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Irã, EUA e a política de pesos e contrapesos

uol

Irã, EUA e a política de pesos e contrapesos

28 de novembro de 2013, Bruno Lima Rocha

 

No domingo dia 24/11, representantes dos Estados Unidos, outras quatro potências nucleares (Rússia, Inglaterra, França e China) e a Alemanha, chegaram a um acordo junto à diplomacia iraniana, alcançando um novo patamar no Sistema Internacional. Pela primeira vez em 35 anos houve uma real possibilidade de distensão entre a superpotência global e a potência regional persa. Ao aceitar plenas condições para que a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) tivesse livre trânsito em seu território, a chancelaria de Hassan Rouhani garante a manutenção das pesquisas científicas e afasta o risco de iminente conflito bélico.

 

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Após o fiasco do bombardeio não realizado contra as bases do governo Assad na Síria, o Departamento de Estado sob comando de John Kerry consegue uma relevante vitória pontual. Um Irã forte e com condições de retomada econômica após a suspensão parcial do bloqueio é fundamental para a política estadunidense de pesos e contrapesos na região. O primeiro contrapeso é estratégico. Não é do interesse dos Estados Unidos fazer com que a Rússia de Vladimir Putin tenha – de forma permanente – ao Irã (xiita e teocrático) como parceiro preferencial na região. Tal aliança subordina Teerã a Moscou e reforça a posição russa na reconstrução da Comunidade Eurasiana (incluindo Estados muçulmanos ex-membros da União Soviética). Um Irã com política externa própria e independente é um freio para o expansionismo de Putin. Por mais distante que seja do ideário liberal-democrático, o Estado persa é um pivô geopolítico relevante e opera como fator de coesão e estabilidade para o mundo islâmico.

 

Já o segundo e o terceiro contrapesos são mais delicados. Estados árabes e despóticos, aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Qatar, transferem recursos bilionários no apoio dos integristas sunitas na Síria e no Iraque. Tais facções da Al-Qaeda estão em conflito direto contra a Guarda Revolucionária iraniana e o Hezbollah (xiita libanês), os dois últimos como suporte do governo do clã Assad. Um Irã fortalecido implica em enfraquecimento ao jogo duplo destas monarquias. Ao mesmo tempo em que são aliadas comerciais dos EUA, também apóiam - como financiadores - às redes terroristas adversárias na “guerra ao terror”. Por fim, o terceiro contrapeso já fora manifestado pelo gabinete de Netanyahu. Classificando o acordo como “erro histórico”, Tel Aviv teme que a política externa dos EUA - paulatinamente - não tenha mais um alinhamento automático da superpotência junto a Israel.

 

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat






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