{"id":10480,"date":"2009-10-29T15:32:45","date_gmt":"2009-10-29T15:32:45","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1114"},"modified":"2009-10-29T15:32:45","modified_gmt":"2009-10-29T15:32:45","slug":"a-analise-estrategica-e-o-jogo-real-da-politica-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10480","title":{"rendered":"A an\u00e1lise estrat\u00e9gica e o Jogo Real da Pol\u00edtica \u2013 3"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/honduras_resistencia.jpg\" title=\"Com a aus\u00eancia de processo de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, at\u00e9 mesmo golpes de Estado como o de Honduras, seriam vistos como toler\u00e1veis por parte de uma suposta esquerda moderada e com vergonha de suas pr\u00f3prias premissas. A pol\u00edtica como resultante de conflito social se caracteriza na foto hondurenha acima.  - Foto:titaferreira\" alt=\"Com a aus\u00eancia de processo de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, at\u00e9 mesmo golpes de Estado como o de Honduras, seriam vistos como toler\u00e1veis por parte de uma suposta esquerda moderada e com vergonha de suas pr\u00f3prias premissas. A pol\u00edtica como resultante de conflito social se caracteriza na foto hondurenha acima.  - Foto:titaferreira\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Com a aus\u00eancia de processo de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, at\u00e9 mesmo golpes de Estado como o de Honduras, seriam vistos como toler\u00e1veis por parte de uma suposta esquerda moderada e com vergonha de suas pr\u00f3prias premissas. A pol\u00edtica como resultante de conflito social se caracteriza na foto hondurenha acima. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:titaferreira<\/small><\/figure>\n<p>29 de outubro de 2009, por Bruno Lima Rocha<\/p>\n<p>No fechamento desta curta s&eacute;rie de tr&ecirc;s artigos, apresento uma s&iacute;ntese do conceito estrat&eacute;gico desenvolvido pelo general prussiano Carl von Clausewitz. A edi&ccedil;&atilde;o que utilizo do livro Da Guera (na verdade uma compila&ccedil;&atilde;o de seus escritos e disciplinas ministradas para os oficiais da Pr&uacute;ssia na primeira metade do s&eacute;culo XIX) &eacute; a da editora Martins Fontes (S&atilde;o Paulo), lan&ccedil;ada em 1996. O texto se desenvolve, como j&aacute; &eacute; de costume, na defini&ccedil;&atilde;o de conceitos operacionais.<\/p>\n<p><strong>O Jogo Real da Pol&iacute;tica, para al&eacute;m dos marcos da democracia liberal-representativa <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO conceito de Jogo Real da Pol&iacute;tica &eacute; aqui por mim definido como &ldquo;um conjunto de regras e institui&ccedil;&otilde;es formais e informais, legais e ilegalizadas, com discursos expl&iacute;citos e impl&iacute;citos e margens de manobra que ultrapassam o constrangimento&rdquo;. Este conceito tem sua semelhan&ccedil;a com a defini&ccedil;&atilde;o de Clausewitz (p. 127) quando este afirma que &ldquo;a guerra assemelha-se mais ainda &agrave; pol&iacute;tica [&#8230;] a pol&iacute;tica &eacute; a matriz na qual a guerra se desenvolve&rdquo;. Por conseq&uuml;&ecirc;ncia este conceito de Jogo Real e a defini&ccedil;&atilde;o de guerra como tendo origem na pol&iacute;tica &ndash; e por tanto como a guerra sendo uma vari&aacute;vel da pol&iacute;tica e desta da guerra &ndash; necessita uma teoria que n&atilde;o confunda o sentimento empregado de cren&ccedil;a em objetivos finalistas e na estrat&eacute;gia que assegura a esta finalidade com o conhecimento cient&iacute;fico do jogo em si. <\/p>\n<p>Temos por diante a dificuldade pr&oacute;pria da defini&ccedil;&atilde;o da natureza daquilo que estamos chamando de pol&iacute;tica, especificamente de Jogo Real, dado que a &ldquo;realidade&rdquo; n&atilde;o &eacute; algo absoluto, mas sim o conjunto de exist&ecirc;ncias constitu&iacute;das, sendo ou n&atilde;o percept&iacute;veis. Clausewitz (p. 108) nos aponta esta dificuldade e assinala uma sa&iacute;da: &ldquo;Para reconhecer com clareza a dificuldade que representa a elabora&ccedil;&atilde;o de uma teoria da guerra, para poder deduzir de tal dificuldade o car&aacute;ter que a teoria deve ter, tem de se considerar mais de perto as dificuldades essenciais inerentes &agrave; natureza da atividade b&eacute;lica&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>A Teoria aplic&aacute;vel no Jogo Real &ndash; para al&eacute;m dos formulismos e procedimentos est&eacute;reis <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO Jogo Real da Pol&iacute;tica, pela aus&ecirc;ncia de pr&eacute;-defini&ccedil;&atilde;o de regras absolutas, necessita de uma teoria que, da complexidade e das intera&ccedil;&otilde;es entre agentes opostos e aliados, extraia a organicidade din&acirc;mica que s&oacute; existe em um cen&aacute;rio real. Para tanto, a capacita&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do operador pol&iacute;tico se parece com a de um homem ou mulher em posi&ccedil;&atilde;o de comando em um cen&aacute;rio de guerra. Vou ao encontro e concordo com a cr&iacute;tica de Golbery ao pensamento simplista e de causalidade linear. Nenhum formulismo permite a decis&atilde;o acurada e nenhum treinamento indireto possibilitar&aacute; uma carga de habilidades acima da ambienta&ccedil;&atilde;o. Clausewitz (p. 114) nos d&aacute; um exemplo desta capacita&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, pondo-se em acordo com aqueles que v&ecirc;em a import&acirc;ncia do conhecimento como algo tang&iacute;vel e de aplica&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e n&atilde;o o confundem com algo que, embora importante, n&atilde;o &eacute; cient&iacute;fico. Ou seja, Clausewitz faz a cr&iacute;tica da formula&ccedil;&atilde;o do conhecimento como representa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>A teoria existe para que as pessoas n&atilde;o precisem estar permanentemente pondo as coisas em ordem e tra&ccedil;ando caminhos, mas para que se encontrem as coisas ordenadas e esclarecidas. Ela &eacute; destinada a educar o esp&iacute;rito do futuro chefe de guerra, digamos, antes, a orientar a sua auto-educa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a acompanh&aacute;-lo no campo de batalha, assim como um pedagogo prudente orienta e facilita o desenvolvimento espiritual do jovem sem que, no entanto, o traga amarrado a si durante toda a sua vida <\/p>\n<p>Aquilo que n&atilde;o &eacute; cient&iacute;fico pertence ao universo dos sistemas de cren&ccedil;as, que no entender deste trabalho, &eacute; inerente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o humana e interdependente com os saberes cient&iacute;ficos. Os sistemas de cren&ccedil;as tomam como mat&eacute;ria prima o elemento ideol&oacute;gico, que no caso da natureza da guerra (an&aacute;loga a pol&iacute;tica) &eacute; assim caracterizado por Clausewitz (p. 109), como o fruto da experi&ecirc;ncia acumulada em um meio hostil e adverso, com o risco real: &ldquo;[&#8230;] o combate engendra um elemento de perigo em que todas as atividades da guerra t&ecirc;m de se manter e evoluir, como um p&aacute;ssaro no ar ou um peixe na &aacute;gua [&#8230;] a coragem n&atilde;o &eacute; um esfor&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia, &eacute; um sentimento assim como o temor.&rdquo; <\/p>\n<p><strong>A Pol&iacute;tica como resultante de conflitos sociais em escala permanente <\/p>\n<p><\/strong>A guerra, como j&aacute; se viu antes, pode se dar com variados graus de intensidade, incluindo a&iacute; sua vari&aacute;vel na pol&iacute;tica interna de um pa&iacute;s, ou seja, a guerra civil. Inclui-se nesta vari&aacute;vel a configura&ccedil;&atilde;o de luta de classes, de projeto pol&iacute;tico de Poder Popular, ou seja, de guerra civil com fins revolucion&aacute;rios. Associa-se por tanto, a guerra com a perman&ecirc;ncia dos conflitos e disputas na sociedade, ou seja, a pol&iacute;tica. N&atilde;o h&aacute; guerra sem fins pol&iacute;ticos, e n&atilde;o h&aacute; pol&iacute;tica sem conflito (distintas rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a, ordenado ou n&atilde;o, em um marco legal ou ilegal, jur&iacute;dico ou ditatorial, de concilia&ccedil;&atilde;o ou luta de classes). As rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas por tanto, s&atilde;o essenciais para o desenrolar de toda e qualquer situa&ccedil;&atilde;o belicosa, n&atilde;o tendo raz&atilde;o de existir sem fundamento pol&iacute;tico. Segundo Clausewitz (1996, p.870), &quot;a guerra &eacute; apenas uma parte das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, e por conseq&uuml;&ecirc;ncia, de modo algum independente.&quot; <\/p>\n<p>Observa-se assim que n&atilde;o h&aacute; concep&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel de &quot;l&oacute;gica pura da guerra&quot;, &quot;insensatez militar absoluta&quot;, &quot;independ&ecirc;ncia dos campos em todos os planos&quot; e outras alega&ccedil;&otilde;es que &quot;endemonizam&quot; os setores militares e isentam seus respectivos regimes ou capitais hegem&ocirc;nicos que os sustentam. O que sim pode ser dito, &eacute; que h&aacute; uma especificidade nos assuntos de guerra, assim como todo e qualquer campo tem seus tra&ccedil;os caracter&iacute;sticos e outros comuns entre todos os campos. E, como as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas s&atilde;o o que h&aacute; de permanente em toda e qualquer sociedade. N&atilde;o se associa pol&iacute;tica necessariamente com disputas por interesses corporativos ou eleitorais. Clausewitz aporta uma defini&ccedil;&atilde;o que &eacute; an&aacute;loga ao Jogo Real da Pol&iacute;tica. <\/p>\n<p>N&oacute;s afirmamos, pelo contr&aacute;rio: a guerra nada mais &eacute; sen&atilde;o a continua&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, com o complemento de outros meios. Dizemos que se lhe juntam novos meios, para afirmar ao mesmo tempo em que a guerra em si n&atilde;o faz cessar essas rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, que ela n&atilde;o as transforma em algo inteiramente diferente, mas que estas continuam a existir na sua ess&ecirc;ncia, quaisquer que sejam os meios de que se servem, e que os principais filamentos que correm atrav&eacute;s dos acontecimentos de guerra e aos quais elas se ligam n&atilde;o s&atilde;o mais que contornos de uma pol&iacute;tica que prossegue atrav&eacute;s da guerra at&eacute; a paz. (Clausewitz, 1996, p.870) <\/p>\n<p>Nota-se que Clausewitz &eacute; bem enf&aacute;tico quanto ao absurdo de imaginar que uma situa&ccedil;&atilde;o pode existir por si mesma. N&atilde;o se trata de teoria conspirat&oacute;ria, mas sim de compreens&atilde;o de processos que levam a ter como sintomas (e n&atilde;o como &aacute;pice, ao menos n&atilde;o obrigatoriamente) a guerra ou outra forma de conflito. Nunca &eacute; demais refor&ccedil;ar que: &quot;n&atilde;o se pode, pois, separar nunca a guerra das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, e se tal acontecesse num ponto qualquer do nosso enunciado todos os filamentos dessas rela&ccedil;&otilde;es seriam de certo modo destru&iacute;dos e ter&iacute;amos uma coisa privada de sentido e inten&ccedil;&atilde;o&quot;. Clausewitz, igual a anterior). <\/p>\n<p>\n<strong>O conflito como meio para atingir finalidade estrat&eacute;gica <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO estrategista prussiano chega a comparar a utiliza&ccedil;&atilde;o da guerra pela pol&iacute;tica com um simples instrumento de seus des&iacute;gnios. O esfor&ccedil;o b&eacute;lico, diz ele, &eacute; como as diferentes formas e pesos de uma espada, desde a pesad&iacute;ssima espada medieval, a curvil&iacute;nea cimitarra, a velocidade de um florete ou a praticidade de um gl&aacute;dio romano ou da espada tr&aacute;cia de Espartacus. O desenvolvimento e a utiliza&ccedil;&atilde;o das estruturas beligerantes podem chegar, atrav&eacute;s da pol&iacute;tica, at&eacute; a forma absoluta da guerra. Como vimos antes, a guerra (ou a capacidade de conflito sistem&aacute;tico) tanto pode tomar a forma de For&ccedil;as Armadas, como a de um vigoroso aparelho policial, organismos de intelig&ecirc;ncia e outras formas mais ou menos militarizadas de controle. <\/p>\n<p>A forma absoluta a que se refere Clausewitz tem o perigo de um desenvolvimento estrutural (das for&ccedil;as beligerantes) al&eacute;m da necessidade pol&iacute;tica que o formou. Este &eacute; um fen&ocirc;meno bastante recorrente na defesa interna e repress&atilde;o pol&iacute;tica, quando estes &oacute;rg&atilde;os se desenvolvem al&eacute;m de sua necessidade, ou do &quot;efeito sanfona&quot;, quando uma vez superado o inimigo interno, n&atilde;o h&aacute; o que fazer com tamanho contingente especializado. Embora n&atilde;o tenha independ&ecirc;ncia total, o campo militar (e suas &aacute;reas afins) &eacute; dotado de l&oacute;gica pr&oacute;pria, e por vezes condiciona as sociedades que o geraram. O Poder Moderador (das For&ccedil;as Armadas) &eacute; visto como um fator de estabilidade em pa&iacute;ses de terceiro mundo (Am&eacute;rica Latina inclu&iacute;da), sendo muitas vezes escolhido como aliado pela pol&iacute;tica externa das pot&ecirc;ncias chamadas de imperialistas. Vale ressaltar que compreendemos imperialismo, genericamente, como um conjunto de pr&aacute;ticas de imposi&ccedil;&atilde;o de vontades (em especial as &aacute;reas de interesse das transnacionais) e mecanismos globais de regula&ccedil;&atilde;o (por estas pot&ecirc;ncias orientadas, como o Fundo Monet&aacute;rio Internacional, FMI; Banco Mundial; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, OMC; dentre outros). <\/p>\n<p>Esta mesma l&oacute;gica pr&oacute;pria tamb&eacute;m costuma ocorrer na &quot;atrofia&quot; de organiza&ccedil;&otilde;es de inten&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria, quando suas estruturas beligerantes s&atilde;o desenvolvidas al&eacute;m da necessidade pol&iacute;tica que levou a sua pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o. Concordando com Clausewitz mesmo no campo da extrema-esquerda, se a pol&iacute;tica n&atilde;o for o determinante nos des&iacute;gnios da guerra, esta perde o sentido, invertendo a l&oacute;gica das opera&ccedil;&otilde;es, e perdendo o objetivo do conflito em si. <\/p>\n<p>Como j&aacute; foi dito antes, a guerra (ou toda forma de conflito sistem&aacute;tico por interm&eacute;dio da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, tenha esta qualquer grau de intensidade) &eacute; uma continuidade e instrumento das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Tanto a pol&iacute;tica como a guerra necessitam para funcionar, de um recorte do real, algo que ordene e d&ecirc; sentido (colete, processe, analise e opere) a imensa carga de informa&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas que se fazem perceber na realidade como tal. Considerando que uma realidade &uacute;nica e pr&eacute;-concebida simplesmente n&atilde;o existe (naturalizando suas condi&ccedil;&otilde;es, como que dizendo: &quot;isto &eacute; assim porque &eacute;&quot;, &quot;o mercado est&aacute; inseguro&quot;), &eacute; necess&aacute;rio recortar o real e dividi-lo em n&iacute;veis de an&aacute;lise.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=27016\">este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a aus\u00eancia de processo de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, at\u00e9 mesmo golpes de Estado como o de Honduras, seriam vistos como toler\u00e1veis por parte de uma suposta esquerda moderada e com vergonha de suas pr\u00f3prias premissas. A pol\u00edtica como resultante de conflito social se caracteriza na foto hondurenha acima. 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