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Coluna de Rádio •
Opinião falada sem meias palavras •
Programa Periscópio da Mídia 1º de setembro de 2011


Pode até mudar de nome, se arrastar na Câmara dos Deputados até chegar ao Senado, manter os interesses do capital privado inabalados durante todo esse percurso; o fato é que, o PLC 116, antigo PL 29, é acompanhado de perto pelo Periscópio da Mídia.

Ouça e baixe o programa aqui.

Eduardo Menezes

No programa "Periscópio da Mídia - a indústria da comunicação social de cabeça para baixo" desta quinta-feira, dia 1º de setembro, esteve em discussão, mais uma vez, os pontos polêmicos que cercam a sanção do PL 116. A aprovação do projeto está por vias de se concretizar, no entanto, alguns pontos são tidos como inconstitucionais pela oposição e cabe a presidenta Dilma Roussef vetá-los ou não.

 

Além de dar atenção especial às atribuições do Poder executivo, no que tange a aprovação da PL 116, os jornalistas Bruno Lima Rocha e Eduardo Menezes, acompanhados do estudante de jornalismo Dijair Brilhantes, trataram de abordar outro tema recorrente nos debates promovidos pelos militantes da comunicação alternativa. Trata-se da liberdade de expressão, enfatizando suas novas tonificações a partir dos protestos massivos que irrompem o pacato ciclo de relacionamentos das redes sociais para denunciar abusos de poder e promover levantes populares, a exemplo do que aconteceu durante a Primavera Árabe e, também, em parte da Europa.

Como de costume, a segunda pauta do programa se estendeu para o bloco final. Assim, foi colocado em debate o assassinato de um sem-teto em São Francisco, Estados Unidos, que levou as autoridades locais a inabilitarem o serviço de telefonia celular dentro da estação Centro Cívico, espaço onde ocorreu o incidente e, dias depois, aconteceram protestos massivos. Os apresentadores do Periscópio deixaram a discussão correr livremente, sem prender-se ao roteiro, e acabaram fazendo relações que perpassam tanto o mundo digital, quanto a vida real. No caso específico do sem-teto de São Francisco, o abuso de autoridade mereceu um hashtag no Twitter, em alusão a uma atitude semelhante adotada pelo ex-ditador egípcio, Hosni Mubarak. Mas como fica o direito à livre manifestação quando os fantoches do braço armado de todo poder político enfrentam uma grave crise de bipolaridade? Precisam se posicionar enquanto classe trabalhadora, mas possuem, no âmago de sua atividade profissional, a intransigência, a falta de diálogo e subserviência ao governo de turno, seja ele qual for. Ouça a última edição do Periscópio da Mídia e reflita sobre isso. Fica o convite, também, para que ajude-nos a construir a pauta dos próximos programas enviando um e-mail para periscopiodamidia@gmail.com, ou entrando em contato pelo twitter: @periscopioradio.

Sobre o Programa

O Periscópio da Mídia é produzido e apresentado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos), cujo coordenador é o professor Valério Cruz Brittos. O Grupo Cepos está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos-RS e conta com o apoio das seguintes entidades, mediante a aprovação de editais públicos: Capes, CNPq, Fundação Ford e FAPERGS. Cabe ressaltar, ainda, que não há nenhuma interferência da instituição ou do coordenador do grupo na linha editorial do programa, sendo este de inteira responsabilidade dos seus idealizadores. A transmissão é feita pela Rádio Unisinos 103.3 FM, todas as quintas-feiras, às 20h, com reprise aos domingos, às 21h.  A rádio pode ser ouvida também pela internet, no endereço: www.unisinos.br/radio. Além de ser veiculado pela emissora da universidade, o programa vai ao ar por rádios livres e comunitárias de todo o Brasil.





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