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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Os protestos no Brasil e a representação coletiva

Ao mobilizar a população contra uma perda de direitos, o anarquismo se prova em prática como forma de acumulação de força social. Eis o exemplo.

folha

20 de junho de 2013, Bruno Lima Rocha

 

Síndrome da profecia anunciada, os episódios da noite de segunda, 17 de junho, deveriam ter ocorrido no ano de 2005, no auge do desencanto com o escândalo do Mensalão. No ano seguinte, pouco antes da Copa de 2006, tivemos um drops do evento, quando o MLST entrou de forma abrupta no “mui nobre e valoroso” Congresso Nacional cujo atual presidente da Câmara Baixa, “não sabe a motivação destas pessoas”. Semana passada, quando os protestos pelo direito à mobilidade urbana se nacionalizaram após a vitória parcial em Porto Alegre, afirmei nesta publicação que tais lutas ultrapassavam o Consenso de Brasília e que materializavam anos de trabalho acumulado por agrupações políticas mais à esquerda, catapultadas pelas redes sociais. Não deu outra.

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A representação coletiva tem duas grandes motivações. A primeira destas é o peso da ideologia anarquista. Ao contrário do que se afirma em rede nacional, apesar do silêncio de boa parte da grande mídia, o conjunto de idéias que orienta estes atos é de base libertária e tem a incidência direta do anarquismo, tanto em sua forma mais difusa como na ala orgânica vinculada a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). É a presença deste conjunto de idéias e formas de ação que alimenta o repúdio a presença de bandeiras político-eleitorais, mesmo sendo partidos mais à esquerda, como PSTU e PSOL. A tese anarquista é simples: fortalecer as entidades de base e as redes de movimentos populares. A partir da força destas coletividades, vir a conquistar direitos diminuindo a margem de atuação de empresários e governos.

 

Outra motivação para o repúdio da presença de bandeiras político-eleitorais é a relação direta destes com o chamado oportunismo. A paranóia está solta e basta ler a mídia de internet mais vinculada ao governo Dilma para ver que circula um discurso de “golpe eleitoral” no ar. Uma preocupação mais provável, é que no pleito de 2014, legitimamente, surjam candidatos de esquerda tomando como bandeira a participação destes atos. O problema – para quem escolhe a via eleitoral - é que a maior parte dos ativistas ocupando as ruas de capitais e cidades médias do país repudiam esta forma de capital político. Logo, levar bandeiras vermelhas ou amarelas, se associadas a uma sigla eleitoral, é atividade mal vista hoje.

 

Diante deste universo de atitudes políticas, é quase inevitável o ataque a símbolos dos poderes constituídos, sejam estatais ou privados. O avanço movimento pode vir a solidificar outra forma de fazer política no país.  

 

Este artigo foi originalmente publicado  no blog do jornalista Ricardo Noblat






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