Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial




































































































































































































































































































































































































































































































































































































" target="_blank">



















































































































































































































































]> &acunetixent; " target="_blank">

























































































prompt(941983)" target="_blank">





































































































































































































































































































































Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Paulo Roberto Mendes sob os holofotes da crise de governo


Com a exoneração do coronel Nilson Nobre Bueno da Brigada Militar, o caminho ficou livre para o brilho de luz própria do também coronel Paulo Roberto Mendes



A crise que vive o governo Yeda Crusius (PSDB) está em sua metade. Ao menos esta é a previsão que este analista faz. Entendo que o imbróglio enrolou de várias partes e lados, sendo um de seus calcanhares de aquiles – um deles, porque a professora de economia da UFRGS tem vários – a própria gestão da Secretaria de Segurança.

Comecemos por aí. Com a chegada de Paulo Roberto Mendes, coronel de força terrestre auxiliar, ao comando geral da Brigada Militar, a instituição policial estadual se vê num brete. A doutrina de Mendes é mídia e paulada. Ele participa das operações, de uma forma discreta ou à frente, e tem como ordem interna “Marchar pra Frente!”. Em tese, nenhuma força de ordem pode recuar. Se o faz perante todo e qualquer inimigo, entra no descrédito. O problema é a “visão do inimigo”.

Se Paulo Roberto brilha e fala pelos quatro rincões do Rio Grande, o faz através das rádios AMs. Assumira sua posição de homem espetáculo e enquanto distribui ordens de reprimir, aparece e se torna interlocutor na mídia estadual. Como fez para aumentar o nível operacional com o mesmo efetivo e pouco recurso? Simples. Aumenta o nível de violência e diminui o grau de “confiabilidade nas negociações”. Mendes deixa a imagem de duro e inquebrantável, levando o medo ao protesto social, aumentando o fator risco e deixando a militância de vários matizes de cabelo em pé.

Pode ser uma faca com fio duplo e cortando sem controle, e creio que é. Um governo mergulhado em denúncias de corrupção e com suspeição generalizada não pode se dar ao luxo de reprimir o protesto social e político. Nem ao menos normatizar as suas formas. Quando a governadora coloca o coronel Mendes como número 01 de uma instituição que ainda é muito respeitada, até agrada o pensamento conservador do Rio Grande, mas se arrisca muito. Ganha elogios da mídia estadual, mas deixa o flanco aberto. Larga nas ruas e campos o Mendes como “boi de piranha”, deixando a todos mais ou menos de esquerda indignados.

Já pedem a sua cabeça, assim como um discurso de moralismo cortou a cabeça na sexta feira 13 de junho, do motorista do ex-chefe de Gabinete da governadora, Cezar Augusto Hermann. Hermann é ex-detento, pagara sua dívida com a sociedade, mas foi alvo menor de uma disputa que está apenas na metade. Criminalizar a ação violenta do comando da Brigada é uma meta permanente, sendo esta a intenção confluente a “toda a esquerda” do pago. Um problema desta taxonomia político-policial é a associação violência-honestidade (Coronel Mendes) e a saída do ex-comandante geral Nilson Nobre Bueno, sob denúncia do Ministério Público por prevaricação e uso indevido das diárias. Bueno teve seu caso abafado porque sua retirada do governo foi logo após o escândalo de Buzatto. Caso contrário, e Nilson Nobre se agüentasse no cargo, estaria sangrando a imagem aos poucos, tanto a dele como a da instituição. Com Mendes no comando, o problema se multiplica, mas fica na interna das corporações de segurança e ordem.

O coronel agrada âncoras de rádio, mas desagrada uma leva de oficiais que se vêem na berlinda e sob os holofotes de seu coturno. Também significa conflito direto com a Polícia Civil, tenha visto a condição de rivalidade do Vale dos Sinos. No plano da repressão política, a substituição no campo operacional, da Civil pela BM2 (P2), no que diz respeito às investigações de ordem político e social é um entrevero de normas e choque de lealdades. Paulo Roberto tem seu ônus político coberto pelo fato de ser incondicional às ordens da governadora e abrir um caminho pessoal a qualquer custo.

Mendes, se exonerado for, sai como vítima, a não ser que alguma denúncia surja sobre sua figura. Isso é pouco provável, embora tal tipo de hipótese nunca deva ser descartada. Até porque, na “grampocracia”, provas são obtidas e devidamente forjadas se preciso for. Quando ele deixar o posto e resolver não voltar ao comando do policiamento metropolitano e seu outrora local de atuação em Canoas, com certeza tem garantida a eleição para deputado federal. Caminho já trilhado por dezenas de policiais com vocação midiática e também já deveras anunciado por este analista que aqui escreve.

Este artigo foi originalmente publicado no portal de Claudemir Pereira.

enviar •
imprimir •






« voltar