{"id":10525,"date":"2011-05-25T01:01:16","date_gmt":"2011-05-25T01:01:16","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1448"},"modified":"2011-05-25T01:01:16","modified_gmt":"2011-05-25T01:01:16","slug":"a-noite-dos-horrores-entre-a-motosserra-e-antonio-palocci","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10525","title":{"rendered":"A noite dos horrores, entre a motosserra e Antonio Palocci"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/exterminio_e_motosserra.jpg\" title=\"A caminho do exterm\u00ednio de biomas e patrim\u00f4nios incomensur\u00e1veis, o latif\u00fandio bota o seu governo contra a parede e aprova o atalho para o fim dos recursos naturais n\u00e3o-renov\u00e1veis.  - Foto:verdestapes.blogspot.com \" alt=\"A caminho do exterm\u00ednio de biomas e patrim\u00f4nios incomensur\u00e1veis, o latif\u00fandio bota o seu governo contra a parede e aprova o atalho para o fim dos recursos naturais n\u00e3o-renov\u00e1veis.  - Foto:verdestapes.blogspot.com \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A caminho do exterm\u00ednio de biomas e patrim\u00f4nios incomensur\u00e1veis, o latif\u00fandio bota o seu governo contra a parede e aprova o atalho para o fim dos recursos naturais n\u00e3o-renov\u00e1veis. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:verdestapes.blogspot.com <\/small><\/figure>\n<p>madrugada de 26 de maio de 2011, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha<\/p>\n<p>O texto que segue &eacute; uma miscel&acirc;nea entre a mis&eacute;ria pol&iacute;tica dos ex-militantes arrependidos que se decidem pela via da intermedia&ccedil;&atilde;o profissional em todos os n&iacute;veis e uma ila&ccedil;&atilde;o a circular pela internet brasileira e arredores, correlacionando a aprova&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio do ex-comunista Aldo Rebelo com a blindagem e n&atilde;o convoca&ccedil;&atilde;o de Antonio Palocci Filho para depor em uma inst&acirc;ncia investigativa do Congresso. Por suposto que se nem a convocat&oacute;ria saiu, CPI n&atilde;o sai de jeito algum. Eis a trama a ser tecida. <\/p>\n<p><strong>Palocci e o atual novo governo de fato <\/p>\n<p><\/strong>Sejamos todos mui francos. O que supostamente haveria vazado vindo da Receita da prefeitura de S&atilde;o Paulo capital, governada pelo ex-serrista Kassab, retrata algo j&aacute; dado como estrutural por qualquer analista pol&iacute;tico s&eacute;rio. Nos labirintos do poder, sempre surge algu&eacute;m a vender facilidade diante das indica&ccedil;&otilde;es precisas e sensatas dos que conhecem os caminhos e os entraves.<\/p>\n<p>O problema que se depara para a presidente Dilma Rousseff &eacute; pelo fato do m&eacute;dico de Ribeir&atilde;o Preto ser seu homem de confian&ccedil;a, sua ante-sala, cujo prest&iacute;gio pol&iacute;tico entre empres&aacute;rios de ponta &eacute; maior do que na base dos movimentos populares e at&eacute; mesmo entre sindicatos cutistas. <\/p>\n<p>Antonio &eacute; um alvo m&oacute;vel e com passado recente no m&iacute;nimo complicad&iacute;ssimo. J&aacute; imaginaram se a coisa esquenta e algu&eacute;m ressuscita o Caseiro Gate, o caso da Le&atilde;o &amp; Le&atilde;o, o affaire da Mans&atilde;o do Lago Sul e, para chafurdar de vez na lama dos arrependidos &ldquo;ex-militante&rdquo;, algu&eacute;m bota Jeane Mary Corner de volta aos holofotes? <\/p>\n<p>Sinceramente, se isto vier a ocorrer, mesmo pelas letras digitais do PIG 1, ser&aacute; bem feito. Raz&otilde;es sobram, abundam na verdade. Pena que certas pauladas venham por direita &ndash; ou por quem est&aacute; ainda mais &agrave; direita &ndash; e n&atilde;o de setores organizados a varrer a falsa representa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; de hoje que a coisa anda feia na paulic&eacute;ia desvairada de ideologia de c&acirc;mbio e muito acostumada a ser comensal daqueles a quem combatiam na d&eacute;cada de &rsquo;80. A hist&oacute;ria da social-democracia lavada repete-se como trag&eacute;dia do Ocidente em desencanto com o pacto minimalista. Palocci, Jos&eacute; Eduardo Cardozo, Jos&eacute; Dirceu, o assessor do ministro Chefe da Casa Civil &ndash; o &ldquo;Brani&rdquo; e seu s&oacute;cio Marco Ant&ocirc;nio Campagnolli &ndash; e outras tantas &ldquo;feras&rdquo; do PT de S&atilde;o Paulo est&atilde;o &agrave; altura dos imbr&oacute;glios do Partido Socialista Franc&ecirc;s nos &uacute;ltimos anos da Era Miterrand ou do igualmente &ldquo;complicado&rdquo; PSOE dos anos de Felipe Gonz&aacute;lez na Espanha dos famigerados GAU e outras &ldquo;perip&eacute;cias&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>O caso &eacute; pior do que aparenta <\/p>\n<p><\/strong>No meio da balb&uacute;rdia da &ldquo;blindagem&rdquo; do ministro, o PMDB, ou melhor, os peemedebes governistas aproveitam para aumentar a mordida e tentar levar o que der, incluindo o apoio &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es pr&oacute;-latif&uacute;ndio no C&oacute;digo Florestal, desaforadamente escrita pelo deputado Aldo Rebelo, ex-comunista e correligion&aacute;rio do delegado Prot&oacute;genes Queiroz, hoje deputado federal, o protagonista do caso onde o bandido pune seu perseguidor pela for&ccedil;a das institui&ccedil;&otilde;es de Estado ajoelhadas diante dos poderes de fato. <\/p>\n<p>N&atilde;o se espantem se a not&iacute;cia da &ldquo;base rachada&rdquo; soar como mal interpretada, ou apenas plantada pela constru&ccedil;&atilde;o de coer&ecirc;ncia do Planalto. Perante essas rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a, as palavras de Lacerdistas p&oacute;s-modernos como Reinaldo Azevedo e o hoje esquecido Diogo Mainardi s&atilde;o um jogo de faz-de-conta, tentando levar a crer que s&oacute; o Palocci e a turmas dos Z&eacute;s (Dirceu e Cardozo) fazem isso! &Eacute; um jogo de esconde-esconde, e, com premissas mais do que ocultas, vindas das ind&uacute;strias de bens simb&oacute;licos em formato jornal&iacute;stico. Tamb&eacute;m &eacute; disto que se trata o julgamento midi&aacute;tico e a queda de bra&ccedil;o entre a base aliada do Planalto e os intentos de fritura pol&iacute;tica de Palocci, tanto por direita como por esquerda. <\/p>\n<p>Como j&aacute; fora dito milhares de vezes aqui e em centenas de outros s&iacute;tios, n&atilde;o &eacute; a primeira vez que o ministro, hoje na Casa Civil, e dantes do vendaval do Mensal&atilde;o e do Caseirogate, ocupando a pasta da Fazenda, se v&ecirc; envolvido em situa&ccedil;&otilde;es limite. A diferen&ccedil;a, se &eacute; que esta existe, &eacute; por ser algo mais recente e, em fun&ccedil;&atilde;o das suspeitas de vazamento oriundas da prefeitura de S&atilde;o Paulo, ser uma esp&eacute;cie de resposta na mesma moeda. Tampouco ele &eacute; o &uacute;nico, embora seja a vitrine do momento, a meter-se a consultar sob contrato de sigilo de neg&oacute;cio. Outros ex-militantes s&atilde;o donos ou controladores de consultoria e o vento pode soprar contra estes tamb&eacute;m. <\/p>\n<p><strong>Eis a poss&iacute;vel conta da blindagem <br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Viveram-se horas de horror na rep&uacute;blica. O relat&oacute;rio de mudan&ccedil;as no C&oacute;digo Florestal &eacute; votado na noite de ter&ccedil;a dia 25 de maio e o Centr&atilde;o ganha forma de base aliada. Enquanto isso Palocci tenta blindar-se do fogo amigo e dos que tentam incinerar seu modelo de neg&oacute;cios, talvez at&eacute; plantando um &ldquo;novo nome&rdquo; a disputar com ele e os seus amigos do peito, os clientes de consultoria num futuro pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>A manobra foi de profissional. O governo e seu partido majorit&aacute;rio, na pr&aacute;tica, liberam a bancada. Assim d&aacute;-se o jogo do &ldquo;Jo&atilde;o Sem Bra&ccedil;o&rdquo;, onde ningu&eacute;m se queima com a pr&oacute;pria base enquanto a decis&atilde;o j&aacute; est&aacute; assegurada. N&atilde;o faltava mais nada&#8230;al&eacute;m de fechar com o latif&uacute;ndio &#8211; e garantir a vit&oacute;ria &#8211; depois de liberar para o voto de &quot;consci&ecirc;ncia&quot;, embora orientando pelo SIM ao relat&oacute;rio. Ap&oacute;s o fiasco da ter&ccedil;a &agrave; noite, de repente Palocci &eacute; de fato blindado, ganha ao menos uma sobrevida e, aponta-se o novo canto da sereia: &ldquo;Dilma poder&aacute; vetar o relat&oacute;rio!&rdquo; Ah sim, e se n&atilde;o vetar? Quem vai organizar a resposta nas ruas? <br \/>\nAh, resta o mito da base rachada. Rachada coisa nenhuma! Governo perdido ou propositadamente sem saber o que fazer, talvez. 410 votos a favor, 63 contra e uma absten&ccedil;&atilde;o. Quanto vai custar para a na&ccedil;&atilde;o em dez anos? E, como moeda de troca, ser&aacute; que Palocci vale tanto assim? A noite culmina na aprova&ccedil;&atilde;o da Emenda 164, onde os estados poder&atilde;o ser co-reguladores das &aacute;reas de cultivo e de expans&atilde;o agr&iacute;cola. Esta famigerada emenda, muito elogiada por pessoas como Ronaldo UDR Caiado (DEM de Goi&aacute;s), fora aprovada na mui nobre, leal e generosa para com os seus, a C&acirc;mara dos Deputados, por 273 contra 182 votos. Agora estados governados diretamente por latifundi&aacute;rios e seus s&oacute;cios &ndash; como &eacute; o caso da maioria das unidades federadas na Regi&atilde;o Norte e em toda a Amaz&ocirc;nia Legal &ndash; ter&atilde;o a co-responsabilidade por decidir sobre a consolida&ccedil;&atilde;o das &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente. A madrugada de 26 de maio, extens&atilde;o da noite de horror de 25 do mesmo m&ecirc;s corrente, termina com a Emenda Motosserra.&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil s&eacute;rio e de olho no futuro hoje enverga luto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A caminho do exterm\u00ednio de biomas e patrim\u00f4nios incomensur\u00e1veis, o latif\u00fandio bota o seu governo contra a parede e aprova o atalho para o fim dos recursos naturais n\u00e3o-renov\u00e1veis. 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