{"id":10771,"date":"2016-09-11T19:13:32","date_gmt":"2016-09-11T22:13:32","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanaliseblog.com\/?p=920"},"modified":"2016-09-11T19:13:32","modified_gmt":"2016-09-11T22:13:32","slug":"920","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=10771","title":{"rendered":"A sess\u00e3o final do golpe com nome de impeachment no Senado \u2013 parte 1"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/blimarocha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Lima Rocha<\/a>, 26 de agosto de 2016<\/em><\/p>\n<p>Findas as Olimp\u00edadas, o Brasil retoma sua rotina de crise pol\u00edtica e isolamento do conflito em sua esfera institucional. No modelo jabuticaba de governabilidade, a maioria pol\u00edtica \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do governo de fato, mesmo que quando eleito ou eleita, a governante tenha de ser sancionada pelo escrut\u00ednio popular. Logo, na coa\u00e7\u00e3o desta garantia de maioria parlamentar e em pleno tribunal de exce\u00e7\u00e3o, o Senado da rep\u00fablica se assemelha ao Senado romano, onde os magistrados e tribunos s\u00e3o plenipotenci\u00e1rios e fazem o que querem, ou quase.<\/p>\n<p>A manh\u00e3 de 26 de agosto de 2016, na sess\u00e3o especial do julgamento do Senado presidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, demonstrou a ruptura entre a oligarquia e a ex-esquerda. Ao definir o andamento do processo de impeachment, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), definiu o mesmo como \u201cum hosp\u00edcio\u201d e na sequ\u00eancia afirmou que fez press\u00e3o e intermediou a retirada do indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro das Comunica\u00e7\u00f5es e do Planejamento, Paulo Bernardo.<\/p>\n<p>Neste texto, aponto a dimens\u00e3o substantiva do equ\u00edvoco da proposta de realizar uma alian\u00e7a de classes com uma classe dominante que s\u00f3 quer dominar internamente e abrir m\u00e3o da disputa de poder no Sistema Internacional. Sem a direita nacionalista, o projeto de poder da ex-esquerda revelara-se uma casca vazia. A escolha do vice-presidente eleito e reeleito \u00e9 a prova cabal desta alian\u00e7a absurda que se prop\u00f4s a trair em nome de ambi\u00e7\u00e3o desenfreada e apetite insaci\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Na sess\u00e3o do Hosp\u00edcio do Senado Federal, aponto a seguinte assertiva: &#8220;Quando os keynesianos e p\u00f3s-keynesianos s\u00e3o de &#8220;esquerda&#8221;, \u00e9 porque a direita \u00e9 muito dominante!&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Podemos ter no\u00e7\u00e3o do abismo entre a proposta da alian\u00e7a e o exerc\u00edcio pol\u00edtico da mesma quando do depoimento de uma das sumidades da economia pol\u00edtica brasileira. Em 26 de agosto, a marcha dos debates se arrastava na tarde da C\u00e2mara Alta e revisora da na\u00e7\u00e3o. Afirmar o sistema de cren\u00e7as neoliberal \u00e9 um atalho para o desmonte do aparelho de Estado como intermedi\u00e1rio das rela\u00e7\u00f5es sociais. Isso, em termos econ\u00f4micos, \u00e9 muito perigoso. Tal insensatez alegada por Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular de economia da Unicamp, na sess\u00e3o do Senado parece encontrar uma parede vazia de frente ao &#8220;informante&#8221;. N\u00e3o adianta apelar para um ac\u00f3rd\u00e3o de elites ou uma esp\u00e9cie de Estado Maior de concerta\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o do capital. O ajuste do austeric\u00eddio praticado pela presidente Dilma Rousseff no in\u00edcio do seu segundo mandato foi exatamente o que pregoava o advers\u00e1rio derrotado. Logo, em tese, deveria haver sido elogiado pelos ultra liberais e oportunistas de sempre. Deu-se o oposto.<\/p>\n<p>Contradi\u00e7\u00e3o expl\u00edcita, ouvidos de mercador pelos senadores golpistas. Na sequ\u00eancia, retomaram a alega\u00e7\u00e3o de que o financiamento do Plano Safra com juros subsidiados foi uma opera\u00e7\u00e3o ilegal segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ora, criminalizar o financiamento do capital atrav\u00e9s do Estado ou \u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o absoluta do aparelho de Estado ou ent\u00e3o \u00e9 uma nova hegemonia, esta sim, popular e bem \u00e0 esquerda. O que ocorre \u00e9 a aposta entreguista na primeira hip\u00f3tese &#8211; desmontar tudo ou quase tudo, doa a quem doer.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, duas falas de senadores me chamaram a aten\u00e7\u00e3o. O senador Capiberibe (AP-PSB) tra\u00e7ou a profecia da desgra\u00e7a anunciada. O que ser\u00e1 feito dos mais de 30 milh\u00f5es de pessoas que tiveram mobilidade social? Possivelmente estamos retornando n\u00e3o apenas a um per\u00edodo recessivo, mas de clima de fim de festa e retorno ao passado recente dist\u00f3pico. O senador Armando Monteiro (PE-PTB) marcou a hip\u00f3tese de fim da concerta\u00e7\u00e3o de classes. Os golpistas est\u00e3o apostando no caos completo e abandonando qualquer possibilidade de sobreviv\u00eancia do Estado desenvolvimentista, ainda que no modelo liberal-perif\u00e9rico.<\/p>\n<p>Como o mapa pol\u00edtico-ideol\u00f3gico brasileiro hoje \u00e9 pautado pelos posicionamentos estadunidenses, estamos de volta aos tempos dos Chicago Boys chegando ao poder, s\u00f3 que pela via da internet, como parte de uma nova elite dirigente arrivista, ao lado de paladinos liberais de toga e promotores. Armando Monteiro chama, conclama novamente \u00e0 concerta\u00e7\u00e3o de classes, na defesa do &#8220;empresariado brasileiro&#8221;. A profecia de Monteiro \u00e9 muito assertiva, e de fato estamos a caminho das expectativas anunciadas do caos bombardeado como verdade, e n\u00e3o como fato.<\/p>\n<p>Repito o caminho das ilus\u00f5es: se ilude quem aposta em alguma via de soberania nacional atrav\u00e9s de alian\u00e7a com o capital brasileiro, sendo que a burguesia restante aqui presente sequer \u00e9 nacionalista, sequer v\u00ea o pa\u00eds como &#8220;seu&#8221;. Igualmente, se ilude quem aponta ser poss\u00edvel um grande pacto de classes conclamando &#8220;a raz\u00e3o de governabilidade&#8221; ou &#8220;a\u00e7\u00e3o anti insensatez&#8221;, como proclama Belluzzo na Mesa do Senado. Est\u00e3o literalmente criminalizando a pol\u00edtica nacional, e blindando a economia como \u00e1rea \u00fanica e pura, onde a \u201ccontamina\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica\u201d inibe a iniciativa individual. Essas balelas e outros absurdos semelhantes, podem n\u00e3o ter efeito concreto, mas como arma de publicidade da direita entreguista t\u00eam uma difus\u00e3o devastadora.<\/p>\n<p>Para concluir a apela\u00e7\u00e3o para a \u201cracionalidade respons\u00e1vel\u201d, o senador Requi\u00e3o (PMDB-PR) apontou a farsa estruturante do hosp\u00edcio pol\u00edtico brasileiro e seu suporte midi\u00e1tico. &#8220;O ajuste fiscal se transforma em acusa\u00e7\u00e3o de criminalidade como motivador jur\u00eddico para cassar a presidente reeleita!&#8221;<\/p>\n<p>Quem aposta na alian\u00e7a com partes da direita, morre afogado de bra\u00e7os dados com ela (tal como em 1954 e 1964), ou ent\u00e3o morre com uma faca cravada pelas costas por esta, tal como est\u00e1 ocorrendo neste exato momento.<\/p>\n<p><strong>A busca incessante por uma direita econ\u00f4mica e empresarial que seja nacionalista<\/strong><\/p>\n<p>O professor de economia Luiz Gonzaga Belluzzo deu uma aula de economia pol\u00edtica no Senado, quando falou como \u201cinformante\u201d, em 26 de agosto de 2016. O problema \u00e9 sempre de premissa, contando com uma teoria modernizante sem burguesia nacional \u00e0 altura do crescimento capitalista tardio. O problema \u00e9 mais complexo; a direita empresarial \u00e9 nacionalista, quando \u00e9, apenas por coer\u00e7\u00e3o ou conveni\u00eancia. Ele mesmo citou a boa impress\u00e3o que o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) deixou nos mandarins chineses no in\u00edcio da Era Deng. E depois, sem nenhuma coincid\u00eancia, a pr\u00f3pria FIESP pula fora do planejamento nacional. Ou seja, o entreguismo e a condi\u00e7\u00e3o vira-lata da direita econ\u00f4mica \u00e9 estruturalmente ideol\u00f3gica, embora profundamente ignorante. Em termos de debate, a postura dos financistas e neoliberais \u00e9 vergonhosa mesmo dentro de um patamar conservador. O que Belluzzo falou no Senado \u00e9 conte\u00fado de 3o semestre de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e nem assim \u201cconvence\u201d. Que horror&#8230;.<\/p>\n<p>Definitivamente a proje\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria da burguesia nacionalista se provou um pesadelo dist\u00f3pico. O golpe foi orquestrado, em sua etapa final, pelas federa\u00e7\u00f5es empresariais. Para quem acredita em &#8220;burguesia nacional progressista&#8221;, &#8220;empresariado do bismarckismo tropical&#8221; ou outras proje\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias de uma classe dominante que n\u00e3o existe, eis outra prova cabal \u2013 mais uma em centenas destas \u2013 que alian\u00e7a de classes no Brasil \u00e9 apenas por coer\u00e7\u00e3o. \u00c9 a par\u00e1bola do sapo e do escorpi\u00e3o. Diante da aus\u00eancia de proje\u00e7\u00e3o de poder no Sistema Internacional, o empresariado brasileiro ajudou a virar a mesa destituindo o governo que mais o favoreceu na hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o substantiva do golpe<\/strong><\/p>\n<p>Para alegria do Imp\u00e9rio e dana\u00e7\u00e3o dos brasileiros, a conta do golpe vai ser muito salgada. A dimens\u00e3o substantiva do golpe em andamento &#8211; PPPs para hospitais e pres\u00eddios, j\u00e1 s\u00e3o mais de 600 mil fam\u00edlias descredenciadas do Bolsa Fam\u00edlia (em tese, elas mudaram de faixa de renda, mas com a recess\u00e3o, podem voltar e n\u00e3o ter\u00e3o como e quem ampar\u00e1-las), &#8220;reforma&#8221; da Previd\u00eancia, PPPs no saneamento, creches (rede de pr\u00e9-escolas); enfim, a rede de prote\u00e7\u00e3o social ser\u00e1 invertida completamente como um novo modelo de neg\u00f3cios em expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a conta da aventura do golpe com apelido de impeachment. A ex-esquerda foi muito \u00e0 direita, dando margem para, sem servi\u00e7o de intelig\u00eancia por cima, aparato de m\u00eddia ou a correspondente mobiliza\u00e7\u00e3o popular, ficar entregue para a puxada de tapete dos oligarcas e dos partidos que perderam na urna por quatro elei\u00e7\u00f5es consecutivas.<\/p>\n<p>Washington ri \u00e0 toa, sem dar nenhum tiro, sem desembarque de Marines, sem amea\u00e7ar com porta-avi\u00f5es, sem opera\u00e7\u00f5es clandestinas violentas. John Kerry agradece, Hillary tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>O latif\u00fandio vai salvar o lulismo?<\/strong><\/p>\n<p>Quando a direita nacional \u00e9 a t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o da ex-esquerda, \u00e9 porque somos de fato dominados por uma camarilha de colonizados. Eu li e jurei que estava vendo uma miragem, mas sim, parece que h\u00e1 uma \u00ednfima parcela de empres\u00e1rios-pol\u00edticos brasileiros com dilemas de consci\u00eancia. A \u00faltima salva\u00e7\u00e3o do governo de centro-direita e com verniz de algum nacionalismo seria esta lideran\u00e7a empresarial que entendeu o projeto lulista como o maior defensor do capitalismo brasileiro em todos os setores. A senadora K\u00e1tia Abreu (PMDB-TO), parece que n\u00e3o desiste, e aponta para a virada no Plen\u00e1rio do Senado. Independente de eu julgar que estamos diante de um golpe branco \u00e0 moda paraguaia, especulo que seja blefe da ex-l\u00edder da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura. Ser\u00e1 que o latif\u00fandio salvaria o lulismo?<\/p>\n<p><strong>Apontando conclus\u00f5es nos argumentos contradit\u00f3rios\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Desde quando oligarcas exigem compromisso entre discurso de palanque e pr\u00e1tica no Poder Executivo?! Tem muita gente, muita gente, afirmando que a presidente Dilma Rousseff cometera estelionato eleitoral. Dilma foi \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o de forma quase plebiscit\u00e1ria e derrotou o advers\u00e1rio atrav\u00e9s de um acirramento aparentemente ideol\u00f3gico. Da\u00ed, logo no ano de 2014, convocou um Chicago Boy para estar \u00e1 frente da Fazenda e come\u00e7ou sua desgra\u00e7a recente. Isso \u00e9 estelionato, perfeito. Mas, convenhamos. A oligarquia brasileira e as elites dirigentes e mesmo os setores do empresariado e dos financistas QUEREM UMA DEMOCRACIA ONDE O COMPROMISSO QUEBRADO PODE RETIRAR O DIREITO DO EXERC\u00cdCIO DE MANDATO?<\/p>\n<p>Essa gente n\u00e3o quer isso, nunca quis, a n\u00e3o ser quando a democracia era censit\u00e1ria. A\u00ed sim, na min\u00fascula democracia inglesa, o mandato era imperativo, mas o col\u00e9gio eleitoral era m\u00ednimo e s\u00f3 para comerciantes, nobres e todos os votantes e eleg\u00edveis, homens. Quando a democracia \u00e9 massiva e o direito pol\u00edtico est\u00e1 vinculado ao compromisso pronunciado publicamente, isso \u00e9 uma democracia semi-direta. Ou seja, o horror dos representantes profissionais, o terror dos setores dominantes que praticam a sobre-representa\u00e7\u00e3o (representam a si mesmos).<\/p>\n<p>Eu adoraria ver regras de compromisso no Brasil, mas definitivamente, nem os golpistas e tampouco a ex-esquerda quer uma democracia sob o controle popular com mecanismos de tipo participativo ou direto. Ou querem?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Lima Rocha, 26 de agosto de 2016 Findas as Olimp\u00edadas, o Brasil retoma sua rotina de crise pol\u00edtica e isolamento do conflito em sua esfera institucional. 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