{"id":10607,"date":"2012-12-30T22:10:34","date_gmt":"2012-12-30T22:10:34","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1704"},"modified":"2012-12-30T22:10:34","modified_gmt":"2012-12-30T22:10:34","slug":"os-revolucionarios-ineficazes-de-hobsbawm-reflexoes-criticas-de-sua-abordagem-do-anarquismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10607","title":{"rendered":"Os revolucion\u00e1rios ineficazes de Hobsbawm: reflex\u00f5es cr\u00edticas de sua abordagem do anarquismo"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/REVOLUCIONARIOS_Hobsbawm_EricViana.jpg\" title=\"O livro \u201cRevolucion\u00e1rios\u201d, do historiador ingl\u00eas Eric Hobsbawm recebe a cr\u00edtica pelo ponto de vista libert\u00e1rio atrav\u00e9s da an\u00e1lise de Rafael Viana - Foto:skoob\" alt=\"O livro \u201cRevolucion\u00e1rios\u201d, do historiador ingl\u00eas Eric Hobsbawm recebe a cr\u00edtica pelo ponto de vista libert\u00e1rio atrav\u00e9s da an\u00e1lise de Rafael Viana - Foto:skoob\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O livro \u201cRevolucion\u00e1rios\u201d, do historiador ingl\u00eas Eric Hobsbawm recebe a cr\u00edtica pelo ponto de vista libert\u00e1rio atrav\u00e9s da an\u00e1lise de Rafael Viana<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:skoob<\/small><\/figure>\n<p>parte 1 de 5<\/p>\n<p>\n<em>Rafael Viana da Silva<\/em> [1]<\/p>\n<p>\n&ldquo;A inefic&aacute;cia das atividades revolucion&aacute;rias anarquistas <br \/>\npoderia ser amplamente documentada em todos os pa&iacute;ses onde <br \/>\nessa ideologia teve um papel importante na vida pol&iacute;tica&rdquo;.[2]<br \/>\nEric Hobsbawm<\/p>\n<p>\nEste artigo pretende debater criticamente os textos &ldquo;O Bolchevismo e os Anarquistas&rdquo;, &ldquo;Reflex&otilde;es sobre o Anarquismo&rdquo; e em menor grau, &ldquo;O Contexto Espanhol&rdquo;, todos integrantes do livro Revolucion&aacute;rios, de Eric Hobsbawm.[3] Servimo-nos, principalmente, dos pressupostos conceituais de Michael Schmidt e Lucien van der Walt, organizados no livro Black Flame. O trabalho de Schmidt e van der Walt, fruto de uma pesquisa de 10 anos sobre o anarquismo internacional, possui o m&eacute;rito de debater e revisar substancialmente os estudos sobre o anarquismo, produzindo instrumentos conceituais e hist&oacute;ricos que possibilitam uma vis&atilde;o global desta ideologia. Este texto tamb&eacute;m est&aacute;, de certo modo, inserido numa tradi&ccedil;&atilde;o recente de pesquisas sobre o anarquismo que procura complexificar as an&aacute;lises e desmistificar determinados estere&oacute;tipos, a partir de certos referenciais te&oacute;ricos.<\/p>\n<p><strong>O autor e o foco deste artigo<\/strong><\/p>\n<p>O historiador marxista Eric Hobsbawm, considerado por muitos um dos maiores historiadores do s&eacute;culo XX dispensaria apresenta&ccedil;&otilde;es. Todavia, conhecer brevemente a trajet&oacute;ria do autor e o contexto de sua obra &eacute; fundamental para tra&ccedil;armos alguns elos com suas an&aacute;lises te&oacute;ricas e historiogr&aacute;ficas. Dono de uma vasta produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, Hobsbawm foi membro do grupo de historiadores marxistas do Partido Comunista da Gr&atilde;-Bretanha (PCGB), reunidos at&eacute; 1956, tendo se debru&ccedil;ado sobre a an&aacute;lise de distintos contextos hist&oacute;ricos.[4] O conjunto de sua obra &eacute; extenso e marcado, principalmente, pela teoria marxista de an&aacute;lise da hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Em 1973, um conjunto de ensaios e artigos de Hobsbawm tornou-se um livro. O t&iacute;tulo &eacute; sugestivo: Revolucion&aacute;rios, sendo dividido em cinco cap&iacute;tulos: 1.) Comunistas, 2.) Anarquistas, 3.) Marxismo, 4.) Soldados e Guerrilhas e 5.) Rebeldes e Revolu&ccedil;&otilde;es. O tema que ser&aacute; objeto de nossa discuss&atilde;o &eacute; o segundo cap&iacute;tulo, no qual Hobsbawm faz uma an&aacute;lise cr&iacute;tica do anarquismo e de sua presen&ccedil;a em determinados acontecimentos hist&oacute;ricos. Concentraremo-nos no artigo intitulado &ldquo;Reflex&otilde;es sobre o Anarquismo&rdquo;, que julgamos ser o mais problem&aacute;tico, ainda que os outros dois, que comp&otilde;em o segundo cap&iacute;tulo, tamb&eacute;m mere&ccedil;am um debate anal&iacute;tico aprofundado.[5]<\/p>\n<p>\n<strong>Contexto da produ&ccedil;&atilde;o de Hobsbawm<br \/>\n<\/strong><br \/>\nCom exce&ccedil;&atilde;o do artigo &ldquo;O Contexto Espanhol&rdquo;, que trata da presen&ccedil;a anarquista na Guerra Civil Espanhola, iniciada em 1936, os dois outros textos foram escritos em 1969, um ano emblem&aacute;tico para as esquerdas. A ebuli&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno pol&iacute;tico do Maio de 68 franc&ecirc;s se deu num contexto de crise do stalinismo e da burocracia sovi&eacute;tica, que contou com uma enxurrada de cr&iacute;ticas e oposi&ccedil;&otilde;es por parte da esquerda ao regime estabelecido na URSS. <\/p>\n<p>Naquele contexto, n&atilde;o &eacute; de se espantar que havia uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o retorno do &ldquo;fantasma&rdquo; representado pelo antigo &ldquo;rival&rdquo; ideol&oacute;gico do marxismo. Determinada historiografia, a qual julgava que as mudan&ccedil;as estruturais e conjunturais haviam resolvido definitivamente o problema do anarquismo, buscou responder, ainda que minimamente, essas cr&iacute;ticas da esquerda.<\/p>\n<p>O ressurgimento do anarquismo parecia um &ldquo;fen&ocirc;meno curioso e &agrave; primeira vista inesperado. H&aacute; dez anos atr&aacute;s teria parecido sumamente improv&aacute;vel&rdquo;.[6] Esse interesse &ldquo;ressurgido&rdquo; pelo anarquismo, que parece improv&aacute;vel a Hobsbawm, n&atilde;o pode, entretanto, ser encarado com tanto espanto, ainda que devamos reconhecer que os anarquistas, naquele per&iacute;odo, n&atilde;o tinham a for&ccedil;a pol&iacute;tica das d&eacute;cadas anteriores. Apesar de sua interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ter sofrido um decr&eacute;scimo consider&aacute;vel em toda a Europa no p&oacute;s-guerra, as d&eacute;cadas de 1940 e 1950, a despeito do contexto de reorganiza&ccedil;&atilde;o dos anarquistas, ainda convivem com sua presen&ccedil;a. Com base em fontes documentais, podemos afirmar que, nesse per&iacute;odo, o anarquismo est&aacute; presente, mesmo que timidamente, em diversos pa&iacute;ses.[7] <\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que a Guerra Fria tra&ccedil;a contornos n&iacute;tidos entre as for&ccedil;as pol&iacute;ticas predominantes naquele contexto (bloco sovi&eacute;tico e capitalista). N&atilde;o pretendo relativizar a influ&ecirc;ncia predominante dos partidos comunistas ao redor do mundo nesse per&iacute;odo, que me parece ineg&aacute;vel, e nem exagerar ao interpretar a for&ccedil;a pol&iacute;tica dos anarquistas. O que &eacute; completamente discut&iacute;vel &eacute; o fato de encararmos o retorno do anarquismo como algo completamente dissociado do contexto pol&iacute;tico e social que antecede a crise do Maio de 68 franc&ecirc;s, o que parece ser infact&iacute;vel. O anarquismo, nesse contexto, n&atilde;o ressurge de maneira &ldquo;inesperada&rdquo;; estudos de base hist&oacute;rica apontam que h&aacute; perman&ecirc;ncia das pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas anarquistas em diversas regi&otilde;es nesse per&iacute;odo.[8] <\/p>\n<p>O trabalho paciente (ou clandestino) dos anarquistas prosseguiu nas d&eacute;cadas de 1940 e 1950 em diversos pa&iacute;ses. Na Fran&ccedil;a, a presen&ccedil;a da Federa&ccedil;&atilde;o Anarquista francesa atesta que o anarquismo jamais desapareceu completamente. Esta organiza&ccedil;&atilde;o, baseada na s&iacute;ntese anarquista[9], a despeito das crises internas que puseram em quest&atilde;o seu funcionamento, estabilizou sua atua&ccedil;&atilde;o[10] em 1953. Ela esteve presente nos acontecimentos do Maio de 68 franc&ecirc;s[11], ainda que seus militantes reconhe&ccedil;am os limites da pol&iacute;tica preconizada pelos anarquistas neste per&iacute;odo e alguns  historiadores tamb&eacute;m. O que sustentamos aqui &eacute; que, mesmo com as dificuldades t&iacute;picas que os anarquistas enfrentaram no p&oacute;s-guerra, houve continuidades &ndash; restritas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es e singularidades dos diferentes pa&iacute;ses &ndash;, que fizeram com que o anarquismo prosseguisse pela trajet&oacute;ria de seus militantes e se readaptasse aos distintos contextos. Tomar em conta essa presen&ccedil;a parece &oacute;bvio aos historiadores que t&ecirc;m lidado com a trajet&oacute;ria pol&iacute;tica dos anarquistas no p&oacute;s-guerra, principalmente aqueles que recusam o que Michael Schmidt chama de &ldquo;mito dos cinco grandes momentos&rdquo;[12] do anarquismo, o qual terminou reduzindo a periodiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise historiogr&aacute;fica dos anarquistas a apenas cinco momentos-chave.<\/p>\n<p><strong>Por essas quest&otilde;es, retomar esse contexto &eacute;, tamb&eacute;m, esbarrar em quest&otilde;es conceituais e metodol&oacute;gicas sobre o anarquismo que precisam ser adequadamente debatidas para a qualifica&ccedil;&atilde;o das pesquisas sobre o tema. <br \/>\n<\/strong><br \/>\nLembremos que &ldquo;Reflex&otilde;es sobre o Anarquismo&rdquo;, de Hobsbawm, est&aacute; inserido num contexto mais amplo, de resposta stalinista[13] aos acontecimentos do Maio de 68, a qual articulava a defesa das cr&iacute;ticas que corro&iacute;am a burocracia e o monolitismo do comunismo no p&oacute;s-guerra. Ap&oacute;s o relat&oacute;rio de Kruschev, que denunciou os crimes de St&aacute;lin, a maioria dos historiadores do Partido Comunista da Gr&atilde;-Bretanha (PCGB) optou pelo rompimento; Hobsbawm, ao contr&aacute;rio, permaneceu no partido. Se h&aacute; certa margem de &ldquo;liberdade&rdquo;, os artigos de Hobsbawm contra o anarquismo, neste per&iacute;odo, n&atilde;o fazem nada mais do que reproduzir a linha &ldquo;justa&rdquo; de cr&iacute;tica stalinista &agrave;s correntes de esquerda que se contrapunham ao monolitismo de ent&atilde;o. N&atilde;o estamos reduzindo a produ&ccedil;&atilde;o do autor ao seu &ldquo;contexto&rdquo;, mas ressaltando as tens&otilde;es e continuidades de seus argumentos dentro do quadro da tradi&ccedil;&atilde;o marxista e de suas guinadas te&oacute;ricas. Se suas obras n&atilde;o podem ser reduzidas aos &ldquo;ditames&rdquo; do bureau central do Partido Comunista Brit&acirc;nico, o texto aqui estudado reproduz elementos cr&iacute;ticos ao anarquismo que s&atilde;o constitutivos da tradi&ccedil;&atilde;o marxista em seu n&uacute;cleo mais &ldquo;duro&rdquo; e portanto, mais ortodoxo.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, precisaremos confrontar certos problemas historiogr&aacute;ficos e metodol&oacute;gicos mais amplos em sua abordagem, que nos parecem pass&iacute;veis de reflex&atilde;o. Tais quest&otilde;es merecem um debate mais aprofundado, que ser&aacute; realizado nos pr&oacute;ximos par&aacute;grafos.<\/p>\n<p>\n<strong>Notas da Parte 1<\/strong><\/p>\n<p>1. Graduado em Hist&oacute;ria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrando do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, membro do N&uacute;cleo de Investiga&ccedil;&atilde;o Social (NIS) e do Instituto de Teoria e Hist&oacute;ria Anarquista (ITHA).<\/p>\n<p>2. HOBSBAWM, Eric. Revolucion&aacute;rios. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985, p. 92.<\/p>\n<p>3. Este artigo foi escrito antes da morte de Eric Hobsbawm. Entretanto, antes de sua revis&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o, soubemos de seu falecimento. Seguindo a tradi&ccedil;&atilde;o de cr&iacute;tica como homenagem, segue nossa modesta contribui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>4. Como os s&eacute;culos XVII e XIX: Era das Revolu&ccedil;&otilde;es, 1789-1848, Era do Capital, 1848-1875 e Era dos Imp&eacute;rios, 1875-1914. Escreveu tamb&eacute;m uma extensa obra de Hist&oacute;ria Social sobre o s&eacute;culo XX, intitulada Era dos Extremos.<\/p>\n<p>5. Para uma fulminante cr&iacute;tica ao artigo Contexto Espanhol podemos nos servir das instigantes reflex&otilde;es contidas no livro do pesquisador Michel Su&aacute;rez. Cf. SU&Aacute;REZ, Michel. Considera&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas sobre a Revolu&ccedil;&atilde;o Espanhola (1936-1937). Rio de Janeiro: Achiam&eacute;, 2012.<\/p>\n<p>6. HOBSBAWM, Eric. Reflex&otilde;es sobre o Anarquismo In Revolucion&aacute;rios. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985, p. 90.<\/p>\n<p>7. Um jornal em que podemos &ldquo;mapear&rdquo; grupos e pr&aacute;ticas anarquistas no mundo inteiro nas d&eacute;cadas de 40 e 50 &eacute; o jornal A&ccedil;&atilde;o Direta. Cf. SILVA, Rafael Viana da. Indel&eacute;veis Refrat&aacute;rios: As Estrat&eacute;gias Pol&iacute;ticas Anarquistas e o Sindicalismo Revolucion&aacute;rio no Rio de Janeiro em Tempos de Redemocratiza&ccedil;&atilde;o (1946-1954). Orientadora: Maria Paula Nascimento Ara&uacute;jo. Rio de Janeiro: UFRJ \/ IFCS \/ Departamento de Hist&oacute;ria, 2011. Monografia (Bacharelado em Hist&oacute;ria).<\/p>\n<p>8. SCHMIDT, Michael; VAN DER WALT, Lucien. Global Fire: 150 fighting years of international anarchism and syndicalism. Oakland: AK Press, no prelo.<\/p>\n<p>9. A pol&ecirc;mica internacional do anarquismo na d&eacute;cada de 30 gira em torno dos modelos de organiza&ccedil;&atilde;o anarquista. Um modelo &eacute; a s&iacute;ntese anarquista, o outro, a plataforma. A Federa&ccedil;&atilde;o Anarquista francesa, fundada em 1945 sob o modelo da s&iacute;ntese, teve um impacto central nas subseq&uuml;entes discuss&otilde;es. Entrevista : Federa&ccedil;&atilde;o Anarquista Francesa. Dispon&iacute;vel em &lt;http:\/\/www.ainfos.ca\/01\/feb\/ainfos00073.html&gt;. Acessado em 28\/11\/2012.<\/p>\n<p>10. SAMIS, Alexandre. &ldquo;Pref&aacute;cio&rdquo; In COELHO, Pl&iacute;nio Augusto. Maio de 68: Os Anarquistas e a Revolta da Juventude. S&atilde;o Paulo: Imagin&aacute;rio; Fa&iacute;sca, 2008. <\/p>\n<p>11. Sobre a presen&ccedil;a dos anarquistas no Maio de 68 franc&ecirc;s, h&aacute; um relato interessante de Maurice Joyeux. &ldquo;Foi ap&oacute;s o show organizado pelo grupo Louise Michel, no Palais de la Mutualit&eacute;, no qual pela primeira vez L&eacute;o Ferr&eacute; cantou sua can&ccedil;&atilde;o Les anarchistes, que os militantes anarquistas seguiram para a rua Gay-Lussac onde travaram batalha por toda a noite ao lado dos estudantes. Vimos a Federa&ccedil;&atilde;o Anarquista com suas bandeiras negras &agrave; frente da imensa passeata que atravessou Paris da Pra&ccedil;a da Rep&uacute;blica a Denfert-Rochereau. Durante a ocupa&ccedil;&atilde;o da Sorbonne, nossos militantes instalaram-se em pr&eacute;dios que davam para a rua Saint-Jacques. Estavam presentes na noite em que o C.R.S. tentaram asfixiar os ocupantes, e aqueles que l&aacute; se encontravam recordam-se de Suzy Chevet e dos nossos militantes lan&ccedil;ando baldes de &aacute;gua no p&aacute;tio para precipitar o g&aacute;s. Estiveram nas barricadas, estavam na Bolsa de Valores quando esta foi incendiada, encontravam-se em Charl&eacute;ty&#8230; No que me concerne, eu participava de in&uacute;meros meetings anarquistas, em Assas com Morvan Lebesque e Maurice Laisant, na Sorbonne, em Censier, etc.&rdquo; JOYEUX, Maurice. &ldquo;A Federa&ccedil;&atilde;o Anarquista e a Revolta da Juventude&rdquo; In COELHO, Pl&iacute;nio Augusto. Maio de 68: Os Anarquistas e a Revolta da Juventude. S&atilde;o Paulo: Imagin&aacute;rio; Fa&iacute;sca, 2008, pp. 67-69.<\/p>\n<p>12. Optamos por traduzir &ldquo;five highlights&rdquo;, express&atilde;o utilizada por Schmidt, como &ldquo;cinco grandes momentos&rdquo;. Esses grandes momentos seriam: os epis&oacute;dios que envolveram a luta pelas oito horas de trabalho em Chicago, nos Estados Unidos, e os M&aacute;rtires de Chicago, em 1886-1887; a funda&ccedil;&atilde;o da Confedera&ccedil;&atilde;o Geral do Trabalho (CGT) francesa, em 1895, e sua famosa Carta de Amiens, de 1906, que teriam inaugurado o sindicalismo revolucion&aacute;rio; a Revolta de Kronstadt, em 1921, no contexto da Revolu&ccedil;&atilde;o Russa; a Revolu&ccedil;&atilde;o Espanhola de 1936-1939 e sua luta contra o franquismo e o estalinismo; a revolta francesa do Maio de 1968, principalmente na luta dos estudantes. Cf. SCHMIDT, Michael. Cartography of Revolutionary Anarchism. Oakland: AK Press, no prelo, tradu&ccedil;&atilde;o nossa.<\/p>\n<p>13. Os dissidentes formaram a New Left Review.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro \u201cRevolucion\u00e1rios\u201d, do historiador ingl\u00eas Eric Hobsbawm recebe a cr\u00edtica pelo ponto de vista libert\u00e1rio atrav\u00e9s da an\u00e1lise de Rafael Viana Foto:skoob parte 1 de 5 Rafael Viana da Silva [1] &ldquo;A inefic&aacute;cia das atividades revolucion&aacute;rias anarquistas poderia ser amplamente documentada em todos os pa&iacute;ses onde essa ideologia teve um papel importante na vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}