Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial




































































































































































































































































































































































































































































































































































































" target="_blank">



















































































































































































































































]> &acunetixent; " target="_blank">

























































































prompt(941983)" target="_blank">





































































































































































































































































































































Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Moral privada em negócios públicos

Cananet

Com o descrédito da política institucional, representantes que fazem o mínimo da sua obrigação executiva ou legislativa se tornam heróis da moral nacional. É a lógica do "rouba, mas faz", que imortalizou o ex-governador de São Paulo e fumante Adhemar de Barros.

14 de junho, Bruno Lima Rocha

“A mulher de César não basta ser honesta, mas também parecer honesta”. Pois bem, hoje no Brasil, está ocorrendo justamente o inverso dentre aqueles e aquelas que optaram por cursar uma carreira na política tradicional. O depoimento dos governadores de Goiás e do Distrito Federal levanta suspeições de alto calibre, onde no mínimo, a fronteira entre a vida pública e privada é tênue e frágil.

Nota-se também que as relações “heterodoxas” entre contratantes e fornecedores não foram suficientes para garantir a convocação do governador fluminense. Este fora blindado assim como os contratos da nobre construtora com o Palácio dos Bandeirantes tampouco entraram nos autos da CPMI.

enviar •
imprimir •

Mais uma vez nos colocamos diante de um paradoxo, com perigos e armadilhas. Ou admitimos que o papel de governante e representante do povo é atravessado por vias de corrupção e locupletamento particular, ou então podemos nos deparar com uma cruzada de tipo conservadora, abrindo margens para uma espécie de macarthismo tupiniquim. Ambas as escolhas são furadas.

Por outro lado, é preciso ser comedido com esta história de quebra de sigilo telefônico. Ao mesclar as conversas privadas com temas de tipo coletivo, a conduta de um indivíduo pode ser julgada por temas absolutamente irrelevantes.

Assuntos como opção sexual, forma de lazer, hábitos de consumo, usos e costumes, não deveriam ser usados como arma política. Neste sentido somos até mais sadios (ou menos enfermos) do que o Império em decadência.
Podemos ser o trópico dos pecados, mas não um país de hipócritas, regidos por falsos moralistas como os arautos da política estadunidense.

Voltando ao drama dos negócios públicos, o mais relevante seria um mecanismo de vigilância perene, onde os fornecedores do Estado teriam de abrir contas bancárias, expor movimentação financeira e receber periodicamente uma visita de equipe de peritos contábeis.

Estes, preferencialmente motivados por uma ideologia republicana de tipo “jovens turcos”, munidos de planilhas e softwares para rastreio do dinheiro. Do contrário, episódios como os de Cachoeira e Delta permanecerão rotineiros.

Do jeito que a coisa vai, teremos o lema de Adhemar de Barros (“rouba, mas faz”) como o padrão do “menos pior”, sendo a nova versão do voto útil no século XXI.

Vivemos um momento transitório, onde a obrigação torna-se virtude, e como quase ninguém cumpre aquilo que é dito, apenas ser consequente entre palavras e atos já transformam um hipotético tribuno em paladino da justiça.

Texto publicado originalmente no Blog do Noblat.






« voltar