{"id":10501,"date":"2010-06-22T18:24:27","date_gmt":"2010-06-22T18:24:27","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1249"},"modified":"2010-06-22T18:24:27","modified_gmt":"2010-06-22T18:24:27","slug":"o-20-de-setembro-em-alegrete-uma-data-comemorada-por-chimangos-e-italianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10501","title":{"rendered":"O 20 DE SETEMBRO EM ALEGRETE: uma data comemorada por chimangos e italianos."},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/220px-Azenha_-_Place_Garibaldi_02.jpg\" title=\"Monumento em homenagem a Anita e Garibaldi na pra\u00e7a Garibaldi em Porto Alegre. - Foto:http:\/\/www.answers.com\/topic\/giuseppe-garibaldi\" alt=\"Monumento em homenagem a Anita e Garibaldi na pra\u00e7a Garibaldi em Porto Alegre. - Foto:http:\/\/www.answers.com\/topic\/giuseppe-garibaldi\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Monumento em homenagem a Anita e Garibaldi na pra\u00e7a Garibaldi em Porto Alegre.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:http:\/\/www.answers.com\/topic\/giuseppe-garibaldi<\/small><\/figure>\n<p>O artigo pretende demonstrar a constru&ccedil;&atilde;o e a disputa da data do &quot;20 de setembro &quot;em Alegrete. Evidecia-se que o &quot;20 de setembro&quot; possuia conota&ccedil;&atilde;o diferente em outros momentos da hist&oacute;ria local. O texto discute tamb&eacute;m alguns aspectos da constru&ccedil;&atilde;o da identidade regional e local.<\/p>\n<p>Por Anderson Rom&aacute;rio Pereira Corr&ecirc;a.<\/p>\n<p>Alegrete, 22 de junho de 2010.<\/p>\n<p><strong>1. Introdu&ccedil;&atilde;o<\/strong>. <\/p>\n<p>Uma forma de abordar a hist&oacute;ria da imigra&ccedil;&atilde;o em Alegrete &eacute; a partir da dimens&atilde;o da etnicidade e constru&ccedil;&atilde;o da identidade. Os imigrantes, de um modo geral, e os italianos, mais especificamente, contribu&iacute;ram na forma&ccedil;&atilde;o da identidade do &ldquo;ga&uacute;cho&rdquo;. A import&acirc;ncia de estudar a contribui&ccedil;&atilde;o dos imigrantes para a forma&ccedil;&atilde;o das identidades locais &eacute; necess&aacute;ria no sentido da democratiza&ccedil;&atilde;o e afirma&ccedil;&atilde;o das m&uacute;ltiplas identidades culturais. O estudo da Hist&oacute;ria das etnias &eacute; uma forma de romper com a &ldquo;monocultura&rdquo; da identidade &uacute;nica e &ldquo;natural&rdquo;. O senso comum, geralmente, confunde conceitos, n&atilde;o faz a devida diferen&ccedil;a entre Hist&oacute;ria e Mem&oacute;ria, entre tradi&ccedil;&atilde;o, costume e h&aacute;bito. A Hist&oacute;ria Social da Cultura no Rio Grande do Sul destaca que o per&iacute;odo entre o final do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX foi caracter&iacute;stico pela constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade rio-grandense. O texto a seguir tem por finalidade responder ao questionamento: Como os italianos contribu&iacute;ram na forma&ccedil;&atilde;o da identidade &ldquo;ga&uacute;cha&rdquo; em Alegrete? Mais especificamente, pretende-se analisar a apropria&ccedil;&atilde;o da data do 20 de setembro e a constru&ccedil;&atilde;o da figura simb&oacute;lica de Garibaldi na identidade local no per&iacute;odo da Rep&uacute;blica Velha. A historiografia e a imprensa da &eacute;poca, assim como documentos da Sociedade Italiana, possuem ricas informa&ccedil;&otilde;es, onde, atrav&eacute;s da analise de conte&uacute;do, identificam-se elementos que podem contribuir na compreens&atilde;o do papel dos imigrantes na forma&ccedil;&atilde;o da identidade local. A quest&atilde;o de imigrantes e naturais comporta, grosso modo, duas dimens&otilde;es: uma objetiva e outra subjetiva. Objetivamente imigrantes s&atilde;o todas aquelas pessoas que n&atilde;o s&atilde;o naturais de determinados locais, ou seja, que n&atilde;o nasceram em determinados lugares. Subjetivamente, imigrantes s&atilde;o pessoas que podem preservar culturas estrangeiras e podem construir identidades geralmente gen&eacute;ticas e geneal&oacute;gicas, com v&iacute;nculo a um passado comum, embora este passado n&atilde;o seja necessariamente Hist&oacute;rico real, mas romanceado e mitol&oacute;gico. De forma subjetiva, estes grupos culturais estrangeiros s&atilde;o denominados de etnias. Etnias e imigrantes n&atilde;o s&atilde;o sin&ocirc;nimos, pode haver imigrantes que n&atilde;o formam etnias, assim como etnias sem imigrantes. Um Estudo sobre imigra&ccedil;&atilde;o deve contemplar estas duas dimens&otilde;es: a mobilidade populacional (migra&ccedil;&otilde;es) e as constru&ccedil;&otilde;es de identidades &eacute;tnicas, a cultura. <br \/>\nBauman (2005:44) afirma que a identidade &eacute; tamb&eacute;m um fator poderoso de estratifica&ccedil;&atilde;o social. Segundo ele, em um dos polos da hierarquia global emergente est&atilde;o aqueles que constituem e desarticulam suas identidades, de forma mais ou menos aut&ocirc;noma. No outro p&oacute;lo, est&atilde;o aqueles a quem &eacute; negado o direito de escolher sua identidade, que n&atilde;o t&ecirc;m direito de manifestar suas identidades e que se veem oprimidos por identidades impostas. Identidades que estereotipam, humilham, desumanizam e estigmatizam. Sygmunt Bauman diz que, onde houver uma constru&ccedil;&atilde;o de identidade, pode-se ter certeza de que est&aacute; havendo uma &ldquo;guerra de identidades&rdquo;. <br \/>\nBarth substituiu uma concep&ccedil;&atilde;o est&aacute;tica da identidade &eacute;tnica por uma concep&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica. Ele entendeu muito bem e faz entender que essa identidade, como qualquer outra identidade coletiva (e assim tamb&eacute;m a identidade pessoal de cada um), &eacute; constru&iacute;da e transformada na intera&ccedil;&atilde;o de grupos sociais atrav&eacute;s de processos de exclus&atilde;o e inclus&atilde;o, que estabelecem limites entre tais grupos, definindo os que os integram ou n&atilde;o. Ent&atilde;o, o que importa &eacute; procurar saber em que consistem tais processos de organiza&ccedil;&atilde;o social atrav&eacute;s dos quais se mant&ecirc;m de forma duradoura as distin&ccedil;&otilde;es entre &ldquo;n&oacute;s&rdquo; e &ldquo;os outros&rdquo;, mesmo quando mudam as diferen&ccedil;as que, para &ldquo;n&oacute;s&rdquo;, assim como para &ldquo;os outros&rdquo;, justificam e legitimam tais distin&ccedil;&otilde;es. Em tais processos, &ldquo;os tra&ccedil;os que levamos em conta n&atilde;o s&atilde;o a soma das diferen&ccedil;as &ldquo;objetivas&rdquo;, mas unicamente aqueles que os pr&oacute;prios atores consideram como significativos&rdquo;. Desse modo, as mesmas caracter&iacute;sticas diferenciais podem mudar de significa&ccedil;&atilde;o no decorrer da hist&oacute;ria do grupo; e diversas caracter&iacute;sticas podem suceder-se adquirindo a mesma significa&ccedil;&atilde;o. Encarada nessa perspectiva, a etnicidade n&atilde;o &eacute; um conjunto intemporal, imut&aacute;vel de &ldquo;tra&ccedil;os culturais&rdquo; (cren&ccedil;as, valores, s&iacute;mbolos, ritos, regras de conduta, l&iacute;ngua, c&oacute;digo de polidez, pr&aacute;ticas de vestu&aacute;rio e culin&aacute;ria etc.), transmitidos da mesma forma de gera&ccedil;&atilde;o para gera&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria do grupo; ela provoca a&ccedil;&otilde;es e rea&ccedil;&otilde;es entre este grupo e os outros em uma organiza&ccedil;&atilde;o social que n&atilde;o cessa de evoluir. (Barth:1998:11) <br \/>\nPossamai (2005:20), fundamentando-se em Barth, elabora uma defini&ccedil;&atilde;o para identidade &eacute;tnica: <\/p>\n<p>(&#8230;) a identidade &eacute;tnica, como qualquer outra identidade coletiva, &eacute; constru&iacute;da e transformada na intera&ccedil;&atilde;o de grupos sociais por meio de processos de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, que estabelecem limites entre tais grupos, definindo os que os integram ou n&atilde;o. O que diferencia, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, a identidade &eacute;tnica de outras formas de identidade coletiva &eacute; o fato de ser orientada para o passado que n&atilde;o &eacute; o passado da ci&ecirc;ncia hist&oacute;rica, mas, sim, aquele que representa a mem&oacute;ria coletiva. <\/p>\n<p>O estabelecimento de crit&eacute;rios, s&iacute;mbolos e normas caminham no sentido de transformar-se em uma tradi&ccedil;&atilde;o. Eric Hobsbawm (1997:09) fala em &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o inventada&rdquo;, para referir-se &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o. Segundo ele: <\/p>\n<p>Por &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o inventada&rdquo;, entende-se um conjunto de pr&aacute;ticas, normalmente reguladas por regras t&aacute;citas ou abertamente aceitas; tais pr&aacute;ticas, de natureza ritual ou simb&oacute;lica, visavam inculcar certos valores e normas de comportamento atrav&eacute;s da repeti&ccedil;&atilde;o, o que implica, automaticamente, uma continuidade em rela&ccedil;&atilde;o ao passado. Ali&aacute;s, sempre que poss&iacute;vel, tenta-se estabelecer continuidade com um passado hist&oacute;rico apropriado. <\/p>\n<p>Hobsbawm apresenta uma s&iacute;ntese, onde classifica as tradi&ccedil;&otilde;es. Segundo o historiador, elas aprecem em tr&ecirc;s categorias superpostas: <\/p>\n<p>a) aquelas que estabelecem ou simbolizam a coes&atilde;o social ou as condi&ccedil;&otilde;es de admiss&atilde;o de um grupo ou de comunidades reais ou artificiais; b) aquelas que estabelecem ou legitimam institui&ccedil;&otilde;es, status ou rela&ccedil;&otilde;es de autoridade, e c) aquelas cujo prop&oacute;sito principal &eacute; a socializa&ccedil;&atilde;o, a inculca&ccedil;&atilde;o de ideias, sistemas de valores e padr&otilde;es de comportamento. Embora as tradi&ccedil;&otilde;es do tipo b) e c) tenham sido certamente inventadas (&#8230;), pode-se partir do pressuposto de que o tipo a) &eacute; que prevaleceu, sendo as outras fun&ccedil;&otilde;es tomadas como impl&iacute;citas ou derivadas de um sentido de identifica&ccedil;&atilde;o com uma &ldquo;comunidade&rdquo; e\/ ou as institui&ccedil;&otilde;es que representam, expressam ou simbolizam, tais como a &ldquo;na&ccedil;&atilde;o&rdquo;. (1997:17) <\/p>\n<p><strong>2. Revis&atilde;o historiogr&aacute;fica: contexto. <br \/>\n<\/strong><br \/>\nA seguir, procura-se trabalhar com a hip&oacute;tese de que a uni&atilde;o entre Republicanos e italianos procurava produzir uma constru&ccedil;&atilde;o de identidade do tipo &ldquo;a&rdquo; e &ldquo;c&rdquo;. Ou seja, a uni&atilde;o de elementos &eacute;tnicos com a socializa&ccedil;&atilde;o e inculca&ccedil;&atilde;o de ideias, tipos de valores e padr&otilde;es (pol&iacute;ticos) de comportamento. Com a proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em 1889, o dia 20 de setembro fazia parte das comemora&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas dos republicanos e positivistas no Rio Grande do Sul. Foi decretado, inclusive, que os Relat&oacute;rios dos Intendentes Municipais deveriam ser apresentados aos Conselhos Municipais no dia 20 de setembro de cada ano. A Rep&uacute;blica Velha foi um per&iacute;odo de constru&ccedil;&atilde;o da identidade c&iacute;vica no Rio Grande do Sul. O pesquisador Paulo C&eacute;sar Possamai mostra os &iacute;cones da identidade italiana: &ldquo;Os principais s&iacute;mbolos de perten&ccedil;a &agrave; na&ccedil;&atilde;o italiana para os imigrantes eram a bandeira tricolor, o culto aos her&oacute;is nacionais e a fam&iacute;lia real.&rdquo;(2005:85) A data 20 de setembro e a figura de Garibaldi, coincidentemente, unem a Revolu&ccedil;&atilde;o Farroupilha e a Unifica&ccedil;&atilde;o Italiana. Esta &ldquo;simbologia&rdquo; foi explorada pelos republicanos, positivistas e ma&ccedil;ons tanto italianos quanto aos rio-grandenses. Assim, possibilitou-se a constru&ccedil;&atilde;o da identidade &iacute;talo-ga&uacute;cha. <br \/>\nUm pr&eacute;-requisito para entender-se o que aconteceu, &eacute; saber que as identidades, discursos hist&oacute;ricos e forma&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-culturais s&atilde;o &ldquo;constru&ccedil;&otilde;es&rdquo; no sentido liter&aacute;rio da palavra, ou seja, s&atilde;o fabricados. A data 20 de setembro &eacute; a data da tomada de Roma (hoje capital da It&aacute;lia) pelo ex&eacute;rcito de Garibaldi, no processo de unifica&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s It&aacute;lia. A identidade italiana dos colonos e imigrantes come&ccedil;a a ser forjada fora da It&aacute;lia. De acordo com N&uacute;ncia Santoro de Constantino, para construir a identidade italiana foi importante a constru&ccedil;&atilde;o de s&iacute;mbolos e &iacute;cones, diz ela: <\/p>\n<p>Isso s&oacute; poderia ser feito, e o foi, a partir de s&iacute;mbolos retirados da nova p&aacute;tria, como os cultos ao rei Vittorio Emanuel e ao general que participou ativamente das guerras de unifica&ccedil;&atilde;o. O nome de Garibaldi fora glorificado na It&aacute;lia, seu papel em campanhas republicanas na Am&eacute;rica passa a ser sublinhado e, convenientemente, torna-se tamb&eacute;m no Rio Grande o her&oacute;i dos dois mundos. (2000:70). <\/p>\n<p>Eric Hobsbawm (1997:10) escreve que a &ldquo;inven&ccedil;&atilde;o&rdquo; das tradi&ccedil;&otilde;es &eacute; um fen&ocirc;meno que ocorre a partir da segunda metade do s&eacute;culo XIX. S&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es a situa&ccedil;&otilde;es novas; &eacute; o contraste entre as mudan&ccedil;as e inova&ccedil;&otilde;es do mundo moderno. A sociedade rio-grandense, por sua vez, tamb&eacute;m estava passando por um processo de constru&ccedil;&atilde;o de sua identidade, assim como podemos verificar no Brasil inteiro no per&iacute;odo. Existe um movimento liter&aacute;rio e cultural que assume a responsabilidade de construir esta identidade regional. Desde o Partenon Liter&aacute;rio, passando pelo Gr&ecirc;mio Ga&uacute;cho, escritores come&ccedil;am a produzir a imagem do &ldquo;ga&uacute;cho&rdquo;. Temos muitos escritores, como Jo&atilde;o Cezimbra Jacques, Sim&otilde;es Lopes Neto e, inclusive, o escritor Luiz Ara&uacute;jo Filho. Este &uacute;ltimo morava em Alegrete na &eacute;poca, escreveu o romance chamado Recorda&ccedil;&otilde;es Ga&uacute;chas, em 1898. Os imigrantes italianos tamb&eacute;m participaram da constru&ccedil;&atilde;o desta identidade. Podemos observar isso pelas refer&ecirc;ncias de N&uacute;ncia Santoro de Cosntantino: <\/p>\n<p>O retrato de Garibalde, fardado como militar, passa a ser substitu&iacute;do nas paredes das casas de italianos. O fotografo Calegari, honrado como Cavaliere, que se especializara na t&eacute;cnica da fotografia repintada a &oacute;leo, passa a produzir em s&eacute;rie outro clich&ecirc;. Dessa vez, Garibaldi traja o poncho, vestimenta t&iacute;pica dos ga&uacute;chos, que adotou como agasalho na velhice. (2000:75) <\/p>\n<p>Portanto, o Garibaldi &ldquo;de ga&uacute;cho&rdquo; foi uma inven&ccedil;&atilde;o, uma cria&ccedil;&atilde;o do fot&oacute;grafo. <\/p>\n<p>\n<strong>3. Chimangos e italianos: o 20 de setembro em Alegrete.<\/strong> <\/p>\n<p>Em Alegrete, por determina&ccedil;&atilde;o da Lei Org&acirc;nica Municipal, alguns Relat&oacute;rios para o Conselho Municipal eram feitos em reuni&otilde;es no dia 20 de setembro. Assim, ocorreu em 1901, 1902, 1907, 1908, 1909, 1913, 1914, 1916, 1919, 1920, 1921, 1925 e 1929. Sobre a evoca&ccedil;&atilde;o da data, pronuncia-se Manoel de Freitas Valle Filho: <\/p>\n<p>E a nossa bem elaborada Lei Org&acirc;nica Municipal, estatuindo para as reuni&otilde;es anuais do Conselho Legislativo o dia 20 de setembro, que comemoramos os ingent&iacute;ssimos esfor&ccedil;os dos nossos antepassados na implanta&ccedil;&atilde;o do sistema de governo republicano, que nos rege, com todas as vantagens que facilitam, quis a exemplifica&ccedil;&atilde;o dos her&oacute;is de 1835, como incentivo para a manuten&ccedil;&atilde;o do mais decidido empenho em promover o adiantamento da nossa terra, cujo destino econ&ocirc;mico vos foi confiado e para a afetividade do qual vos reunistes hoje para colaborar. (Munic&iacute;pio de Alegrete:1908) <\/p>\n<p>Abaixo, descreve-se o segundo discurso escrito em Relat&oacute;rio, onde o intendente faz apologia ao 20 de setembro. O Major Oscar do Prado Souza, no Relat&oacute;rio ao Conselho Municipal de 1916, assim escreveu: <\/p>\n<p>Felicito-vos ainda pela escolha desta data, que bem demonstra o ideal republicano que presidiu aos intuitos do nobre Conselho instituidor da nossa Lei Org&acirc;nica, decretando-a para as suas reuni&otilde;es anuais, porque ela simboliza a glorifica&ccedil;&atilde;o das virtudes, do amor &agrave; liberdade e do hero&iacute;smo dos nossos antepassados de 35, cuja mem&oacute;ria &eacute; para todos que amam esta nobre terra um incentivo poderoso no desdobramento intensivo do nosso progresso. (Munic&iacute;pio de Alegrete: 1916) <\/p>\n<p>As contradi&ccedil;&otilde;es no texto acima est&atilde;o por conta do apelo &agrave; liberdade, algo que politicamente n&atilde;o havia no per&iacute;odo do governo do Partido Republicano Rio-grandense (PRR), e principalmente o uso frequente da express&atilde;o &ldquo;nobre&rdquo;, termo riscado do vocabul&aacute;rio republicano. <br \/>\nA imprensa local colaborava de maneira bastante significativa para a constru&ccedil;&atilde;o da identidade &ldquo;&Iacute;talo-ga&uacute;cha&rdquo;. O padre Francisco Bernardino de Souza (Gazeta de Alegrete: 1899) publicou, no jornal Gazeta de Alegrete, um texto, romance sobre Anita e Garibaldi, denominado: &ldquo;A Estrela de Garibalde&rdquo;. O padre buscou relacionar os brasileiros e italianos a partir da uni&atilde;o entre Anita e Garibaldi. Assim como Garibaldi lutou aqui no Rio Grande do Sul e Uruguai, o padre Francisco procurou destacar a participa&ccedil;&atilde;o de Anita nas lutas, ao lado de Garibaldi, na It&aacute;lia. Descreve Francisco Bernardino, o companheirismo de Anita: &ldquo;Cada vez mais arriscada, mais aventureira, tornara-se a vida do proscrito italiano, &#8211; perseguido, era obrigado a procurar um asilo nas florestas, atravessar os rios, a suportar a fome e o cansa&ccedil;o, e Anita seguia-o sempre.&rdquo; Ao Apresentar um perfil mais detalhado da Anita, assim escreve: <\/p>\n<p>Nunca, uma s&oacute; vez se quer, abandonou-a essa coragem extraordin&aacute;ria, essa abnega&ccedil;&atilde;o sem limites, que formar&atilde;o a coroa de gl&oacute;ria da her&oacute;ica brasileira, e quando o c&aacute;lice da amargura transbordara no peito do desterrado, e quando as decep&ccedil;&otilde;es vinham esmagar-lhe a alma, era ela quem o atentava &ndash; com essas consola&ccedil;&otilde;es &ndash; que levam a paz ao fundo da alma e que s&oacute; l&aacute;bios de mulher sabem dizer. <\/p>\n<p>O texto comentado acima foi publicado no jornal Gazeta de Alegrete em 1899. Mostra o processo lento e permanente de constru&ccedil;&atilde;o da identidade &iacute;talo-brasileira. <br \/>\nO ano de 1907 foi marcado por in&uacute;meras atividades alusivas ao primeiro centen&aacute;rio de nascimento de Garibaldi. Em todo Rio Grande do Sul e Uruguai, a comunidade italiana organizava festividades. O jornalista Mauricio Goldemberg (1993:21) destaca este aspecto da imigra&ccedil;&atilde;o italiana em suas notas no &ldquo;Alegrete de Ontem&rdquo;, com o subt&iacute;tulo &ldquo;Garibalde&rdquo;, escreve: &ldquo;Dizer-se da contribui&ccedil;&atilde;o italiana no desenvolvimento, nas artes, ci&ecirc;ncias e em todos os setores da vida brasileira, dia a dia comprova-se pela a&ccedil;&atilde;o, amor &agrave; p&aacute;tria e destaque na vida nacional de seus descendentes.&rdquo; Segundo o jornalista, que encontrou nos arquivos da Gazeta de Alegrete, datado de 22 de agosto de 1907, uma noticia divulgada. A not&iacute;cia diz que estava em poder do comerciante Francisco Accuso, em Rio Grande, um bilhete autografado por Garibaldi. De acordo com a not&iacute;cia, trata-se de uma carta &iacute;ntima do her&oacute;i dos dois mundos, escrita &agrave; valorosa dama que se tornou depois sua esposa. Eis a copia da missiva: <\/p>\n<p>Estim.&ordf; Senr.&ordf; <br \/>\nAgradecido da considera&ccedil;&atilde;o que V. S. me concede, tenho um sentimento inexprim&iacute;vel de n&atilde;o poder passar por cima dos jurir&atilde;s, quando fora por mais alto ainda, seria sempre como um verdadeiro prazer que voltaria a ver aquelle lugar querido, donde o meu pensamento n&atilde;o sair&aacute; nunca, e as encantadoras pessoas que os formese&atilde;o. Sim! Am&aacute;vel D. Anna, eu protesto a V. S. que talvez, livre, dos cuidados, em que me acho envolvido, eu possa passar algum dia de sossego, em hum logar de minha sympathia, as margine do Arroio-grande, ter&atilde;o a justa prefer&ecirc;ncia, quando mesmo a V. S. me destinasse o tellhado para morada. Recebi os &ccedil;apatos &ndash; N&atilde;o sei nada de br&iacute;gida. Os oficiais todos lhe beij&atilde;o a m&atilde;o, e eu sou todo o que se pode ser V. S. e das suas am&aacute;veis companheiras &ndash; Est.&ordf; &#8211; 3 Fevereiro &ndash; 4 Joz&eacute; Garibaldi. <\/p>\n<p>O texto do bilhete, ao qual diz ser de Garibaldi, foi exposto acima, para que outros pesquisadores possam verificar a veracidade dos fatos; agora o que interessa, no momento, &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o de publicar tal not&iacute;cia; portanto, a constru&ccedil;&atilde;o da identidade. Percebe-se o apelo da imprensa, principalmente do &oacute;rg&atilde;o Gazeta de Alegrete, em divulgar textos e discursos relacionados &agrave; uni&atilde;o entre rio-grandenses e italianos. Para verificar a participa&ccedil;&atilde;o da imprensa na constru&ccedil;&atilde;o da identidade, acrescenta-se mais uma noticia divulgada: &ldquo;Com uma agrad&aacute;vel e patri&oacute;tica festa, solenizou-se a operosa col&ocirc;nia italiana desta cidade o dia 20 de setembro, que marca para ela a imorredoura data da Unifica&ccedil;&atilde;o da Grande P&aacute;tria de Victor Manoel, Mazzini e Garibaldi.(&#8230;)&rdquo; (Goldemberg, 1993:21) <br \/>\nNo livro &ldquo;O Munic&iacute;pio de Alegrete&rdquo;, publicado em 1908, Luiz Ara&uacute;jo Filho fez uma homenagem &agrave; Sociedade Italiana e &agrave; mem&oacute;ria de Garibaldi: <\/p>\n<p>Unione Italiana &ndash; Esta sociedade, beneficente como o seu nome indica, foi fundada para m&uacute;tuo socorro dos filhos da bella It&aacute;lia estabelecidos neste munic&iacute;pio, embora conte em seu seio variados s&oacute;cios honor&aacute;rios e benem&eacute;ritos de outras nacionalidades, especialmente brasileiros, o que demonstra a sympathia entre ambas as na&ccedil;&otilde;es vinculadas no Rio Grande do Sul pela mem&oacute;ria de Jos&eacute; Garibaldi. (1908:162) <\/p>\n<p>At&eacute; aqui se identificaram a&ccedil;&otilde;es governamentais, a imprensa e a produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica, relacionando e enfatizando os aspectos constitutivos da identidade rio-grandense e italiana. Por&eacute;m, falta observar como os pr&oacute;prios italianos em Alegrete idealizaram sua identidade. No livro Atas da Sociedade Italiana de Alegrete, encontra-se sob &ldquo;verbale 64&rdquo; o registro de &ldquo;Sessione Solenne&rsquo;, no dia 20 de setembro de 1906, com v&aacute;rias autoridades municipais presentes. (Livro Atas: 68) <br \/>\nJ&aacute; no dia 25 de agosto de 1907, na &ldquo;Verbale 79&rdquo;, do referido livro Atas, o presidente da Sociedade Italiana Emilio Ricciardi leu um dos 20 exemplares de um impresso enviado pela sociedade &ldquo;Unione e Benovolensa&rdquo; de Salto (Rep&uacute;blica Oriental do Uruguai), que tratava sobre o 1&ordm; centen&aacute;rio de nascimento de Giuseppe Garibaldi. (L.Atas:88) Fica evidente que a constru&ccedil;&atilde;o de identidade era um fen&ocirc;meno que ultrapassava as fronteiras pol&iacute;ticas dos Estados. &Eacute; interessante perceber, e existe historiografia sobre isto, que, no Uruguai, Garibaldi tamb&eacute;m era um &ldquo;her&oacute;i&rdquo;. Atualmente (2008), Paulo Mitidieri afirma que, em posse de sua fam&iacute;lia, existe um quadro de Garibaldi, heran&ccedil;a esta que foi passada de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; mais um elemento que contribui para a verifica&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;culto&rdquo; a Garibaldi entre a comunidade de italianos em Alegrete. <br \/>\nNa Ata de inaugura&ccedil;&atilde;o da nova sede da sociedade italiana, a 20 de setembro de 1907, apresenta-se entre as autoridades e representantes de entidades: a Liga Oper&aacute;ria e Associa&ccedil;&atilde;o dos Empregados no Com&eacute;rcio. Na assinatura dos presentes, Jorge Krug assina como representante da Associa&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria Alegretense. A &ldquo;Sessione Solenne&rdquo; de inaugura&ccedil;&atilde;o do novo pr&eacute;dio da Sede Social &eacute; em comemora&ccedil;&atilde;o &agrave; data de 20 de setembro, 36&ordm; ano da conquista de Roma. (L.Atas:92) <br \/>\nA constru&ccedil;&atilde;o de identidades &eacute;tnicas, de classe, de g&ecirc;nero, s&atilde;o processos que enriquecem culturalmente a sociedade. Durante a Rep&uacute;blica Velha, houve a iniciativa de construir uma identidade &eacute;tnica e pol&iacute;tica: &iacute;talo-ga&uacute;chos republicanos. No mesmo per&iacute;odo, havia, pelo menos, mais uma outra entidade que procurava construir identidade. Era a M&uacute;tua Prote&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria, que de 1897 ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, tinha como inten&ccedil;&atilde;o construir uma identidade de Classe para os trabalhadores alegretenses. Embora fundada por alem&atilde;es e seus descendentes, n&atilde;o produzia discurso &eacute;tnico, mas sim de classe. &Eacute; importante destacar que alguns descendentes de italianos participavam, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, da M&uacute;tua Prote&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria e n&atilde;o na italiana: Escarroni, Grilli, La Gamb&aacute;, entre outros. Por volta de 1925, a Sociedade Italiana ampara a Uni&atilde;o Oper&aacute;ria em sua Sede Social. &Eacute; importante registrar que os &ldquo;Escarroni&rdquo;, de acordo com os documentos das entidades oper&aacute;rias, participaram durante toda a Rep&uacute;blica Velha das associa&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias, embora possam ter participado da Sociedade Italiana. Paschoal Mitidieri &eacute; outro exemplo de profissional urbano, que foi presidente da Uni&atilde;o Oper&aacute;ria e participou da Sociedade Italiana, entre outras entidades culturais e recreativas. <\/p>\n<p>\n<strong>4. Conclus&atilde;o<\/strong>: <\/p>\n<p>Atrav&eacute;s da rela&ccedil;&atilde;o entre o processo dos acontecimentos (suas din&acirc;micas), com a a&ccedil;&atilde;o social dos sujeitos, exploraram-se evid&ecirc;ncias e vest&iacute;gios com o auxilio de ferramentas conceituais para analisar e compreender o &ldquo;20 de setembro&rdquo; em Alegrete durante a Rep&uacute;blica Velha. A constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade, que ainda n&atilde;o se configurava como &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas que tamb&eacute;m extrapolava a etnicidade, era voltada mais para valores de integra&ccedil;&atilde;o e de identidade pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica. Pode-se perceber que a constru&ccedil;&atilde;o da identidade, explorada pelo Governo Republicano, tamb&eacute;m foi apropriada por segmentos de imigrantes italianos, que buscavam associar a identidade italiana a Garibaldi, ao 20 de setembro e ao republicanismo. A liga&ccedil;&atilde;o entre os Republicanos alegretenses (Chimangos, len&ccedil;os brancos) e os italianos (imigrantes urbanos: artes&otilde;es, comerciantes e profissionais liberais) produziu uma s&iacute;ntese: os &iacute;talo-rio-grandenses. Na Rep&uacute;blica Velha (1889-1930), a data &ldquo;20 de setembro&rdquo; foi monopolizada pelos Republicanos e pelos italianos. Os Chimangos queriam afirmar-se como herdeiros de 1835, difundir seus valores ideol&oacute;gicos atrav&eacute;s da prega&ccedil;&atilde;o do civismo no &ldquo;20 de setembro&rdquo;. O civismo era utilizado como &ldquo;alma&rdquo; do Estado (patriotismo), intencionalmente procurava-se confundir civismo com o Governo e o PRR. No per&iacute;odo da Rep&uacute;blica Velha, houve um processo de constru&ccedil;&atilde;o da identidade, fruto das contradi&ccedil;&otilde;es dos costumes e a modernidade, por&eacute;m ainda n&atilde;o existia &ldquo;Tradicionalismo&rdquo;. Hoje, percebemos uma maioria de &ldquo;len&ccedil;os vermelhos&rdquo; no 20 de setembro. A comemora&ccedil;&atilde;o do &ldquo;20 de setembro&rdquo; possui muito de &ldquo;campeirismo&rdquo;. Na &eacute;poca da Rep&uacute;blica Velha, no &ldquo;20 de setembro, predominava uma cultura urbana. Hoje, &eacute; privilegiada a &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, no sentido de costumes normalizados e regras de comportamento carregadas de valores ideol&oacute;gicos. No inicio do s&eacute;culo XX, o que tudo indica, a comemora&ccedil;&atilde;o, embora carregada de significados ideol&oacute;gicos, n&atilde;o era centrada no &ldquo;costume&rdquo;, mas nas discuss&otilde;es pol&iacute;ticas. A identidade &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-cultural e subjetiva dos agentes sociais, em rela&ccedil;&atilde;o uns com os outros. A comunidade alegretense, ao confrontar-se com o processo de constru&ccedil;&atilde;o de identidade feita pelos italianos (desde 1882, com a funda&ccedil;&atilde;o da Sociedade Italiana na cidade), possivelmente, sentiu a necessidade de construir sua pr&oacute;pria identidade local, regional, rio-grandense. Se as constru&ccedil;&otilde;es de identidade participam de rela&ccedil;&otilde;es de poder e est&atilde;o em combate, a apropria&ccedil;&atilde;o do &ldquo;20 de setembro&rdquo; era feita contra quem e o qu&ecirc;? Os estudos de antropologia demonstram que, no confronto com o outro, com o diferente, &eacute; poss&iacute;vel sabermos o que somos. S&oacute; sabemos o que somos, a partir do que n&atilde;o somos. Os italianos e chimangos come&ccedil;aram a mostrar quem eram, foi um incentivo para os &ldquo;rio-grandenses&rdquo; e os n&atilde;o chimangos iniciaram a construir sua identidade. Na s&iacute;ntese que vai se operar mais tarde (em 1935, 1947 e 1964), os italianos ofereceram Garibaldi para compor o mosaico cultural. <\/p>\n<p>\n5. Bibliografia: <\/p>\n<p>ARA&Uacute;JO FILHO, Luiz. O Munic&iacute;pio de Alegrete. Alegrete;Coqueiro;1908. <br \/>\nBARTH, Frederic. Grupos &eacute;tnicos e suas &#8230; In: POUTIGNAT, Philippe. Teorias da Etnicidade. S&atilde;o Paulo; Funda&ccedil;&atilde;o Editora da UNESP, 1998. <br \/>\nBAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed.2005 <br \/>\nCONSTANTINO, N&uacute;ncia Santoro de. Italianidade(s): Imigrante no Brasil Meridional. In: Ra&iacute;zesItalianas do Rio Grande do Sul &ndash; 1875 &ndash; 1997. Org.: Florence Carboni e Mario Maestri. Passo Fundo. UPF. 2000. <br \/>\nGOLDEMBERG, Maur&iacute;cio; Italianos; 120 anos ajudando a construir um grande Alegrete. Alegrete de Ontem: Edi&ccedil;&atilde;o Comemorativa da Gazeta de Alegrete 111 Anos; 1993; 2&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. <br \/>\nMUNIC&Iacute;PIO DE ALEGRETE. Relat&oacute;rio apresentado ao Conselho Municipal de Alegrete, em 20 de setembro de 1908, pelo intendente Manoel de Freitas Valle Filho. Alegrete, O Coqueiro, 1908. (CEPAL). <br \/>\nMUNIC&Iacute;PIO DE ALEGRETE. Relat&oacute;rio do ano financeiro de 1915, apresentado pelo Vice-Intendente em exerc&iacute;cio Major Oscar do Prado Souza, ao Conselho Municipal de Alegrete, em 20 de setembro de 1916. Alegrete, Livraria e Bazar O Coqueiro. 1916. (CEPAL). <br \/>\nPOSSAMAI, Paulo C&eacute;sar. &ldquo;Dall&rsquo;Italia siamo partiti&rdquo;: a quest&atilde;o da identidade entre os imigrantes italianos e seus descendentes no Rio Grande do Sul (1875 &ndash; 1945). Passo Fundo: UPF, 2005. <br \/>\nSOUZA, Padre Francisco Bernardino de. A Estrella de Garibaldi. Gazzeta de Alegrete; n&ordm;1312; Alegrete:19\/03\/1899.in: Arquivo P&uacute;blico do Rio Grande do Sul.. Fundo: Comarca de Alegrete\/Sede; Sub-fundo:1&ordm; C&iacute;vel e Crime.; S&eacute;rie: Processos Crime e outras. N:3539; M:103; E:69: R&eacute;o: Jos&eacute; Avelino Soares. <br \/>\nLivro Atas da Sociedade Italiana de Alegrete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monumento em homenagem a Anita e Garibaldi na pra\u00e7a Garibaldi em Porto Alegre. Foto:http:\/\/www.answers.com\/topic\/giuseppe-garibaldi O artigo pretende demonstrar a constru&ccedil;&atilde;o e a disputa da data do &quot;20 de setembro &quot;em Alegrete. Evidecia-se que o &quot;20 de setembro&quot; possuia conota&ccedil;&atilde;o diferente em outros momentos da hist&oacute;ria local. O texto discute tamb&eacute;m alguns aspectos da constru&ccedil;&atilde;o da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10501","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10501\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}