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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Íntegra da análise instantânea do debate dos presidenciáveis na TV Globo

bastidores na TV

o neto de Tancredo Neves, ungido pelo capital financeiro, desafia Dilma, herdeira do lulismo, ungida pelos grandes capitais brasileiros

 

Bruno Lima Rocha e Júlia Klein - texto finalizado na madrugada de 25 de outubro de 2014

 

O debate foi realizado na sexta, 24 de outubro, iniciando por volta de 22.10. Comentei as falas tentando agrupar os temas, e postei primeiro através do twitter. Na sequência, Júlia Klein agrupava as postagens, editava e republicava no facebook. O texto que segue é o esforço analítico e editorial realizado em tempo real e a quatro mãos. 

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1

Aécio questiona o estilo sórdido da campanha. Só ataca, mas traz o tema da capa da Veja. Começa atacando e chama a atenção para a capa antecipada da revista Veja. O jornalismo está comprometido com a tiragem antecipada. Dilma associa Aécio a Veja e vice-versa. Chama pela indignação, e a memória das operações de mídia em conluio com a chapa neoliberal. Dilma se sai bem, pois ataca a capa da Veja como manobra. Se a revista não saísse antecipada, esta reação não aconteceria. A pauta da censura da mídia é apresentada por Aécio, acusando o PT, ainda que de forma indireta. Aécio ataca de novo.

Definitivamente estamos no último debate com o mesmo ambiente de 1989. Lula X Collor; Dilma X Aécio. Dilma contra-ataca bem. Infelizmente a pauta da mídia opera como partido político, como linha auxiliar da oposição. Dilma se defende bem. O tema da criação do emprego direto é trunfo para o atual governo, além da distribuição de renda. Armínio opera para "eleger" Dilma.

 

2

A comparação entre o crescimento brasileiro e o da região é a comparação com a proposta da Aliança do Pacífico. Ao apresentar o tema da contabilidade criativa, Aécio bate bem. Os indicadores sociais não são um bom tema para o PSDB, aí sempre perde. Armínio Fraga novamente aparece na eleição, com o tema da entrega da inflação. Emprego direto e o aumento do poder salarial são trunfos.

O repasse constitucional de Minas pode ser rebatido pelo estrangulamento através da dívida pública dos estados. Seria ponto para Aécio. O repasse constitucional de Minas pode ser rebatido pelo estrangulamento através da dívida pública dos estados. Seria ponto para Aécio. A confiabilidade no governo só pode ser contabilizada se o tema da desconfiança com a corrupção endêmica for compreendida.

Sinto ser normativo, mas o tema de Cuba é um absurdo conceitual para as relações internacionais. Dilma rebate e bem, aponta para o nervo, que é a relação do agente econômico com o financiamento e a expansão do Estado brasileiro. Dilma pontua bem, e compara com FHC. O emprego direto é um trunfo para o lulismo, e o desemprego estrutural foi um legado de FHC e o aperto macro-econômico. Aécio insiste.

 

3

Parece que os dados estratégicos para a vitória no debate são as cartas na manga de Aécio. O prazo do empréstimo é alongado para Cuba. O ataque se perde, Dilma reage bem com ironia. O desenho do ministério pode atenuar a crítica ao ataque de Aécio. Dilma compara com FHC. Como a comparação é complicada, Dilma tem de acertar nos conceitos-chave do lulismo.

Dilma entra com a política habitacional, uma das bases do keynesianismo tardio e a relação com as empresas de construção civil. Aécio aponta novamente para a "campanha de terror" do PT. Se tal pudesse ser provado, seria ponto tucano. Não sei se consegue.

O déficit habitacional brasileiro segundo os movs. sociais é de 8 milhões de habitações. Aécio defende políticas de Estado X as de governo. Bolsa empresário e os campeões nacionais. Amanhã pode haver reforço de campanha dos agentes econômicos líderes do país para o lulismo.

 

4

Aécio fica nas cordas, pois os bancos estatais são a fonte dos programas sociais, do emprego direto e de habitação. Dilma tenta ser didática. Boa comparação, o esforço de didatismo econômico é um trunfo do lulismo, e não para os tucanos. O fantasma do aparelhamento volta.

Aécio acerta, pois o PT precisa estar no seio do aparelho de Estado para intermediar as realizações da sociedade brasileira. Ponto. Inflação X nível de emprego. A equação é favorável ao lulismo. O tema do crescimento com o índice do PIB seria facilmente superado.

Mantega afirmou o mesmo quanto ao BB no debate com Armínio. Dilma bate bem, pois é fato, na era tucana não havia política industrial. Armínio aparece novamente, daqui a pouco volta o tema da crise da Ásia conforme repercutiu a partir da entrevista ao Valor Econômico. Dilma pontua, e hoje está com melhor dicção. Aécio ironiza, pode não ser uma boa tática, ou talvez seja incontrolável.

 

5

Futuro X comparação de governos. Quem impor a pauta leva este debate e pode ter a incidência final amanhã e domingo. Quebradeira dos bancos estatais, CEF, BB e BNDES. Política social rende mais do que o conceito de política industrial. A saída para este debate é bater no desemprego e no arrocho salarial. Dilma reage e pontua.

Pronatec X o ensino técnico da era FHC. O programa do lulismo capacitaria mão de obra, esta pauta é irredutível. Aécio reage bem. A ironia foi boa, dessa vez acertou. Para o eleitorado, o efeito pode ser até pior. Mas, no debate, Aécio pontua.

O ensino brasileiro no modelo do lulismo realmente é um desafio. Aécio aponta o aumento da carga horária, marca a etapa para a educação. A comparação de Dilma é boa, os números são absurdos na comparação. O problema é que a conta só fecha no pacto de classe via Estado.

Convênio com o Sistema S implica em tentar atirar no seio do agente econômico. Dilma pontua; conta o bom humor dos dois. A educação de base X o aumento do ensino superior. FHC universalizou o ensino de base, o lulismo expandiu o ensino superior. Sai igual.

 

6

Dilma terá de responder ao risco de bolha imobiliária. Este é o tema de fundo. O imóvel próprio seria a alternativa ao aluguel. Pode complicar o tema da declaração de renda, para quem estiver sem emprego fixo. As garantias são uma saída para a moradia própria. Aécio tenta rebater contestando os números.

Aécio aponta para a parceria com os municípios. Ninguém ousa falar em nova regulação de aluguéis. Isso assusta os investidores de imóveis.

 

7

Dilma se enrola na fala, mas os números sobressaem. A simpatia conta no debate. Esforço comum dos concorrentes. Aécio tenta capitalizar através das realizações de seu governo estadual. Os índices de Minas seriam sua credencial.

Aécio gira o debate para a pré-escola e as creches. Liga com as realizações de FHC. A flexibilização dos currículos é uma tema atual. Repasse para os municípios, e não comprometendo diretamente o governo federal. Aécio se saiu bem.

Os números de Dilma sobressaem novamente. A universalização da pré-escola e o tema do Pré-Sal é ponto para Dilma. Fundo soberano. Se o tema do Pré-Sal for evocado o tucano perde o ponto. Na comparação, os contratos atuais geram mais acúmulo de divisas.

Qualificação de mão de obra através do ensino médio. Saiu-se bem Aécio.

 

8

O tema da corrupção é endêmico e atravessa as duas candidaturas. Mas, para quem é governo, o ataque é sempre mais duro. Dilma se defende.

Aécio entra bem no tema, o discurso da moral pública sempre cola melhor para os liberais, que vêem o Estado como entrave para a sociedade.

Engavetador geral da república e PF sempre geram uma boa comparação. Mas, o discurso estilo lacerdista sempre opera bem. Ponto tucano. Aécio tenta grudar o tema com o PT, analiticamente está incorreto. Para o marketing eleitoral, foi perfeito. O engavetador X as manchetes.

Dilma teria de atacar mais duro agora, do contrário perde este ponto. Perdeu a questão pela demora na fala.

 

 9

Aposentadoria e fator previdenciário, tema estrutural. O Brasil aumenta a média de idade e depende do INSS e a íntegra da seguridade social.

Aécio promete que vai rever o fator previdenciário! E a equipe econômica de seu governo, como vai concordar com isso? Vai mudar o índice? O candidato pontua, ousa ir contra uma realização de seu governo. Dilma empurra a conta, mas em 12 anos o lulismo não mexeu no fator.

Dilma demora na fala e empurra a conta. Poderia ter ganho esta questão nos últimos 12 anos, deixou de ganhar o tema e ter reserva de votos. Aécio pontua, não disse como iria cobrir este custo em seu modelo de Estado enxuto, mas na campanha e no debate, este ponto foi dele.

 

10

Fundo Nacional de Assistência e os repasses atrasados. Vai perder a pauta tentando desconstruir as políticas sociais. Dilma reage bem. A petista relaciona o SUAS com o Bolsa Família; rebate o ataque na comparação, os números sempre lhe são favoráveis nas políticas sociais.

Aécio tenta, por tabela, atingir a capacidade de Dilma como gestora. Os familiares de pessoas com deficiência são uma boa clivagem. A propostatucana fortalece os repasses para associações civis de assistência, até porque enfraquece o papel do Estado. O tema é delicado.

Dilma perde o tempo de fala e deixa a resposta sem impacto.

 

11

Planejamento e a Sabesp, o TCU entra no debate, e a conta tenta ser repassada para São Pedro. Os eleitores paulistas referendariam o PSDB.

Aparece a Rosemary, a suposta namorada do Lula. Se entrar o ex-presidente no debate, Dilma leva. O governo coloca a bomba no colo do PSDB. A candidata petista trabalha bem na comparação de São Paulo com o Nordeste. Apela para o humor e se sai bem. Esse neologismo cola, amanhãvai estourar.

A transposição do São Francisco é uma das ausências do lulismo. Abreu e Lima é tema delicado pois entra em Pernambuco.

 

12

Aécio traz o tema do "custo Brasil", por sorte não entrou no tema da CLT. O candidato tucano tenta desmoralizar o governo e chama atenção para o estatuto da reeleição. Dilma reage com o financiamento privado de campanha. Se o PT não mudar a regra eleitoral, sempre ficará a reboque dos oligarcas e dos apoiadores de campanha. Dilma pega carona nas entidades.

Dilma traz o fantasma da PEC da reeleição, uma operação complicada. Aécio contra-ataca com a relação empresa-Estado através do PT. A reforma eleitoral é uma excelente pauta que entra novamente nas eleições como bode na sala. Infelizmente este tema era para 2013.

Dilma aponta novamente para o financiamento empresarial; demora tanto em concluir a frase que esta perde impacto.

 

13

Na comparação com o desempenho do agro-negócio o lulismo é imbatível. Aécio só consegue reagir se afirmar que FHC assentou mais sem-terras. Aécio e Dilma brigam para ver quem tem mais compromisso com o agro-negócio; o tucano bate bem no tema do etanol. Houve erro do governo sim.

O super ministério da Agricultura seria o trunfo do PSDB para um tema que eles sempre perdem. As políticas de Estado do lulismo superam. Este ponto é sempre certo para o lulismo. O Pronaf teria sido obra tucana, mas como todos os programas perdem em escala.

Infra-estrutura é sempre um telhado de vidro; já a política externa foi uma grande infelicidade de Aécio, os dados não comprovam.

 

14

Aécio entra com o tema do Mensalão, é sempre ponto para o PSDB. O tema é paritário, daqui a pouco aparece o Leilão da Telebrás. Zé Dirceu é um dos fantasmas do PT, um operador político comprometido. Na comparação dos Mensalões, quem foi punido larga na frente.

Sivam, Pasta Rosa, metrô de São Paulo e etc. Não sei porque nunca afirma o Leilão da Telebrás. Aécio vai pontuar no tema.

Walfrido Mares Guia é outro fantasma da campanha. Aécio empurra a bomba para o colo do lulismo. Armínio aparece na campanha novamente. Dilma sai das cordas e reagiu bem sobre o tema do Mensalão. Houve empate.

 

15

Programas educacionais em escala são um dos trunfos do lulismo. Prouni, Enem e FIES são trunfos do lulismo. Aécio reage bem, pois Dilma teve arroubos de estadista e elogiou a gestão tucana em dois momentos, no mínimo. Agora é arsenal tucano.

Dilma reage bem, transferindo para a máquina de propaganda do PSDB. Os tucanos sempre perdem no tema das políticas sociais. 8 milhões de votos são um considerável peso eleitoral. O tema do TCE de Minas volta para o debate e vai pontuar para Aécio.

Aécio precisa ganhar em Minas e daí aponta para a fidelização de sua base eleitoral. O tema foi empatado, porque o tucano soube conduzi-lo.

 

16

Dilma vai ter de entrar no tema do saneamento. O tratamento e coleta de esgoto é sempre um tema delicado. Vai entrar em pauta o Ministério das Cidades e as PPPs, com repasse ou fundo garantidor da União. Trata-se de modelo semi-privatista.

Aécio afirma que vai desonerar as empresas de saneamento, como se trata de PPPs e concessionárias, implica em transferência de recursos.

Dilma reage citando a constituição e o arranjo do falho sistema federativo nacional. Cita suas políticas e elas têm base distributiva.

 

17

O tema da segurança pública é sempre um bom apelo eleitoral e uma ausência de crítica sistêmica. Aécio afirma que não vai contingenciar. A suspeita para a política de fronteiras atinge por tabela a linha do Itamaraty adotada pelo lulismo. Ninguém entra no tema policial.

Impressionante, ninguém aborda o tema do fim do IPL e a comparação do sistema policial brasileiro com outros países.

O aumento da participação da União no tema da segurança é tímida. Dilma erra feio. A candidata petista poderia ter comparado o caso do Espírito Santo e a não-intervenção federal em 2002, em função da aliança eleitoral de Serra.

Priorizar a pauta da segurança é reforçar as atribuições "naturais" do Estado para os liberais. Aécio insiste no tema, deve render. Drogas e segurança pública são uma continuidade. Na comparação, o lulismo leva todas, porque supera os tucanos em escala. Mas, Dilma evita o ES.

A experiência da Copa deve ser reproduzida no discurso de Dilma; reivindica a intervenção federal de 2010 como política de Estado. Se o Executivo propôs a mudança na Constituição, e se tem maioria no parlamento, porque não obteve vitória?

O mutirão de resgate de Aécio seria a reprodução de uma experiência pioneira. Será atravessada por educação financeira, reproduz ideologia.

 

18

Aécio rebate com a desindustrialização para a pergunta da plateia. Chama a atenção para o crescimento e compara com a Venezuela.
Dilma rebate com a geração de emprego direto, se sai bem. A qualificação técnica é um trunfo do lulismo. A taxa de desemprego é baixa mesmo.
É muito difícil para os tucanos rebaterem o nível de emprego no Brasil. O crescimento econômico é um índice 
Dilma termina agradecendo a tod@s, interessante. O lulismo aponta para o crescimento, melhoria material e o pacto de classes - trabalho e empreendimento.
A clivagem dos que necessitam de políticas de inclusão é uma boa escolha para o lulismo.

 

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O lulismo se posiciona como uma família de trabalhadores comum e corrente, tenta grudar na memória recente da classe C. Se conseguir, vence.
Aécio faz o apelo da honra e que sai inteiro dos ataques recebidos. O último ataque de sua parte foi a tabela com a Veja e a IstoÉ. Pode funcionar.
O momento do "novo" e tentando pegar carona nas Diretas Já e no colégio eleitoral. A memória histórica X a memória recente das condições materiais de vida.
Sinto porque o twitter caiu e não há como postar simultaneamente.

 

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Aécio rebate com a desindustrialização para a pergunta da platéia. Chama a atenção para o crescimento e compara com a Venezuela.

Dilma rebate com a geração de emprego direto, se sai bem. A qualificação técnica é um trunfo do lulismo. A taxa de desemprego é baixa. É muito difícil para os tucanos rebaterem o nível de emprego no Brasil.

O crescimento econômico é um índice complicado para a massa. Dilma terminou agradecendo a tod@s, interessante. O Lulismo aponta para o crescimento, melhoria material e o pacto de classes. A clivagem dos que necessitam de políticas de inclusão foi uma boa escolha para o lulismo.

O lulismo se posicionou como uma família de trabalhadores comum e corrente, grudando na memória recente da classe C. Se conseguir, vence.

Aécio fez o apelo da honra e que sai inteiro dos ataques recebidos. O último ataque de sua parte foi a tabela com a Veja e a IstoÉ. O candidato tucano tentou pegar carona nas Diretas Já e no colégio eleitoral. A memória histórica X a memória recente das condições materiais de vida.

Sinto porque o twitter caiu e não houve como postar simultaneamente. Deixo aqui meu boa noite e agradeço a atenção de tod@s. Abs, Bruno.

 






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