{"id":1058,"date":"2009-06-22T03:17:32","date_gmt":"2009-06-22T03:17:32","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1058"},"modified":"2009-06-22T03:17:32","modified_gmt":"2009-06-22T03:17:32","slug":"adriano-o-imperador-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1058","title":{"rendered":"Adriano, o Imperador"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/adriano.jpg\" title=\"O homem da Vila Cruzeiro n\u00e3o tem nenhuma obriga\u00e7\u00e3o a ser uma commodity domesticada nas ruas chiques a famosas de Mil\u00e3o.  - Foto:Globo Esporte\" alt=\"O homem da Vila Cruzeiro n\u00e3o tem nenhuma obriga\u00e7\u00e3o a ser uma commodity domesticada nas ruas chiques a famosas de Mil\u00e3o.  - Foto:Globo Esporte\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O homem da Vila Cruzeiro n\u00e3o tem nenhuma obriga\u00e7\u00e3o a ser uma commodity domesticada nas ruas chiques a famosas de Mil\u00e3o. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Globo Esporte<\/small><\/figure>\n<p>por Odorico Ribeiro, brasileiro radicado em Caracas, maio 2009<\/p>\n<p>Estivemos observando na m&iacute;dia brasileira muita gente opinando sobre o Adriano e sua decis&atilde;o de abandonar o Internazzionale, da It&aacute;lia. Acontece que pela internet, vimos uma serie de reportagens bem constrangedoras. Por exemplo, o v&iacute;deo sobre a entrevista coletiva dada pelo jogador, que foi divulgado pela globo.com. Os coment&aacute;rios absurdos feitos ali pelo rep&oacute;rter que trabalhou essa mat&eacute;ria s&atilde;o incr&iacute;veis. Ele, o rep&oacute;rter, n&atilde;o compreende que algu&eacute;m queira outra coisa que n&atilde;o seja s&oacute; dinheiro e fama. Pensar&aacute; que quanto mais fama e mais dinheiro, melhor. Ele n&atilde;o entende o valor que possa ter para uma pessoa, estar com seus amigos e seus familiares, num determinado momento.<\/p>\n<p>Realmente &eacute; algo digno de se escutar. Esse comunicador social da Globo est&aacute; completamente contaminado por uma cultura que o levou a pensar e a atuar dessa forma t&atilde;o curta. Inclusive, seria um bom tema para estudos mais profundos, analisar se ele obteria ou n&atilde;o esse trabalho na Globo, se ele pensasse e atuasse de uma outra forma mais ampla.<\/p>\n<p>O fato &eacute; que, justamente essa cultura curta e med&iacute;ocre foi que facilitou e possibilitou a domina&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;ses inteiros e a escraviza&ccedil;&atilde;o do ser humano. Somos uma civiliza&ccedil;&atilde;o produto dessa pobre cultura.<\/p>\n<p>E h&aacute; outra cultura que a m&iacute;dia brasileira desconhece? Claro que sim, s&oacute; que essa outra cultura est&aacute; sendo escondida o m&aacute;ximo poss&iacute;vel, atrav&eacute;s de mentiras e enganos. Essa outra cultura &eacute; a cultura que estimula e enaltece a fraternidade, a paz, a inclus&atilde;o social e o amor entre os povos e, obviamente, isso &eacute; algo proibido ainda, para muitos. Para muitos que n&atilde;o v&ecirc;em o que realmente est&aacute; passando. E &eacute; contra essa cultura curta e med&iacute;ocre que h&aacute; hoje no mundo todo, uma verdadeira avalancha de cr&iacute;ticas e denuncias por parte de especialistas, institui&ccedil;&otilde;es e pa&iacute;ses, todos buscando como livrar-se dela definitivamente.<\/p>\n<p>Claro que o Adriano n&atilde;o pode ser feliz, vendo a seus amigos e familiares comer o p&atilde;o que o diabo amassou, l&aacute; na Vila Cruzeiro. E, com certeza, h&aacute; muita gente que v&ecirc; essa atitude do Adriano com bons olhos, na esperan&ccedil;a que ele venha a ser mais um porta-voz dessa gente t&atilde;o sofrida das nossas favelas e dos nossos campos.<\/p>\n<p>Ningu&eacute;m como ele tem um conhecimento t&atilde;o exato da mis&eacute;ria existente ali e, ao mesmo tempo, tenha tantas possibilidades de ajudar no combate contra essa peste ins&oacute;lita e criminosa. Se pensarmos bem em que &eacute;poca vivemos hoje, j&aacute; essa mis&eacute;ria passou do meramente ins&oacute;lito ao absurdo completo, &agrave; loucura, pois. E cada um de n&oacute;s j&aacute; estarmos na fronteira, quase passando a ser c&uacute;mplices desse crime contra os mais oprimidos.<\/p>\n<p>Obviamente, n&atilde;o sabemos ao certo quais s&atilde;o os verdadeiros sentimentos do Adriano. De todos os modos, n&atilde;o est&aacute; demais dizer aqui que, se coincidimos, ele deve esfor&ccedil;arse o m&aacute;ximo poss&iacute;vel, com seriedade, para manter-se na cima. Assim seguir&aacute; sendo foco de aten&ccedil;&atilde;o e, por isso mesmo, ter&aacute; direito &agrave; palavra, coisa fundamental. Claro, esse esfor&ccedil;o seria dentro e fora de campo, pois ele teria de estudar e preparar-se para uma miss&atilde;o bem dif&iacute;cil e at&eacute; perigosa. Muito mais perigosa que encarar a grande &aacute;rea inimiga, sem d&uacute;vida.<\/p>\n<p>S&oacute; que desta vez, ele teria tamb&eacute;m a torcida incondicional de milh&otilde;es e milh&otilde;es de pobres, injusti&ccedil;ados e exclu&iacute;dos sociais, que necessitam enormemente da sua voz. E essa torcida n&atilde;o viria somente da Vila Cruzeiro. Nem seria formada somente pelos cariocas, ou pelos brasileiros. Pobreza h&aacute; em todo o mundo para dar e vender. O que faz falta s&atilde;o verdadeiros Adrianos. Pelo menos o Adriano poss&iacute;vel, que concebemos aqui.<\/p>\n<p>\nComo Odorico chegou a esta p&aacute;gina?<\/p>\n<p>&quot;Odorico Ribeiro &eacute; nascido no Rio de Janeiro, veio, como bolsista, completar seus estudos acad&ecirc;micos em Caracas, onde vive h&aacute; 30 anos. Aqui, acompanha com grande interesse e admira&ccedil;&atilde;o a todo o processo revolucion&aacute;rio bolivariano, liderado pelo Presidente Hugo Ch&aacute;vez. S&atilde;o tantas coisas boas passando ao mesmo tempo, que escreveu algumas linhas na excelente p&aacute;gina Web alternativa e revolucion&aacute;ria venezuelana, Aporrea.org. Ali p&ocirc;de obter o endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico do Bruno Lima Rocha, a quem j&aacute; havia visto na televis&atilde;o local, participando como convidado especial em alguns eventos&quot;.<\/p>\n<p>\nObs minha (Bruno): recebi este correio com grata surpresa. Gostaria de haver conversado com brasileiros residentes na terra de Zamora quando l&aacute; estive. Pena que parte dos contatos acabamos estabelecendo depois. O texto de Odorico chegou antes de Adriano ser &ldquo;contratado&rdquo; pelo C.R. Flamengo (time para o qual n&atilde;o tor&ccedil;o). Mas, se vale uma nota de curiosidade, &eacute; o retorno do homem da Vila Cruzeiro se dar de forma simult&acirc;nea da perman&ecirc;ncia de Kleber Leite, ex-rep&oacute;rter de campo da R&aacute;dio Globo AM, dubl&ecirc; de cartola do Flamengo e empres&aacute;rio do futebol. A d&iacute;vida da agremia&ccedil;&atilde;o desportiva sempre cresce e Kleber Leite nunca empobrece. Para quem pensa que exagero, convido a esta singela leitura.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O homem da Vila Cruzeiro n\u00e3o tem nenhuma obriga\u00e7\u00e3o a ser uma commodity domesticada nas ruas chiques a famosas de Mil\u00e3o. Foto:Globo Esporte por Odorico Ribeiro, brasileiro radicado em Caracas, maio 2009 Estivemos observando na m&iacute;dia brasileira muita gente opinando sobre o Adriano e sua decis&atilde;o de abandonar o Internazzionale, da It&aacute;lia. 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