{"id":10589,"date":"2012-07-11T19:47:46","date_gmt":"2012-07-11T19:47:46","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1646"},"modified":"2012-07-11T19:47:46","modified_gmt":"2012-07-11T19:47:46","slug":"e-tao-bom-quando-eles-passam-sem-chutar-a-gente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10589","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 t\u00e3o bom quando eles passam sem chutar a gente\u201d"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Hector Werlang IG.jpg\" title=\"Ano passado, Brigada proibiu protesto de gremistas contra Ronaldinho - Foto:Hector Werlang (IG)\" alt=\"Ano passado, Brigada proibiu protesto de gremistas contra Ronaldinho - Foto:Hector Werlang (IG)\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Ano passado, Brigada proibiu protesto de gremistas contra Ronaldinho<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Hector Werlang (IG)<\/small><\/figure>\n<p><em>11 de julho, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes<\/em><\/p>\n<p>A frase que d&aacute; t&iacute;tulo a esta coluna foi proferida por um trabalhador do ramo metal&uacute;rgico ap&oacute;s cruzar com cerca de seis policiais militares dentro do refeit&oacute;rio da empresa. Fatos assim s&atilde;o decorrentes no cotidiano de qualquer cidad&atilde;o neste pa&iacute;s &ldquo;livre&rdquo; chamado Brasil.<\/p>\n<p>Est&aacute; coluna j&aacute; tratou deste assunto, mas n&atilde;o somos n&oacute;s os redundantes, e sim os mesmos fatos que ocorrem frequentemente. No de futebol parece existir uma esp&eacute;cie de igualdade entre os torcedores, onde todos s&atilde;o tratados como baderneiros.<\/p>\n<p>Um dos articulistas desta coluna j&aacute; foi chamado de vagabundo na porta do  est&aacute;dio, sem motivo algum. A organiza&ccedil;&atilde;o de filas, ou at&eacute; mesmo  das acomoda&ccedil;&otilde;es dentro dos est&aacute;dios, costuma ser, na &quot;melhor&quot; das hip&oacute;teses,  com o cassetete. Melhor porque por vezes acontece com bombas de efeito  moral, g&aacute;s de pimenta ou tiros de borracha. Basta ver imagens da final  da Libertadores no Pacaembu.<\/p>\n<p><strong>E a imprensa livre?<\/strong><\/p>\n<p>Muito se discute em terras tupiniquins sobre a liberdade de imprensa (leia-se, liberdade da empresa agir como quiser na radiodifus&atilde;o), principalmente os programas de humor &ldquo;jornal&iacute;stico&rdquo; (que em nossa opini&atilde;o n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para essa fus&atilde;o), mas e a imprensa tradicional, como fica?<\/p>\n<p>Um fato que consideramos, no m&iacute;nimo, lament&aacute;vel ocorreu na chegada do craque Diego Forl&aacute;n a Porto Alegre, no s&aacute;bado passado (07). A torcida colorada lotou o Aeroporto Salgado Filho. Grande parte da imprensa esportiva ga&uacute;cha estava presente no local, afinal o melhor jogador da &uacute;ltima Copa do Mundo chegaria &agrave; capital do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Tudo ocorria dentro da normalidade at&eacute; que o rep&oacute;rter fotogr&aacute;fico do portal Sul 21 (o melhor noticioso do Rio Grande Sul), Ramiro Furquin diz ter sido agredido com uma tapa na nuca por um soldado da Brigada Militar, do 11&ordm; Batalh&atilde;o. A tentativa seria a de abrir espa&ccedil;o para passagem do micro&ocirc;nibus que carregava o jogador e que foi &ldquo;interceptado&rdquo; pelos torcedores. Mesmo se identificando como jornalista, o rep&oacute;rter voltou ser agredido pelas costas ap&oacute;s fotografar o rosto do soldado.<\/p>\n<p>Independente de o Ramiro estar ou n&atilde;o trabalhando, ser ou n&atilde;o profissional da imprensa (e ele &eacute;), de forma alguma deve-se agredir pessoas para abrir passagem para um micro&ocirc;nibus! Ainda mais por ser uma demonstra&ccedil;&atilde;o de carinho com um jogador. Alguns chamam isso de despreparo por parte da corpora&ccedil;&atilde;o, mas esse tipo de atitude vai al&eacute;m disso: &eacute; uma falta de respeito com o direito do cidad&atilde;o. Lembrando que ambos estavam no local a trabalho, sendo assim precisam ser tratados de forma igual.<\/p>\n<p><strong>Sa&iacute;da<\/strong><\/p>\n<p>Cada vez mais procuramos uma sa&iacute;da para esses fatos que mancham o futebol, mesmo que longe das canchas. Ocorre-se isso com um profissional de imprensa (n&atilde;o que estes merecem maior respeito, mas costumam estar identificados e s&atilde;o mais conhecidos), o que dir&aacute; o que ocorre com pessoas an&ocirc;nimas, sem espa&ccedil;o para defesa?<\/p>\n<p>At&eacute; quando isso continuar&aacute; impune? Todas as vezes que vemos um respons&aacute;vel pela Brigada Militar se pronunciar &eacute; prometida uma investiga&ccedil;&atilde;o, que duvidamos muito que ocorra, com os respons&aacute;veis punidos. N&atilde;o s&oacute; a quem comete estes atos, mas quem &ldquo;cria&rdquo; estes profissionais para isso.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o rep&oacute;rter vai para casa, divulga seu trabalho e espera pelo dia em que poder&aacute; trabalhar sem &ldquo;sofrer censura&rdquo; por parte de quem deveria estar lhe protegendo e dano total seguran&ccedil;a para que exer&ccedil;a seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o para por a&iacute; &ndash; I<\/strong><\/p>\n<p>No in&iacute;cio da semana veio a not&iacute;cia de que a Pol&iacute;cia Militar do Paran&aacute; proibiu a torcida do Coritiba de recepcionar o time antes do confronto final pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira contra o Palmeiras.<\/p>\n<p>A ideia dos torcedores era fazer um caminho com sinalizadores de cor verde em quatro quadras do lado de fora do Couto Pereira, com o nome de &ldquo;Mau&aacute; em fogo&rdquo;. O organizador reclamou que al&eacute;m de proibirem, os policiais amea&ccedil;aram ao dizer que usariam a for&ccedil;a f&iacute;sica para coibir tal ato.<\/p>\n<p>Volta-se &agrave;quela velha quest&atilde;o, tratada aqui ap&oacute;s a primeira final da Libertadores: querem proibir o torcedor de apoiar o time?<\/p>\n<p>Lembramos ainda que os torcedores palmeirenses fizeram algo parecido em Barueri. Tirando as agress&otilde;es a carros de reportagens, especialmente ao da Band, por conta do Neto, este processo foi tranquilo, sem &ldquo;traumas&rdquo;. N&atilde;o foi isso que causou a situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia &ndash; que ainda contou, para variar, com a &ldquo;participa&ccedil;&atilde;o&rdquo; policial.<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o para por a&iacute; &ndash; II<\/strong><\/p>\n<p>Agora uma not&iacute;cia que s&oacute; sabemos porque um desses articulistas &eacute; alagoano &ndash; porque m&iacute;dia nacional nada, n&eacute;? Um torcedor do CRB foi morto com um tiro na sa&iacute;da do Est&aacute;dio Rei Pel&eacute; ap&oacute;s a vit&oacute;ria por 4 a 2 contra o Am&eacute;rica de Natal, pela S&eacute;rie B, &ldquo;coincidentemente&rdquo; tamb&eacute;m no &uacute;ltimo s&aacute;bado (07).<\/p>\n<p>O Comando de Policiamento da Capital (CPC) afirmou na segunda-feira que a Pol&iacute;cia Militar cometeu, em resumo, todos os erros poss&iacute;veis e imagin&aacute;veis. Ainda mais se pensarmos que no Norte, no Nordeste e no Sudeste h&aacute; parcerias entre torcidas organizadas.<\/p>\n<p>O comandante do Policiamento de Macei&oacute; disse que faltou a torcida do Am&eacute;rica solicitar a escolta policial, como fariam as outras, de forma que n&atilde;o se sabia quantos &ocirc;nibus de torcedores sairiam de Natal &ndash; por mais que sites alagoanos e potiguares tenham exposto isto dias antes&#8230;<\/p>\n<p>Os torcedores do Am&eacute;rica entraram no Rei Pel&eacute; sem uma revista correta, j&aacute; que duas fortes bombas foram atiradas para o setor de baixo da arquibancada em que estavam. S&oacute; depois disso &eacute; que os torcedores foram devidamente revistados.<\/p>\n<p>Na sa&iacute;da do est&aacute;dio, as duas torcidas sa&iacute;ram no mesmo hor&aacute;rio e sem qualquer isolamento para evitar confronto entre elas. No meio do tumulto, um &ldquo;torcedor&rdquo; (bote aspas nisso) americano puxou uma arma e deu o tiro que matou J&ocirc;natas Daniel dos Santos, de 24 anos.<\/p>\n<p>Enquanto a pol&iacute;cia no Brasil n&atilde;o aprender sobre o que e como ela realmente deve trabalhar, casos como os que foram relatados nesta coluna continuar&atilde;o a acontecer.<\/p>\n<p>Chamar torcedor de &quot;vagabundo&quot;, bater primeiro e perguntar depois quem &eacute; que estava brigando e coisas do tipo s&oacute; espalha a viol&ecirc;ncia, jamais controla.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano passado, Brigada proibiu protesto de gremistas contra Ronaldinho Foto:Hector Werlang (IG) 11 de julho, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes A frase que d&aacute; t&iacute;tulo a esta coluna foi proferida por um trabalhador do ramo metal&uacute;rgico ap&oacute;s cruzar com cerca de seis policiais militares dentro do refeit&oacute;rio da empresa. 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