{"id":10448,"date":"2009-01-23T02:40:32","date_gmt":"2009-01-23T02:40:32","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=922"},"modified":"2009-01-23T02:40:32","modified_gmt":"2009-01-23T02:40:32","slug":"obama-trajetoria-e-etnia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10448","title":{"rendered":"Obama, trajet\u00f3ria e etnia"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/obama-washington.jpg\" title=\"O cientista pol\u00edtico de Columbia assumiu no trabalho com os pobres de Chicago a condi\u00e7\u00e3o da moral puritana como um ponto de partida para ocupar o cargo mais poderoso deste mundo - Foto:\" alt=\"O cientista pol\u00edtico de Columbia assumiu no trabalho com os pobres de Chicago a condi\u00e7\u00e3o da moral puritana como um ponto de partida para ocupar o cargo mais poderoso deste mundo - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O cientista pol\u00edtico de Columbia assumiu no trabalho com os pobres de Chicago a condi\u00e7\u00e3o da moral puritana como um ponto de partida para ocupar o cargo mais poderoso deste mundo<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>&nbsp;Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>4&ordf;, 21 de janeiro de 2009 <\/p>\n<p>A elei&ccedil;&atilde;o de Barack Hussein Obama pode ser analisada por v&aacute;rios atrav&eacute;s fatores. Um destes, essencial para compreender o significado desta vit&oacute;ria, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre etnia e democracia. O fator de novidade &eacute; a descend&ecirc;ncia e o pertencimento &eacute;tnico de Obama. O 44&ordm; presidente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) reflete em sua vit&oacute;ria uma carga de simbolismo maior do que a realidade dos caminhos por ele percorridos. &Eacute; o primeiro negro (afro-americano) no cargo mais poderoso do mundo. Mas, como l&iacute;der estadunidense, percorreu os ritos de passagem para o cargo, cumprindo ao menos cinco pap&eacute;is tradicionais.<\/p>\n<p>O ex-editor da Harvard Law Review &eacute; mais um presidente que passou pelo filtro de duas das oito universidades de elite que comp&otilde;em a Ivy League (Columbia, Brown, Princeton, Harvard, Yale, Cornell, Dartmouth e Univ. of Pennsylvania). Constituiu fam&iacute;lia afro-americana e n&atilde;o multirracial, casando-se com uma mulher que t&ecirc;m diplomas t&atilde;o fortes quanto os dele. Sua carreira pol&iacute;tica, embora venha do trabalho de base, passara por elei&ccedil;&otilde;es distritais atrav&eacute;s do sistema bipartid&aacute;rio oficial. Como homem de f&eacute;, professa uma religi&atilde;o de base crist&atilde; e monote&iacute;sta. Sua trajet&oacute;ria &eacute; de &ldquo;vencedor&rdquo; e n&atilde;o de &ldquo;herdeiro&rdquo; ou &ldquo;fracassado&rdquo;. Trata-se de um homem que alcan&ccedil;ou a mobilidade social atrav&eacute;s de capacidade intelectual e dedica&ccedil;&atilde;o ao coletivo. <\/p>\n<p>Sua juventude personifica o melting pot de cidad&atilde;o do mundo com fortes ra&iacute;zes liberais. Mas, como ativista pol&iacute;tico, &eacute; um t&iacute;pico integracionista afro-americano. Ao organizar comunidades pobres de maioria negra, o atual presidente dos EUA se filia a uma tradi&ccedil;&atilde;o de luta por direitos civis, por dentro do Partido Democrata. O pragmatismo das escolhas e o tr&acirc;nsito entre distintas camadas sociais &eacute; uma tomada de posi&ccedil;&atilde;o. Sua elei&ccedil;&atilde;o representa a dupla derrota, tanto da &ldquo;Am&eacute;rica profunda e racista&rdquo; como das op&ccedil;&otilde;es radicais das minorias sobrevivendo nos EUA. A elei&ccedil;&atilde;o de Obama conclui a vit&oacute;ria de Martin Luther King sobre Malcolm X. <\/p>\n<p>Para as rela&ccedil;&otilde;es raciais nas Am&eacute;ricas, o que h&aacute; de transformador nesta vit&oacute;ria &eacute; a carga simb&oacute;lica d&uacute;bia. Para o grande p&uacute;blico, um presidente negro nos EUA significa o fim do racismo estrutural. N&atilde;o &eacute;. No pa&iacute;s com mais de 2,3 milh&otilde;es de presidi&aacute;rios, 11% dos homens negros entre 20 e 34 anos passou pela cadeia. Os afro-americanos equivalem a 13% dos estadunidenses e s&atilde;o 37,5% da popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria. N&atilde;o estamos falando de um artista, atleta ou &ldquo;celebridade&rdquo;. Trata-se de um advogado e pol&iacute;tico de sucesso representando a parcela democrata da mesma fra&ccedil;&atilde;o de classe a qual pertencem operadores como Condoleezza Rice, Colin Powell e Roger Ferguson. Ele personifica tanto um poderoso mercado de consumo assim como a capacidade dos Estados Unidos de incorporar outras elites dirigentes. Obama &eacute; um &ldquo;t&iacute;pico&rdquo; personagem estadunidense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cientista pol\u00edtico de Columbia assumiu no trabalho com os pobres de Chicago a condi\u00e7\u00e3o da moral puritana como um ponto de partida para ocupar o cargo mais poderoso deste mundo Foto: &nbsp;Bruno Lima Rocha 4&ordf;, 21 de janeiro de 2009 A elei&ccedil;&atilde;o de Barack Hussein Obama pode ser analisada por v&aacute;rios atrav&eacute;s fatores. 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