{"id":10424,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=742"},"modified":"2023-03-13T21:21:17","modified_gmt":"2023-03-14T00:21:17","slug":"o-esporte-de-base-e-a-omissao-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10424","title":{"rendered":"O esporte de base e a omiss\u00e3o do Estado"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/canto_reacao_rocinha.jpg\" title=\"Exemplos como este, deveriam passar pela rede p\u00fablica de ensino, e n\u00e3o apenas contar com a boa vontade e o voluntarismo de atletas de ponta, como o judoca Fl\u00e1vio Canto.\n\n - Foto:\" alt=\"Exemplos como este, deveriam passar pela rede p\u00fablica de ensino, e n\u00e3o apenas contar com a boa vontade e o voluntarismo de atletas de ponta, como o judoca Fl\u00e1vio Canto.\n\n - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Exemplos como este, deveriam passar pela rede p\u00fablica de ensino, e n\u00e3o apenas contar com a boa vontade e o voluntarismo de atletas de ponta, como o judoca Fl\u00e1vio Canto.<\/p>\n<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p ><?xml:namespace prefix = st1 ns = \"schemas-houaiss\/mini\" \/>Vila Setembrina dos Farrapos, Continente do <?xml:namespace prefix = st2 ns = \"schemas-houaiss\/acao\" \/>Rio Grande de S\u00e3o Sep\u00e9, 27 de junho de 2006<\/p>\n<p >A Copa do Mundo da Alemanha apresenta investimentos astron\u00f4micos destinados ao esporte de alto rendimento. Assim acontece no Brasil, do futebol ao esporte menos praticado. O mau exemplo come\u00e7a na pr\u00f3pria CBF, gestora do \u201cproduto\u201d sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol. Repete-se o problema no tratamento dado ao esporte de base no Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (COB) e no pr\u00f3prio Minist\u00e9rio do Esporte. <\/p>\n<p ><?xml:namespace prefix = st1 ns = \"schemas-houaiss\/mini\" \/>Por ironia da hist\u00f3ria, puseram um homem do PC do B neste minist\u00e9rio. Agnelo Queiroz n\u00e3o fez jus \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do extinto Leste Europeu, ou mesmo de Cuba, com bloqueio econ\u00f4mico h\u00e1 mais de 40 anos e ainda assim pot\u00eancia ol\u00edmpica. A alian\u00e7a com as oligarquias mais atrasadas do Brasil foi reproduzida nos acordos do governo Lula com a bancada da bola e os holofotes de Carlos Arthur Nuzman. Na berlinda ficou quem j\u00e1 estava, as milh\u00f5es de crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de risco urgentemente necessitadas do <?xml:namespace prefix = st2 ns = \"schemas-houaiss\/acao\" \/>apoio do Minist\u00e9rio para o esporte de base.<\/p>\n<p >O exemplo da CBF \u00e9 emblem\u00e1tico. O produto sele\u00e7\u00e3o \u00e9 super explorado, muito bem gerido e globalizado. Agora, a gest\u00e3o da entidade maior do esporte mais praticado no Brasil, al\u00e9m de suas habituais \u201cjogadas\u201d, n\u00e3o organiza e planifica as categorias de base, que por sinal, nem calend\u00e1rio nacional tem. Isto sem <st2:hdm>falar<\/st2:hdm> na falta de regula\u00e7\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es, envolvendo jogadores menores de idade. Proporcionalmente, ocorre nas sele\u00e7\u00f5es o mesmo que na profissional. Cuidado com o produto final e descaso com a sociedade que o formou. O padr\u00e3o de nosso time \u00e9 de primeira, do roupeiro ao t\u00e9cnico, s\u00e3o todos profissionais muito capacitados. As instala\u00e7\u00f5es da Granja Comary, da sede da Confedera\u00e7\u00e3o, o acompanhamento m\u00e9dico, a nutri\u00e7\u00e3o, enfim, tudo o que pode <st2:hm>fazer<\/st2:hm> uma equipe competitiva, e na maioria das vezes vencedora, o Brasil tem. Mas, lembremos, essa \u00e9 a ponta. J\u00e1 na base, a bola \u00e9 a par\u00f3dia da vida brasileira, correto? Portanto, como haveria de <st2:hm>estar<\/st2:hm> a base?<\/p>\n<p >N\u00e3o pretendemos <st2:hm>ficar<\/st2:hm> respondendo a perguntas \u00f3bvias, nem tampouco nos concentrando apenas em <st2:hdm>falar<\/st2:hdm> de futebol para <st2:hm>pegar<\/st2:hm> carona na copa organizada pelo lugar-tenente de Jo\u00e3o Havelange. O problema do esporte est\u00e1 al\u00e9m das gloriosas conquistas da canarinho. \u00c9 um tema de fundo, e pela gravidade da situa\u00e7\u00e3o de nossas periferias, se torna quest\u00e3o de Estado. A encruzilhada est\u00e1 justamente a\u00ed. Ningu\u00e9m sabe o que quer e como <st2:hm>cobrar<\/st2:hm> o rendimento do esporte de base no Brasil. Os indicadores, quando os projetos s\u00e3o bem feitos, apontam n\u00fameros insuper\u00e1veis. E a\u00ed mora mais um perigo e problema. N\u00e3o temos um modelo de desenvolvimento desportivo; temos um neg\u00f3cio chamado terceiro setor, ocupando uma franja \u201cdeixada ao Deus quem sabe um dia dar\u00e1 algo\u201d. Isto \u00e9, mais uma omiss\u00e3o do <st2:hm>poder<\/st2:hm> p\u00fablico.<\/p>\n<p >Do mesmo modo que Ant\u00f4nio Palocci afirmou nada <st2:hm>poder<\/st2:hm> <st2:hm>fazer<\/st2:hm> contra os rumos macro-econ\u00f4micos pr\u00e9-tra\u00e7ados, Agnelo Queiroz nada fez para <st2:hm>combater<\/st2:hm> a \u201cbancada da bola\u201d e a suc\u00e7\u00e3o de recursos esportivos para o alto rendimento. Grandes resultados e mega-eventos trazem muita m\u00eddia. Vitrine esta, bem mais barata do que os bilh\u00f5es gastos em \u201cpropaganda institucional\u201d nos \u00faltimos meses de pr\u00e9-campanha eleitoral. Situa\u00e7\u00e3o semelhante viveu o rec\u00e9m-falecido jornalista Daniel Herz, co-autor do programa de democracia na comunica\u00e7\u00e3o cujas linhas, diretrizes e conceitos n\u00e3o foram aplicados em sequer uma v\u00edrgula. O mesmo se deu no esporte. Luiz In\u00e1cio e Jos\u00e9 Dirceu tiveram as melhores cabe\u00e7as do jornalismo esportivo a seu favor. Usaram e abusaram de sua credibilidade, para depois n\u00e3o <st2:hm>executar<\/st2:hm> nada do que havia sido programado. Detalhe, assim como no programa escrito para a \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, no esporte em geral e, especificamente, no futebol, o programa foi encomendado pelo ent\u00e3o \u201cN\u00facleo Duro\u201d do governo. Nada foi implementado e ainda por cima tentam a todo custo <st2:hm>aprovar<\/st2:hm> a Timemania. Salvar\u00e3o clubes da \u201cfal\u00eancia\u201d, mas sem <st2:hm>intervir<\/st2:hm> em nenhuma institui\u00e7\u00e3o cujas contas s\u00e3o no m\u00ednimo suspeitas; sempre assegurando a co-gest\u00e3o ente clubes, empres\u00e1rios da bola e os cartolas \u201camadores\u201d que enriquecem com o futebol.<\/p>\n<p >Do outro lado da grade, temos milh\u00f5es de jovens com pouca ou nenhuma forma\u00e7\u00e3o, com muita chance de \u201cfazerem carreira\u201d na vida do subemprego estrutural e sonhando com uma chance no esporte profissional. Como n\u00e3o temos uma estrutura de base definida, a escola p\u00fablica n\u00e3o d\u00e1 conta de <st2:hm>cumprir<\/st2:hm> seu processo de socializa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica atrav\u00e9s do esporte. No artigo anterior, afirmamos as ra\u00edzes do futebol amador e o tecido social brasileiro. Mas, e os outros esportes? E no pr\u00f3prio futebol, quem organiza a massa de jovens amadores? \u00c9 a escola, \u00e9 a secretaria municipal ou estadual dos esportes, s\u00e3o os centros de excel\u00eancia, as escolinhas privadas, os pr\u00f3prios clubes de competi\u00e7\u00e3o ou nenhum deles?<\/p>\n<p >Na aus\u00eancia de modelo, repetimos uma mescla de solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, que n\u00e3o nos trazem estrutura\u00e7\u00e3o definitiva. Nestes tempos de p\u00f3s-Consenso de Washington e \u201cadmira\u00e7\u00e3o\u201d gerencial do pa\u00eds de Bush Jr., alguns modelos deles n\u00e3o s\u00e3o aqui implementados. Nos Estados Unidos, cabem as escolas p\u00fablicas o papel de <st2:hm>universalizar<\/st2:hm> o acesso ao esporte de competi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (obrigat\u00f3rias), todas as escolas de primeiro e segundo grau t\u00eam equipes das mais variadas modalidades e competem entre si em escala regional, estadual e cuja pir\u00e2mide chega \u00e0s finais nacionais. A <st2:hm>partir<\/st2:hm> do 2\u00ba grau, a peneira fica mais dif\u00edcil, sendo que os programas de universidades, a\u00ed sim, privadas, estaduais ou \u201ccomunit\u00e1rias\u201d (mas de fato todas pagas), d\u00e3o bolsas aos atletas de alto rendimento. <\/p>\n<p >Sabemos que este modelo tr\u00e1s em si uma carga de competi\u00e7\u00e3o brutal, isso em uma sociedade com estrutura simb\u00f3lica menos diversificada do que a brasileira. Ainda assim, chamo a aten\u00e7\u00e3o para um modelo coerente e que funciona, da base ao alto rendimento.<\/p>\n<p >O mesmo se d\u00e1 em Cuba, cuja experi\u00eancia foi reprodutora dos pa\u00edses de Capitalismo de Estado da antiga \u201cCortina de Ferro\u201d. O conceito em si, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 muito nenhum saud\u00e1vel. Incentivando o esporte ol\u00edmpico como proje\u00e7\u00e3o de um Estado e forma de governo, tinha no desporto a v\u00e1lvula de escape das amarguras de uma sociedade fechada. Ainda assim, mais uma vez repetimos, \u00e9 um modelo que funciona, mesmo sem condi\u00e7\u00f5es materiais \u00e0 altura, como \u00e9 o caso cubano atual. Considerando a trajet\u00f3ria pol\u00edtica do atual ministro Orlando Silva de Jesus, este como sucessor de seu correligion\u00e1rio de PC do B, Agnelo Queiroz, fica uma d\u00favida. Ser\u00e1 que esta equipe esqueceu de seus pr\u00f3prios pressupostos? Isto porque, por mais horrorosa que fosse a experi\u00eancia social stalinista, no esporte ela funcionou, e bem.<\/p>\n<p >Em quatro anos, ao menos um outro modelo poderia <st2:hdm>ter<\/st2:hdm> sido posto \u00e0 prova. Poderia, mas n\u00e3o foi. Vejamos o belo projeto Escola Aberta. Feito na boa vontade, suor e ra\u00e7a de milhares de volunt\u00e1rios em todo o Brasil, sua verba total em 2004 (a oriunda do governo da Uni\u00e3o) foi de R$ 6 milh\u00f5es, metade do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e a outra metade do Minist\u00e9rio do Trabalho e do Emprego. Detalhe \u00e9 que de cada tr\u00eas atividades do Escola Aberta, duas s\u00e3o pr\u00e1ticas desportivas ou das chamadas \u00e1reas correlatas. N\u00e3o que este projeto seja exclusivamente voltado para o esporte, mas seus oficineiros, monitores, pais, professores e alunos terminam montando equipes nas escolas. Obviamente, na maioria das vezes, estes times de diversas modalidades s\u00e3o custeados com parcos recursos pr\u00f3prios. Como sempre, nas finais de torneios escolares abundam nobres representantes da classe pol\u00edtica, posando de eficientes gestores do suor alheio. <\/p>\n<p >\u00c9 certo que o Projeto Escola Aberta \u00e9 realizado em co-gest\u00e3o com a Unesco e em parceria com governos estaduais e municipais. Muitas vezes, os estados afirmam estes conv\u00eanios por conta pr\u00f3pria, vinculando-se \u00e0s mega empresas do chamado terceiro setor. Outra vez, n\u00e3o remuneram aos seus oficineiros e apontam a \u201cgrande sa\u00edda\u201d para o desenvolvimento da cultura, do esporte e da sociedade civil brasileira. Mais isen\u00e7\u00e3o fiscal. N\u00e3o precisamos <st2:hm>perder<\/st2:hm> tempo aqui identificando as super ONGs, sempre ativas parceiras volunt\u00e1rias de gabinetes de primeiras damas e outras estruturas de \u201cgrande utilidade\u201d no aparelho estatal brasileiro. Tamanha aus\u00eancia de governo acaba gerando mais frustra\u00e7\u00e3o para milhares de estagi\u00e1rios de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ainda jovens idealistas do esporte como forma de socializa\u00e7\u00e3o e que quase nunca recebem suas \u201cvultosas\u201d bolsas de R$ 130,00 por m\u00eas.<\/p>\n<p >Por fim, cabe uma reflex\u00e3o. As faculdades de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica est\u00e3o super lotadas, o mercado de trabalho para estes profissionais diminui a cada dia, temos uma academia de gin\u00e1stica por esquina e ainda assim n\u00e3o existe um plano nacional de desenvolvimento do esporte de base, que funcione. V\u00e3o <st2:hm>p\u00f4r<\/st2:hm> a culpa na heran\u00e7a maldita, ali\u00e1s, deveras amaldi\u00e7oada. Mas, ap\u00f3s quatro anos, algo distinto da <?xml:namespace prefix = st3 ns = \"schemas-houaiss\/dicionario\" \/><st3:sinonimos>adula\u00e7\u00e3o<\/st3:sinonimos> de cartolas e empres\u00e1rios, poderia <st2:hdm>ter<\/st2:hdm> sido feito.<\/p>\n<p >Como nada fizeram e possivelmente quase nada far\u00e3o, nos resta <st2:hm>apoiar<\/st2:hm> aos oficineiros e volunt\u00e1rios do esporte, an\u00f4nimos ativistas que fazem a diferen\u00e7a nas quadras e terrenos baldios Brasil adentro. <\/p>\n<p >Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exemplos como este, deveriam passar pela rede p\u00fablica de ensino, e n\u00e3o apenas contar com a boa vontade e o voluntarismo de atletas de ponta, como o judoca Fl\u00e1vio Canto. 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