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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Os currais eleitorais no Rio de Janeiro


O deputado Natalino Guimarães (DEM) é ex-policial civil e atesta a possibilidade real de colombianização da política brasileira



Bruno Lima Rocha

4ª feira, 30 de julho de 2008, São Sebastião das Lágrimas do Rio de Janeiro

Estou de passagem em minha cidade natal e me surpreendi com a campanha no Rio. Este artigo não aborda o fato da “esquerda” se encontrar fragmentada e com poucos vínculos populares. A preocupação analítica é com os currais eleitorais. Tecnicamente trata-se de regiões da cidade onde a livre escolha do direito ao voto secreto e individual é coagida por um poder que corre de forma paralela e complementar ao Estado. Em tese qualquer cidadão faria suas escolhas de acordo com incentivos, informação, convicções, empatias e outros fatores. Não é o que ocorre hoje na capital fluminense. Infelizmente, nada disso é novidade.

Sempre houveram poderes paraestatais na cidade. O mais antigo é o Jogo do Bicho. Sua convivência é relativamente pacífica sendo a co-gestão do carnaval carioca admitida pelo poder público. A partir da segunda metade dos anos ’80, o narcotráfico, organizado em redes de quadrilhas, tomou o lugar dos antigos “donos de morro”. Implantaram o controle territorial alimentado por uma economia importante para a renda do lugar. Ao contrário do Bicho, este poder exige a lealdade integral. Sai caro ser dissidente na favela. Na primeira metade dos anos ’90, contabilizei dezenas de lideranças comunitárias autênticas assassinadas todo ano. Dez anos depois e o Rio de Janeiro dá outro passo para a colombianização de sua política. O baixo escalão da segurança pública estadual, antes proibido de morar em favelas, se organiza no estilo paramilitar. Assim como as quadrilhas da Ilha Grande ganharam o apelido de “falange”, as forças parapoliciais recebem a alcunha de “milícias”.

Ambas as formações criminosas controlam de forma parecida. Agora ampliam suas redes buscando a representação política. Em tese, a comunidade “fecha com um candidato único”. Na verdade, os poderes locais apontam um candidato e nem se preocupam em comprar votos. Se o “líder” não for eleito, moradores sofrerão. A situação é séria. O momento não é de ação espetacular e mais violência policial. Ou os poderes constituídos apontam uma saída coletiva, ou o Rio será a Medellín brasileira.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat

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