{"id":10566,"date":"2011-12-23T12:30:14","date_gmt":"2011-12-23T12:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1569"},"modified":"2011-12-23T12:30:14","modified_gmt":"2011-12-23T12:30:14","slug":"a-cpi-do-banestado-revisitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10566","title":{"rendered":"A CPI do Banestado revisitada"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Cipriani-CPI-Banestado1.jpg\" title=\"Em 2003, o Governo Lula teve a primeira grande chance de colocar a oposi\u00e7\u00e3o formada por PSDB e PFL (atual DEM) contra a parede. Tratava-se da CPI do Banestado. O Partido dos Trabalhadores recuou. Dirceu e companhia preferiram negociar a aprova\u00e7\u00e3o da Reforma da Previd\u00eancia e frustrou a popula\u00e7\u00e3o em mais um esc\u00e2ndalo de evas\u00e3o de divisas do pa\u00eds. - Foto:os.intocaveis\" alt=\"Em 2003, o Governo Lula teve a primeira grande chance de colocar a oposi\u00e7\u00e3o formada por PSDB e PFL (atual DEM) contra a parede. Tratava-se da CPI do Banestado. O Partido dos Trabalhadores recuou. Dirceu e companhia preferiram negociar a aprova\u00e7\u00e3o da Reforma da Previd\u00eancia e frustrou a popula\u00e7\u00e3o em mais um esc\u00e2ndalo de evas\u00e3o de divisas do pa\u00eds. - Foto:os.intocaveis\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Em 2003, o Governo Lula teve a primeira grande chance de colocar a oposi\u00e7\u00e3o formada por PSDB e PFL (atual DEM) contra a parede. Tratava-se da CPI do Banestado. O Partido dos Trabalhadores recuou. Dirceu e companhia preferiram negociar a aprova\u00e7\u00e3o da Reforma da Previd\u00eancia e frustrou a popula\u00e7\u00e3o em mais um esc\u00e2ndalo de evas\u00e3o de divisas do pa\u00eds.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:os.intocaveis<\/small><\/figure>\n<p>23 de dezembro de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>A alegria de quem vive para analisar e formar opini&atilde;o &eacute; quando suas teses se mostram corretas e v&ecirc;m a p&uacute;blico, ainda que pelas palavras alheias. Esta &eacute; minha reflex&atilde;o ap&oacute;s o lan&ccedil;amento do livro de Amaury Ribeiro Jr., Privataria Tucana (Gera&ccedil;&atilde;o Editorial, 2011) e os debates da&iacute; subseq&uuml;entes.<\/p>\n<p>Em 14 de outubro de 2005 escrevi nesta mesma publica&ccedil;&atilde;o um artigo intitulado &ldquo;<a href=\"http:\/\/www.estrategiaeanalise.com.br\/ler02.php?idsecao=e8f5052b88f4fae04d7907bf58ac7778&amp;&amp;idtitulo=a8c2bb700214ad17800d3749b2f46a23\">CPI do Banestado, quando Lula perdeu sua melhor chance<\/a>&rdquo;. Nele, avaliava como o epis&oacute;dio da Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito a respeito da gest&atilde;o do Banco do Estado do Paran&aacute; no per&iacute;odo do governo Jaime Lerner, fora uma grande oportunidade perdida para o PT, em seu primeiro ano de governo, dar um golpe de for&ccedil;a na oposi&ccedil;&atilde;o mais dura at&eacute; ent&atilde;o.<\/p>\n<p>O grupo pol&iacute;tico do ex-PFL (hoje DEM, sem os seguidores de Kassab), &agrave; &eacute;poca sob lideran&ccedil;a do senador Jorge Bornhausen, se via emparedado em fun&ccedil;&atilde;o das suspeitas pairando sobre o Banco Arauc&aacute;ria &ndash; vinculado &agrave; fam&iacute;lia do tribuno da terra de Espiridi&atilde;o Amin.<\/p>\n<p>Esta tese levantada em 2005, a respeito da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as ocorrida no in&iacute;cio de governo, se prova correta.<\/p>\n<p>Lula e sua equipe, ainda com Jos&eacute; Dirceu como &ldquo;capit&atilde;o do time&rdquo;, aproximava-se de bandeiras do governo anterior, como a &ldquo;reforma&rdquo; da Previd&ecirc;ncia e gerava tens&atilde;o na interna da legenda ao abandonar mais pontos hist&oacute;ricos do que j&aacute; constava na hoje consagrada Carta ao Povo Brasileiro.<\/p>\n<p>Na ocasi&atilde;o, o excelente trabalho coordenado pelo delegado federal Jos&eacute; Francisco Castilho Neto culmina com o afastamento do titular do inqu&eacute;rito, assim como de uma competente equipe de peritos e agentes. Qualquer rela&ccedil;&atilde;o com a Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha n&atilde;o &eacute; nenhuma coincid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Para um leitor desavisado, este artigo pode parecer uma manobra para confundir, pois qualquer um que me desconhe&ccedil;a tem o direito de pressupor que, diante da pobreza de id&eacute;ias na pol&iacute;tica nacional, este analista nutre simpatias pelo tucanato e a Era FHC e posiciona-se como cr&iacute;tico do lulismo e sua descend&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>A segunda afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; verdadeira, sendo que as cr&iacute;ticas a Luiz In&aacute;cio e sua trupe da governabilidade s&atilde;o por esquerda. J&aacute; a primeira afirma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser mais falsa, e tal eu provo com meu primeiro livro, <a href=\"http:\/\/www.estrategiaeanalise.com.br\/ler02.php?idsecao=82a7eeb8723a50d30975d15f6c6401e8&amp;&amp;idtitulo=8cb0c23f5c61a8a65907fc591a34531e\">O Grampo do BNDES<\/a> (Sotese, Rio de Janeiro, 2003), abordando justamente o Leil&atilde;o do Sistema Telebr&aacute;s e as evid&ecirc;ncias oriundas das zonas cinzentas do aparelho de Estado.<\/p>\n<p>Tor&ccedil;o para que a CPI da Privataria n&atilde;o seja como a do Banestado e conclua a Satiagraha por outras vias, doa a quem doer, seja tucano, lulista ou de qualquer legenda.<\/p>\n<p><em>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2003, o Governo Lula teve a primeira grande chance de colocar a oposi\u00e7\u00e3o formada por PSDB e PFL (atual DEM) contra a parede. Tratava-se da CPI do Banestado. 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