{"id":10611,"date":"2013-02-09T00:27:01","date_gmt":"2013-02-09T00:27:01","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1717"},"modified":"2013-02-09T00:27:01","modified_gmt":"2013-02-09T00:27:01","slug":"no-congresso-outra-desgraca-anunciada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10611","title":{"rendered":"No Congresso, outra desgra\u00e7a anunciada"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/renan_henrique.jpg\" title=\"Renan Calheiros e Henrique Alves representam o padr\u00e3o da cultura pol\u00edtica profissional operante no Brasil praticando o jogo duro do toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1 sem fazerem muita quest\u00e3o de explicitar seus m\u00e9todos. - Foto:bahianoticias\" alt=\"Renan Calheiros e Henrique Alves representam o padr\u00e3o da cultura pol\u00edtica profissional operante no Brasil praticando o jogo duro do toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1 sem fazerem muita quest\u00e3o de explicitar seus m\u00e9todos. - Foto:bahianoticias\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Renan Calheiros e Henrique Alves representam o padr\u00e3o da cultura pol\u00edtica profissional operante no Brasil praticando o jogo duro do toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1 sem fazerem muita quest\u00e3o de explicitar seus m\u00e9todos.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:bahianoticias<\/small><\/figure>\n<p>06 de fevereiro de 2013, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Faz parte dos enunciados de esquerda buscar coer&ecirc;ncia entre discurso e pr&aacute;tica. Em tese, ser contradit&oacute;rio &eacute; um termo pejorativo, apontando para o rebaixamento do n&iacute;vel pol&iacute;tico. Para defenderem-se, os pragm&aacute;ticos de sempre afirmam que a &ldquo;contradi&ccedil;&atilde;o &eacute; do aliado&rdquo;, do outro, do menos coerente e n&atilde;o de quem com este aliou-se. Qualquer semelhan&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica entre PT e PMDB, incluindo a desgra&ccedil;a anunciada de termos os peemedebistas Renan Calheiros (AL) como presidente do Congresso e Henrique Alves (RN) &agrave; frente da C&acirc;mara, n&atilde;o &eacute; nenhuma coincid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Se ainda h&aacute; algo de relevante na an&aacute;lise das elei&ccedil;&otilde;es para as mesas das casas legislativas, &eacute; fazer a cr&iacute;tica por esquerda. Tal processo veio sendo esmiu&ccedil;ado por todo janeiro, levantando trajet&oacute;rias pol&iacute;ticas em forma de prontu&aacute;rio. A vida pregressa e atual dos dois mui nobres e leais parlamentares eleitos por seus pares e apoiadores do governo de uma ex-guerrilheira &eacute; controversa, embora coerente. Se na rec&eacute;m eleita Mesa diretora do Senado, de seus 11 integrantes, seis respondem a inqu&eacute;rito ou a&ccedil;&atilde;o penal no Supremo, eis a prova da coer&ecirc;ncia interna. Esta se reflete no voto dos 271 deputados federais para Henrique Alves e nos 56 senadores a apoiar Renan. &Eacute; a s&iacute;ntese da conseq&uuml;&ecirc;ncia, &ldquo;dize-me com quem andas e te direi quem tu &eacute;s&rdquo;. &Eacute; imposs&iacute;vel governar com o PMDB e uma boa parte da ARENA e sair impoluto. N&atilde;o o foi com FHC e tampouco com Dilma e Lula.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta gente se move pelas regras da par&aacute;bola inglesa, comparando a atividade do Parlamento e a fabrica&ccedil;&atilde;o de salsichas. Se soubermos como o alimento &eacute; produzido, pode haver repulsa ao seu consumo. O mesmo vale para as leis e acordos entre bancadas. Qualquer cidad&atilde;o comum pegaria nojo desta atividade, com exce&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios. Porque se a norma de conduta do baixo clero e da base aliada for a m&aacute;xima do finado Robert&atilde;o, &ldquo;&eacute; dando que se recebe&rdquo;, como esperar outro tipo de comportamento? Quanto custa a tal governabilidade?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Boa parte dos atuais quadros dirigentes do PT forjou-se na pol&iacute;tica nos anos &rsquo;80. Naquela d&eacute;cada, abriram espa&ccedil;o para al&eacute;m do col&eacute;gio eleitoral e logo depois fizeram ferrenha oposi&ccedil;&atilde;o nas ruas contra o ex-presidente da ARENA, que se tornara vice de Tancredo. Constava no gloss&aacute;rio da esquerda outra m&aacute;xima, afirmando que quando se governa com a direita, &eacute; a direita quem governa. Renan e Henrique Alves materializam este conceito, transformando os antigos inimigos n&atilde;o apenas em aliados, mas num grotesco mimetismo da oligarquia por eles representada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renan Calheiros e Henrique Alves representam o padr\u00e3o da cultura pol\u00edtica profissional operante no Brasil praticando o jogo duro do toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1 sem fazerem muita quest\u00e3o de explicitar seus m\u00e9todos. Foto:bahianoticias 06 de fevereiro de 2013, Bruno Lima Rocha &nbsp; Faz parte dos enunciados de esquerda buscar coer&ecirc;ncia entre discurso e pr&aacute;tica. 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