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A Copa do Mundo e a lacuna democrática – 1


Mais de 2 milhões de pessoas foram reclamar seus direitos – de forma orgânica ou difusa – e comparavam a atenção dada pelos poderes de fato ao caderno de encargos da FIFA para com a execução do orçamento da União e os serviços públicos brasileiros.

14 de maio de 2014, Bruno Lima Rocha

Aqui, inicio outra série onde abordo a lacuna de democracia direta como responsável pela ausência de legitimação dos grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014.

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No presente texto aponto conceitos-chave para este vazio de legitimidade e no seguinte demonstro a fracassada tentativa de manipulação cultural do esporte mais popular do país. Comecemos pelos fundamentos.

Seria leviano reafirmar noções elitistas reproduzindo frases como: “o futebol é o ópio do povo”. Infelizmente, boa parte de nossa intelectualidade desconhece os sistemas culturais que organizam a vida das maiorias, nestes incluídos o lazer, o corpo, a religiosidade e o espírito gregário.

Mas, ao mesmo tempo em que não se deve condenar a “paixão nacional”, tampouco podemos repetir a adesão acrítica, até porque as estruturas de poder do esporte profissional reproduzem o pior do país. Para desespero dos ufanistas, é justamente pelo futebol ser compreendido pela maioria, que se torna fácil expor as contradições e conflitos de interesses em torno da realização da Copa do Mundo.

Os protestos de maio, junho e julho de 2013 no Brasil, em pleno efeito da Copa das Confederações, representaram uma alforria simbólica e emocional para com o andar de cima da sociedade.

Mais de 2 milhões de pessoas foram reclamar seus direitos – de forma orgânica ou difusa – e comparavam a atenção dada pelos poderes de fato ao caderno de encargos da FIFA para com a execução do orçamento da União e os serviços públicos brasileiros.

Vem daí o mote do lema “queremos hospitais e escolas padrão FIFA!”. O ano passado marcou uma mudança de paradigma na política de massas e agora se colhe o fruto amargo, com apatia e má vontade para o grande evento.

A verdade pura e simples é que ninguém foi consultado, nem de forma simbólica, se queria ou não suportar os encargos e gastos da Copa do Mundo. Tivesse o então governo Lula - no auge de sua popularidade - feito uma ampla consulta, ainda que simbólica através da internet, e haveria a legitimação necessária.

Agora, estamos às vésperas do torneio e na ante-sala de uma apertada eleição presidencial, e o país vive o paradoxo da não adesão popular. Enquanto isso, a camada dominante se divide. Os conglomerados econômicos patrocinadores do evento, desejam tanto o sucesso como o consequente retorno financeiro e midiático.

Já a direita que não está no governo, torce discretamente pelo fracasso da seleção para angariar os resultados da ira nas urnas. O país do futebol amadureceu.

Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.






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