{"id":10482,"date":"2009-12-07T18:28:43","date_gmt":"2009-12-07T18:28:43","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1130"},"modified":"2009-12-07T18:28:43","modified_gmt":"2009-12-07T18:28:43","slug":"arruda-o-mensalao-brasiliense-e-a-necessaria-oaxaca-candanga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10482","title":{"rendered":"Arruda, o mensal\u00e3o brasiliense e a necess\u00e1ria Oaxaca Candanga"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/arruda_roriz.jpg\" title=\"A criatura e seu criador, com a repeti\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de tantos outros na polititica do pa\u00eds. Jos\u00e9 Roberto Arruda trouxe condigo um homem de confian\u00e7a de Joaquim Roriz. Um peso pol\u00edtico em forma de continuidade do esquema anterior. Ao n\u00e3o cumprir um pacto aparente, Arruda se enforcou na experi\u00eancia de investigador do ex-delegado de Pol\u00edcia Civil, Durval Rodrigues Barbosa, ele pr\u00f3prio fiel deposit\u00e1rio das tradi\u00e7\u00f5es da direita policial na pol\u00edtica profissional, uma vez que responde a 33 processos por corrup\u00e7\u00e3o. Nada mal.  - Foto:blogdapaola\" alt=\"A criatura e seu criador, com a repeti\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de tantos outros na polititica do pa\u00eds. Jos\u00e9 Roberto Arruda trouxe condigo um homem de confian\u00e7a de Joaquim Roriz. Um peso pol\u00edtico em forma de continuidade do esquema anterior. Ao n\u00e3o cumprir um pacto aparente, Arruda se enforcou na experi\u00eancia de investigador do ex-delegado de Pol\u00edcia Civil, Durval Rodrigues Barbosa, ele pr\u00f3prio fiel deposit\u00e1rio das tradi\u00e7\u00f5es da direita policial na pol\u00edtica profissional, uma vez que responde a 33 processos por corrup\u00e7\u00e3o. Nada mal.  - Foto:blogdapaola\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A criatura e seu criador, com a repeti\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de tantos outros na polititica do pa\u00eds. Jos\u00e9 Roberto Arruda trouxe condigo um homem de confian\u00e7a de Joaquim Roriz. Um peso pol\u00edtico em forma de continuidade do esquema anterior. Ao n\u00e3o cumprir um pacto aparente, Arruda se enforcou na experi\u00eancia de investigador do ex-delegado de Pol\u00edcia Civil, Durval Rodrigues Barbosa, ele pr\u00f3prio fiel deposit\u00e1rio das tradi\u00e7\u00f5es da direita policial na pol\u00edtica profissional, uma vez que responde a 33 processos por corrup\u00e7\u00e3o. Nada mal. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:blogdapaola<\/small><\/figure>\n<p>07 de dezembro de 2009, Bruno Lima Rocha, <\/p>\n<p>Este artigo de opini&atilde;o e an&aacute;lise vem na forma de alguns coment&aacute;rios a respeito da Assembl&eacute;ia Popular que hoje defende a forma de fazer pol&iacute;tica por fora das formas consagradas em Bras&iacute;lia e na seq&uuml;&ecirc;ncia, caracterizo a cultura pol&iacute;tica do Brasil tomando a capital como espelho nada invertido das camadas dirigentes da na&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As vari&aacute;veis do governo e do Estado em Bras&iacute;lia implicam em um excelente laborat&oacute;rio de uso e abuso dos recursos coletivos. Entendo que essa matriz louca se d&aacute; quando o Brasil decreta a sua funda&ccedil;&atilde;o, na era dos 50 anos em 5 de JK (sendo que um de seus herdeiros cruzados &eacute; o empres&aacute;rio e ainda atual vice-governador Paulo Oct&aacute;vio), e tal como a lenda de Atl&acirc;ntida, estabelece o n&uacute;cleo planejado (patrim&ocirc;nio da humanidade!) e as cidades-sat&eacute;lite. Essa concep&ccedil;&atilde;o ultrapassa a tentativa de planifica&ccedil;&atilde;o do Estado ent&atilde;o Desenvolvimentista e n&atilde;o consegue e nem pode e sequer tenta frear o fluxo cont&iacute;nuo de pessoas e de gente que para l&aacute; afluiu. A decorr&ecirc;ncia &eacute; a barb&aacute;rie pol&iacute;tico-administrativa em forma de grilagem. As formas de empresas com pessoas jur&iacute;dicas, o tal do ramo imobili&aacute;rio, passa a ser a riqueza que brota do ente federado que nada produz em termos de economia para o pa&iacute;s, embora seja seu centro de poder, e por tanto, irradia poder. A camada aparente da coisa (da besta fera como dizem os hermanos) que n&atilde;o &eacute; midiatizada nas coberturas nacionais &eacute; a elite pol&iacute;tica local, onde o empresariado se conforma na abertura e venda de novos espa&ccedil;os urbaniz&aacute;veis e habit&aacute;veis. <\/p>\n<p>Bras&iacute;lia seria brasileira embora planejada. A raiz do problema se encontra nos barrac&otilde;es de constru&ccedil;&atilde;o civil e nas refei&ccedil;&otilde;es com alimento vencido (como carne podre). O cerrado foi aberto, o Plano Piloto se erguera sobre o descaso com as condi&ccedil;&otilde;es dos que l&aacute; foram para trabalhar no pesado, e depois por l&aacute; permaneceram. Essa &eacute; a base social controlada e dominada, atrav&eacute;s do roubo de recursos do Estado Nacional repassado para o Estado Distrital e cuja fonte de riquezas, nas suas origens, s&atilde;o t&iacute;tulos de propriedade e falsas planifica&ccedil;&otilde;es de loteamentos e vendas de im&oacute;veis. H&aacute; de ser reconhecer que a m&aacute;fia dos cons&oacute;rcios econ&ocirc;mico-eleitorais por l&aacute; &eacute; vers&aacute;til. Ao lado da pistolagem est&aacute; o uso de grilos em gavetas de madeira e na manipula&ccedil;&atilde;o de processamento de dados. <\/p>\n<p>Neste ponto, Bras&iacute;lia exagera na dose, com Arruda, Roriz e Cia., mas n&atilde;o deixa de ser o retrato do Brasil; pela genialidade arquitet&ocirc;nica, na ousadia de construir uma capital e retirar o eixo do poder do litoral brasileiro (que por l&aacute; ficara desde Cabral) e tamb&eacute;m pelas mazelas de sempre. Neste item, o DF &eacute; brasileir&iacute;ssimo na viol&ecirc;ncia policial, que &eacute; o bra&ccedil;o repressivo do descaso do Estado fruto do roubo sistem&aacute;tico de governos c&iacute;clicos. Diante de tanta titica estrutural, o que muda? Agora, h&aacute; dela&ccedil;&atilde;o e provas. O que difere Arruda de Roriz e seus amigos do peito &eacute; que o primeiro foi gravado e o outro n&atilde;o se sabe, ainda&#8230; <\/p>\n<p>Na podrid&atilde;o do poder constitu&iacute;do, outros podem se formar, nem que seja a partir do nada desprez&iacute;vel poder simb&oacute;lico dos espa&ccedil;os f&iacute;sicos institucionais. Neste momento, o protesto &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o do que ali est&aacute; &eacute; a &uacute;nica forma de pol&iacute;tica. Ironia com o DEM, ao incorporar o moralismo de tipo Carlos Lacerda, recebe agora a mordida de seu pr&oacute;prio rem&eacute;dio. N&atilde;o h&aacute; como esquecer. Antes de ser DEM e depois de ser ARENA e PDS, os demo foram e sempre ser&atilde;o PFL. O estilo de ACM &eacute; o padr&atilde;o de qualidade da turba, nova ou antiga. <\/p>\n<p><strong>Falta uma Oaxaca Candanga <br \/>\n<\/strong><br \/>\nDiante da paralisia decis&oacute;ria, &eacute; da natureza da pol&iacute;tica (qualquer uma, mesmo da polititica como a vemos no pa&iacute;s) eu uma for&ccedil;a externa tome &agrave; frente e destitua o poder incapaz de governar e ter legitimidade. Em pequena escala, &eacute; isso o que ocorre nesse momento na C&acirc;mara Distrital de Bras&iacute;lia (equivalente ao &ldquo;parlamento&rdquo; brasiliense). Por sorte, um grupo de estudantes razoavelmente aguerridos e com um interessante grau de coer&ecirc;ncia interna, resolveu intervir de fora das regras do simulacro de representa&ccedil;&atilde;o da democracia liberal. Na verdade, no caso do DF, trata-se de uma plutocracia que entre si disputa a regula&ccedil;&atilde;o da vida em sociedade e o esp&oacute;lio do Estado naquele n&iacute;vel de governo. Os pol&iacute;ticos profissionais de Bras&iacute;lia exageraram na dose, mas a capital n&atilde;o deixa de ser um retrato do pa&iacute;s, ao menos no que diz respeito de suas elites dirigentes e os v&iacute;nculos org&acirc;nicos com empreendedores econ&ocirc;micos de distintas &aacute;reas. <\/p>\n<p>Espera-se que o canto da sereia da representa&ccedil;&atilde;o legal, a ser re-instaurada a sua roleta russa a partir de junho do ano de 2010, n&atilde;o seduza as novas lideran&ccedil;as estudantis que agora ocupam a &ldquo;mui nobre, leal e valorosa&rdquo; e organizam &ndash; junto a outros setores &ndash; a Assembl&eacute;ia Popular. Fossem outros os tempos, e n&atilde;o estivessem as for&ccedil;as populares t&atilde;o apaziguadas de projeto em projeto e haveria uma &Aacute;gora Candanga de fronte a essa casa dos mensaleiros e outra forma de express&atilde;o de poder ganharia forma a partir da indigna&ccedil;&atilde;o e da organiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via. Como esta segunda categoria ainda n&atilde;o tem a envergadura popular dos pol&iacute;ticos profissionais e dubl&ecirc;s de grileiros do DF &ndash; como Joaquim Roriz, o fantasma do finado padrinho Jos&eacute; Aparecido de Oliveira, o senador cassado e cartola Luis Estev&atilde;o, a amigo de alguns deles e dono da empresa GOL Nen&ecirc; Constantino, dentre tantos outros que puderam parir para a vida p&uacute;blica um secretariado &agrave; altura do de Arruda &ndash; resta afirmar o f&ocirc;lego dos que l&aacute; peleiam e rogar que tenham sucesso na empreitada. Seria louv&aacute;vel tamb&eacute;m o afastamento do discurso da vassoura Udenista justamente para dar de relho na UDN p&oacute;s-moderna (o DEM), o que seria uma incoer&ecirc;ncia cruel na base de argumenta&ccedil;&atilde;o dos que na Assembl&eacute;ia Popular peleiam. <\/p>\n<p>A debandada de 15 secret&aacute;rios e 6 partidos da base do governo Arruda prova a &eacute;tica da turma. Diante do perigo, salve-se quem puder e que o Executivo se queime sozinho. A aposta no cassino da pol&iacute;tica &eacute; mais alta para quem obt&ecirc;m os maiores dividendos. Que Arruda pague, dizem os aliados! Que Arruda e a M&aacute;fia saiam do aparelho de Estado dizem os membros da Assembl&eacute;ia! Melhor esta segunda afirma&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Que os ventos de Oaxaca soprem no Planalto Central!<\/p>\n<p><strong>A sa&iacute;da est&aacute; em buscar a alternativa longe e distante do atual p&oacute;lo de poder <br \/>\n<\/strong><br \/>\nPara modificar as pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas brasileiras &eacute; necess&aacute;rio compreender como &eacute; o Jogo Real, a norma e os custos que regem seus operadores. E, por obviedade, buscar gerar formas de poder, controle e participa&ccedil;&atilde;o, por fora d jogo viciado da representa&ccedil;&atilde;o profissional e da gest&atilde;o dos cons&oacute;rcios econ&ocirc;mico-eleitorais da coisa p&uacute;blica. A res-publica pode vir a renascer na medida em que se torne o Estado control&aacute;vel pela parcela organizada da popula&ccedil;&atilde;o e que, seus rumos, sejam condicionados pela a&ccedil;&atilde;o coletiva destes mesmos setores mobilizados. Do contr&aacute;rio, n&atilde;o h&aacute; sa&iacute;da de m&eacute;dio e longo prazo e o horizonte poss&iacute;vel ser&aacute; apenas mais uma opera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal, seguida da devida impunidade, &eacute; &oacute;bvio. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=28091\">Este artigo foi originalmente publicado (com outro t&iacute;tulo e outra edi&ccedil;&atilde;o) no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A criatura e seu criador, com a repeti\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de tantos outros na polititica do pa\u00eds. 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