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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

No país do futebolês, a vitória da impunidade (um regalo de natal...)

dois-em-cena

O Natal chegou mais cedo para operadores e cotistas de divisas circulantes no planeta Terra. Tristeza maior é ver a imagem de craques das quatro linhas maculadas pelo futebolês mal feito escondendo um politiquês impróprio para menores e habilitando os consórcios econômico-eleitorais de sempre. Toninho Malvadeza sorri nas profundezas diante da criatura que o coronel baiano ajudou a gerar. Pobre país.

26 de dezembro de 2009 , da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha

A sociedade mudou e, em parte, o país também. Não significa uma alteração do ponto de vista qualitativo, mas sim em velocidade. A aceleração dos tempos de circulação de informações, notícias, notas e observações fazem com que o calendário, assim como o clima, seja posto em segundo plano. Estamos na semana do natal e as articulações dos consórcios econômico-eleitorais não cessam. Como sintoma disso, o presidente e o governador do estado mais forte do Brasil debatem política como se fora um jogo de futebol. Vejamos o paradoxo.

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No início da madrugada de sábado, aos 19 do corrente mês, o ministro Esteves Lima do Superior Tribunal de Justiça (STJ) encaminha um telegrama para Marli Marques Ferreira, desembargadora e presidenta da 3ª região do Tribunal Regional Federal. Nesta comunicação oficial, durante o final de semana, o ministro Lima faz o bloqueio provisório das ações – de ordem judicial, e por conseqüência policial e investigativa – relativas à Operação Satiagraha, cujo alvo pessoa-jurídica é o banco de investimentos Opportunity e o alvo físico é o banqueiro Daniel Dantas.

Enquanto a maior parte dos brasileiros dormia ou tinha seu lazer, a Justiça dá um passo à frente naquele que, no meu entendimento, pode ser a maior demonstração de impunidade do país. Mas, o problema de fundo aqui demonstrado é outro. Diante de tal medida, e no acompanhamento da investigação e caminhos da PF, da comunidade de informações, das contra manobras e defesas midiáticas de Dantas e aliados, quantos brasileiros tiveram as condições cognitivas de compreender o que se passava? Posso afirmar sem sobra de dúvida. Poucos cidadãos do país conseguem compreender ao ponto de emitir uma opinião contundente a respeito do tráfego de divisas de origens duvidosas ou legais através de paraísos fiscais, leilões de privatização sob suspeita de fraude ou das relações assimétricas entre os agentes econômicos e os operadores da política em escala nacional.

Quase que simultaneamente, ocorre outro debate dos destinos do país. Um diálogo midiatizado entre o presidente da república e o governador de São Paulo, este último, doutor em ciências econômicas pela Universidade de Cornell (EUA). O tema em pauta: a composição de chapa do PSDB, especulando sobre as conseqüências eleitorais de José Serra ter como vice a Aécio Neves. Os termos das candidaturas, já remetem a uma corrida eleitoral. A analogia usada por Lula piora o quadro, aplicando novamente o futebolês. Luiz Inácio é categórico ao dizer que dois jogadores na mesma função e envergadura não podem ser escalados juntos. Serra rebate dizendo que sim, “porque jogador bom se duplica”.

Resultado da “partida”. Os HDs do Opportunity, aqueles apreendidos na hoje longínqua Operação Chacal (outubro de 2004) seguem inviolados e a cidadania ignora categoricamente os porquês de Dantas ter sido solto e prontamente liberado pelo Supremo. Enquanto a ignorância estrutural condicionar a comunicação entre nós, seguiremos sendo a terra da impunidade de elite e da política popularizada em termos futebolísticos. Até quando?

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat


Obs minha, que não consta no original: Sinal dos tempos, a triste falta de memória coletiva. O ex-dirigente sindical que nunca foi de esquerda (segundo suas próprias palavras) cita a Tostão e Dirceu Lopes – craques do Palestra mineiro – e também a Coutinho, melhor parceiro da carreiras de Pelé no Santos imbatível. Tenho a certeza de que a maioria dos jovens brasileiros, freqüentadores de estádios ou consumidores de informação futebolística, pouco ou nada conhece desses craques. Ao mesmo tempo, essa mesma maioria conhece a quase todas as estripulias semi-públicas dos carregadores de piano metidos a craques e com salários super-faturados.






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