{"id":1060,"date":"2009-06-29T11:05:25","date_gmt":"2009-06-29T11:05:25","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1060"},"modified":"2009-06-29T11:05:25","modified_gmt":"2009-06-29T11:05:25","slug":"o-senado-que-se-basta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1060","title":{"rendered":"O Senado que se basta"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/agaciel maia.jpg\" title=\"Agaciel Maia e Jos\u00e9 Sarney, afilhado e padrinho pol\u00edtico se confraternizam antes de seus esquemas serem revelados. Agora, o sil\u00eancio do ex-diretor geral ser\u00e1 devidamente valorizado quando a tormenta passar. - Foto:safreire\" alt=\"Agaciel Maia e Jos\u00e9 Sarney, afilhado e padrinho pol\u00edtico se confraternizam antes de seus esquemas serem revelados. Agora, o sil\u00eancio do ex-diretor geral ser\u00e1 devidamente valorizado quando a tormenta passar. - Foto:safreire\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Agaciel Maia e Jos\u00e9 Sarney, afilhado e padrinho pol\u00edtico se confraternizam antes de seus esquemas serem revelados. Agora, o sil\u00eancio do ex-diretor geral ser\u00e1 devidamente valorizado quando a tormenta passar.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:safreire<\/small><\/figure>\n<p>29 de junho de 2009, Bruno Lima Rocha, do Rio Grande outrora altaneiro <\/p>\n<p>A institui&ccedil;&atilde;o parlamentar no Brasil vive de sua dubiedade e isso j&aacute; h&aacute; muito tempo. Quando no hoje long&iacute;nquo ano de 1984 o Congresso Nacional com maioria da Arena recusa a emenda das Diretas para presidente, em tese ali iniciava o princ&iacute;pio do fim do dom&iacute;nio olig&aacute;rquico nas duas casas. Ledo engano, porque a cultura pol&iacute;tica que dialogava com a ditadura e possibilitou inven&ccedil;&otilde;es de triste mem&oacute;ria como os &ldquo;senadores bi&ocirc;nicos&rdquo;, &ldquo;reciclou-se&rdquo; para assumir o poder do Estado brasileiro. As palavras s&atilde;o duras, mas reais. Os que eram apoio para a o regime da caserna tornaram-se a base pol&iacute;tica do regime &ldquo;democr&aacute;tico&rdquo; do rito liberal.<\/p>\n<p>Desse modo, a continuidade foi vista a olhos nus e n&atilde;o assume quem n&atilde;o quer. Aos poucos os componentes do palanque das Diretas foram se &ldquo;adaptando&rdquo; e j&aacute; na Constituinte uma parte deles participava avidamente do Centr&atilde;o. Este bloco, dotado de eufemismo o qual j&aacute; abordei em artigo anterior, era a direita program&aacute;tica na legislatura que conseguiu a proeza de escrever a Carta Magna e negociar um mandato tamp&atilde;o para Jos&eacute; Sarney, sempre em troca de prebendas, tais como as sempre presentes concess&otilde;es para r&aacute;dio e TV. <\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; que se demonizar a Jos&eacute; Sarney e sua trupe, uma vez que a composi&ccedil;&atilde;o da Alian&ccedil;a Democr&aacute;tica j&aacute; contava com a UDN, travestida de Arena e depois de PFL. O MDB, transformado em PMDB, d&aacute; vaz&atilde;o &agrave;s demandas regionais j&aacute; nas elei&ccedil;&otilde;es estaduais de 1982. Ganhou em v&aacute;rios estados e depois arrasou no pleito do Plano Cruzado, em 1986. Um dia depois da esmagadora vit&oacute;ria eleitoral nos estados e no Congresso, seu governo, com Sarney &agrave; frente, decretava o fim do Plano Cruzado I e o Cruzado II assistiu sua &ldquo;inaugura&ccedil;&atilde;o&rdquo; com mais de 30 mil pessoas na Esplanada dos Minist&eacute;rios simplesmente quebrando tudo o que viam pela frente. Mesmo os mais humildes n&atilde;o toleram que subestimem sua intelig&ecirc;ncia. Parece que a li&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi aprendida. <\/p>\n<p><u>No Senado, se v&ecirc; a continuidade da contamina&ccedil;&atilde;o institucional <br \/>\n<\/u><br \/>\nHouve quem defendesse a renova&ccedil;&atilde;o parlamentar como forma de injetar sangue novo nas casas e assim romper com velhos v&iacute;cios. Ledo engano. Primeiro porque os v&iacute;cios n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;v&iacute;cios&rdquo;, mas algo constitutivo do uso privado da m&aacute;quina estatal detentora de mandato p&uacute;blico. Segundo, porque assim como no pres&iacute;dio, quando o r&eacute;u prim&aacute;rio entra leigo e sai professor na escola do crime violento embora de pouca monta, nas casas parlamentares, o ritmo &eacute; ditado pelos l&iacute;deres das bancadas por legenda, estado ou grupo de interesse. Se algu&eacute;m pensa que exagero, basta conferir o acionar pol&iacute;tico da senadora K&aacute;tia Abreu (DEM-TO) e de seu correligion&aacute;rio de Goi&aacute;s, o sempre atuante latifundi&aacute;rio e deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO). <\/p>\n<p>Ao inv&eacute;s de mudar o comportamento interno, o que se viu foi a cl&aacute;ssica renova&ccedil;&atilde;o para perpetua&ccedil;&atilde;o. Mais uma vez exercito a mem&oacute;ria recente, recordando que o Congresso onde o ent&atilde;o presidente Fernando Collor de Mello, hoje senador da base de apoio ao governo (PTB-AL), tinha maioria e rolo compressor foi o mesmo que o ajudou a derrubar. Logo ap&oacute;s a queda do maior fact&oacute;ide pol&iacute;tico do Brasil, o Congresso vivera meses de agonia com o esc&acirc;ndalo dos An&otilde;es do Or&ccedil;amento. Na ocasi&atilde;o se vira modus operandi semelhante ao dos &uacute;ltimos 15 anos de gest&atilde;o de Sarney, Calheiros e Cia. &Agrave; frente da c&acirc;mara alta da rep&uacute;blica. Um servidor de carreira levou para a lona alguns pol&iacute;ticos conhecidos e outros de perfil pol&iacute;tico irrelevante, inversamente proporcional ao tamanho de suas fortunas pessoais sem origem e nem proced&ecirc;ncia. Quem se recorda dos finados Ricardo Fi&uacute;za (PP de Pernambuco, ex-ministro de Collor) e de Jo&atilde;o Alves acertou. Mas, as teias de rela&ccedil;&otilde;es escusas v&atilde;o mais al&eacute;m. A CPI dos An&otilde;es come&ccedil;ara logo ap&oacute;s a sa&iacute;da de Collor, ganhando pouco f&ocirc;lego em fun&ccedil;&atilde;o do acionar da negativa de Itamar Franco (vice de Collor que assumira em outubro de 1992). Como se nota, a continuidade de a&ccedil;&otilde;es corriqueiras, como as levadas adiante por Jos&eacute; Carlos dos Alves dos Santos &ndash; o funcion&aacute;rio p&uacute;blico que operava o esquema dos an&otilde;es, dentre eles os 14 cassados &ndash; n&atilde;o s&atilde;o nada recentes. <\/p>\n<p><u>A auditoria &eacute; um come&ccedil;o, mas o racioc&iacute;nio l&oacute;gico deve ser de outra ordem <\/p>\n<p><\/u>Se dia a dia fatos novos v&ecirc;m &agrave; tona e sendo estas mesmas verdades factuais apenas uma parte do todo, nos deparamos com algo que tem uma grandeza inequ&iacute;voca. Quando aplicado o princ&iacute;pio do servi&ccedil;o p&uacute;blico de Publicidade da pr&oacute;pria m&aacute;quina e de seu acionar, nos damos conta de que o que h&aacute; no Senado n&atilde;o &eacute; &ldquo;desvio&rdquo;, mas forma distinta. N&atilde;o quero dizer que concordo com os absurdos feitos h&aacute; 15 anos, a no&ccedil;&atilde;o &eacute; outra. O que afirmo sem nenhuma hesita&ccedil;&atilde;o &eacute; duro de admitir. Se o fa&ccedil;o em sala de aula tenho de ter o brio de escrever e difundir. Ou seja, o que h&aacute; no Senado n&atilde;o &eacute; a crise pela conduta fisiol&oacute;gica dos seus membros. O que h&aacute; &eacute; a simples difus&atilde;o desta mesma conduta. Ou seja, o p&uacute;blico brasileiro consumidor de informa&ccedil;&atilde;o se depara com algo que &eacute; sist&ecirc;mico e n&atilde;o corriqueiro. <\/p>\n<p>Num local de trabalho com 81 senadores, todos se conhecem e tem a obriga&ccedil;&atilde;o de dominar o rito interno e as normas de funcionamento desta parcela do Poder Legislativo. Ao locupletarem-se os representantes majorit&aacute;rios dos estados cometeram dois tipos de crime. Uma parte, por usufruir de modo criminoso do patrim&ocirc;nio coletivo para fins privados, na maior parte das vezes por raz&otilde;es infames. Outros, por talvez nada fazer, cometem o crime de omiss&atilde;o. N&atilde;o &eacute; v&aacute;lida a hip&oacute;tese de inoc&ecirc;ncia pol&iacute;tica nesse n&iacute;vel decis&oacute;rio. Menos ainda de desinforma&ccedil;&atilde;o. Desinformar-se do funcionamento do parlamento sendo detentor de mandato &eacute; no m&iacute;nimo a omiss&atilde;o a qual me referi acima. <\/p>\n<p>Considerando que no m&iacute;nimo 45% dos senadores ainda s&atilde;o contra o afastamento de Sarney (PMDB-AP e base de apoio do governo Lula) da presid&ecirc;ncia do Senado, a &ldquo;crise&rdquo; continua e n&atilde;o ouso antecipar um desfecho prov&aacute;vel. O de praxe &eacute; a medida da Mesa Diretora de afastar de suas fun&ccedil;&otilde;es dois diretores da c&acirc;mara alta. Al&eacute;m disso, a Comiss&atilde;o encarregada de analisar os atos secretos concluiu seu relat&oacute;rio, responsabilizando Agaciel Maia, ex-diretor da Casa, como executor dos chamados atos secretos. At&eacute; a&iacute; mais do mesmo, porque &eacute; parte do jogo a corda estourar embaixo. Um homem de confian&ccedil;a, em sendo leal ao seu padrinho pol&iacute;tico, vai cair sozinho e em sil&ecirc;ncio. Em geral, estas atitudes costumam ser bem recompensadas pelos que manipulam recursos p&uacute;blicos para fins privados. <\/p>\n<p>Que os otimistas me desculpem, mas at&eacute; agora a &uacute;nica boa nova para a lavagem geral das entranhas do Senado da rep&uacute;blica &eacute; a solicita&ccedil;&atilde;o de auditoria externa a ser executada pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU). O alvo das investiga&ccedil;&otilde;es ser&aacute; a revis&atilde;o dos contratos para aquisi&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os. Ter&atilde;o trabalho de sobra e press&otilde;es abundantes. Esta pode ser uma boa not&iacute;cia caso os auditores consigam responsabilizar os mandantes e n&atilde;o apenas os operadores de contratos. Isto porque vejo uma a&ccedil;&atilde;o desta monta como ponto de partida e n&atilde;o de chegada. Ou seja, al&eacute;m de auditar, o Senado tem de ser redimensionado. <\/p>\n<p><u>O insulamento e a autonomia de um &oacute;rg&atilde;o de Estado n&atilde;o s&atilde;o nenhuma novidade <br \/>\n<\/u><br \/>\nO gigantismo e a falta de miss&atilde;o &eacute; um problema cr&ocirc;nico de estruturas afins. Todo &oacute;rg&atilde;o de Estado superdimensionado tende a mover-se de forma previs&iacute;vel na defesa de interesses pr&oacute;prios. O caso mais contundente da hist&oacute;ria do Brasil recente foi o da chamada comunidade de informa&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos anos da ditadura. O Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es (Sisni) e o Servi&ccedil;o (SNI) tinham em total mais de 20.000 pessoas a tempo completo ou parcial dedicados a produzir informa&ccedil;&atilde;o motivada por uma doutrina de seguran&ccedil;a e desenvolvimento j&aacute; em decad&ecirc;ncia. A seguran&ccedil;a interna do regime n&atilde;o tinha inimigo em armas para combater e o desenvolvimento almejado com o Brasil Pot&ecirc;ncia e no 2&ordm; Plano Nacional de Desenvolvimento se encontravam solapados pela d&iacute;vida externa e a infla&ccedil;&atilde;o galopante. Sem alvo leg&iacute;timo, a luta se tornou autof&aacute;gica. Os por&otilde;es continuavam sombrios e dedicaram-se a assombrar os arautos da Abertura gradual e restrita. Ap&oacute;s o atentado do Riocentro (1&ordm; de maio de 1981), n&atilde;o houve rem&eacute;dio que n&atilde;o desmontar a estrutura de comando interno paralelo, dissolvendo os Doi-Codis. Ainda assim, os danos residuais seguem com a a&ccedil;&atilde;o dos irregulares do extinto SNI agindo na ponta de opera&ccedil;&otilde;es internas compartimentadas e de duvidosa legitimidade. <\/p>\n<p>Se nos valermos do triste exemplo do &ldquo;monstro da comunidade de informa&ccedil;&otilde;es&rdquo;, segundo um de seus criadores, Golbery do Couto e Silva, &eacute; necess&aacute;rio cortar na carne e fazer dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o de pessoal n&atilde;o concursado. Se for para fazer uma limpeza no modo de funcionamento do Senado, a auditoria &eacute; s&oacute; o come&ccedil;o. No momento, a op&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida parece ser o afastamento de Sarney, um movimento habitual de entregar alguns an&eacute;is para n&atilde;o perder todos os dedos. <\/p>\n<p>Pode parecer implic&acirc;ncia, mas a compreens&atilde;o da chamada &ldquo;crise&rdquo; do Senado passa por uma diverg&ecirc;ncia interna na base do governo, rachando a apertada maioria ali. N&atilde;o houvesse a disputa entre Ti&atilde;o Viana (PT-Acre) sendo apoiado pelos tucanos e derrotado pelo senhor do Maranh&atilde;o embora seja senador do Amap&aacute; e nada haveria saltado nem ocorrido. Assim, julgo n&atilde;o ser nem relevante nem v&aacute;lido nenhum discurso de moralismo interno entre senadores. O gigantismo do Congresso como um todo e do Senado em particular &eacute; um convite para o insulamento de um poder que representa muitas vezes apenas a si mesmo e aos 10 mil de seu entorno direto. A devassa teve e ter&aacute; de vir de fora. Espero que isso seja apenas o come&ccedil;o. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.unisinos.br\/ihu\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=23485\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agaciel Maia e Jos\u00e9 Sarney, afilhado e padrinho pol\u00edtico se confraternizam antes de seus esquemas serem revelados. Agora, o sil\u00eancio do ex-diretor geral ser\u00e1 devidamente valorizado quando a tormenta passar. 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