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Coluna Além das Quatro Linhas •


A “Democracia” na Ditadura de Marin – coluna além das 4 linhas

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O Bom Senso Futebol Clube é um raro momento onde os jogadores de futebol profissional intentam reorganizar o calendário nacional, racionalizando esforços e datas de jogos. Não por acaso, em função da aliança cartolagem e TV, o movimento é contestado. Mais do mesmo no bananão boleiro.

Dijair Brilhantes e Bruno Lima Rocha, segunda quinzena de novembro 2013

 

Segundo o site de notícias UOL, o presidente da CBF, José Maria Marin, foi ligado a ala mais radical da Ditadura Militar no início de sua carreira política.  A reportagem do portal chegou nesta conclusão após pesquisar mais de 100 papéis relacionados ao dirigente nos arquivos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), do SNI (Serviço Nacional de Informações e o Sistema subordinado) e no Arquivo Nacional. É justamente sob este famigerado comando político que o movimento chamado Bom Senso Futebol Clube tenta ¨revolucionar¨  o futebol brasileiro.

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A trigésima quarta rodada do campeonato brasileiro foi marcada por um protesto do Bom Senso Futebol Clube. Em todos os jogos da rodada os jogadores entraram em campo carregando um cartaz com o seguinte dizer: Amigos da CBF: E o Bom Senso?

Jogadores das equipes das Séries A e B cruzaram os braços por cerca de 30 segundos após o apito inicial do árbitro. No jogo entre São Paulo e Flamengo as equipes foram ameaçadas com punição de cartão amarelo para todos os jogadores, isto foi a mando da “democrática” Confederação Brasileira de Futebol. O protesto continuou mesmo assim, as duas equipes trocaram passes de um campo para outro por cerca de 1 minuto.

 

O movimento é bem interessante. Os atletas tem como base 5 reivindicações: 30 dias de férias para os jogadores por ano; período de pré temporada maior; máximo de sete jogos em 30 dias; a adoção do chamado "fair play financeiro"; e que comissões de atletas, treinadores e executivos dos clubes façam parte do conselho técnico das competições e entidades.

 

O político Felipão e Pelé com suas asneiras

 

Extremamente “político”, como um verdadeiro funcionário da CBF, o técnico Luiz Felipe Scolari não quis criticar o ¨patrão”, e disse que o calendário do Brasil não é tão diferente do Europeu. Esquece-se o comandante da seleção, que o Brasil é geograficamente imenso, e o deslocamento dos times depende exclusivamente do serviço aéreo. Ainda temos os estaduais começando colados nas férias e falta tempo para a pré-temporada. Quando técnico do Palmeiras, Felipão reclamava da maratona de jogos, o que teria mudado agora?  

 

O Rei do futebol (que já foi taxado de ser um bom poeta, desde calado, pelo agora deputado federal pelo PSB-RJ, Romário) diz não acreditar no sucesso do movimento, seguindo a lenga-lenga que estes protestos não irão mudar nada. Nenhuma novidade. O garoto propaganda da marca de barbeador que patrocina a seleção nunca ajudou em nada o futebol brasileiro fora de campo, não seria diferente desta vez. Isto sem falar na fatídica declaração de “amor às criancinhas” quando marcou seu milésimo gol, tendo vindo depois a ser acusado de suposto desvio de verbas da UNESCO para apoiar as mesmas crianças!

 

Seleção brasileira não aderiu às manifestações

 

Surgiram boatos que os atletas da seleção brasileira fariam algum tipo de manifestação em favor do Bom Senso FC. no amistoso contra o Chile no último dia 19. Mas convenhamos, isso era inviável. Como os atletas iriam colocar-se contra José Maria Marin, ainda mais sem o apoio de Felipão?! A consequência seria óbvia. “Misteriosamente” estes atletas não seriam mais convocados, e o sonho de disputar a Copa talvez fosse adiado para sempre.

 

Como da parte do comando da entidade máxima do futebol  brasileiro não há retorno algum, uma das lideranças desse movimento, o zagueiro corintiano Paulo André, promete ações mais ¨chocantes¨ caso a CBF não se manifeste. Esta coluna espera, e torce pelo sucesso do movimento, assim como pela queda do esbirro da ditadura e todos os seus asseclas.

 






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