{"id":10447,"date":"2009-01-15T18:07:06","date_gmt":"2009-01-15T18:07:06","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=917"},"modified":"2009-01-15T18:07:06","modified_gmt":"2009-01-15T18:07:06","slug":"eduardo-nogueira-angelim-aracati-6-de-julho-de-1814-20-de-julho-de-1882-martir-cabano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10447","title":{"rendered":"Eduardo Nogueira Angelim (Aracati, 6 de julho de 1814 &#8211; 20 de julho de 1882) -m\u00e1rtir Cabano"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Cabanagem15_01_2009.jpg\" title=\"Confrontando soldados portugueses, tropas leais do Rio de Janeiro e mercen\u00e1rios navais ingleses, a massa cabana defendera a independ\u00eancia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e o controle da Amaz\u00f4nia por seus moradores integrados ao meio natural. - Foto:\" alt=\"Confrontando soldados portugueses, tropas leais do Rio de Janeiro e mercen\u00e1rios navais ingleses, a massa cabana defendera a independ\u00eancia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e o controle da Amaz\u00f4nia por seus moradores integrados ao meio natural. - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Confrontando soldados portugueses, tropas leais do Rio de Janeiro e mercen\u00e1rios navais ingleses, a massa cabana defendera a independ\u00eancia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e o controle da Amaz\u00f4nia por seus moradores integrados ao meio natural.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>A Cabanagem foi a revolu&ccedil;&atilde;o popular da Amaz&ocirc;nia. Pioneira na subleva&ccedil;&atilde;o de ind&iacute;genas, na fus&atilde;o cultural t&iacute;pica do que hoje &eacute; conhecido como a regionalidade paraense, demarcou um Brasi amaz&ocirc;nico com identidade e anseios pr&oacute;prios. Infelizmente, como na maior parte das rebeli&otilde;es e revolu&ccedil;&otilde;es do per&iacute;odo do 1&ordm; reinado e reg&ecirc;ncia, a Cabanagem tinha uma dire&ccedil;&atilde;o heterog&ecirc;nea e vacilante. Tanto &eacute;, que como um padr&atilde;o de comportamento pol&iacute;tico, todas as elites pol&iacute;ticas rebeldes vacilaram perante as negocia&ccedil;&otilde;es imperiais. Mesmo com as contradi&ccedil;&otilde;es, a revolta do povo das cabanas na beira dos rios igarap&eacute;s e igap&oacute;s marcou um princ&iacute;pio de poder popular constitu&iacute;do, onde as massas ind&iacute;genas, negras, caboclas e cafusas experimentaram um exerc&iacute;cio de poder direto. Eduardo Nogueira Angelim, fez de sua pr&oacute;pria trajet&oacute;ria, a marca da Cabanagem em solo amaz&ocirc;nico. &Eacute; mais um her&oacute;i semi-an&ocirc;nimo, &quot;regional&quot; e pouco estudado na Hist&oacute;ri a oficial brasileira.<\/p>\n<p>por fontes abertas da web<\/p>\n<p>&quot;Os monstros da tirania cortaram cabe&ccedil;as e alimentaram-se de sangue! Tiveram for&ccedil;as para matar o corpo, mas&#8230; com suas baionetas e torturas n&atilde;o puderam matar a id&eacute;ia, porque esta &eacute; sagrada e t&atilde;o grande como o mundo! &#8230; A id&eacute;ia n&atilde;o morre&quot;. <\/p>\n<p>Eduardo Nogueira Angelim , 14 de agosto de 1881 <\/p>\n<p>A chegada de Eduardo Nogueira Angelim no Gr&atilde;o-Par&aacute; remonta a d&eacute;cada de 1820, fugindo de uma seca que assolou sua regi&atilde;o de origem nestes anos. Devido ao seu esp&iacute;rito de luta, foi apelidado de &quot;Angelim&quot;, por ser esta madeira muito resistente. J&aacute; com 19 anos, participava ativamente da pol&iacute;tica da Prov&iacute;ncia. No Brasil do s&eacute;culo XIX lutou pela autonomia da prov&iacute;ncia do Gr&atilde;o-Par&aacute; &#8211; atual estado do Par&aacute; &#8211; para que esta se mantivesse separada do Imp&eacute;rio do Brasil, cujas estruturas pol&iacute;ticas monarquistas e planos de governo nada tinham de vantajosos em rela&ccedil;&atilde;o aos dos portugueses rec&eacute;m afastados, prosseguindo no isolamento e marginaliza&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia, ali&aacute;s vis&iacute;veis ainda hoje, comparando-se aos grandes centros urbanos do Brasil. <\/p>\n<p>Sempre contou com o apoio de sua senhora, Elo&iacute;sa Clara que, diz-se, aconselhava-o sempre que Angelim agia. Revolucion&aacute;rio, partid&aacute;rio da Cabanagem sendo inclusive o terceiro presidente cabano. Preso no Acar&aacute; em 20 de outubro de 1836 em meio ao labirinto aqu&aacute;tico da Amaz&ocirc;nia, foi conduzido a capital Bel&eacute;m, pelas tropas do marechal Francisco Soares Andr&eacute;a, e enviado &agrave; julgamento no Rio de Janeiro, seguindo para a ilha de Fernando de Noronha, onde foi exilado. Retorna ao Par&aacute; em 1851, fixando resid&ecirc;ncia na cidade de Barcarena. <\/p>\n<p>Quando do seu retorno n&atilde;o mais se envolveu em pol&iacute;tica. Morreu em 20 de julho de 1882, sendo enterrado na capela do Engenho de Madre de Deus, na Ilha de Trambioca em Barcarena, mesmo local onde descansaram os restos do famoso Jo&atilde;o Batista Gon&ccedil;alves Campos, um dos autores intelectuais do movimento da Cabanagem. <\/p>\n<p>O Movimento <\/p>\n<p>Na noite de 6 de Janeiro de 1835 os rebeldes atacaram e conquistaram a cidade de Bel&eacute;m, assassinando o presidente Sousa Lobo e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material b&eacute;lico. No dia 7, Clemente Malcher foi libertado e escolhido como presidente da Prov&iacute;ncia e Francisco Vinagre para Comandante das Armas. O governo cabano n&atilde;o durou por muito tempo, pois enquanto Malcher, com o apoio das classes dominantes pretendia manter a prov&iacute;ncia unida ao Imp&eacute;rio, Francisco Vinagre, Angelim e os cabanos pretendiam se separar. O rompimento aconteceu quando Malcher mandou prender Angelim. As tropas dos dois lados entraram em conflito, saindo vitoriosas as de Francisco Vinagre. Clemente Malcher, assassinado, teve o seu cad&aacute;ver arrastado pelas ruas de Bel&eacute;m. <\/p>\n<p>Agora na presid&ecirc;ncia e no Comando das Armas da Prov&iacute;ncia, Francisco Vinagre n&atilde;o se manteve fiel aos cabanos. Se n&atilde;o fosse a interven&ccedil;&atilde;o de seu irm&atilde;o Ant&ocirc;nio, teria entregue o governo ao poder imperial, na pessoa do marechal Manuel Jorge Rodrigues (julho de 1835). Devido &agrave; sua fraqueza e ao refor&ccedil;o de uma esquadra comandada pelo almirante ingl&ecirc;s Taylor, os cabanos foram derrotados e se retiraram para o interior. Reorganizando suas for&ccedil;as, os cabanos atacaram Bel&eacute;m, em 14 de agosto. Ap&oacute;s nove dias de batalha, mesmo com a morte de Ant&ocirc;nio Vinagre, os cabanos retomaram a capital. <\/p>\n<p>Eduardo Angelim assumiu a presid&ecirc;ncia. Durante 10 meses, a elite se viu atemorizada pelo controle cabano sobre a Prov&iacute;ncia do Gr&atilde;o-Par&aacute;. A falta de um projeto com medidas concretas para a consolida&ccedil;&atilde;o do governo rebelde, provocou seu enfraquecimento. Em mar&ccedil;o de 1836, o brigadeiro Jos&eacute; de Sousa Soares Andr&eacute;ia foi nomeado para presidente da Prov&iacute;ncia. A sua primeira provid&ecirc;ncia foi a de atacar novamente a capital (abril de 1836), em fun&ccedil;&atilde;o do que os cabanos resolveram abandonar a capital para resistir no interior. <\/p>\n<p>As for&ccedil;as navais sob o comando de Grenfell bloquearam Bel&eacute;m e, no dia 10 de maio, Angelim deixou a Capital, sendo detido logo em seguida. Entretanto, ao contr&aacute;rio do que Soares Andr&eacute;ia imaginou, a resist&ecirc;ncia n&atilde;o terminou com a deten&ccedil;&atilde;o de Angelim. Durante tr&ecirc;s anos, os cabanos resistiram no interior da prov&iacute;ncia, mas aos poucos, foram sendo derrotados. Ela s&oacute; cederia com a decreta&ccedil;&atilde;o de anistia aos revoltosos (1839). Em 1840 o &uacute;ltimo foco rebelde, sob lideran&ccedil;a de Gon&ccedil;alo Jorge de Magalh&atilde;es, se rendeu. <\/p>\n<p>Calcula-se que de 30 a 40% de uma popula&ccedil;&atilde;o estimada de 100 mil habitantes morreu. <\/p>\n<p>Em homenagem ao movimento Cabano um monumento foi erguido na entrada da cidade de Bel&eacute;m: o Monumento &agrave; Cabanagem. <\/p>\n<p>Pesquisa e reda&ccedil;&atilde;o de Camila Reinheimer <\/p>\n<p>Revis&atilde;o de Bruno Lima Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confrontando soldados portugueses, tropas leais do Rio de Janeiro e mercen\u00e1rios navais ingleses, a massa cabana defendera a independ\u00eancia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e o controle da Amaz\u00f4nia por seus moradores integrados ao meio natural. Foto: A Cabanagem foi a revolu&ccedil;&atilde;o popular da Amaz&ocirc;nia. 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