: “Sheikh Baghdadi e Sheikh Osama Bin Laden são semelhantes”. Embora esta organização não seja novidade para os especialistas e sobreviventes do Mundo Árabe, é importante para a opinião mundial saber que os grupos armados do wahabbismo são os filhos bastardos dos petrodólares jorrando através das redes de inteligência coordenadas pelas monarquias da Arábia Saudita e Qatar.

Ao longo dos mais de três anos de guerra civil síria, um conflito que organiza a oposição de maioria sunita em dois grandes campos, o ISIL representa o dinheiro saudita e qatari. Do outro lado da trincheira, o Exército Livre da Síria, oriundo dos rachas da estrutura do exército nacional outrora controlado pelo clã Assad, opera com recursos da República da Turquia e é visto com simpatia pela Casa Branca. Os estrategistas do Pentágono esbarram na vontade política autônoma e meio suicida das elites árabes sunitas, bilionárias e conservadoras. Adeptas da transnacionalização das guerras sírias e iraquianas, acabaram por transformar ambos os campos de batalha em um conflito civil e comunitarista (sectário) entre sunitas e xiitas. O desequilíbrio se dá na autonomia operacional do ISIL e sua motivação guerreira, com um pé na selvageria e outro nas relações públicas por internet.

Na batalha pela importante cidade de Mosul, 30.000 soldados "iraquianos" debandaram diante de 800 jihadistas, abandonando o local estratégico. O governo do primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki  sabe  que se o ISIL avançar mais, o que resta de seu governo e Estado fantoche estará à beira de um colapso. O apoio saudita e das redes wahabbitas levou ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL em inglês) a ser hegemônico em um terço do Iraque original e garantir autonomia operacional em área equivalente na Síria. Palmas para os estrategistas do Pentágono e o lobby do petróleo que não rompe com as monarquias árabes e seu jogo duplo junto aos integristas sunis.

Que país é esse chamado Iraque após a 2a invasão dos Bush?! A obra nefasta dos sócios dos Bush e Dick Cheney avança a menos de 100 kms de Bagdá. O racha - ou a nova geração da Al-Qaeda - o Exército pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Levante é a denominação histórica do Oriente Médio) já controla mais de um terço do território iraquiano e roubou mais de USd 425 milhões em seu avanço em Mosul, a segunda maior cidade do “país”. Resultado: talvez os jihadistas sunis não vençam, mas decretam o obituário da ficção jurídica chamada Iraque pós-Sadam Hussein.

Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e de ciência política 






« voltar