{"id":10516,"date":"2011-04-14T15:00:50","date_gmt":"2011-04-14T15:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1421"},"modified":"2011-04-14T15:00:50","modified_gmt":"2011-04-14T15:00:50","slug":"o-plebiscito-que-nasce-das-circunstancias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10516","title":{"rendered":"O plebiscito que nasce das circunst\u00e2ncias"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/sarney_milicada.jpg\" title=\"Velho amigo da milicada, Jos\u00e9 Ribamar agora interpreta o tribuno preocupado com as grandes causas que abalam o cotidiano tr\u00e1gico da maioria dos brasileiros.  - Foto:ciadaescola\" alt=\"Velho amigo da milicada, Jos\u00e9 Ribamar agora interpreta o tribuno preocupado com as grandes causas que abalam o cotidiano tr\u00e1gico da maioria dos brasileiros.  - Foto:ciadaescola\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Velho amigo da milicada, Jos\u00e9 Ribamar agora interpreta o tribuno preocupado com as grandes causas que abalam o cotidiano tr\u00e1gico da maioria dos brasileiros. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:ciadaescola<\/small><\/figure>\n<p>14 de abril de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>O Brasil &eacute; o pa&iacute;s dos paradoxos cuja pol&iacute;tica &eacute; o reino das circunst&acirc;ncias. As feridas e cicatrizes derivadas da trag&eacute;dia de Realengo for&ccedil;am o uso de um instrumento de democracia direta como o plebiscito, no caso, sobre a proibi&ccedil;&atilde;o de comercializar armas de fogo. Nada tenho contra os plebiscitos e sim contra o oportunismo dos mentores.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida, o dia 7 de abril de 2011 marcar&aacute; para sempre a vida dos brasileiros. <br \/>\nA chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira poder&aacute; ter efeitos de longo prazo, tanto para a vida das crian&ccedil;as sobreviventes, como para o imagin&aacute;rio das escolas p&uacute;blicas brasileiras. Pode ter porque sempre existe a possibilidade da experi&ecirc;ncia traum&aacute;tica n&atilde;o resultar em aprendizado coletivo. Ocorreram outros epis&oacute;dios de mundo c&atilde;o vividos na capital fluminense j&aacute; no per&iacute;odo democr&aacute;tico e pouco ou nada se fez. O Rio passou pelo seq&uuml;estro do &ocirc;nibus 174, chacinas da Candel&aacute;ria e Vig&aacute;rio Geral, as m&atilde;es de Acari, os deslizamentos de 1988 e dezenas de outros mais. A cada trag&eacute;dia, ao inv&eacute;s de se buscar uma sa&iacute;da de longo prazo, o clamor marca o curto prazo da pol&iacute;tica. <\/p>\n<p>O comportamento dos profissionais da pol&iacute;tica no Poder Legislativo &eacute; d&uacute;bio. Suas agendas permanentes s&atilde;o marcadas por acordos de alian&ccedil;as, interesses paroquianos, patrimonialistas e pautas espec&iacute;ficas onde se especializam. J&aacute; as tem&aacute;ticas emergenciais se orientam pelo agendamento da m&iacute;dia e o clamor popular, dos redutos eleitorais ou setores representados. <\/p>\n<p>A atividade en&eacute;rgica do senador pelo Amap&aacute; (PMDB), o maranhense Jos&eacute; Sarney no epis&oacute;dio materializam os conceitos acima. Nada pode ser mais antidemocr&aacute;tico do que sua trajet&oacute;ria pol&iacute;tica e a forma como exerce o controle sobre o mui nobre e ilibado Senado da rep&uacute;blica. Circunstancialmente, ap&oacute;s o ato desumano de Wellington Menezes de Oliveira, Jos&eacute; Ribamar passa a ser defensor do mais democr&aacute;tico dos mecanismos de consulta, apelando para um col&eacute;gio de l&iacute;deres cujos membros querem livrar-se da pecha de pertencerem a &ldquo;bancada da bala&rdquo;. Isso se chama senso de oportunidade, tal como na linguagem publicit&aacute;ria, onde se lan&ccedil;am apelos emotivos relacionados com datas tem&aacute;ticas para o consumo. <\/p>\n<p>Infelizmente, trata-se de paliativo. A maioria das armas em m&atilde;os criminosas, ou saem dos pai&oacute;is das for&ccedil;as da ordem ou entram no pa&iacute;s de contrabando. A &uacute;nica boa not&iacute;cia &eacute; quanto ao uso do plebiscito. Isto pode dar a partida para uma nova forma de fazer pol&iacute;tica, onde as decis&otilde;es fundamentais da sociedade passem pela decis&atilde;o das maiorias. <\/p>\n<p>\nEste artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat. <\/p>\n<p>\n<u>Obs do autor:<\/u> Por vezes, uma id&eacute;ia &eacute; t&atilde;o estapaf&uacute;rdia que apanha de todos os lados. O caso do plebiscito costurado &agrave;s pressas pelo &ldquo;pacifista&rdquo; Jos&eacute; Ribamar e seu entorno, &eacute; onde se materializa o conceito. Da OAB ao brioso portal Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise (n&atilde;o comparando as dimens&otilde;es, &eacute; claro), quase todos estamos contra a convocat&oacute;ria desta consulta p&uacute;blica &ndash; j&aacute; consultada recentemente sob outra forma &ndash; e muitos somos mais que a favor de uma s&eacute;rie de consultas de decis&otilde;es de tipo fundamental na sociedade brasileira. Com o perd&atilde;o da redund&acirc;ncia, o oportunismo da direita que se encontra no governo e tenta pegar carona na trag&eacute;dia de Realengo &eacute; o mesmo da direita oposta ao governo a criticar os ex-aliados da Arena (Sarney e cia.) que hoje posam de democratas diretos. Ser&aacute; que cada povo tem as direitas que merece? Para os brasileiros e brasileiras, que tipo de sina e via crucis estamos todos a pagar com juros da Selic para tamanha desfa&ccedil;atez?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Velho amigo da milicada, Jos\u00e9 Ribamar agora interpreta o tribuno preocupado com as grandes causas que abalam o cotidiano tr\u00e1gico da maioria dos brasileiros. Foto:ciadaescola 14 de abril de 2011, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha O Brasil &eacute; o pa&iacute;s dos paradoxos cuja pol&iacute;tica &eacute; o reino das circunst&acirc;ncias. 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