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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Falências visíveis do sistema policial e prisional – 1; Ou quando se abandona a canoa à deriva pelo Tietê


O senador pelo PFL de São Paulo, apagara suas marcas por dentro do aparelho policial e repressivo do maior estado do país. Quase 30 anos de DOPS e ninguém nem se lembra disso. Fogo nos velhos arquivos da Tutóia e prêmio em cargo comissionado na PF. No Planalto de Piratininga, deixara suas marcas, lembranças, protegidos e até um “filho prodígio”, hoje deputado estadual pelo partido de Quércia, e que aos 40 anos já era delegado de classe especial, topo da carreira. Deu no que deu.



Neste momento de crise da segurança pública e crescimento nacional de um outro agente político, é costume a pauleira coletiva. Todos aproveitam, tiram uma casquinha e dão uma pedrada no teto de zinco já cheio de furos, do governo do estado de São Paulo, gestão PSDB-PFL. Reagindo a tudo isso, fazendo um mea culpa tardio, o ex-reitor da Mackenzie, contemporâneo do PCC, abre seu coração para a mídia e desanca a raiva interna daqueles que se sentem abandonados por seus iguais.

Assumindo-se síndico de uma sociedade em crise, Dr. Lembo se vê diante daquilo que ajudara a construir. Um ator individual a mais, orgânico da direita paulista e paulistana, e com pouco costume para se ver isolado. FHC dá lições de moral desde NY, com o coraçãozinho de maçã, somando seu charme de príncipe da USP ao cosmopolitismo da “capital do mundo”. È mais ou menos assim. Fernando Henrique passeia pelo Central Park de carruagem enquanto Lembo tem de escapar da queda das Torres Gêmeas. Já Alckmin, abençoado pela sorte de deixar o Palácio dos Bandeirantes pouco antes do desastre, economiza em ligações telefônicas e deixa o ex-vice na solitária. Detalhe, o staff de Don Geraldo de Pindamonhangaba foi mantido na íntegra por Cláudio, o azarado. E, Serra, que possivelmente com suas mãos de aço assumiria uma situação de crise com a sensibilidade típica de um mastim napolitano com fome, calou-se.

Espetáculos midiáticos, à parte, a coisa está feia. Muito feia eu diria. Quando o Dr. Godofredo Bittencourt Filho, diretor do DEIC outrora já dirigido por Sérgio Paranhos Fleury, senta à mesa com a cúpula do outro Partido do Crime, reconhece o agente e a concorrência. Este princípio de aceitar a negociação, deixa as corporações em pé de guerra e na paranóia completa e absoluta. A antecipação por meio de serviços de espionagem, fora aprendida pelo PCC e não pela polícia paulista. Se a polícia sabia, então foi irresponsável, ou, talvez, tudo fora proposital. Entre a pizza e o xis-picanha, a fritura não foi só das batatas mas do asfalto.

É a mesma temeridade que constrói presídios e casas de custódia, mas não separa os apenados por grau de periculosidade. Que, se vê obrigado a reconhecer as facções internas e divide-os assim. O Estado, responsável legal pela integridade do preso, não faz nada para garanti-la. Administra a crise e tem nela própria uma fonte “informal” de recursos. Esta mesma “fonte informal” fornecedora das televisões para assistir a Copa. Detalhe, isto seria algo normal, não fosse a neura e a corrupção endêmica e sistêmica no aparelho repressivo do Brasil.

O bloqueio de celulares, obra a ser feita desde 2001 pelo menos, agora cabe às operadoras de telefonia móvel. Ou seja, o Estado reconhece que não controla sua própria mão de obra, não quer instalar detectores de metal nos presídios, não confia em seus mecanismos de revista e nem se meter com delegados, juízes, promotores e advogados. Sim, nenhum deles passa por revista, apenas os familiares dos presos. Assume-se a condição de fato que o sistema não corrige, mas sim degrada e acelera o processo de exclusão do apenado. Entra ruim e fica pior. Quando sai, sai doido por vingança. Em geral, quando sai, entra e volta ciclicamente, como uma forma de vida e morte alucinada e alucinante.

“- É para isto que pagamos 4º% de taxa impositiva por cada R$1 real circulando na economia brasileira?!”

A Babel sistêmica dos aparelhos policiais brasileiros, agora somados com as Guardas Municipais e o disparate de formação e integridade entre as polícias estaduais e a PF - embora não 100% limpa, vide a “gloriosa” SR do Rio de Janeiro, onde tudo some e ninguém sabe e ninguém viu – faz das “força da ordem” um fator a mais e decisivo de desordem. Não há sentido em termos duas polícias simultâneas e concorrentes. É absurdo o esquema de plantão de 24 por 48 hs. praticamente ancorado no subemprego e na informalidade dos bicos de segurança, nas “empresas” geridas por esposas de coronéis e delegados. É tudo uma balburdia, onde a polícia investigativa e judiciária anda caracterizada e com viaturas pintadas. Enquanto isso, a P2, investiga a tudo e a todos. Os Civis querem ser PMs e os agentes de inteligência da PM tornam-se investigadores na prática. Academia única e o fim do oficialato, é blasfêmia. Assim como o famigerado IPL, que não leva a nada, não é aceito como prova, não perícia, não gera prova material e é uma fábrica de notas oportunas em matérias oportunistas. Fábrica de extorsão sem fim.

Quantos empresários corruptos o DEIC prendeu durante os anos de governo Tucano em São Paulo?! Quantos assassinos profissionais a Rota matou em suas rondas de paz?! Marcola é um homem perigoso, mas é a própria expressão da massa carcerária. Acerta nos telefonemas, mas erra nas concordâncias. Não, não é ele que rouba dinheiro público.

Será o fantasma de Fleury que ronda o aparelho policial de São Paulo?! Ou a faxina passaria por uma releitura pública, passível de execração e limpeza sanitária, a partir do “nobre legado” de gente que sempre se safou de tudo e deixou aos seus de rabo preso. Sim, estamos falando de Romeu Tuma, hoje nobre senador. E, além dele, do empresariado e classe política que este “Dr.” sempre ajudara a defender. Estes nobres senhores, dentre os quais o hoje arrependido Cláudio Lembo é mais um, são os verdadeiros autores do atual desastre.

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