{"id":10614,"date":"2013-03-05T22:26:49","date_gmt":"2013-03-05T22:26:49","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1726"},"modified":"2013-03-05T22:26:49","modified_gmt":"2013-03-05T22:26:49","slug":"consideracoes-sobre-a-morte-de-hugo-chavez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10614","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es sobre a morte de Hugo Ch\u00e1vez"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/chavez1.jpg\" title=\"O imagin\u00e1rio coletivo sobre o agora ex-presidente da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela se torna o novo desafio para a an\u00e1lise pol\u00edtica da Am\u00e9rica Latina. P\u00f3s-chavismo? - Foto:Portal Bragan\u00e7a\" alt=\"O imagin\u00e1rio coletivo sobre o agora ex-presidente da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela se torna o novo desafio para a an\u00e1lise pol\u00edtica da Am\u00e9rica Latina. P\u00f3s-chavismo? - Foto:Portal Bragan\u00e7a\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O imagin\u00e1rio coletivo sobre o agora ex-presidente da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela se torna o novo desafio para a an\u00e1lise pol\u00edtica da Am\u00e9rica Latina. P\u00f3s-chavismo?<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Portal Bragan\u00e7a<\/small><\/figure>\n<p>Para refletir. A Venezuela se encontra diante de um impasse. Na arena externa, o vice-presidente em exerc&iacute;cio, Nicol&aacute;s Maduro, teve de expulsar dois diplomatas dos Estados Unidos hoje, pouco antes do an&uacute;ncio do falecimento de Hugo Rafael Ch&aacute;vez Fr&iacute;as. Ou a intelig&ecirc;ncia do pa&iacute;s, auxiliada de fato pelo G2 (servi&ccedil;os de intelig&ecirc;ncia cubanos), de fato identificaram sondagens nas FFAA (o que ocorre sempre), ou ent&atilde;o se tratou de manobra diversionista. Mas a probabilidade de alguma articula&ccedil;&atilde;o para desestabilizar o pa&iacute;s &eacute; bem alta.&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.6em;\">.<\/span><\/p>\n<p>Pouco depois, foi anunciada a morte de Hugo Ch&aacute;vez. Na semana passada, o baita jornalista Elias Aredes Junior me perguntou exatamente se eu achava que Ch&aacute;vez voltara &agrave; sua terra natal para falecer? Entendo que sim. J&aacute; terminal, optou por morrer no pa&iacute;s e com isso ajudar o condicionamento da sucess&atilde;o. O problema n&atilde;o reside a&iacute;, e sim nas m&uacute;ltiplas possibilidades de cen&aacute;rios no futuro pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>A cancha est&aacute; aberta&#8230;<\/p>\n<p><strong>Projetando cen&aacute;rios para a Venezuela p&oacute;s-Ch&aacute;vez<\/strong><\/p>\n<p>1) Cabello assume como presidente do Poder Legislativo e Maduro concorre pelo PSUV; j&aacute; Capriles, pela oposi&ccedil;&atilde;o unificada. Seria uma elei&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, onde o Departamento de Estado e o continente, al&eacute;m dos capitais Ibero-americanos e as petroleiras, estar&atilde;o presentes.&nbsp;<\/p>\n<p>2) Maduro garante o exerc&iacute;cio do Poder Executivo e n&atilde;o transfere no prazo constitucional o poder para o Parlamento. A oposi&ccedil;&atilde;o amea&ccedil;a n&atilde;o participar do processo. Neste caso, o papel das FFAA &eacute; fundamental para a manuten&ccedil;&atilde;o chavista do poder.<\/p>\n<p>3) O PSUV racha e a oposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m. Este cen&aacute;rio &eacute; muito improv&aacute;vel, mas pode vir a ocorrer no campo da oposi&ccedil;&atilde;o, caso a direita n&atilde;o tenha uma elei&ccedil;&atilde;o agendada para logo. No caso, a cancha fica aberta, inclusive com maior agressividade do Imp&eacute;rio.<\/p>\n<p>4) Mesmo que Nicol&aacute;s Maduro saia vencedor das elei&ccedil;&otilde;es marcadas &#8211; o mais prov&aacute;vel &#8211; abre-se uma segunda rodada no exerc&iacute;cio do poder pelo l&iacute;der chavista. A interna do PSUV est&aacute; terr&iacute;vel e pode haver racha interno; mas isto seria ap&oacute;s uma prov&aacute;vel vit&oacute;ria nas urnas.<\/p>\n<p><strong>PSUV no poder<\/strong><\/p>\n<p>Para concluir a primeira proje&ccedil;&atilde;o, lembro do populismo na Argentina.<\/p>\n<p>O peronismo sem Per&oacute;n &eacute; diferente do peronismo com Juan Domingo, o que tamb&eacute;m j&aacute; n&atilde;o era muita coisa diante das propostas de juventude de esquerda que se somou ao movimento no final dos anos &#39;60. No caso venezuelano, a reprodu&ccedil;&atilde;o da cultura pol&iacute;tica do pa&iacute;s por dentro do PSUV (formado por caudilhos e mesmo politiqueiros reconvertidos, os setores s&atilde;o chamados de direita end&oacute;gena) &eacute; marcante. O problema seria a quebra do pacto.&nbsp;<\/p>\n<p>O PSUV existe em fun&ccedil;&atilde;o de Ch&aacute;vez. Na sua aus&ecirc;ncia, a dimens&atilde;o ideol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; t&atilde;o forte como a conveni&ecirc;ncia de estar bem com o Executivo. Hoje existem diversos peronismos e existir&atilde;o diversos chavismos em um par de anos. O mais prov&aacute;vel &eacute; que, at&eacute; as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es, nada venha a ocorrer. At&eacute; porque a tend&ecirc;ncia &eacute; que Maduro seja o candidato oficial e ven&ccedil;a nas urnas.<\/p>\n<p>Mas se o PSUV perder, dificilmente a direita leva o poder, mesmo que o ganhe nas urnas. Seria tamb&eacute;m uma quebra de pacto, assim como os rasgos de constitucionalidade se rompem ao n&atilde;o serem convocadas as elei&ccedil;&otilde;es nos prazos legais. O chavismo sempre se baseou na legaliza&ccedil;&atilde;o e constitucionaliza&ccedil;&atilde;o do processo, quase sempre deixando como pauta do longu&iacute;ssimo prazo, ou da terra do nunca, o c&acirc;mbio social profundo ou o problema da sucess&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Agora o problema chegou e a balan&ccedil;a s&oacute; pode pender para o processo bolivariano se houver um grau elevado de unidade pelas for&ccedil;as sociais &#8211; como r&aacute;dios comunit&aacute;rias, o que existe de sindicalismo combativo, movimento ind&iacute;gena, palenqueros (equivale a quilombolas) e o que sobrou da comunidade urbana organizada e mobilizada em Caracas e nos estados vizinhos.&nbsp;<\/p>\n<p>Neste &uacute;ltimo caso, repousa o controle sobre e das mil&iacute;cias. Se este controle estiver com as lideran&ccedil;as &#8211; duvidosas em sua maioria &#8211; do PSUV, tudo pode acontecer inclusive durante o prov&aacute;vel governo de Maduro. J&aacute; se este controle estiver com a parte mais radicalizada dos diversos movimentos bolivarianos, como Tupamaros, Andr&eacute;s Vive, Comunidades al Mando, Frente Campesina Zamora, entre outro, a&iacute; existe alguma chance de c&acirc;mbio profundo, desde que n&atilde;o se instale um cen&aacute;rio onde as FFAA reprimam diretamente o movimento popular, ao menos n&atilde;o num primeiro momento.<\/p>\n<p>No momento, as urg&ecirc;ncias dizem respeito ao fato de serem ou n&atilde;o convocadas elei&ccedil;&otilde;es e se antecipar aos movimentos do Depto de Estado, da m&iacute;dia palangrista e dos esqu&aacute;lidos. Mas isso &eacute; agora; o m&eacute;dio prazo &eacute; logo ali, assim que Maduro assumir o poder pelas urnas (de novo).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O imagin\u00e1rio coletivo sobre o agora ex-presidente da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela se torna o novo desafio para a an\u00e1lise pol\u00edtica da Am\u00e9rica Latina. P\u00f3s-chavismo? 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