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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Refletindo sobre o ataque colombiano


Uribe e seu alto comando necessitavam de uma ação contundente, tanto para assegurar-se da condição de melhor escolha dos EUA para a interna colombiana, como para interromper a provável libertação de reféns, intermediada por Equador e Venezuela, e com o suporte de Sarkozy. O Comando Sul aplaudiu.



Sempre digo, cito e repito a mesma ladainha. Para compreender um cenário complexo é necessário nos desfazermos dos preconceitos e da panacéia de sempre. Proponho uma leitura distanciada, pela ótica do ultra-realismo, compreendendo o que de fato ocorreu.

Uribe foi brilhante. Não nos cabe julgar do ponto de vista moral. Como chefe de Estado, presidente à frente de uma guerra civil interna com mais de 40 anos, tendo seu governo e país escorado nos mais de US$ 3 bilhões de dólares anuais enviados pela Casa Branca, Uribe Vélez fez o que deveria. Agiu de forma a condicionar e expor a aliança tácita dos países vizinhos – Equador e Venezuela – para com a oposição armada. As FARC anseiam há mais de duas décadas o reconhecimento como força beligerante mediante a Convenção de Genebra. A política externa de Chávez e Correa aponta nesse sentido. Some-se a este reconhecimento discreto, a capacidade de Hugo Rafael de operar como mediador na libertação de reféns. Ou Uribe fazia um ato de força, provando para seu financiador externo – os EUA – que vale a pena um acordo com a próxima administração estadunidense para uma aventura rumo ao terceiro mandato; ou o Plano Colômbia partiria em busca de “outro parceiro”. CIA, DEA e os “consultores” do Comando Sul e de Fort Bragg tomaram à frente e criaram o fato militar que internacionaliza o conflito interno colombiano, tornando-o amazônico/sul-americano.

Para os EUA, o Pacto Nacional de Colômbia não pode e nem deve ser renovado, porque ancora sobre a oligarquia e os chefetes de gamonales, a estrutura do Estado. Para os gringos é melhor um advogado e executivo enérgico, disposto a quase tudo, do que os governos pactados e muitas vezes reféns de um congresso que é tão ou mais corrupto do que o próprio Executivo. A aposta de Uribe, mão visível do Comando Sul e do Departamento de Estado, foi muito arriscada. O caso não descamba em guerra, não por agora.

Uma última reflexão é necessária. Por mais que pareça cruel, apenas esta guerra em escala maior apontaria uma saída militar para o impasse estrutural do conflito colombiano. Até lá, dê-lhe presepada midiática e haja Glifosato!

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