{"id":10543,"date":"2011-08-25T15:32:57","date_gmt":"2011-08-25T15:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1504"},"modified":"2011-08-25T15:32:57","modified_gmt":"2011-08-25T15:32:57","slug":"as-policias-do-rio-sao-um-problema-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10543","title":{"rendered":"As pol\u00edcias do Rio s\u00e3o um problema estrutural"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/patricia-acioli.jpg\" title=\"A ju\u00edza Patr\u00edcia Lourival Acioli deparou-se com os limites f\u00edsicos entre os poderes reais e os formais. No mundo da vida, a morte foi ao encontro da subordina\u00e7\u00e3o do formal para o brutal. Nenhuma novidade para as popula\u00e7\u00f5es carentes de Rio e Grande Rio. A metr\u00f3pole fluminense segue em seu processo de \u201cmexicaniza\u00e7\u00e3o\u201d.   - Foto:correaneto\" alt=\"A ju\u00edza Patr\u00edcia Lourival Acioli deparou-se com os limites f\u00edsicos entre os poderes reais e os formais. No mundo da vida, a morte foi ao encontro da subordina\u00e7\u00e3o do formal para o brutal. Nenhuma novidade para as popula\u00e7\u00f5es carentes de Rio e Grande Rio. A metr\u00f3pole fluminense segue em seu processo de \u201cmexicaniza\u00e7\u00e3o\u201d.   - Foto:correaneto\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A ju\u00edza Patr\u00edcia Lourival Acioli deparou-se com os limites f\u00edsicos entre os poderes reais e os formais. No mundo da vida, a morte foi ao encontro da subordina\u00e7\u00e3o do formal para o brutal. Nenhuma novidade para as popula\u00e7\u00f5es carentes de Rio e Grande Rio. A metr\u00f3pole fluminense segue em seu processo de \u201cmexicaniza\u00e7\u00e3o\u201d.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:correaneto<\/small><\/figure>\n<p>&nbsp;25 de agosto de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/em><\/p>\n<p>O assassinato da ju&iacute;za Patr&iacute;cia Acioli, de fronte &agrave; sua casa no bairro de Piratininga, regi&atilde;o oce&acirc;nica de Niter&oacute;i (estado do Rio de Janeiro), traz &agrave; mem&oacute;ria situa&ccedil;&otilde;es que, como por m&aacute;gica, imagin&aacute;vamos superadas ap&oacute;s a espalhafatosa &ldquo;Guerra do Rio&rdquo; em novembro de 2010. Ledo engano. Ao mesmo tempo em que &eacute; injusto marcar todos os membros das pol&iacute;cias fluminenses como corruptos e lenientes, &eacute; de uma perigosa e c&uacute;mplice inoc&ecirc;ncia supor que problemas de fundo &#8211; como os para-policiais (mil&iacute;cias) &#8211; foram superados. Um conceito surge com for&ccedil;a para explicar o tamanho do fosso, e este &eacute; o de insulamento e autonomia de corpos burocr&aacute;ticos.<\/p>\n<p>&nbsp;Se o problema inicial do Estado no Rio de Janeiro, seria retomar o controle de territ&oacute;rios urbanos e metropolitanos, tomados (ou entregues) para as redes de quadrilhas do varejo do narcotr&aacute;fico, o desafio revela-se ainda maior. Os &ldquo;comandos&rdquo;, embora tenham adquirido certa capacidade operacional, revelam-se uma amea&ccedil;a menor &agrave;s garantias de um Estado Democr&aacute;tico do que a autonomia de corpora&ccedil;&otilde;es burocr&aacute;tico-policiais. A analogia do momento seria uma necess&aacute;ria &ldquo;lavagem intestinal&rdquo; por dentro das pol&iacute;cias, Civil e Militar, al&eacute;m do Corpo de Bombeiros e do Departamento Penitenci&aacute;rio. <\/p>\n<p>Fazer a limpa de uma institui&ccedil;&atilde;o por dentro, implica reinvent&aacute;-la, modificar n&atilde;o apenas seu modus operandi, mas a origem deste, o modus vivendi. No caso brasileiro, significaria acabar com o subemprego policial e modificar seu universo de representa&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica. Uma delas &eacute; o uso indevido da brutalidade. Quase sempre associam a id&eacute;ia de direitos humanos com complac&ecirc;ncia para a criminalidade. A associa&ccedil;&atilde;o subseq&uuml;ente &eacute; a da viol&ecirc;ncia policial com a intoler&acirc;ncia na defesa da sociedade. Nada pode ser mais falso. <\/p>\n<p>O aparelho policial que age para al&eacute;m da lei, termina-o fazendo em causa pr&oacute;pria. Se toda institui&ccedil;&atilde;o tende a criar uma cultura interna, com regras reais de conduta para al&eacute;m dos c&oacute;digos que v&ecirc;m a p&uacute;blico, essa caracter&iacute;stica exacerba-se por dentro das pol&iacute;cias. Da&iacute; a compreenderem-se como v&iacute;timas de uma pir&acirc;mide social injusta e hip&oacute;crita, e buscarem a sobreviv&ecirc;ncia e certa ascens&atilde;o a partir do dom&iacute;nio sobre setores ilegais da economia e popula&ccedil;&otilde;es marginalizadas, n&atilde;o custa muito. <\/p>\n<p>A execu&ccedil;&atilde;o da magistrada comprova o &oacute;bvio. A &ldquo;limpeza&rdquo; das pol&iacute;cias do Rio &eacute; uma necessidade prim&aacute;ria, algo estruturante para a a&ccedil;&atilde;o dos governos fluminenses e passa muito longe da pirotecnia dos preparativos publicit&aacute;rios para os grandes eventos internacionais. <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ju\u00edza Patr\u00edcia Lourival Acioli deparou-se com os limites f\u00edsicos entre os poderes reais e os formais. No mundo da vida, a morte foi ao encontro da subordina\u00e7\u00e3o do formal para o brutal. Nenhuma novidade para as popula\u00e7\u00f5es carentes de Rio e Grande Rio. A metr\u00f3pole fluminense segue em seu processo de \u201cmexicaniza\u00e7\u00e3o\u201d. Foto:correaneto &nbsp;25 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10543"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10543\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}