{"id":10749,"date":"2016-05-21T22:42:19","date_gmt":"2016-05-22T01:42:19","guid":{"rendered":"https:\/\/estrategiaeanaliseblog.wordpress.com\/?p=721"},"modified":"2016-05-21T22:42:19","modified_gmt":"2016-05-22T01:42:19","slug":"tragedia-anunciada-e-a-capitulacao-da-esquerda-estatista-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10749","title":{"rendered":"Trag\u00e9dia anunciada e a capitula\u00e7\u00e3o da esquerda estatista \u2013 Parte I"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pmiguel1927?fref=ts\">Pablo Misraji<\/a>, maio de 2016<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos vivendo um dos momentos mais intensos e cr\u00edticos da hist\u00f3ria da pol\u00edtica brasileira, que desde a elei\u00e7\u00e3o deste recente Congresso foi levado ao extremo do lobby parlamentar e correntes de interesses frente ao vazio deixado p\u00f3s manifesta\u00e7\u00f5es das Jornadas de Junho (J13). Diante da impostura calcada numa alian\u00e7a governista, a nova configura\u00e7\u00e3o do Senado e do Congresso coloca para fora as entranhas de sua natureza. Conquistas trabalhistas, direitos sociais, retrocesso dado pelas bancadas do concreto, do moralismo religioso, ruralistas, fra\u00e7\u00f5es da extrema direita numa combina\u00e7\u00e3o de tudo aquilo que a sombra de 34 e 64 representaram no espectro tanto do progressismo, quanto da luta anticapitalista no Brasil. Ao final de seus 16 anos de governo \u00e9 que a classe trabalhadora observa a sua capitula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o foi sem aviso. Alian\u00e7as feitas com os setores mais retr\u00f3gados da canalha arenista, garantida por falsas governan\u00e7as, a tend\u00eancia judici\u00e1ria acometida pelo quarto poder, s\u00e3o elementos que caracterizam a pr\u00f3pria natureza de um novo estilo que marca o per\u00edodo.<\/em><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Panorama pol\u00edtico<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a burguesa neste cen\u00e1rio de anormalidade institucional evidencia a sua verdadeira natureza subordinada ao poder pol\u00edtico-econ\u00f4mico. A cada dia vemos o desenrolar de uma novela dram\u00e1tica encenada pelos holofotes do monop\u00f3lio midi\u00e1tico para a grande massa. Seu \u00faltimo cap\u00edtulo, ocorrido na vota\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Deputados, atestou o embri\u00e3o da vit\u00f3ria das elites conservadoras. A maioria dos envolvidos no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff &#8211; principalmente aqueles parlamentares que compunham a Comiss\u00e3o Especial do Impeachment &#8211; trazem nas costas acusa\u00e7\u00f5es e suspeitas na Justi\u00e7a, sendo portanto r\u00e9us de primeira inst\u00e2ncia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a>. Neste sentido, o papel que o Judici\u00e1rio cumpre \u00e9 notoriamente claro na sua composi\u00e7\u00e3o conservadora e seletiva.<\/p>\n<p>Para o Senado Federal, independente de seu qu\u00f3rum de resist\u00eancia petista-pecedobista, o veredito j\u00e1 est\u00e1 dada. Os membros da nova comiss\u00e3o que avaliam o processo de impedimento, al\u00e9m das figuras simb\u00f3licas da democracia burguesa presentes na casa como Ronaldo Caiado, Renan Calheiros, Jos\u00e9 Serra, A\u00e9cio Neves, Jader Barbalho e Fernando Collor, demonstram o panorama da pol\u00edtica continu\u00edsta brasileira, absolutamente marcada pela retomada c\u00edclica do poder, exercida pelas oligarquias<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. A manuten\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o clientelista pressup\u00f5e de imediato um bloco separado onde as experi\u00eancias de luta dos de baixo se fazem vis\u00edveis. Outras figuras em ascens\u00e3o pol\u00edtica nos cen\u00e1rios emergentes regionais fazem parte desta transi\u00e7\u00e3o entre os poderes, tais como Dario Berger, Ana Am\u00e9lia e Magno Malta.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Raio-X do desenvolvimentismo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O mesmo PT que em seu programa de 2006<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a> anunciava os avan\u00e7os do partilhamento de renda para as camadas mais pobres, era o que dava marcha r\u00e9 na estrat\u00e9gia de reformas estruturais. O que n\u00e3o podemos chamar de recuo ideol\u00f3gico. O partido abandonava seus preceitos antigos, indo buscar um lugar ao sol como os demais partidos de centro e direita. O PT, como ex-esquerda, inicialmente amparada por uma s\u00f3lida base de movimentos sindicais de luta no campo, retrocede em volume contra pautas eleitas por suas pr\u00f3prias bases eleitoreiras, como o enfrentamento ao grande capital estrangeiro, a democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, reforma agr\u00e1ria, pol\u00edtica (campanhas eleitorais), urbana e tribut\u00e1ria, as privatiza\u00e7\u00f5es, entre outras, pondo um fim definitivo no avan\u00e7o de medidas estrat\u00e9gicas no jogo pol\u00edtico. Estas medidas, tanto para o campo da esquerda quanto para dos movimentos sociais em luta, geraram um afastamento progressivo de suas bases e uma esp\u00e9cie de achatamento da esquerda estatista. Para outros setores da pol\u00edtica \u201coposta\u201d, estava dado n\u00e3o um acirramento, mas o terreno f\u00e9rtil para uma retomada do liberalismo de outra natureza.<\/p>\n<p>Os programas sociais que fizeram alargar toda a base piramidal econ\u00f4mica da sociedade, anexando 35 milh\u00f5es para dentro da esfera do consumo, gerou expectativas para a camada em ascens\u00e3o, uma emergente camada m\u00e9dia que no duplo sentido, fez oxigenar a economia dos de cima com seus credi\u00e1rios e por outro, empurrar a antiga camada m\u00e9dia para a pretensiosa ideia da mobilidade social, com vis\u00f5es de empreendedorismo criadas pela ideologia liberal. Essa massa de trabalhadores rec\u00e9m \u201cinclu\u00eddos\u201d por essa mobilidade, ajudou a formar a consist\u00eancia da pol\u00edtica econ\u00f4mica do PT no in\u00edcio de sua era, mas n\u00e3o uma base ideol\u00f3gica contr\u00e1ria aos interesses do individualismo e das aspira\u00e7\u00f5es burguesas. Nessa l\u00f3gica de isen\u00e7\u00e3o do acirramento de classe, o lulismo definitivamente soterrou a chamada \u201cguinada \u00e0 esquerda\u201d. Ao inv\u00e9s de elaborar um programa pautado na convoca\u00e7\u00e3o permanente das bandeiras hist\u00f3ricas de luta, priorizou e deu as costas para as reformas estruturais. Em seu peleguismo interior e vislumbrado com a perspectiva keynesiana do desenvolvimentismo (teoria aqui encabe\u00e7ada por Ignacio Rangel), ancorados no projeto de expans\u00e3o econ\u00f4mica a qualquer custo (produzindo com a ajuda do BNDES um novo imperialismo brasileiro) implementaram um processo anunciado de medidas catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, uma guinada \u00e0 direita foi o que o Partido dos Trabalhadores fez. Dentro dessa linha hist\u00f3rica, ap\u00f3s criar uma plataforma de consumo mediante cr\u00e9dito e isen\u00e7\u00f5es fiscais destes itens, podemos citar como exemplo de a\u00e7\u00f5es: a governabilidade a qualquer pre\u00e7o e concilia\u00e7\u00e3o de interesses<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup><sup>[4]<\/sup><\/sup><\/a>, pol\u00edticas de privatiza\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, a alian\u00e7a e capitula\u00e7\u00e3o com o capitalismo estrangeiro regulador como o FMI, as nomea\u00e7\u00f5es de ministros (ex-banqueiros)<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup><sup>[5]<\/sup><\/sup><\/a>, a entrega das divisas para a bancada do agroneg\u00f3cio, principalmente ap\u00f3s a redi\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal e com isto sob a tutela de K\u00e1tia Abreu pondo em xeque a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista rural, os acordos e a regulariza\u00e7\u00e3o de terras quilombolas e ind\u00edgenas, as alian\u00e7as partid\u00e1rias com os setores mais retr\u00f3grados da pol\u00edtica &#8211; na tentativa de manuten\u00e7\u00e3o a n\u00edvel do legislativo e do executivo para garantir um pleito nas elei\u00e7\u00f5es futuras -, os planos de austeridade de Levy junto \u00e0 sua filosofia herdada pelo BID e pela nova configura\u00e7\u00e3o do capital estrangeiro para a Am\u00e9rica Latina (Plano IIRSA, por exemplo), corte e ajuste fiscal nos setores que j\u00e1 estavam mobilizados como a Educa\u00e7\u00e3o, a omiss\u00e3o na democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que fora criada e amparada pela pr\u00f3pria base petista, o comprometimento da cria\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de repress\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais atrav\u00e9s de leis semelhantes aos per\u00edodos de exce\u00e7\u00e3o (Lei de Terrorismo), entre outras s\u00e9rias e graves pedaladas no campo da esquerda.<\/p>\n<p>Com isto, ao desestruturar as bases de suas reformas, o governo privilegiou determinadas classes e jogou ao lixo a estrat\u00e9gia de empoderamento das for\u00e7as sociais que o ancoraram. Mediante tamanho golpe, a n\u00e3o socializa\u00e7\u00e3o do poder exercido pelo PT aos demais partidos abriu margem para a aproxima\u00e7\u00e3o sinistra com os grupos de programas e ideologias muito bem definidas.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>A rela\u00e7\u00e3o do mercado financeiro e a amplitude da crise<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O hist\u00f3rico da pol\u00edtica econ\u00f4mica brasileira se funde com as origens do processo pol\u00edtico conservador e elitista no pa\u00eds. Atrav\u00e9s das rela\u00e7\u00f5es entre a desigualdade social, a concentra\u00e7\u00e3o de terras e de poder pol\u00edtico, \u00e9 onde encontramos o fio de Ariadne do processo de industrializa\u00e7\u00e3o e do capitalismo nacional. A estrutura, de forma geral, em que n\u00f3s acreditamos ser a forma normativa de produ\u00e7\u00e3o da vida social, est\u00e1 diretamente implicada na g\u00eanese do desenvolvimento das institui\u00e7\u00f5es e da pol\u00edtica burguesa.<\/p>\n<p>O governo do PT, nestes 16 anos, honrou o seu projeto desenvolvimentista mas perdera a batalha definitiva contra o modelo mais conservador da economia. Entretanto, esta disputa dentro do mercado financeiro ajudou a compreender em que medida, governos chamados de \u201cpopulistas\u201d expressaram os interesses heterog\u00eaneos aos seus, recuando no campo das reformas estruturais. Na primeira fase do governo Lula, a t\u00e1tica keynesiana, articulada com amplo apoio de investidores internacionais que detinham um PIB crescente, deixou surpreso quem imaginava num quadro de taxas superior \u00e0 fase neoliberal dos anos 90.<\/p>\n<p>Ainda assim, da mesma forma que pol\u00edtica e economia n\u00e3o s\u00e3o e n\u00e3o podem ser dissoci\u00e1veis, o cobertor deixou de aquecer outro lado da partilha. No final do primeiro mandato de Dilma Rousseff, o cabo de for\u00e7a pol\u00edtica do governo que ostentava os pacotes sociais e a amplia\u00e7\u00e3o da camada m\u00e9dia social ativa, come\u00e7ava a apresentar os primeiros sinais de tens\u00e3o, mesmo sob os discursos de que a crise de 2008 n\u00e3o abalaria o pa\u00eds<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup><sup>[6]<\/sup><\/sup><\/a>. Em 2010, a economia obteve um acr\u00e9scimo de 7,5% em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, (dados do IBGE) sendo o maior crescimento em 24 anos, desde 1986. No entanto, o PIB tinha subido 0,7%, sendo o segmento de servi\u00e7os o \u00faltimo a registrar expans\u00e3o, com 1% e a ind\u00fastria que diminuira 0,3%, junto com a agropecu\u00e1ria em 0,8%. Como medida cautelar, o governo chama para o Minist\u00e9rio da Fazenda, Guido Mantega que cria uma \u201cmatriz\u201d para a pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Esta instabilidade aliada a um novo quadro pol\u00edtico interno da governabilidade, fez com que as escolhas ideol\u00f3gicas e as t\u00e1ticas de reajustes agora fracionassem o modelo aplicado pelos te\u00f3ricos economistas. A press\u00e3o exercida pelo capitalismo internacional, agregado \u00e0s for\u00e7as da burguesia industrial brasileira, j\u00e1 n\u00e3o poderia parar o seu avan\u00e7o pol\u00edtico-ideol\u00f3gico. Dado assim, em determinado momento, ondas de den\u00fancias come\u00e7am a sair do arm\u00e1rio do jogo pol\u00edtico burgu\u00eas, numa midiatiza\u00e7\u00e3o e cruzada moralista, em redes \u201ccontra a corrup\u00e7\u00e3o\u201d. Mensal\u00e3o, Petrol\u00e3o, BNDES, Lava-Jato e muitas outras CPI\u2019s e opera\u00e7\u00f5es foram postas em funcionamento a todo vapor. Al\u00e9m das contradi\u00e7\u00f5es do modelo de pol\u00edtica econ\u00f4mica que estavam evidentes no alto clero, um dos principais motivos de indigna\u00e7\u00e3o popular era a nega\u00e7\u00e3o do acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sicos e ao custo de vida. Como o Estado \u00e9 quem determina as regras dos repasses tribut\u00e1rios, ele tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo crescimento da desigualdade social. Esses que rec\u00e9m adentraram num escal\u00e3o do consumo, a grande maioria de n\u00e3o privilegiados, s\u00e3o os que verdadeiramente pagam a conta mais alta. Mesmo com os programas sociais como o Bolsa Fam\u00edlia, Brasil sem Mis\u00e9ria, Fome Zero, PAC e Minha Casa Minha Vida, que injetaram cerca de 12 milh\u00f5es de fam\u00edlias no fundo social da camada m\u00e9dia, os tributos s\u00e3o pesados. A aplicabilidade n\u00e3o \u00e9 feita de forma horizontal, sobrecarregando o lombo dos que mais trabalham.<\/p>\n<p>Em 2008 a crise se instaurou na Europa e nos Estados Unidos como um jogo de domin\u00f3, incendiando bolsas de valores, mercados internos e ind\u00fastrias locais. O desemprego, fantasma de qualquer economia nacional, come\u00e7ou a dar um sinal de alerta de que as medidas econ\u00f4micas estavam desfavorecendo o crescimento. O que a d\u00e9cada de 90 deixou para o pa\u00eds, em quest\u00e3o de desajustes fiscais, arrocho salarial, um Plano Real ilus\u00f3rio, ainda que tenha impedindo o aumento da infla\u00e7\u00e3o, a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica permitiu um s\u00fabito desemprego em massa, que em 2002 j\u00e1 estava no auge. Para a classe trabalhadora, tanto o desemprego quanto os \u00edndices inflacion\u00e1rios permaneceram por muito tempo no campo das cr\u00edticas sem solu\u00e7\u00e3o. No entanto, aqueles que mais lucravam ainda assim estavam num patamar de isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e de instabilidade, impondo aos demais setores da pir\u00e2mide social sua ideologia meritocr\u00e1tica. No final do governo FHC, um desastre na horizontalidade econ\u00f4mica fez surgir um modelo financeiro ancorado no pacto entre industriais e burguesias emergentes.<\/p>\n<p>Pela nova caracteriza\u00e7\u00e3o da burguesia nacional, oxigenada ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o do modelo privatizador dos anos 90, diferentes for\u00e7as come\u00e7am a amarrar inova\u00e7\u00f5es no campo da pol\u00edtica econ\u00f4mica. Com a \u201cCarta aos Brasileiros\u201d de 2002<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup><sup>[7]<\/sup><\/sup><\/a>, o lulismo incentiva essa nova classe a se reerguer e destilar um modelo in\u00e9dito para o Brasil. O aprisionamento do campo de lutas da esquerda seguiria para um pacto conciliat\u00f3rio de classes e que apenas sustentaria um pilar: a flexibiliza\u00e7\u00e3o do trabalho. Sob medidas de enrijecer o setor produtivo, o discurso da nova elite visou reformular o controle social das leis trabalhistas mediante novas configura\u00e7\u00f5es do capitalismo. O projeto de Lei 4330<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup><sup>[8]<\/sup><\/sup><\/a>, por exemplo sobre a terceiriza\u00e7\u00e3o, em tr\u00e2mite no STF confirma esses dados.<\/p>\n<p>No meio do fogo cruzado, o PT cumpriu sua incapacidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica em abrir definitivamente as barreiras que ainda o ligavam a um controle estatal sobre sua pr\u00f3pria agenda. O clientelismo exacerbado e o fisiologismo das alian\u00e7as permitiram delinear para qual dire\u00e7\u00e3o o tim\u00e3o estava tomando. Os privil\u00e9gios que o novo rentismo criou acusavam compensar partes que estavam fora da partilha do bolo. Antes, o PT tinha consci\u00eancia de que determinadas alian\u00e7as com os setores da ind\u00fastria poderiam ampliar as margens de negocia\u00e7\u00e3o, nos c\u00e2mbios e nos juros. Houve um esfor\u00e7o de ambas partes: primeiro pela necessidade do governo n\u00e3o perder de vista suas metas anuais e em segundo, os empres\u00e1rios que j\u00e1 vinham pressionando o governo a adotar ajustes nas leis do trabalho. Tanto a FIESP quanto as centrais sindicais do governo, assumiram a cumplicidade nestes acordos.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>A capitula\u00e7\u00e3o do projeto econ\u00f4mico<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mudou no final de 2012 e os ventos sopraram contra. Os alarmes j\u00e1 haviam sido feitos no ano anterior quando a taxa de crescimento caiu e a infla\u00e7\u00e3o dava sinais de aumento. As taxas do setor da ind\u00fastria ficaram inferiores \u00e0s taxas de juros<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup><sup>[9]<\/sup><\/sup><\/a>, fazendo com que os executivos determinassem um bloqueio \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o Estado-Capital. N\u00e3o obstante, agora com o jogo contr\u00e1rio da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as esperadas, o manique\u00edsmo ideol\u00f3gico tomou figura. A democracia burguesa dava sua virada \u00e0 direita de forma expl\u00edcita como nunca antes.<\/p>\n<p>No intervalo de 2002 a 2013, a renda da popula\u00e7\u00e3o obteve um relativo aumento, de cr\u00e9dito e de acesso a componentes que n\u00e3o faziam parte de seu anu\u00e1rio e listagem de compras. Uma nova engordada deu \u00e0 pir\u00e2mide social s\u00fabitas formas de consumo, alterando privil\u00e9gios. Mesmo assim, esse ganho de rendimento dos de baixo deixou intacto o topo da pir\u00e2mide, j\u00e1 que a pol\u00edtica tribut\u00e1ria nunca afetou sua dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A n\u00e3o-divis\u00e3o da pol\u00edtica e da confian\u00e7a depositada na elite tornou insustent\u00e1vel um acordo entre governo e empres\u00e1rios. Como rea\u00e7\u00e3o, o espa\u00e7o das lideran\u00e7as partid\u00e1rias da direita assumiram um papel centralizador ap\u00f3s a derrota em 2014. Devemos lembrar que Dilma foi eleita por apertados 51% dos votos. Uma vit\u00f3ria com gosto de derrota. Logo empossada, quatro dias depois, a presidenta sofria processos<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup><sup>[10]<\/sup><\/sup><\/a>. No momento em que o modelo econ\u00f4mico passou a n\u00e3o satisfazer mais as necessidades das elites, as amea\u00e7as de bancarrota sobre a divis\u00e3o do poder sobre a economia tornaram a fase atual em desenvolvimento a pleno vapor. A hegemonia dos grupos burgueses inviabilizou o PT da possibilidade de sustentar at\u00e9 2018, e mesmo depois, esse modelo padr\u00e3o.<\/p>\n<p>As propostas e as tentativas, baixo press\u00e3o desses grupos, estavam em conson\u00e2ncia com o aumento da taxa Selic para combater a infla\u00e7\u00e3o. Quando os juros sobem a d\u00edvida p\u00fablica cresce. Toda a rentabilidade est\u00e1 ligada diretamente \u00e0 Selic e que tem como principal efeito o esfriamento na economia. Esse aumento da taxa de juros causa um impacto sobre os juros dos financiamentos dos bancos. Assim, de todo o consumo realizado via financiamento, o mercado desacelera e desestimula o crescimento. Este fator, por si s\u00f3, j\u00e1 reflete o abandono do empresariado nos acordos com o governo, que n\u00e3o v\u00e3o garantir um lucro sobre o rentismo. Entre outras press\u00f5es dos tubar\u00f5es liberais, est\u00e1 a \u00a0desfragmenta\u00e7\u00e3o total da Petrobr\u00e1s, que tem todavia, o controle de divisas sobre a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal. Repetindo, o velho modelo desenvolvimentista \u00e9 antag\u00f4nico ao novo rentismo de colabora\u00e7\u00e3o estrangeira.<\/p>\n<p>Quem ganha com a crise levantada pela burguesia industrial? Apesar do agravamento da economia que entra na primeira recess\u00e3o ap\u00f3s a crise mundial de 2008, ainda h\u00e1 um segmento que n\u00e3o parou de crescer: o lucro dos bancos. S\u00f3 no \u00faltimo semestre de 2015, os lucros atingiram as cifras de bilh\u00f5es nas empresas do Bradesco, Santander, Ita\u00fa e o Banco do Brasil<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup><sup>[11]<\/sup><\/sup><\/a>. A ind\u00fastria e o com\u00e9rcio recuam para mais de 6% e o lucro dos bancos atingem os maiores recordes. No per\u00edodo Collor, as privatiza\u00e7\u00f5es que fizeram parte de seu pacote econ\u00f4mico quando criou o PND (Programa Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o) em 1990, assim como o Plano Collor, incrementaram o in\u00edcio do processo de abertura de capitais e do rentismo liberado. Mesmo com Itamar Franco que assume ap\u00f3s o impeachment, o ritmo acelerado de privatiza\u00e7\u00f5es segue sem alterar o modelo. Posteriormente o governo FHC prosseguiu o regime anterior submetendo-se \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do FMI. Em seu governo instaurou-se um movimento popular forte contr\u00e1rio \u00e0s medidas neoliberais de d\u00e9cadas. Estima-se que nos oito anos de governo tucano mais de 80 bilh\u00f5es de d\u00f3lares foram arremessados para o exterior. As privatiza\u00e7\u00f5es do governo Lula, que somam bancos estatais, concession\u00e1rias, campos de petr\u00f3leo de Libras e aeroportos, demonstram que independente do programa de privatiza\u00e7\u00f5es durante todos estes governos, n\u00e3o obstruiu a continuidade do endividamento p\u00fablico.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Por tr\u00e1s da neblina, um golpe invis\u00edvel ainda est\u00e1 a caminho: Plano IIRSA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>As elites brasileiras que tentam combater tanto o Mercosul quanto a Unasul, na verdade se prop\u00f5em a trocar de r\u00e9deas com os novos direcionamentos que as configura\u00e7\u00f5es recentes tomam caminho. Na era FHC e Lula, as express\u00f5es do imperialismo brasileiro na Am\u00e9rica Latina se faziam presentes atrav\u00e9s dos tratados de livre\u00adcom\u00e9rcio (ALCA) que foram sendo substitu\u00eddos e omitidos, como o Plano IIRSA. O novo governo Temer dever\u00e1 reimplementar as condi\u00e7\u00f5es do tratado junto aos estados comprometidos com o novo contexto que possa atender aos interesses for\u00e7as pol\u00edticas emergentes.<\/p>\n<p>O Plano IIRSA, longe de ser soberano e independente da ag\u00eancia estadunidense, revela um panorama cr\u00edtico se observarmos com aten\u00e7\u00e3o \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de um novo governo republicano \u00e0s vistas sendo eleito e conjugadamente com as quedas dos governos chamados \u201cpopulistas\u201d latinoamericanos. Tal observ\u00e2ncia n\u00e3o seria mero detalhismo quando expomos \u00e0 luz o surgimento de modelos agressivos de pol\u00edticas econ\u00f4micas regionais voltadas para a explora\u00e7\u00e3o dos mercados e das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas burguesas. Uma nova orienta\u00e7\u00e3o far\u00e1 com que a Am\u00e9rica Latina crie os embri\u00f5es perfeitos para os paradigmas liberais que se aproximam ciclicamente. Quando o governo Bush e posteriormente o de Obama deram especial aten\u00e7\u00e3o ao Oriente M\u00e9dio gra\u00e7as ao pre\u00e7o oscilante dos barris de petr\u00f3leo ap\u00f3s adquirirem controle sobre a produ\u00e7\u00e3o, o foco estrat\u00e9gico come\u00e7a a alterar para as Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>A crise petroleira na Venezuela abriu um sinal vermelho de que as reservas podem incendiar o modelo keynesiano nos governos populistas. Na ascens\u00e3o pol\u00edtica desse per\u00edodo permitiu a esses governos incentivarem programas sociais numa guinada ao reformismo progressista. Mas n\u00e3o foi o que aconteceu. Mesmo reconhecendo as diferen\u00e7as conjunturais e estruturais de cada pa\u00eds, os modelos adotados seguiam uma administra\u00e7\u00e3o e projetos semelhantes, al\u00e9m das parcerias p\u00fablico-privadas. O pr\u00f3ximo governo brasileiro encontrar\u00e1 eco com as mudan\u00e7as propostas por Macri na Argentina.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o regional do Plano IIRSA sob nova configura\u00e7\u00e3o pol\u00edtica far\u00e1 com que a base dos acordos existentes, permitir\u00e3o que o curso de entreguismo dos recursos e do controle ideol\u00f3gico dos pa\u00edses envolvidos siga as receitas preestabelecidas. Em 2004, os presidentes que assinaram a Declara\u00e7\u00e3o de Ayacucho<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup><sup>[12]<\/sup><\/sup><\/a> estabeleceram o compromisso de garantir as democracias, planos sociais e uma \u201cuni\u00e3o parlamentar\u201d para a Am\u00e9rica do Sul. Essa agenda visava dar prosseguimento aos planos de desenvolvimento nacionais e regionais, contando com o caneta\u00e7o dos Estados Unidos. Apesar dos chefes de estados defenderem o discurso de soberania e autonomia local, o Plano nascido na camarilha neoliberal, n\u00e3o se descolou de sua fun\u00e7\u00e3o de espinha dorsal. A internacionaliza\u00e7\u00e3o da economia est\u00e1 agora a caminho dos interesses das burguesias estrangeiras. O planejamento territorial do Plano IIRSA, neste momento exato, garantir\u00e1 por vez, os privil\u00e9gios da explora\u00e7\u00e3o e repasse das <em>commodities<\/em>, sem barreiras fronteiri\u00e7as.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a> \u201cPelo menos sete dos 70 deputados que votaram &#8216;contra a corrup\u00e7\u00e3o&#8217; na aprecia\u00e7\u00e3o da admissibilidade do impeachment s\u00e3o r\u00e9us no STF por crimes que v\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de quadrilha a tentativa de homic\u00eddio.\u201d <a href=\"http:\/\/www.brasil247.com\">http:\/\/www.brasil247.com<\/a> (Contra-corrup\u00e7\u00e3o-7-moralistas-do-impeachment-s\u00e3o-r\u00e9us-no-STF)<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Leia-se \u201cretorno c\u00edclico\u201d sem a participa\u00e7\u00e3o popular direta neste processo, ou melhor, na aus\u00eancia de um modelo progressista que alavancasse maiores mudan\u00e7as para al\u00e9m de um reformismo<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a> Lula Presidente Programa de Governo 2007-2010 &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo FPA 2007http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/uploads\/Programa_de_governo_2007-2010.pdf<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup><sup>[4]<\/sup><\/sup><\/a> Nota da Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Ga\u00facha em \u201cA sa\u00edda n\u00e3o vem de cima! Nem com o bando reacion\u00e1rio do impeachment, nem com o governo do PT e o ajuste que castiga o povo!\u201d Dezembro de 2015<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup><sup>[5]<\/sup><\/sup><\/a> \u201cLevy-ira-para-a-fazenda-e-barbosa-para-o-planejamento\u201d Folha de SP. Joaquim Levy realiza encontro com banqueiros e os aproxima. 13 de ago de 2015<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup><sup>[6]<\/sup><\/sup><\/a> Cadernos Cedec, n90 (Edi\u00e7\u00e3o Especial INCT-INEU) nov-2010. Instabilidade, desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira e a crise do sistema financeiro atual. UFSC<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup><sup>[7]<\/sup><\/sup><\/a> Carta ao povo brasileiro &#8211; http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/uploads\/cartaaopovobrasileiro.pdf<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup><sup>[8]<\/sup><\/sup><\/a> PL 4330\/2004 Projeto de Lei em aprecia\u00e7\u00e3o pelo Senado Federal de autoria de Sandro Mabel (PL\/GO) que disp\u00f5e sobre o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o a terceiros e as rela\u00e7\u00f5es de trabalho dele decorrentes.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup><sup>[9]<\/sup><\/sup><\/a> Desempenho da Economia Brasileira. Taxas de crescimento do PIB \u2013 2002 a 2012. Em 2012, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), apresentou varia\u00e7\u00e3o de 6,20% em 2012, superior aos 6,08% de 2011. Por sua vez, o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os (IGP-DI) teve varia\u00e7\u00e3o em 2012 de 8,10%, superior \u00e0 2011, que foi de 5,00%. A conta das Transa\u00e7\u00f5es Correntes teve d\u00e9ficit de US$ 54,2 bilh\u00f5es e as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ca\u00edram 5,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 2011. A d\u00edvida externa l\u00edquida do governo federal e do Banco Central, que desde 2006 se tornou um cr\u00e9dito, atingiu em 2012 o valor de R$ 666,6 bilh\u00f5es, correspondente a 15,1% do PIB. A d\u00edvida externa dos estados aumentou, apenas em 2012, 52,4%, passando de R$ 23,72 para R$ 36,15 bilh\u00f5es. www.tcu.gov.br\/contasdogoverno<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup><sup>[10]<\/sup><\/sup><\/a> Na verdade, em menos de 48 horas o PSDB questionou a legitimidade e a legalidade do elei\u00e7\u00e3o da presidenta. O partido recorreu ao TSE, pedindo uma \u201cauditoria especial&#8221; na contagem dos votos. At\u00e9 ent\u00e3o, ao menos 60 mil pessoas tinham assinado peti\u00e7\u00e3o on line reivindicando recontagem, uma forma de duvidar da honestidade do placar eleitoral. Passados dois dias do pedido do PSDB ao TSE, 2.500 manifestantes defenderam em S\u00e3o Paulo o impeachment da presidenta reeleita, classificando a elei\u00e7\u00e3o como \u201ca maior fraude da hist\u00f3ria&#8217;. www1.folha.uol.com.br\/poder\/2014\/10\/1541043-psdb-pede-ao-tse-auditoria-especial-no-resultado-das-eleicoes.shtml<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup><sup>[11]<\/sup><\/sup><\/a> O Globo: \u201cMesmo diante de crise, lucro dos bancos n\u00e3o para de crescer. Lucro do Bradesco e Ita\u00fa, por exemplo, foram recordes no 2\u00ba trimestre. http:\/\/g1.globo.com\/economia\/negocios\/noticia\/2015\/08\/mesmo-diante-de-crise-lucro-dos-bancos-nao-para-de-crescer.html<\/p>\n<p>Lucroban: Lucro 2015. 08\/03\/16 &#8211; Caixa anuncia lucro de R$ 7,2 bilh\u00f5es e medidas para cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. 25\/02\/16 &#8211; Lucro do Banco do Brasil cresce 28% em 2015 e atinge R$ 14,4 bilh\u00f5es. 02\/02\/16 &#8211; Lucro do Ita\u00fa registra novo recorde e atinge R$ 23,35 bi em 2015, alta de 15,4%. 28\/01\/16 &#8211; Lucro do Bradesco cresce para R$ 17,19 bilh\u00f5es em 2015. 28\/01\/16 &#8211; Santander Brasil tem lucro recorrente de R$ 1,6 bi no 4\u00ba tri. (http:\/\/www.feebpr.org.br\/lucroban.htm)<\/p>\n<p>Folha: Bancos privados aumentam lucro com juros maiores<\/p>\n<p>www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2015\/05\/1625227-bancos-privados-aumentam-lucro-com-juros-maiores-e-calote-estavel.shtml<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup><sup>[12]<\/sup><\/sup><\/a> IIRSA e a (de)colonialidade do poder, Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFSC\u00a0 de Ricardo Bruno Boff. 2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pablo Misraji, maio de 2016 &nbsp; Estamos vivendo um dos momentos mais intensos e cr\u00edticos da hist\u00f3ria da pol\u00edtica brasileira, que desde a elei\u00e7\u00e3o deste recente Congresso foi levado ao extremo do lobby parlamentar e correntes de interesses frente ao vazio deixado p\u00f3s manifesta\u00e7\u00f5es das Jornadas de Junho (J13). 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