{"id":10455,"date":"2009-04-29T16:59:16","date_gmt":"2009-04-29T16:59:16","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=974"},"modified":"2009-04-29T16:59:16","modified_gmt":"2009-04-29T16:59:16","slug":"todos-os-arenistas-do-presidente-que-nunca-foi-de-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10455","title":{"rendered":"Todos os \u201carenistas\u201d do presidente que nunca foi de esquerda!"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/presidente-collor.jpg\" title=\"A volta de Fernando, o roxo que fora absolvido pelo Supremo. Collor \u00e9 parte da base de apoio do ex-inimigo do governo de Jo\u00e3o, um brasileiro, Figueiredo. A ARENA deita e rola sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Luiz In\u00e1cio.  - Foto:reporterdiario\" alt=\"A volta de Fernando, o roxo que fora absolvido pelo Supremo. Collor \u00e9 parte da base de apoio do ex-inimigo do governo de Jo\u00e3o, um brasileiro, Figueiredo. A ARENA deita e rola sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Luiz In\u00e1cio.  - Foto:reporterdiario\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A volta de Fernando, o roxo que fora absolvido pelo Supremo. Collor \u00e9 parte da base de apoio do ex-inimigo do governo de Jo\u00e3o, um brasileiro, Figueiredo. A ARENA deita e rola sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Luiz In\u00e1cio. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:reporterdiario<\/small><\/figure>\n<p>Bruno Lima Rocha, 29 de abril de 2009, do Rio Grande de S&atilde;o Sep&eacute; <\/p>\n<p>No &uacute;ltimo dia 30 de mar&ccedil;o, as centrais sindicais mais &agrave; esquerda, incluindo a central oficial, a CUT (Central &Uacute;nica dos Trabalhadores), fizeram atos em defesa do emprego e contra a crise econ&ocirc;mica. A jornada de luta era para arrancar o 1&ordm; de abril, fazendo alus&atilde;o ao Golpe de 1964, que completou 45 anos de triste mem&oacute;ria. No entanto a burocracia cutista jogou para outra data, para impedir a mem&oacute;ria e confundir &agrave; milit&acirc;ncia brasileira. &Eacute; justo por essa mem&oacute;ria, pela verdade e a justi&ccedil;a, que a data foi adiada. Porque poderia ficar demonstrado que o governo comandado por um ex-dirigente sindical, faz a todos os brasileiros esquecer, n&atilde;o s&oacute; o passado recente sen&atilde;o tamb&eacute;m o presente vergonhoso. Podemos apontar, dentre v&aacute;rias, duas causas fundamentais para isso.<\/p>\n<p>A primeira &eacute; que na arena da mem&oacute;ria, a verdade e a justi&ccedil;a, o governo de Luiz In&aacute;cio Lula d&aacute; Silva faz todo o esfor&ccedil;o poss&iacute;vel para impedir a abertura dos arquivos das for&ccedil;as armadas a respeito da repress&atilde;o pol&iacute;tica e do per&iacute;odo da ditadura. Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) agitou mais esta casa de vespas que o mandato de Lula. <\/p>\n<p>A segunda &eacute; a not&oacute;ria presen&ccedil;a de arenistas, ex-membros da Alian&ccedil;a Renovadora Nacional (ARENA), o partido oficial de apoio &agrave; ditadura militar no atual governo. Lula, al&eacute;m de ter um l&iacute;der empresarial como vice-presidente (Jos&eacute; Alencar) e tucanos serristas de toda a vida (que d&atilde;o suporte ao governador de S&atilde;o Paulo, Jos&eacute; Serra, PSDB) em seu governo, como o ministro da Defesa Nelson Jobim, o presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) Ronaldo Sardenberg e o mais conhecido deles, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil (Bacen). Desde o 1&ordm; de janeiro de 2003. Mr. Meirelles &eacute; reconhecido no mundo como alto executivo do Bank of America, ex-presidente mundial do BankBoston, al&eacute;m de ser acusado de crime eleitoral e de fortuna sem origem, e, como complemento de t&atilde;o &ldquo;nobre&rdquo; trajet&oacute;ria, foi deputado federal eleito pelo PSDB (GO, elei&ccedil;&atilde;o de 2002). <\/p>\n<p>Voltando ao caso dos Arenistas, sua propor&ccedil;&atilde;o e seu peso relativos s&atilde;o enormes. De 43 &oacute;rg&atilde;os executivos de primeiro n&iacute;vel, dentre minist&eacute;rios, secretarias especiais, gabinetes, Advocacia Geral da Uni&atilde;o (AGU), Controladoria Geral da Uni&atilde;o (CGU), Casa Civil e vice-presid&ecirc;ncia, a ARENA tem 8. Ou seja, a propor&ccedil;&atilde;o &eacute; que a cada 6 ministros, 1 deles participou dos governos da ditadura. Essa extra&ccedil;&atilde;o da oligarquia brasileira convive pacificamente com ex-guerrilheiros hoje ministros, como Dilma Roussef (ex-VAR-Palmares e titular da Casa Civil, ap&oacute;s a queda de Jos&eacute; Dirceu) e Franklin Martins (ex-MR 8, colunista da Organiza&ccedil;&atilde;o Bal&atilde;o por d&eacute;cadas, ministro da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social), sem falar no mais poderoso lobista do pa&iacute;s, o ex-guerrilheiro e deputado federal ca&ccedil;ado Jos&eacute; Dirceu, premi&ecirc; de Lula at&eacute; a crise pol&iacute;tica de 2005. <\/p>\n<p>Resumamos a ficha corrida dos Arenistas de Lula no primeiro n&iacute;vel: <\/p>\n<p>Jos&eacute; M&uacute;cio Monteiro (de Pernambuco), o ministro da Secretaria de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais, com passado no antigo PDS, depois no PFL e PSDB, &ldquo;migrando&rdquo; para um partido da base aliada, o PTB, no primeiro ano de governo de Lula. Al&eacute;m de ministro da pasta &eacute; deputado federal pela lenda de Roberto Jefferson e do ex-presidente Fernando Collor de Mello. <\/p>\n<p>Jorge Hage (da Bahia), o ministro chefe da Controladoria Geral da Uni&atilde;o (CGU) escondeu em seu curr&iacute;culo que foi prefeito de Salvador pela ARENA (1975-1977), quando durante a AI-5, os prefeitos de capitais e &aacute;reas de seguran&ccedil;a nacional eram nomeados pela ditadura. Ap&oacute;s passar um per&iacute;odo apoiando os militares, teve passagem pelo PSDB e o PDT, feito este que esconde at&eacute; em seu orgulhoso curr&iacute;culo de jurista e professor universit&aacute;rio. <\/p>\n<p>Alfredo Nascimento (do Amazonas) ministro dos Transportes tem forma&ccedil;&atilde;o militar, como sargento especialista da For&ccedil;a A&eacute;rea, onde ingressou em 1972, em pleno AI-5. Est&aacute; licenciado do cargo de senador pelo PR (Partido da Rep&uacute;blica) do Amazonas. Coleciona acusa&ccedil;&otilde;es de crimes eleitorais e de improbidade administrativa. <\/p>\n<p>Edison Lob&atilde;o (do Maranh&atilde;o), ministro das Minas e Energia, senador licenciado do cargo pelo PMDB de Jos&eacute; Sarney. Lob&atilde;o foi da ARENA, assessorou minist&eacute;rios durante a ditadura, tendo sido ap&oacute;s deputado federal pela ARENA, PDS e ap&oacute;s ingressou no PFL. Lob&atilde;o chegou a ser eleito senador maranhense pelos Democratas, mas atendeu &agrave;s conveni&ecirc;ncias e negocia&ccedil;&otilde;es vindas de seu estado, migrando assim para o PMDB em 2008. <\/p>\n<p>H&eacute;lio Costa (das Minas Gerais), ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, sempre concorreu pelo PMDB, mas tem trajet&oacute;ria anterior. Al&eacute;m de ser ex-funcion&aacute;rio da Rede Globo e dono de emissora de r&aacute;dio, Costa trabalhou para a Voice of America (Voz da Am&eacute;rica) em plena ditadura militar, per&iacute;odo das chamadas Fronteiras Ideol&oacute;gicas. Depois na seq&uuml;&ecirc;ncia, implantou o Bal&atilde;o nos EUA. Ajudou assim, diretamente, os interesses yankees e no apoio de Washington aos regimes militares. <\/p>\n<p>M&aacute;rcio Fortes (do Rio de Janeiro), ministro das Cidades, &eacute; homem do PP de Paulo Salim Maluf e teve carreira como tecnocrata a servi&ccedil;o de minist&eacute;rios militares. Por exemplo, ele escrevia parte das mensagens presidenciais ao Congresso Nacional durante os anos de 1967 e 1969, justo quando os militares fecharam o Legislativo. Fortes trabalhou durante todo o Governo M&eacute;dici (o mais sangrento da ditadura) como Chefe do Gabinete do ent&atilde;o Ministro da Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Pratini de Moraes, latifundi&aacute;rio ga&uacute;cho (rio-grandense) at&eacute; hoje o ativo. <\/p>\n<p>Geddel Vieira Lima (da Bahia), ministro da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional, homem com passado na ARENA baiana, chamado carlista gen&eacute;rico. &Eacute; um mais que esconde seu passado no PDS (a sigla partid&aacute;ria que sucedeu &agrave; ARENA), quando operou como presidente do Banco do Estado da Bahia (Baneb) no governo de Jo&atilde;o Durval Carneiro, homem de confian&ccedil;a de Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es. Antes atuou como dubl&ecirc; de &ldquo;aspone&rdquo; de pol&iacute;ticos profissionais que apoiavam o regime militar, entre 1979 e 1981. <\/p>\n<p>Reinhold Stephanes (de Paran&aacute;), ministro da Agricultura e do Latif&uacute;ndio, est&aacute; no PMDB como a maioria dos arenistas travestidos. Tem em seu curr&iacute;culo o cargo de deputado federal tanto pela AREIA como posteriormente pelo PDS. Foi ministro da Provid&ecirc;ncia tanto no governo do presidente cassado Fernando Collor e como acrobata pol&iacute;tico, retornou &agrave; areia nos 8 anos de Fernando Henrique Cardoso. <\/p>\n<p>\nAl&eacute;m destes, ainda conta o governo do ex-sindicalista Lula com os caciques pol&iacute;ticos no Congresso e com maioria no Supremo (STF). Vamos ver aqui estas bases pol&iacute;ticas. <\/p>\n<p>Gilmar Mendes (de Mato Grosso), o atual presidente do STF, tem passado como promotor da rep&uacute;blica e foi al&ccedil;ado &agrave; cena pol&iacute;tica pelas m&atilde;os de Collor. O equilibrista trabalhou tanto na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica na era Collor (de 1990 a 1992), como foi assessor jur&iacute;dico da revis&atilde;o constituinte, al&eacute;m de ocupar cargos no governo FHC, como o de Advogado Geral da Uni&atilde;o (na AGU). Foi o pr&oacute;prio Fernando Henrique quem o indicou para o Supremo em 2002, chegando a presidente da Suprema Corte pa&iacute;s em abril de 2008. <\/p>\n<p>Jos&eacute; Sarney (de Maranh&atilde;o e Amap&aacute;), o senador pelo estado do Amap&aacute;, agora no PMDB, j&aacute; foi governador do Maranh&atilde;o e presidente da rep&uacute;blica, quando assumiu no lugar do finado Tancredo Neves. Sarney era o homem do PFL, fratura do PDS para compor a ent&atilde;o chamada Alian&ccedil;a Democr&aacute;tica. Seu governo durou 5 anos passando a bengala para outro arenista. Caracteriza-se por ser o craque da politicagem, dominando como ningu&eacute;m os esquemas e negocia&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-empresariais, tanto em Bras&iacute;lia como nos currais eleitorais. <\/p>\n<p>Fernando Collor de Mello (de Alagoas), senador pelo PTB, o ex-presidente cassado e depois julgado &ldquo;inocente&rdquo; pelo Supremo &eacute; da base de apoio de Lula. O ex-arenista foi o candidato da Rede Globo e dos capitais multinacionais quando correu contra o pr&oacute;prio Lula em 1989. Derrotou-o por pequena margem de votos, em um segundo turno mais que suspeito. Representa o pior da pol&iacute;tica brasileira, juntamente com seu fiel amigo, Renan Calheiros. <\/p>\n<p>Renan Calheiros (de Alagoas), senador pelo PMDB, j&aacute; fez e foi de tudo na vida pol&iacute;tica, talvez falte apenas ser um tribuno respeit&aacute;vel. &Eacute; bom recordar que Renan, dentre outras fa&ccedil;anhas, al&eacute;m de pagar pens&atilde;o para seu ex-amante com dinheiro de empresas de constru&ccedil;&atilde;o civil, foi ministro da Justi&ccedil;a de FHC, acumulando um hist&oacute;rico de esc&acirc;ndalos e negociatas pol&iacute;ticas de grande envergadura &ndash; como na Gest&atilde;o Chelotti &agrave; frente da PF. &Eacute; outro que joga o jogo de Sarney, apoiando Lula e tirando benef&iacute;cios para causa pr&oacute;pria. <\/p>\n<p>Romero Juc&aacute; (de Roraima), o senador pelo PMDB de Roraima, atual l&iacute;der do governo Lula em Senado presidido por seu cacique pol&iacute;tico Jos&eacute; Sarney, tem trajet&oacute;ria no PFL antes passando pela ARENA. Equilibrista, Juc&aacute; foi l&iacute;der interino de FHC, no final de seu governo, quando ent&atilde;o ainda era do PSDB. <\/p>\n<p>Roseana Sarney (do Maranh&atilde;o), a filha de Jos&eacute; Sarney foi l&iacute;der do governo no Congresso at&eacute; faz pouco. Uma transa&ccedil;&atilde;o com o Supremo Tribunal Eleitoral (STE) sacou o governador &ndash; acusado de corrup&ccedil;&atilde;o Jackson Lago (PDT) do governo do Maranh&atilde;o &#8211; e passou o poder para a filha do pol&iacute;tico mais poderoso do Brasil. Lula prometeu uma refinaria de Petrobr&aacute;s nesse estado. A troca vai ser o apoio eleitoral em 2010. At&eacute; assumir o poder estadual sem ganhar a elei&ccedil;&atilde;o, Roseana foi a senadora pelo PMDB maranhense, mas tem toda sua trajet&oacute;ria ligada ao PFL, antes ao PDS e na pr&oacute;pria ARENA. Roseana quase foi candidata ao cargo que pertence a Lula, quando no in&iacute;cio da corrida presidencial de 2002 a empresa de seu marido foi alvo de uma opera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal &ndash; articulada por Jos&eacute; Serra, ent&atilde;o candidato a candidato pelo partido PSDB, de FHC &ndash; e que terminou apreendendo mais de R$ 1 milh&atilde;o e 300 mil reais em dinheiro vivo e sem proced&ecirc;ncia. O fato policial ficou como um contumaz fato pol&iacute;tico, uma vez a caixa 2, de dinheiro de origem n&atilde;o declarada, recursos que poderiam alimentar sua campanha pol&iacute;tica. O dinheiro exposto em cima da mesa foi a l&aacute;pide da campanha moribunda. Com a derrota pontual, Roseana liberou a &aacute;rea e o ent&atilde;o PFL (hoje Democratas) n&atilde;o apresentou candidato. <\/p>\n<p>Romeu Tuma (de S&atilde;o Paulo), senador atualmente no PTB-SP, &eacute; base de apoio ao governo Lula em Senado. Ingressou na Pol&iacute;cia Civil de S&atilde;o Paulo em 1951 como investigador de pol&iacute;cia, passando a comiss&aacute;rio em 1967. Tuma foi um dos policiais com maior atua&ccedil;&atilde;o no combate &agrave; guerrilha, trabalhando na repress&atilde;o pol&iacute;tica e social desde 1957. Como pr&ecirc;mio, o transferem para a Pol&iacute;cia Federal, Superintend&ecirc;ncia de S&atilde;o Paulo, em 1983. Esconde o passado de repressor do curr&iacute;culo. Curiosidade macabra, Tuma chegou a prender o pr&oacute;prio Lula quando este era dirigente sindical. <\/p>\n<p>Ant&ocirc;nio Delfim Netto (de S&atilde;o Paulo), concluiu sua carreira pol&iacute;tica pelo PMDB, mas tem toda sua trajet&oacute;ria vinculada aos partidos de sustenta&ccedil;&atilde;o da ditadura (ARENA e PDS). Exerce a fun&ccedil;&atilde;o &ndash; informal &ndash; de &ldquo;conselheiro econ&ocirc;mico&rdquo; de Lula. Delfim foi ministro da Fazenda de Costa e Silva e M&eacute;dici, e com Figueiredo foi ministro do Planejamento e depois da Agricultura. &Eacute; autor, dentre outras p&eacute;rolas de triste mem&oacute;ria, da frase &ldquo;aumentar o bolo para depois repartir&rdquo; e da hiper desvaloriza&ccedil;&atilde;o do cruzeiro (ent&atilde;o a moeda nacional) em 1983. Com essa medida, o bra&ccedil;o econ&ocirc;mico da tortura enterrou o &ldquo;Milagre Brasileiro&rdquo; o qual foi um dos inventores ao custo de d&iacute;vida externa e crimes de lesa humanidade. <\/p>\n<p>Conclus&atilde;o <\/p>\n<p>Esperamos que, ap&oacute;s a an&aacute;lise descritiva dessa equipe de not&oacute;rio saber no fisiologismo planaltino tupiniquim, nenhum outro militante bem intencionado repita alguma id&eacute;ia absurda de que &ldquo;o governo est&aacute; em disputa&rdquo;. Tamb&eacute;m rogamos que tampouco seja proferida alguma no&ccedil;&atilde;o absurda de que vive-se &ldquo;uma guerra de posi&ccedil;&otilde;es com leitura gramsciana&rdquo;. N&atilde;o &eacute; este o caso. Este governo &eacute; de direita, usa e abusa do carisma de um personagem de tipo populista (o presidente), mas sabe como ningu&eacute;m os caminhos da polititica brasileira. O pacto pol&iacute;tico brasileiro garante a estabilidade do mandat&aacute;rio, para que sejam respeitadas as bases do poder real. Uma &eacute; o capital financeiro e a op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos bancos. Outra &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o do sistema de privil&eacute;gios servindo como manto de fundo para a tal &ldquo;governabilidade&rdquo;. A base de apoio deste governo, sustentando-se tanto na especula&ccedil;&atilde;o e agiotagem, sob o manto sagrado do Copom, como em parte da elite pol&iacute;tica mais podre desse pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Lula sabe o que faz. Certa vez afirmou em alto e bom tom: &ldquo;Eu nunca fui de esquerda&rdquo;. &Eacute; a mais pura verdade, nunca foi!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A volta de Fernando, o roxo que fora absolvido pelo Supremo. Collor \u00e9 parte da base de apoio do ex-inimigo do governo de Jo\u00e3o, um brasileiro, Figueiredo. A ARENA deita e rola sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Luiz In\u00e1cio. 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