{"id":10479,"date":"2009-10-13T00:35:09","date_gmt":"2009-10-13T00:35:09","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1107"},"modified":"2009-10-13T00:35:09","modified_gmt":"2009-10-13T00:35:09","slug":"brasil-as-olimpiadas-no-picadeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10479","title":{"rendered":"Brasil: as olimp\u00edadas no picadeiro"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/olimpiada_carioca.jpg\" title=\"odiaonline - Foto:A comemora\u00e7\u00e3o nada espont\u00e2nea nas areias de Copacabana foi alimentada a cobertura televisiva ao vivo e p\u00fablico garantido pelo ponto facultativo. Com ou sem Olimp\u00edadas, a pol\u00edtica fluminense segue sendo horrorosa. \" alt=\"odiaonline - Foto:A comemora\u00e7\u00e3o nada espont\u00e2nea nas areias de Copacabana foi alimentada a cobertura televisiva ao vivo e p\u00fablico garantido pelo ponto facultativo. Com ou sem Olimp\u00edadas, a pol\u00edtica fluminense segue sendo horrorosa. \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">odiaonline<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:A comemora\u00e7\u00e3o nada espont\u00e2nea nas areias de Copacabana foi alimentada a cobertura televisiva ao vivo e p\u00fablico garantido pelo ponto facultativo. Com ou sem Olimp\u00edadas, a pol\u00edtica fluminense segue sendo horrorosa. <\/small><\/figure>\n<p>11 de outubro de 2009, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Na sexta-feira dia 02 de outubro, o pa&iacute;s dos extremos viveu mais um contra senso. Diante de um mundo at&ocirc;nito, a capital da Dinamarca fora palco do reinado brasileiro na diplomacia de tipo cora&ccedil;&otilde;es e mentes globalizadas. Detalhe, l&aacute; os chefes de Estado n&atilde;o estavam a passear em Cristi&acirc;nia, terra encantada erguida por hippies e derivados em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen (1805-1875). Era para valer mesmo. A ex-col&ocirc;nia de Portugal derrotara na disputa para cidade-sede das Olimp&iacute;adas de 2016 a Espanha com a capital castelhana de Madrid, ao Jap&atilde;o e sua imperial T&oacute;quio e at&eacute; a cidade de Chicago, ber&ccedil;o adotivo do presidente do Imp&eacute;rio. Ainda assim, o Rio de Janeiro dos mais de 2 milh&otilde;es de favelados vivendo sob a disputa do Estado, do Estado paralelo sob a alcunha de mil&iacute;cia (para desgra&ccedil;a da esquerda que cunhara esse conceito contra o militarismo) do semi-Estado das redes de quadrilhas que a m&iacute;dia de sempre insiste em chamar de crime &ldquo;organizado&rdquo;. Pois &eacute;, a antiga capital do Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarve quem vai sediar a festa dos deuses do Olimpo recriada para o mundo industrial do s&eacute;culo XIX.<\/p>\n<p><strong>Recados midi&aacute;ticos das mega-construtoras <\/p>\n<p><\/strong>Logo nas horas posteriores &agrave; vit&oacute;ria no Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional (COI), a mesma m&iacute;dia de sempre come&ccedil;ara, atrav&eacute;s de seus telejornais semelhantes, a bater na tecla da flexibiliza&ccedil;&atilde;o de leis e prote&ccedil;&otilde;es do meio ambiente. &Eacute; &oacute;bvio. Se a realiza&ccedil;&atilde;o dos Jogos implica em celeridade, por tanto, &ldquo;a lei, ora a lei&rdquo;. Diante da barb&aacute;rie or&ccedil;ament&aacute;ria de lesa humanidade dos Jogos Panamericanos na mesma cidade, estamos diante de uma situa&ccedil;&atilde;o onde tudo pode vir a ocorrer. O or&ccedil;amento do Pan j&aacute; foi algo de absurdo, quando estourou todos os limites de previsibilidade elevando gastos acima do que fora previsto. Porque ser&aacute; que nas Olimp&iacute;adas ser&aacute; distinto? Por passe de m&aacute;gica? Sob coment&aacute;rios de especialistas em economia que fingem nada saber do pa&iacute;s de Celso Furtado, chamam a aten&ccedil;&atilde;o do &ldquo;custo Brasil&rdquo; e dos entraves da legisla&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;eco chatos&rdquo;. Se um leitor mais atento supuser de que se trata de um conjunto de chav&otilde;es assimil&aacute;veis, acerta no alvo. Quem imagina que os conceitos na forma de tele mensagem facilmente reproduz&iacute;vel, tamb&eacute;m acerta! Assim, atrav&eacute;s do absurdo de propor a ilegalidade em prol da acumula&ccedil;&atilde;o de capital particular financiado de forma escancarada pelo Estado, recebemos a primeira mensagem dos agentes econ&ocirc;mico-midi&aacute;ticos e das cabras balindo a reprodu&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica do sistema de domina&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Ocirc; abre alas porque as incorporadas e empreiteiras querem passar a patrola!&rdquo; E querem mesmo. <\/p>\n<p><strong>E a &ldquo;ordem urbana&rdquo; do Rio, como ser&aacute; garantida? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nNo esfor&ccedil;o do Pan, o governador tucano convertido ao PMDB chaguista para se aproximar de Lula, S&eacute;rgio Cabral Filho (ex-senador pelo PSDB eleito em 2002, antes fora deputado estadual de plumagem tucana por tr&ecirc;s mandatos), aumentou a escalada da repress&atilde;o social em nome da higiene da cidade. Na ocasi&atilde;o, entre fevereiro e junho de 2007 (um m&ecirc;s antes do Pan) as for&ccedil;as da &ldquo;ordem&rdquo; promoveram a morte de 1238 pessoas e 788 feridos. Na maioria dos casos, n&atilde;o houve sequer inqu&eacute;rito e menos ainda cobertura jornal&iacute;stica. Atrav&eacute;s de enunciado simples: &ldquo;a pol&iacute;cia matou n&atilde;o sei quanto traficantes ontem no Morro tal&#8230;&rdquo; e j&aacute; est&aacute; resolvido o problema de investigar os crimes de Estado. Agora, que o Brasil est&aacute; por cima da carne seca dos bens simb&oacute;licos mundiais, o que vir&aacute; por diante? <\/p>\n<p><strong>O pior do Brasil transmitido para o mundo <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO governo de Lula, o mesmo que cortou em 85,69% o or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio do Esporte (ME) para 2009, comemora a realiza&ccedil;&atilde;o de uma Olimp&iacute;ada no Brasil. Entramos em j&uacute;bilo quando o Rio de Janeiro foi eleito como cidade sede das Olimp&iacute;adas de 2016. O presidente fez-se acompanhar por um verdadeiro s&eacute;quito de atletas, ex-atletas, dirigentes esportivos, personalidades, ministros e pol&iacute;ticos no exerc&iacute;cio do mandato. Como j&aacute; disse acima, era o pior do Brasil reunido. Pol&iacute;ticos de duvidosa trajet&oacute;ria disputavam pixel a pixel a pose de papagaio de pirata do ex-metal&uacute;rgico quem encarna o sonho americano. A euforia emplacou sob a batuta de Lula e Carlos Arthur Nuzman, com a &aacute;urea de Pel&eacute; vestido como &Eacute;dson Arantes (o mesmo da verba da UNESCO que sumira); contando a legi&atilde;o de presentes com direito ao &ldquo;bispo&rdquo; e senador neopentecostal Marcelo Crivella (PRB do RJ), do ex-homem de confian&ccedil;a de Orestes Qu&eacute;rcia, o presidente da C&acirc;mara Michel Temer (PMDB-SP) e do Udenista travestido (um migrante de legendas assim como seu ex-mentor C&eacute;sar Maia) chamado Eduardo Paes (agora no PMDB chaguista), prefeito do Rio. Para apimentar o baile, levaram a Mr. Meirelles, o encarregado do sistema financeiro para pregar a ordem a partir do Governo do Copom que o tem como Executivo-Chefe do Brasil S.A. Este declarara como fonte fidedigna &agrave;s estimativas do Banco Mundial (sim, este mesmo) prevendo o Brasil projetado como a 5&ordf; economia do mundo em 10 anos. Com tamanha equipe, a trupe se sentia em casa. A gl&oacute;ria atingiu a todas e todos. Autoridades choraram copiosamente e cantaram com desenvoltura. A empolga&ccedil;&atilde;o de muitos &eacute; a acumula&ccedil;&atilde;o de poder e recursos de alguns. <\/p>\n<p><strong>Apontando conclus&otilde;es iniciais <\/p>\n<p><\/strong>O pa&iacute;s n&atilde;o tem esporte de base e nem acesso como pol&iacute;tica p&uacute;blica ao esporte educacional. &Eacute; obvio que se o COI fosse s&eacute;rio como movimento ol&iacute;mpico deveria exigir medidas de universaliza&ccedil;&atilde;o do esporte na inf&acirc;ncia e na juventude. Al&eacute;m deste problema estrutural, a realiza&ccedil;&atilde;o das Olimp&iacute;adas no Rio vai implicar uma tentativa de re ordenamento urbano (para as &aacute;reas mais carentes em rota de colis&atilde;o com os Jogos) e ao mesmo tempo uma investida j&aacute; iniciada de desordenar todo o poss&iacute;vel para atender a especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria. <\/p>\n<p>J&aacute; como proje&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, v&ecirc;-se o lobby das empreiteiras e de especuladores j&aacute; jogando pesado, tendo como interlocutor a quase totalidade da m&iacute;dia corporativa de circula&ccedil;&atilde;o nacional. Da&iacute; vir&atilde;o &ldquo;futuras sobras de campanha&rdquo; regadas a balde cheio. N&atilde;o podemos nos esquecer que 2016 &eacute; ano eleitoral, implicando na sucess&atilde;o da sucessora ou opositor de Lula. Que me desculpem os artistas de circo pela compara&ccedil;&atilde;o injusta, mas o picadeiro est&aacute; montado sob uma lona de ver estrelas pelos seus buracos. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=26439\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (HU) <br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>odiaonline Foto:A comemora\u00e7\u00e3o nada espont\u00e2nea nas areias de Copacabana foi alimentada a cobertura televisiva ao vivo e p\u00fablico garantido pelo ponto facultativo. 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