{"id":10568,"date":"2011-12-29T12:13:20","date_gmt":"2011-12-29T12:13:20","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1573"},"modified":"2011-12-29T12:13:20","modified_gmt":"2011-12-29T12:13:20","slug":"o-real-custo-brasil-na-sexta-economia-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10568","title":{"rendered":"O real custo Brasil na sexta economia do mundo"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/guilhotina.jpg\" title=\"Em momentos de \u201caleluias\u201d pelo crescimento da economia brasileira, \u00e9 importante recordar que o Brasil est\u00e1 sob uma guilhotina chamada forma de financiamento. No pa\u00eds tupiniquim, os bancos praticam os juros mais elevados do mundo e o Estado financia a expans\u00e3o do setor privado. A maioria da popula\u00e7\u00e3o ainda paga a conta dos privil\u00e9gios de uma elite. - Foto:Humor La Carte\" alt=\"Em momentos de \u201caleluias\u201d pelo crescimento da economia brasileira, \u00e9 importante recordar que o Brasil est\u00e1 sob uma guilhotina chamada forma de financiamento. No pa\u00eds tupiniquim, os bancos praticam os juros mais elevados do mundo e o Estado financia a expans\u00e3o do setor privado. A maioria da popula\u00e7\u00e3o ainda paga a conta dos privil\u00e9gios de uma elite. - Foto:Humor La Carte\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Em momentos de \u201caleluias\u201d pelo crescimento da economia brasileira, \u00e9 importante recordar que o Brasil est\u00e1 sob uma guilhotina chamada forma de financiamento. No pa\u00eds tupiniquim, os bancos praticam os juros mais elevados do mundo e o Estado financia a expans\u00e3o do setor privado. A maioria da popula\u00e7\u00e3o ainda paga a conta dos privil\u00e9gios de uma elite.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Humor La Carte<\/small><\/figure>\n<p>30 de dezembro de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>Dessa vez &eacute; para valer. O Brasil foi considerado a sexta economia do mundo, atr&aacute;s apenas de EUA, China, Jap&atilde;o, Fran&ccedil;a e Alemanha.<\/p>\n<p>A julgar pelo fato de que as duas &uacute;ltimas pot&ecirc;ncias s&atilde;o o esteio da combalida zona euro; do Jap&atilde;o permanecer estagnado desde meados da d&eacute;cada de e os Estados Unidos serem hoje o mais desigual e menos produtivo dos pa&iacute;ses desenvolvidos, temos esperan&ccedil;as de crescimento e proje&ccedil;&atilde;o ainda maiores.<\/p>\n<p>A partir deste fato ineg&aacute;vel, cabe uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica, para al&eacute;m da cr&iacute;tica por direita ou do ufanismo oficial.<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>Se somos hoje a sexta economia do mundo em termos de volume de produ&ccedil;&atilde;o e riqueza circulante, estamos longe de ser o sexto pa&iacute;s menos desigual e injusto do planeta. Nossa pir&acirc;mide social, ainda que com sens&iacute;vel diminui&ccedil;&atilde;o da mis&eacute;ria absoluta, concentra renda e n&atilde;o distribui os benef&iacute;cios da modernidade urbana. O problema &eacute; de fundo e implica uma op&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentada no cen&aacute;rio pol&iacute;tico profissional.<\/p>\n<p>O crescimento brasileiro se d&aacute; em cima da exporta&ccedil;&atilde;o de comodities agr&iacute;colas em larga escala, do aumento do cr&eacute;dito para o consumo e da inje&ccedil;&atilde;o de recursos estatais na economia.<\/p>\n<p>Tudo iria relativamente bem (a exce&ccedil;&atilde;o do modelo agro-exportador), caso n&atilde;o tiv&eacute;ssemos sob uma guilhotina chamada forma de financiamento.<\/p>\n<p>O Brasil cresce atrav&eacute;s da rolagem de sua d&iacute;vida, aumentando consideravelmente o papel do capital financeiro e comprometendo quase metade do or&ccedil;amento executado pela Uni&atilde;o no ano de 2010.<\/p>\n<p>Por um lado &eacute; verdade que a gest&atilde;o do Banco Central no pa&iacute;s &eacute; menos desreguladora do que na Europa e nos pa&iacute;ses anglo-sax&otilde;es (e aumentara o controle sob a batuta de Alexandre Tombini), por outro &eacute; fato que ainda praticamos os juros reais mais elevados do mundo e que surfando na onda de nosso crescimento est&aacute; o setor banc&aacute;rio, onde os bancos estatais praticam juros e taxas de administra&ccedil;&atilde;o na mesma escala dos comerciais.<\/p>\n<p>A ciranda financeira alimenta o setor de cr&eacute;dito ao consumo e na ponta de cima da pir&acirc;mide, o Estado segue financiando a expans&atilde;o privada, seja atrav&eacute;s de empr&eacute;stimos a fundo perdido (como na fus&atilde;o da Brasil Telecom com a OI), ou mesmo pela inje&ccedil;&atilde;o direta nos cons&oacute;rcios p&uacute;blico-privados (a exemplo da Usina de Belo Monte).<\/p>\n<p>Somando esta injusti&ccedil;a estrutural com a car&ecirc;ncia do servi&ccedil;o p&uacute;blico &ndash; estando a popula&ccedil;&atilde;o brasileira sobretaxada e ainda n&atilde;o atendida de forma satisfat&oacute;ria &ndash; e temos o real &ldquo;custo Brasil&rdquo;.<\/p>\n<p>Sobra para a maioria dos brasileiros pagar a conta da acumula&ccedil;&atilde;o privada (oficializada) de recursos coletivos.<\/p>\n<p><em>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em momentos de \u201caleluias\u201d pelo crescimento da economia brasileira, \u00e9 importante recordar que o Brasil est\u00e1 sob uma guilhotina chamada forma de financiamento. 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