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ISSN 0033-1983
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Dilma vaiada e a identificação não correspondida


Dilma foi vaiada daquela forma porque não existe identidade com ela, não ao menos da maior parte do público presente no Itaquerão.

18 de junho de 2014, Bruno Lima Rocha

As vaias para Dilma, que vieram acompanhas de xingamentos e palavrões, foram a sensação do início da Copa do Mundo. Naquele momento, após uma festa de abertura mais que clichê, o lulismo deu de cara com seu pior desafeto.

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Por mais que os bajule, Lula e seus seguidores não formam uma identificação com o Brasil que gostaria de falar em idioma estrangeiro e olha maravilhado e boquiaberto para o centro do capitalismo como a quintessência da civilização. O outrora maior partido de (ex)-esquerda do Continente é tolerado - e não amado - pelos que dominam o país nas esferas ideológica, econômica e política.

Trata-se de uma dupla lealdade jamais resolvida pelo PT em seu governo de coalizão oligárquica. A Era Lula (e Dilma) foi marcada pelo jogo do “ganha ganha”, onde o andar de cima fatura através do Bismarckismo Tropical e, com as políticas sociais, melhora a vida do andar debaixo.

O problema está na ponta superior da pirâmide social. Como quase sempre ocorre, houve uma interpretação medíocre de viés materialista. Os ex-militantes associaram a lealdade de classe aos benefícios materiais das realizações de governo. O raciocínio até está correto, mas quando se trata de conquistar uma reserva eleitoral massiva.

Como na América Latina a maior parte dos governantes age apenas em benefício próprio e de sua fração de classe, qualquer ação distributiva é vista como excepcional, conquistando de imediato a lealdade (no voto e no afeto), dos que obtiveram o mínimo esperado num sistema democrático.

Este governo opera na lógica do fortalecimento das estruturas do capitalismo e a consequente projeção do Brasil no cenário internacional, entendendo necessário o aumento do poder das empresas de capital nacional ou associado.

O PT e seus aliados fizeram um bom governo para um país capitalista cuja estrutura de Estado é patrimonialista. Seriam a escolha “menos pior” para qualquer pessoa lúcida que fosse de direita. Mas, esqueceram de combinar isso com a classe dominante e sua fração auxiliar, a média alta que opera como reprodutora dos grandes controladores materiais e simbólicos da nação.

Dilma foi vaiada daquela forma porque não existe identidade com ela, não ao menos da maior parte do público presente no Itaquerão. A ex-guerrilheira faz de tudo para construir um país que ruma ao desenvolvimento do capitalismo tupiniquim, mas não tem uma classe dominante pré-disposta a tal ousadia. Também, quem mandou governar tentando satisfazer a quem mal se reconhece como elite brasileira?

Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.






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