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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Censura e autocensura no campo da Província


O saudosismo da estupidez calou fundo na não-cobertura jornalística sobre o despejo das mulheres da Via Campesina na Fazenda Tarumã. Se a Brigada Militar estivesse agindo sob controle e legalidade, não haveria censura alguma. Porque o medo do registro? De onde partiu a ordem de censura? Porque nenhuma empresa de comunicação denunciou o abuso?



A ocupação da Fazenda Tarumã em Rosário do Sul na semana passada criou um caso de estudo para o jornalismo gaúcho. Poucas vezes a mídia corporativa, àquela grandona que vive dos patrocínios oficias e da jabalândia, foi proibida de cobrir algum evento. Nesta oportunidade, o comandante do Comando Regional de Policiamento da Fronteira Oeste, coronel Lauro Binsfeld (amigo dos latifundiários), oficial adepto do arrivismo repressivo de Paulo Roberto Mendes, deitou e rolou em cima da “liberdade de imprensa”. Cárcere privado para jornalistas, repórteres fotográficos e cinegrafistas; roubo e destruição de equipamento de coleguinhas; bloqueios das antenas de celulares e isolamento de 11 kms. no perímetro das terras da Stora Enso.

Percebam os profissionais e curiosos de mídia na aldeia do pago: até o sindicato dos jornalistas se manifestou! Sim, a diretoria eleita pela gloriosa chapa 1 da Fenaj, a continuidade da mesma direção com o conterrâneo Celso Schröder na cabeça, tomou uma atitude e repudiou a censura da Brigada e do governo do estado. A coisa toda não pára por aí.

Falando em autocensura, no exato momento em que escrevo esta Nota (11 de março de 2008, 09:48), ouço uma das emissoras de jornalismo radiofônico da Província, daquelas cuja rede tem rádios com outorga vencida e receita vinculada ao patrocínio oficial (como a prefeitura de Canoas). Pois bem, uma das patrocinadoras da Expo Direto do município de Não Me Toque é a transnacional com sede na Suíça, a famigerada Syngenta Seeds. Sim, ela mesmo. Entra o nome da empresa que assassinara um sem-terra no Paraná no final do ano de 2007 e ninguém faz uma relação direta entre o patrocínio da feira e o ocorrido. A entrevista discorre com mais um nobre diretor do agro gaúcho,sendo a prosa conduzidapara o empresário caloteiro chutar o balde; reclamando o alongamento da dívida do agro do RS para mais de 20 anos. O total da dívida dos “empresários” do agro ultrapassa os R$ 130 bilhões de reais; equivalendo a mais ou menos R$ 1 bi de dívida com a União para cada 1 milhão de toneladas de grãos produzidos. Quem paga essa conta? Quem financia a farra da soja e cia? Nós, a patuléia que nem soja come!

Voltando a neo-censura, como é sabido por tudo e todos, são informações de fontes abertas e ninguém tem a coragem ou a sinceridade de informar. Não bastasse a autocensura, quando a coisa aperta e pode sobrar processo para as tropas da Brigada estacionadas em área de fronteira e empregadas na repressão contra as mulheres que protestaram contra o descumprimento da Constituição Federal, entra em ação o Coronel Paulo Roberto Mendes e seus asseclas, censurando, batendo e arrebentando o já tão autoreprimido ofício de jornalista.

Porca vergonha, pobre da Província cuja imprensa é cúmplice nas barbaridades vende pátria que assolam a terra de Teixeira Nunes.

Leiam abaixo a Nota oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS

Nota Oficial

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais.”

Nota originalmente publicada no portal do jornalista santamariense Claudemir Pereira. Foi revisada antes da publicação.

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