Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
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Contos de ringues e punhos •
ensaios de um jornalista abstêmio e um treinador de luta e contato •
Contos que dialogam com o universo das lutas, passam pela inspiração do novo jornalismo (novo-antigo), narrando o cotidiano e as situações únicas de quem passa uma parte da vida com punhos e pés.

Vanderlei, um matador (quase um conto)

sofa

Vanderlei era o espírito da blaxploitation encarnado nos subúrbios do Rio no final dos anos ’80.

dezembro de 2012, Bruno Lima Rocha

“Vou morrer com essa cara feia que tu tá vendo, com os córneos que vão vir puxar o teu pé!”. Pou, pou, pou, três tiros no meio dos olhos levaram a vida de Vanderlei, um matador. Essa história é real, ou algo parecido com a realidade, meio como lenda urbana, ou melhor, lenda suburbana, herdeira do Rio e da Baixada dos anos ’80 tardios, porque dizem – e também digo – que a década perdida foi sucedida de outra década ainda mais perdida, mas que a primeira só terminou em 1992 (ah, o ano da geração de 1988 e que tampouco terminou).


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Mataram um pugilista, poderia ser seu filho (quase um conto)

pixabay

O mártir poderia ter sido o campeão do mundo

dezembro de 2012, Bruno Lima Rocha (Bruno Rocha)

Tarde de domingo, primavera no litoral sul do Brasil. Dezenas de atletas se aglomeram ao redor de seus técnicos e segundos. Ao centro do ginásio, um ringue, quatro cantos, vermelho, branco, azul e branco. Luz solar brilhando lá fora e luto nas camisetas. Anos antes, mataram um pugilista, negro, esguio e ágil como tantos outros; brilhante, com garra e técnica como poucos. Mataram um pugilista, e poderia ser seu filho.


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Um lutador (conto)

pintando e colorindo

lutando e sobrevivendo

Bruno Lima Rocha (Bruno Rocha)

As luzes se apagam, acabou tudo. A arena que estava iluminada, platéia pulando, urrando entusiasmada - "mata, mata o cara, mata o Touro!" -, foi todo mundo prá casa. Era como num filme, sem historinha ianque de final feliz, e tem pouca gente rindo (o produtor, o dono do cinema, a distribuidora, alguns atores estrelinhas idiotas). E era tudo pura besteira. O olho tá roxo, supercílio aberto, luxação na coxa, o antebraço tem um ovo igual que de avestruz, hematoma na barriga e no peitoral. O outro, ahh, o outro tá bem pior, afinal, ele também perdeu, mas perdeu mais. Tava bem pior também porque era mais bruto, valente e burro; a galera chama de Touro, bicho forte, grosso, estúpido e viril. Puro idiota perdeu apanhando na técnica, no vigor ele ganhava, mas ele - o que “venceu”, era mais inteligente.


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