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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Reflexões de uma Cuba pós-Fidel - 1


Camilo Cienfuegos, desaparecido em 1959, comandava uma das colunas da Sierra Maestra durante a Revolução Cubana. Suas desavenças com Fidel e Raul eram visíveis já ao longo da guerra contra Batista. Sua morte até hoje permanece sem explicação plausível.



Em forma de frases de curtas, gostaria de provocar o tirocínio dos leitores deste teimoso portal. O tema é a aposentadoria de Fidel Castro e a efetivação de Raul ao poder.

- Os ventos da revolução cubana terminaram com o acordo tácito entre as duas superpotências da bipolaridade, EUA e URSS, de que a América Latina seria intocável. Por isso o equivalente na época ao PC cubano, o PSP, foi contra o Movimento 26 de julho.

- Cuba sobreviveu após 1962 baseando-se na compra de açúcar pela União Soviética. Ainda que o padrão de vida tenha melhorado muito, a forma de geração de renda e inserção no comércio internacional se manteve com as mesmas bases de quando a ilha era o paraíso da jogatina e a sede das máfias italiana e judia.

- Fidel Castro assume o poder e não constitui de cara um regime totalitário. Tinha de negociar com outras 5 forças beligerantes, que aceitaram a liderança da guerrilha do 26 de Julho a partir da Sierra Maestra. As bases urbanas, sindicais e estudantis, não eram nem do 26 e muito menos do partido satélite de Moscou, que por sinal apoiava a ditadura de Fulgencio Batista.

- Ernesto Guevara de la Serna rompe com Fidel sem explicitar a ruptura. O momento ápice foi a negação de criar de um parque fabril, a começar por fábricas de vidro, tudo sistematicamente vetado pela financiadora URSS. A crise dos mísseis foi o estopim de uma compreensão do papel que jogava a União Soviética e sua balança de poder.

- A crise entre Fidel, a nomenklatura cubana – incluindo os ex-apoiadores de Batista alçados ao poder, os membros do politburo do PSP (satélite de Moscou) – e o enlace não realizado entre o destacamento de Che na Bolívia e o PC boliviano é um eixo central de análise. A fusão do MR 26, do Diretório Estudantil Revolucionário e o PSP, criando de vez o PCC (cubano) só se realiza em 1965. Não por acaso, quando o Che já estava peleando no Congo.

- O exercício do poder em família, o clã dos Castro Ruz, é típico de um regime de força. Por um lado é inquestionável o processo de Cuba em si, desde a guerra Hispano-Estadunidense, passando pelos conflitos dos anos ’30 e ’40, alcançando uma forma de poder interessante a partir do ataque (frustrado por sinal) ao quartel de Moncada em 26 de julho de 1956. Por outro é indefensável a associação de um regime político fechado com um Estado distributivista.

- Afirmo que teoria política não é fantasia nem panfleto da poliarquia. Assim como é uma falácia neoliberal-neoinstitucional fazer a venda casada de regime político de democracia indireta-poliárquica-representativa + sistema econômico capitalista (e financeiro mais recentemente); também é uma falácia – talvez ainda pior – vender o peixe da inevitabilidade de um regime político fechado e autoritário como garantia de processo de ruptura e distributivismo. Ambas são mentiras históricas e necessitam ser combatidas em vários planos.

- Fidel Alejandro Castro Ruz teve e tem o dom da sobrevivência, sendo um mito em vida. No meu modo de ver não deixa bom exemplo para uma idéia de construção política coletiva. Camilo Cienfuegos Gorriarán e Daniel Alarcón Ramírez que o digam.

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