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A crise política e a hegemonia petista


No momento, para deleite dos presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) a base de apoio da presidente Dilma pende mais para puxar o seu tapete do que para garantir o PMDB coeso em seu palanque.

19 de março de 2014, Bruno Lima Rocha

E a crise entre PT e PMDB continua, tendo a Eduardo Cunha, deputado fluminense pela legenda de Henrique Eduardo Alves, como bola da vez na política nacional. A partir de sua atuação, o ex-aliado de Garotinho opera no posto de cardeal do famigerado baixo clero no Congresso.

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Como é sabido, em ano eleitoral aumentam as disputas e barganhas mesclando a busca pela manutenção dos mandatos com o pior da política profissional. No momento, para deleite dos presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) a base de apoio da presidente Dilma pende mais para puxar o seu tapete do que para garantir o PMDB coeso em seu palanque. Vale destacar que para os peemedebistas, o conceito de coesão é “flexível”.

Toda a crise passa pela reação contra aquilo que os aliados circunstanciais sempre acusaram o PT. A releitura tropical do conceito de hegemonia, reproduzindo o pior de Lenin através dos conceitos de Gramsci reduzidos ao senso comum, implica no seguinte. Os correligionários de José Dirceu e Delúbio Soares controlariam a espinha dorsal do aparelho de Estado através do governo central.

Assim, ao acomodar correntes internas e novos caciques, sobraria pouca margem de manobra e recursos para que a base do governo pudesse compartilhar das realizações de governo. Como disse o impagável Roberto Jefferson no inesquecível ano de 2005, o PT dá a cabeça, mas controla o corpo. Referia-se ao corpo de ministérios fundamentais e estatais de ponta, como exemplificado na disputa por Furnas Centrais Elétricas. Às vésperas do pleito, está difícil até para conseguir lugar como papagaio de pirata em palanque de inauguração.

O troco da base vem em duas vias. Uma, no simbólico, ao não prestigiar a cerimônia do recâmbio de ministros em ano eleitoral. A presidente Dilma realizou a pequena reforma ministerial e com o perdão do trocadilho, podemos afirmar que houve a troca de seis por meia dúzia.

Titulares de pastas saem para concorrer a cargos eletivos e nesta troca, o baixo clero - ou a bancada do PMDB no Congresso – não indicara ninguém. Outra reprimenda, em nome do poder de barganha, vem no bloqueio da pauta e na inviabilidade de projetos fundamentais para este primeiro semestre de 2014.

Pragmaticamente, a hegemonia petista por dentro da União implica na projeção de poder por vinte anos, passando pela reeleição de Dilma e a possibilidade do retorno de Lula. Para cumprir a meta, o partido de Genoíno até aceita dividir espaço com o fisiologismo, desde que governe praticamente sozinho.

Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.






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