Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial




































































































































































































































































































































































































































































































































































































" target="_blank">



















































































































































































































































]> &acunetixent; " target="_blank">

























































































prompt(941983)" target="_blank">





































































































































































































































































































































Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Os financistas do mundo e a eleição brasileira

FT

Outrora entusiasta do crescimento brasileiro, hoje o Financial Times é um dos arautos da tragédia que talvez venha, sendo que a antecipação de cenários já deforma o cenário em si. O Brasil é alvo da cobiça do capital financeiro.

Bruno Lima Rocha

 

 

O segundo turno das eleições brasileiras tem relação direta com: a projeção do país; a aliança estratégica do bloco político do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL); o alinhamento do Brasil junto à globalização corporativa. A política externa de Lula e estendida por Dilma (com algumas correções no pragmatismo) é estruturalmente distinta do período de Fernando Henrique. Mudou o eixo e o foco. Em escala mundial, nosso país reforça as relações Sul-Sul, especificamente priorizando os investimentos em infra-estrutura e cadeias produtivas da América Latina e África. O Brasil hoje é um motor do capitalismo mundial. Quem ganhar na urna comandará a 7ª economia do mundo.      

enviar •
imprimir •

No hemisfério norte, o diário Financial Times (FT) já decretou a sentença. Em editorial de 27 de setembro de 2014, o jornal “econômico”, autêntico porta-voz do capital financeiro, anuncia a tragédia das potências emergentes. Aqui, a Carta Maior, portal a favor do governo de coalizão que opera como consciência crítica por esquerda, alertou. Segundo os financistas londrinos, à altura do The Economist (conhecido como The Propagandist), Brasil, assim como Turquia e África do Sul seriam países fadados ao fracasso. Como estaríamos em “crise”, não teríamos outra saída a não ser um arrocho pesado.

 

A mentira tenta se fazer concreta através da opinião publicada. Em cadeia, os capitais voláteis iriam correr para alimentar a superpotência, deixando à míngua o refinanciamento dos países do G-20. Os Estados Unidos repassam sua dívida pública pelo mundo e com isso financiam o complexo industrial-tecnológico-militar, torrando cerca de UsD 840 bilhões de dólares em 2015. Como não há orçamento capaz de dar conta desse absurdo, sendo que a produção industrial dentro do território dos EUA equivale a menos de 10% de seu Produto Interno Bruto (PIB), por períodos é necessário sugar os recursos financeiros mundiais.

 

Trata-se de um jogo de força. Se os capitais vão para os EUA, logo fugirão dos emergentes. Para manter os ganhos de bancos e especuladores, o alvo é tomar conta da autoridade monetária das economias que valem à pena serem disputadas. Os porta-vozes dos especuladores apontam suas baterias para o Brasil (líder latino-americano) e os pares do país, respectivamente, a maior economia africana (África do Sul) e do mundo islâmico (Turquia). O mundo observa um novo eixo econômico (através dos BRICS e os países líderes regionais), mas está distante de outra hegemonia financeira. Nesta disputa pelo controle da expansão capitalista, o papel do Brasil é central.

 

O segundo turno será uma colisão entre uma candidatura de centro-direita (o Lulismo e aliados oligárquicos) e um adversário neoliberal. Com Aécio, o país se alinha aos desígnios dos fundos de investimento, bancos privados, aplicadores em paraísos fiscais e outros agentes transnacionais. A Banca nunca perde. Embora prefiram os tucanos, mesmo que Dilma vença, os financistas internacionais vão querer garantir o núcleo duro da equipe econômica do vencedor.

 

Artigo originalmente publicado no Jornalismo B, quinzenário impresso de Porto Alegre e Região Metropolitana   

 






« voltar