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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

No esporte brasileiro, o problema é de modelo

apasantamaria

O péssimo estado dos equipamentos esportivos em escolas públicas de ensino fundamental e médio deveria ser a primeira preocupação, junto com a mão de obra especializada, na massificação do desporto escolar no Brasil. Após mais de oito anos com os ex-comunistas à frente da pasta, os resultados neste sentido foram ínfimos.

20 de outubro de 2011, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha

Nunca antes na história deste país se prestou tanta atenção ao desporto como um todo. O Ministério do Esporte, por onde já passara Edson Arantes do Nascimento (em gestão irrelevante durante o primeiro governo FHC), muda de status. De pasta com pouca expressão torna-se vitrine mundial e base de diálogo com jovens, aficionados e desportistas de todo o país. Além da projeção, com a realização de grandes eventos internacionais (Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016), o Ministério tem uma série de programas com razoável volume de verbas (ínfimas se comparadas com o montante gasto na rolagem da dívida interna) e capilaridade social. Mas, há problemas.

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Estou bem à vontade para retomar a crítica a gestão contínua do PC do B (primeiro com Agnelo Queiroz e agora com Orlando Silva) à frente da pasta, pois venho fazendo-a aqui desde 2006. São dois problemas permanentes. O primeiro, passa pelas estruturas de poder (até a pouco intacta) dominantes no desporto em geral e no futebol profissional em particular. Se agora as relações com o comando da cartolagem estão tensas com o Planalto, tal fato não ocorrera nos oito anos anteriores. O segundo está na aplicação do modelo de popularização da prática desportiva no Brasil, cujos reflexos o atual ministro sofre como alvo de denúncias de um correligionário desafeto.

Reconheço, nem tudo anda mal. A honestidade intelectual me obriga a admitir os méritos das duas últimas gestões. A cada competição ampliamos o número de modalidades representadas e, em igual proporção, as chances de medalhas. Quanto ao alto rendimento olímpico, há pouco para ser contestado se comparado com governos anteriores. Já a massificação, esta deixa muito a desejar. Na entrevista coletiva de 2ª (17/10), Orlando Silva afirmara a suspensão dos convênios como ONGs para repasse de verbas públicas, dando total prioridade às ações conjuntas com poderes municipais e estaduais, além de universidades estatais. Acontece que os repasses para entidades privadas nunca deveriam ter existido.

Se houvesse um mínimo de coerência entre o imaginário deste partido e o estilo de gerir a pasta, os ex-comunistas deveriam buscar inspiração no modelo cubano de desenvolvimento esportivo – onde a base é o desporto na escola e como política pública universal - e não na reprodução pífia de terceirização das funções de Estado. Para tristeza geral, esta crítica reproduz apenas o consenso entre os especialistas. Será que é necessário passarem oito anos e meio para se descobrir o óbvio?

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat






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