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Artigos •
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A greve da Polícia Civil e a situação limite


O dispositivo de da 2ª linha do BPChoque da Polícia Militar paulista atacou e sofreu o revide dos seus colegas da Polícia Civil em greve há mais de 30 dias. O modelo entra em colapso com o fenômeno da sindicalização policial.



Bruno Lima Rocha

São Leopoldo, Vale dos Sinos, 22 de outubro de 2008

Na tarde de quinta, 16 de outubro, o Brasil assistiu ao conflito entre as polícias paulistas. As categorias da Polícia Civil do Estado de São Paulo, em greve há mais de um mês, saíram em passeata exigindo a abertura de negociação. O governador José Serra (PSDB/SP) optou por não reconhecer os interlocutores indicados pelos grevistas. Os doze representantes dos policiais civis foram impedidos de ultrapassar a primeira barreira formada pela PM. Nas regras da política, essa é uma linguagem de conflito.

Quando um dos lados, no caso Serra, não reconhece a interlocução indicada e há ânimo de luta na base social mobilizada, se abrem duas variáveis. Uma, a comissão de negociação desiste, "apazigua" a idéia de indignação e o protesto se tranca. A segunda, a base avança com ou sem a sua direção e se manifesta de forma direta. Os dispositivos da Polícia Militar ficaram emparedados. Se deixassem os colegas da Civil passar, isto caracterizaria insubordinação. Ao tentar impedi-los, tinham em conta que estavam diante de um adversário à altura. Dada a capacidade técnica das duas corporações, apesar de toda violência absurda, até que as baixas foram poucas.

Outros fatores tornam a situação ainda mais grave. Primeiro, a batalha campal se deu no perímetro de segurança em torno ao Palácio dos Bandeirantes. Serra deveria buscar negociar dentro da Secretaria de Segurança ou em algum local neutro. Além de não conversar com o comando de greve, deixou exposto o símbolo do poder político paulista. Segundo, a ação repressiva da PM exaltou as rivalidades entre duas corporações policiais. Os custos desta relação institucional seriam insuperáveis se alguém saísse morto da passeata. Faltou pouco para isso acontecer.

No Brasil, a Polícia Militar e a Polícia Judiciária (Civil), não se complementam e muitas vezes rivalizam entre si. Já afirmei este conceito antes. Vivemos uma verdadeira Babel policial. Um modelo de racionalidade gerencial implica em polícia unificada, carreira e academia inicial únicas, nível superior para todas as funções investigativas e dedicação integral para o trabalho policial. Enquanto isso não acontecer, o país passará por outras situações limite.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.

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