{"id":10539,"date":"2011-08-04T12:42:41","date_gmt":"2011-08-04T12:42:41","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1492"},"modified":"2011-08-04T12:42:41","modified_gmt":"2011-08-04T12:42:41","slug":"o-problema-da-democracia-no-partido-de-massas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10539","title":{"rendered":"O problema da democracia no partido de massas"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/fundacao_pt.jpg\" title=\"Se compararmos esta imagem, do manifesto de funda\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores, ent\u00e3o guarda-chuva reformista radical e anti-estalinista, com o tipo de pol\u00eamica e participa\u00e7\u00e3o do partido de governo nos tempos que correm, teremos de dar raz\u00e3o aos conservadores que pregam ser a oligarquiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria um fen\u00f4meno recorrente e sem freios. O partido de massas eleitoral compete por protagonismo para com o movimento popular e sua independ\u00eancia de classe.   - Foto:ptsv\" alt=\"Se compararmos esta imagem, do manifesto de funda\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores, ent\u00e3o guarda-chuva reformista radical e anti-estalinista, com o tipo de pol\u00eamica e participa\u00e7\u00e3o do partido de governo nos tempos que correm, teremos de dar raz\u00e3o aos conservadores que pregam ser a oligarquiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria um fen\u00f4meno recorrente e sem freios. O partido de massas eleitoral compete por protagonismo para com o movimento popular e sua independ\u00eancia de classe.   - Foto:ptsv\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Se compararmos esta imagem, do manifesto de funda\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores, ent\u00e3o guarda-chuva reformista radical e anti-estalinista, com o tipo de pol\u00eamica e participa\u00e7\u00e3o do partido de governo nos tempos que correm, teremos de dar raz\u00e3o aos conservadores que pregam ser a oligarquiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria um fen\u00f4meno recorrente e sem freios. O partido de massas eleitoral compete por protagonismo para com o movimento popular e sua independ\u00eancia de classe.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:ptsv<\/small><\/figure>\n<p>04 de agosto de 2011, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>A pol&ecirc;mica que se d&aacute; na interna do Partido dos Trabalhadores, a respeito do problema de filia&ccedil;&atilde;o em massa e dos poss&iacute;veis filtros necess&aacute;rios (ou n&atilde;o), para ascender na representa&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria reflete um tema de controle pol&iacute;tico. N&atilde;o se trata absolutamente de problema novo. Sempre foi tensa a rela&ccedil;&atilde;o entre massificar o n&uacute;mero de filiados e qualificar a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Tentar impor etapas de forma&ccedil;&atilde;o antes de garantir plenos direitos e deveres pode ser visto como uma poss&iacute;vel barreira para novos adeptos. <\/p>\n<p>Para um partido como o PT, que em sua origem se organiza como um guarda-chuva de correntes de esquerda anti-estalinistas, a filia&ccedil;&atilde;o direta sempre se contrap&ocirc;s ao poder das tend&ecirc;ncias internas e suas massas cr&iacute;ticas organizadas. Na pr&aacute;tica, est&aacute; em jogo o ato de premiar a milit&acirc;ncia org&acirc;nica e com forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou fortalecer o papel de dirigentes, refor&ccedil;ando o conceito de oligarquias partid&aacute;rias.<\/p>\n<p>Trata-se de um paradoxo. O aumento dos membros nominais de um partido n&atilde;o implica em nenhuma garantia de engajamento, &eacute; justo o contr&aacute;rio. Considerando o senso comum como uma negocia&ccedil;&atilde;o permanente entre a sobreviv&ecirc;ncia e a condensa&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias dominantes, temos um problema de doutrina pol&iacute;tico-partid&aacute;ria. A presen&ccedil;a de membros plenos de direitos e deveres, mas que n&atilde;o s&atilde;o capacitados a atuar em nome do coletivo ao qual pertencem, abrem um flanco muito perigoso. Essa maioria despolitizada facilita a reprodu&ccedil;&atilde;o dos piores aspectos da cultura pol&iacute;tica brasileira, como o caciquismo, patrimonialismo, clientelismo e fisiologismo. De t&atilde;o forte, o fen&ocirc;meno ganhou uma denomina&ccedil;&atilde;o de uso comum na milit&acirc;ncia. Massa mobilizada sem politiza&ccedil;&atilde;o &eacute; chamada de &ldquo;boiada&rdquo;. Triste not&iacute;cia, a pr&aacute;tica &eacute; antiga. <\/p>\n<p>Evitar a conforma&ccedil;&atilde;o de &ldquo;boiadas&rdquo; deveria ser preocupa&ccedil;&atilde;o permanente, ao menos das esquerdas (em sentido amplo) existentes no Brasil. Ao contr&aacute;rio do que possa parecer, aumentar a participa&ccedil;&atilde;o &eacute; inversamente proporcional ao ingresso de membros sem condi&ccedil;&atilde;o de milit&acirc;ncia. O militante tem de ser algu&eacute;m minimamente dotado de informa&ccedil;&atilde;o e conceitos de modo que possa emitir opini&atilde;o e posicionar-se a respeito de temas de envergadura, tanto para a conjuntura como para as inst&acirc;ncias internas da organiza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma equa&ccedil;&atilde;o simples. N&atilde;o havendo milit&acirc;ncia, a vida partid&aacute;ria se esvazia e prevalece a l&oacute;gica da concorr&ecirc;ncia eleitoral e a simples partilha de cargos e poder. <\/p>\n<p>Quando a maioria que ingressa &eacute; pouco ou nada politizada, os mandos pertencer&atilde;o aos dirigentes de sempre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se compararmos esta imagem, do manifesto de funda\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores, ent\u00e3o guarda-chuva reformista radical e anti-estalinista, com o tipo de pol\u00eamica e participa\u00e7\u00e3o do partido de governo nos tempos que correm, teremos de dar raz\u00e3o aos conservadores que pregam ser a oligarquiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria um fen\u00f4meno recorrente e sem freios. O partido de massas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10539","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10539\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}