{"id":10562,"date":"2011-12-06T09:22:17","date_gmt":"2011-12-06T09:22:17","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1559"},"modified":"2011-12-06T09:22:17","modified_gmt":"2011-12-06T09:22:17","slug":"as-petroleiras-como-animais-economicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10562","title":{"rendered":"As petroleiras como animais econ\u00f4micos"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/bacia-de-campos.jpg\" title=\"A empresa petrol\u00edfera Chevron foi responsabilizada pelo vazamento de \u00f3leo na Bacia de Campos (RJ). Al\u00e9m das multas que ultrapassam R$ 300 milh\u00f5es, a petroleira ter\u00e1 de bancar por um ano todo monitoramento da retirada do \u00f3leo da bacia fluminense. - Foto:Greenpeace\" alt=\"A empresa petrol\u00edfera Chevron foi responsabilizada pelo vazamento de \u00f3leo na Bacia de Campos (RJ). Al\u00e9m das multas que ultrapassam R$ 300 milh\u00f5es, a petroleira ter\u00e1 de bancar por um ano todo monitoramento da retirada do \u00f3leo da bacia fluminense. - Foto:Greenpeace\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A empresa petrol\u00edfera Chevron foi responsabilizada pelo vazamento de \u00f3leo na Bacia de Campos (RJ). Al\u00e9m das multas que ultrapassam R$ 300 milh\u00f5es, a petroleira ter\u00e1 de bancar por um ano todo monitoramento da retirada do \u00f3leo da bacia fluminense.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Greenpeace<\/small><\/figure>\n<p>06 de dezembro, da Vila Setembrina<u>,<\/u><em> Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>O suposto &ldquo;acidente&rdquo; da empresa Chevron Corporation na bacia de Campos &eacute; mais um cap&iacute;tulo de um problema te&oacute;rico com consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas terr&iacute;veis, e que justamente por isso poucas vezes v&ecirc;m a p&uacute;blico.<\/p>\n<p>J&aacute; afirmei aqui nesta publica&ccedil;&atilde;o antes e repito. Todo animal econ&ocirc;mico com aus&ecirc;ncia de regras ou toler&acirc;ncia de procedimentos por parte da autoridade constitu&iacute;da tende a cumprir a m&aacute;xima da &ldquo;escolha racional&rdquo;. Ou seja, diminuir&aacute; custos e maximizar&aacute; ganhos, muitas vezes, operando no limite da inconsequ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Completa o teorema a no&ccedil;&atilde;o de que o gerencialismo atravessa a forma&ccedil;&atilde;o de agentes p&uacute;blicos, incluindo &oacute;rg&atilde;os de regula&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o, levando &agrave; tend&ecirc;ncia de que o profissional a defender o interesse da coletividade confunda isso com a garantia da execu&ccedil;&atilde;o das empresas e seus contratos.<\/p>\n<p>Infelizmente, as afirma&ccedil;&otilde;es acima est&atilde;o longe de serem fantasiosas e menos ainda mera coincid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Torna-se inevit&aacute;vel a compara&ccedil;&atilde;o com o vazamento da British Petroleum no Golfo do M&eacute;xico (abril de 2010), assim como outras &ldquo;fatalidades&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; preciso reconhecer que a ind&uacute;stria do combust&iacute;vel f&oacute;ssil &eacute; marcada por fatos volumosos. Tudo no petr&oacute;leo &eacute; grande e altera a vidas das pessoas, quando n&atilde;o a do planeta. N&atilde;o apenas os acidentes s&atilde;o traum&aacute;ticos, como o do petroleiro Exxon Valdez (da Exxon Mobil) na costa do Alaska, em mar&ccedil;o de 1989, assim como o afundamento da plataforma P 36, em mar&ccedil;o de 2001, abrindo uma ferida no apogeu das terceiriza&ccedil;&otilde;es de FHC, marcadas por metas para diminui&ccedil;&atilde;o de custos.<\/p>\n<p>Este n&atilde;o foi o &uacute;nico &ldquo;acidente&rdquo; grave e nem ser&aacute; o &uacute;ltimo. Petr&oacute;leo &eacute; poder, &eacute; motivo para guerras e explora&ccedil;&atilde;o de recursos naturais em escala sem precedente. &Eacute; um trabalho cuja atividade n&atilde;o encaixa perfeitamente na l&oacute;gica de desonerar o capital, otimizar lucros e diluir responsabilidades.<\/p>\n<p>N&atilde;o deveria haver espanto quanto aos erros de procedimentos. Estes podem ocorrer em qualquer atividade, ainda mais quando se trata de algo arriscado. Em sendo a Chevron, menos espanto ainda.<\/p>\n<p>Como j&aacute; foi difundida pelo mundo, a Chevron recebeu o pr&ecirc;mio de empresa mais poluidora, dado pela prestigiada revista online Alternet. Esta mesma transnacional fora respons&aacute;vel pelo &ldquo;Chernobil da Amaz&ocirc;nia&rdquo;, dilacerando uma parte de floresta amaz&ocirc;nica viva (entre 1972-1992) no Equador.<\/p>\n<p>O problema &eacute; normativo. As grandes transnacionais do petr&oacute;leo no ramo t&ecirc;m precedentes conden&aacute;veis. Fica muito dif&iacute;cil fiscalizar um empreendimento deste porte sem se colocar em uma situa&ccedil;&atilde;o de desconfian&ccedil;a permanente.<br \/>\n<em><br \/>\nEste artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empresa petrol\u00edfera Chevron foi responsabilizada pelo vazamento de \u00f3leo na Bacia de Campos (RJ). Al\u00e9m das multas que ultrapassam R$ 300 milh\u00f5es, a petroleira ter\u00e1 de bancar por um ano todo monitoramento da retirada do \u00f3leo da bacia fluminense. 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