{"id":10515,"date":"2011-04-07T10:58:03","date_gmt":"2011-04-07T10:58:03","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1418"},"modified":"2011-04-07T10:58:03","modified_gmt":"2011-04-07T10:58:03","slug":"bolsonaro-factoides-e-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10515","title":{"rendered":"Bolsonaro, fact\u00f3ides e perigo"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/galinha_verde_bolsonaro.jpg\" title=\"Ati\u00e7ando as id\u00e9ias de \u00f3dio no Brasil, Bolsonaro ajuda a incorporar uma antiga alegoria do fascismo tupiniquim, o das galinhas verdes, cujo epis\u00f3dio mais marcante fora a Batalha da Pra\u00e7a da S\u00e9, onde os organismos de auto-defesa dos sindicatos ainda livres fizeram valer as suas vontades pol\u00edticas pela via dos fatos. Cuidado. O que hoje \u00e9 uma piada pode voltar a galvanizar a imbecilidade em forma org\u00e2nica.  - Foto:mazungue\" alt=\"Ati\u00e7ando as id\u00e9ias de \u00f3dio no Brasil, Bolsonaro ajuda a incorporar uma antiga alegoria do fascismo tupiniquim, o das galinhas verdes, cujo epis\u00f3dio mais marcante fora a Batalha da Pra\u00e7a da S\u00e9, onde os organismos de auto-defesa dos sindicatos ainda livres fizeram valer as suas vontades pol\u00edticas pela via dos fatos. Cuidado. O que hoje \u00e9 uma piada pode voltar a galvanizar a imbecilidade em forma org\u00e2nica.  - Foto:mazungue\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Ati\u00e7ando as id\u00e9ias de \u00f3dio no Brasil, Bolsonaro ajuda a incorporar uma antiga alegoria do fascismo tupiniquim, o das galinhas verdes, cujo epis\u00f3dio mais marcante fora a Batalha da Pra\u00e7a da S\u00e9, onde os organismos de auto-defesa dos sindicatos ainda livres fizeram valer as suas vontades pol\u00edticas pela via dos fatos. Cuidado. O que hoje \u00e9 uma piada pode voltar a galvanizar a imbecilidade em forma org\u00e2nica. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:mazungue<\/small><\/figure>\n<p>07 de abril de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Jair Bolsonaro &eacute; capit&atilde;o P&aacute;ra-quedista do Ex&eacute;rcito Brasileiro, deputado federal em seu sexto mandato e nunca pecou por excesso de zelo. Ao contr&aacute;rio, quem acompanha a sua carreira pol&iacute;tica e os respectivos pronunciamentos p&uacute;blicos se d&atilde;o conta de que o pr&oacute;prio construiu para si um personagem de duplo papel. De um lado, porta-se como pol&iacute;tico profissional que cuida da pr&oacute;pria base, acolhendo as demandas e reivindica&ccedil;&otilde;es dos militares das tr&ecirc;s for&ccedil;as e corpora&ccedil;&otilde;es auxiliares. De outro, &eacute; leg&iacute;timo vi&uacute;vo da ditadura, enclausurado em discurso moralista, advogando uma defesa irredut&iacute;vel dos bons costumes da moral conservadora. A &ldquo;novidade&rdquo; entre a constata&ccedil;&atilde;o e o efeito bomb&aacute;stico ap&oacute;s sua interven&ccedil;&atilde;o no programa humor&iacute;stico CQC, veiculado pela Rede Bandeirantes na segunda 28 de mar&ccedil;o, foi a difus&atilde;o midi&aacute;tica.<\/p>\n<p>Ao fazer a ponte entre a defesa da ditadura e a prega&ccedil;&atilde;o da cultura do &oacute;dio, abre-se uma brecha perigosa, onde alguns demagogos (no sentido weberiano do termo) podem acumular capital pol&iacute;tico mexendo com os brios de gente com instru&ccedil;&atilde;o mediana e recalque avan&ccedil;ado. Assim o foi na igualmente famigerada A&ccedil;&atilde;o Integralista Brasileira (AIB), cujo l&iacute;der m&aacute;ximo, Pl&iacute;nio Salgado, terminou servindo ao regime defendido por Bolsonaro. Tal como o capit&atilde;o Jair, o cr&iacute;tico liter&aacute;rio Pl&iacute;nio obtivera mandatos de parlamentar federal, sendo os dois &uacute;ltimos pela ARENA, partido admirado pelo deputado Pqd. <\/p>\n<p>Pl&iacute;nio Salgado hoje poderia ser ridicularizado assim como ocorreu com o renomado cardiologista En&eacute;as Carneiro e o moribundo PRONA. Por sorte dos cidad&atilde;os, por vezes a extrema direita n&atilde;o chega a ser s&eacute;ria. O Dr. En&eacute;as passou de m&eacute;dico respeitado a caricatura de si mesmo, resumindo sua proposta de tipo Brasil Grande &ndash; bem ao gosto da linha dura do anterior regime &ndash; a um bord&atilde;o ris&iacute;vel. O integralismo foi bem mais duro e conseq&uuml;ente do que seus herdeiros da Nova Rep&uacute;blica, sabendo se reciclar ao ponto de disputar elei&ccedil;&otilde;es no interregno democr&aacute;tico entre o Estado Novo e a Ditadura, atuando atrav&eacute;s do Partido de Representa&ccedil;&atilde;o Popular. <\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a entre Pl&iacute;nio Salgado e En&eacute;as Carneiro &eacute; que o primeiro organizou um partido de tipo fascista que depois de &ldquo;reciclado&rdquo;, adere ao jogo pol&iacute;tico institucional para seguir operando. En&eacute;as tinha uma sigla, mas jamais uma organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, assim como Bolsonaro, detentor de mandatos e n&atilde;o de m&aacute;quinas partid&aacute;rias. Quando a prega&ccedil;&atilde;o de intoler&acirc;ncia passa de um indiv&iacute;duo para um grupo organizado, a&iacute; termina a piada e come&ccedil;a o perigo. <\/p>\n<p>\nArtigo originalmente publicado no bolg de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ati\u00e7ando as id\u00e9ias de \u00f3dio no Brasil, Bolsonaro ajuda a incorporar uma antiga alegoria do fascismo tupiniquim, o das galinhas verdes, cujo epis\u00f3dio mais marcante fora a Batalha da Pra\u00e7a da S\u00e9, onde os organismos de auto-defesa dos sindicatos ainda livres fizeram valer as suas vontades pol\u00edticas pela via dos fatos. Cuidado. 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