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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

O Federalismo boliviano é de duas vias

Na Bolívia, até há bem pouco tempo atrás, nem os prefeitos eram eleitos de forma direta. Parece raro e esquisito para o público brasileiro, mas é típico de um Estado unitário e centralizado. Curioso, para não dizer casuísta, que estas medidas não erma sentidas quando a Bolívia era governada por aliados das transnacionais e pela oligarquia cruceña. Só para ilustrar, nos governos do general e narcotraficante HugoBanzer, nenhum empresário sonharia em dizer algo assim.

No próximo dia 2 de julho, os bolivianos voltarão às urnas para definirem o grau de autonomia para cada departamento. Também estará em jogo o uso do subsolo e o grau de regulação que poderá ser exercido pelo governo central daquele país. Ontem, além de Morales presidente, foram eleitos os prefeitos dos 327 municípios e os governadores para os 9 departamentos.

A manobra faz-nos lembrar da história latino-americana do século XIX. Para cumprir seu destino manifesto, os EUA anexaram, através de diversas formas, o antigo vice-reinado do México. O Texas, como modalidade interessante de anexação, fora independente por 10 anos, como República comandada por Samuel Houston e seus sucessores, até se unir aos EUA.

No momento, onde as maiorias aplastradas do poder central desde que a Bolívia existe enquanto Estado se aproximam do Poder Executivo, se aplica a fórmula federalista. Autonomia que teoricamente é inatacável, defendendo a eleição direta dos governadores dos 9 departamentos. Autonomia esta, que pode ser legítima de um ponto de vista teórico, mas cujos efeitos reais podem ser a alienação de patrimônio público e popular.

Aclaro que este humilde analista é um federalista convicto. Mas, Santa Cruz é outro tema, e lá é outra Bolívia. Fundamenta a oligarquia cruceña um discurso no mínimo elitista e pró-gringo. Não é a à toa que a monocultura brasileira da soja lá se instalara. Os modelos são os mesmos ou no mínimo, muito parecidos.

Sabemos que não se criam mais países com facilidade, menos ainda na América Latina. Mas, que para executaruma aliança estratégica com as transnacionais, uma nação camba independente de fato ainda que não de direito,é algofundamental, ah isso é.

A história passa e muitas vezes repete-se como tragédia. Troquemos os povos comanches e kiowas por aymaras, quéchuas e guaranis e veremos a intrigante repetição outra vez mais.

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