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ISIS contra Al-Qaeda e o jogo duplo das monarquias árabes

english al arabiya

O Sheikh Abu Mohammed Al-Zawahiri é um médico egípcio e o herdeiro da liderança de Osama Bin Laden na rede Al-Qaeda. De preto, o teólogo e professor Abu Bakr al-Baghdadi, auto-intitulado Sheikh e líder do ISIS. Al Baghdadi contesta a liderança do egípcio e rompeu relações dentro do integrismo sunita.

Bruno Lima Rocha, 16/09/2014

 

A nova força do integrismo sunita é o denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS). A diferença de outros grupos, como a rede coordenada pela Al-Qaeda, é o fato deste movimento armado e religioso organizar-se sobre uma base territorial tanto na Síria como no Iraque. Na prática, a ascensão do ISIS e a proclamação do Califado sob comando do teólogo Abu Bakr al-Baghdadi é o início do fim do Acordo Sykes-Picot, estabelecido entre França e Grã-Bretanha para dividir e retalhar os espólios de dominação do Império Otomano, derrotado na 1ª Guerra Mundial. As fronteiras pós-coloniais do Mundo Árabe são, em sua maioria, uma ficção jurídica delegando poder a chefes de caravanas beduínas transformados em monarcas. Os herdeiros da bênção de ingleses, franceses e estadunidenses são os financiadores do integrismo, incluindo fundos para o ISIS, que agora marcha pelas próprias pernas. 

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O Estado Islâmico movimenta em torno de Usd 1 milhão de dólares dia liberando o fluxo de oleodutos instalados na Síria e no Iraque comercializados através do chamado mercado negro. Além desta fonte de recursos, tem um fluxo financeiro constante, sequestra vítimas e opositores nos terrenos onde opera para fins de extorsão, também contando com os clássicos elementos de ligação com as redes de inteligência operando dentro e fora dos círculos islamistas. Hoje o ISIS teria, aproximadamente, um contingente de 30.000 combatentes no antigo território da Síria e outros 50.000 no Iraque. Está armado com veículos leves, blindados com lagartas, conta com artilharia móvel e alguma defesa anti-aérea. O califado executa com perfeição a guerra de mobilidade e tenta criar uma limpeza cultural e religiosa nos territórios onde circula. 

 

O trunfo do ISIS é se auto-financiar, não necessitando exclusivamente dos apoios e recursos vindos das monarquias árabes sunitas, como Arábia Saudita, Bahrein, Iêmen, Qatar, Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos. Além destes Estados, outros magnatas e monarcas do mundo árabe têm fortalecido a capacidade operacional de grupos jihadistas, em geral vinculados a Al-Qaeda.

 

O volume de recursos vindos do Qatar e sauditas para os integristas sunis lutando na Síria contra o governo Assad fez o feitiço virar contra o feiticeiro. O principal braço da Al-Qaeda na região, a Frente Al-Nusra, tem de combater seus adversários no mesmo campo.  O ISIS é a força jihadista hegemônica do Despertar Sunita. Foi graças a este levante dos "iraquianos" que eram protegidos por Saddam Hussein e que se viram à mercê do governo xiita Al-Maliki no Iraque, somados a capacidade operacional de ex-combatentes do partido Baath, que o ISIS se torna independente da Al-Qaeda e projeta uma estratégia própria. 

 

A melhor forma dos EUA combaterem o ISIS, do ponto de vista estratégico, é utilizar de supremacia aérea e acabar com a infra-estrutura do inimigo. Mas, tal guerra será sempre limitada para não destruir completamente instalações petrolíferas, algo impensável para o lobby do petróleo.

 

Artigo originalmente publicado na versão impressa do Jornalismo B 






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