{"id":1087,"date":"2009-08-20T16:32:56","date_gmt":"2009-08-20T16:32:56","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1087"},"modified":"2009-08-20T16:32:56","modified_gmt":"2009-08-20T16:32:56","slug":"criticando-o-neoliberalismo-a-partir-de-seus-pressupostos-politicos-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1087","title":{"rendered":"Criticando o neoliberalismo a partir de seus pressupostos pol\u00edticos &#8211; 1"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/olson.jpg\" title=\"Mancur Olson em sua obra aponta um exemplo t\u00edpico de determinismo \u201cecon\u00f4mico\u201d baseado em uma suposta racionalidade plena e l\u00f3gica materialista absoluta. Como parte de um sistema de cren\u00e7as de base doutrin\u00e1ria travestido de ci\u00eancia matematizada, \u00e9 o exemplo vivo de como a nova direita p\u00f4de, com insist\u00eancia e ousadia, colonizar saberes mundo afora ainda que adotando de id\u00e9ias fr\u00e1geis e facilmente contest\u00e1veis.  - Foto:fff\" alt=\"Mancur Olson em sua obra aponta um exemplo t\u00edpico de determinismo \u201cecon\u00f4mico\u201d baseado em uma suposta racionalidade plena e l\u00f3gica materialista absoluta. Como parte de um sistema de cren\u00e7as de base doutrin\u00e1ria travestido de ci\u00eancia matematizada, \u00e9 o exemplo vivo de como a nova direita p\u00f4de, com insist\u00eancia e ousadia, colonizar saberes mundo afora ainda que adotando de id\u00e9ias fr\u00e1geis e facilmente contest\u00e1veis.  - Foto:fff\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Mancur Olson em sua obra aponta um exemplo t\u00edpico de determinismo \u201cecon\u00f4mico\u201d baseado em uma suposta racionalidade plena e l\u00f3gica materialista absoluta. Como parte de um sistema de cren\u00e7as de base doutrin\u00e1ria travestido de ci\u00eancia matematizada, \u00e9 o exemplo vivo de como a nova direita p\u00f4de, com insist\u00eancia e ousadia, colonizar saberes mundo afora ainda que adotando de id\u00e9ias fr\u00e1geis e facilmente contest\u00e1veis. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:fff<\/small><\/figure>\n<p>20 de agosto de 2009, por Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Durante a maior parte da d&eacute;cada de &rsquo;90 do s&eacute;culo passado, o chamado pensamento &uacute;nico neoliberal conseguiu hegemonizar as formas de racioc&iacute;nio anal&iacute;tico do grande p&uacute;blico a partir de algumas t&eacute;cnicas discursivas. Uma delas &eacute; a de ocultar as premissas de racioc&iacute;nio e &ldquo;naturalizar&rdquo; a sua pr&oacute;pria motiva&ccedil;&atilde;o ontol&oacute;gica. O que entendo ser a garantia de &ldquo;elevado grau de certeza&rdquo; para estas f&oacute;rmulas de democracia concorrencial, &eacute; a analogia com um ambiente de capitalismo competitivo, baseada numa fal&aacute;cia. Esta base falaciosa &eacute; a presun&ccedil;&atilde;o de economia de mercado que tende ao equil&iacute;brio pela previsibilidade da atua&ccedil;&atilde;o dos agentes envolvidos no ambiente.<\/p>\n<p>Para fundamentar essa doutrina na forma de &ldquo;ci&ecirc;ncia&rdquo;, os fundadores e os seguidos doutrinadores do neoliberalismo se valeram de trabalhos marcantes no &acirc;mbito acad&ecirc;mico. Um dos livros de cabeceira da gera&ccedil;&atilde;o posterior a dos chamados Chicago Boys, se encontra no livro &ldquo;A L&oacute;gica da A&ccedil;&atilde;o Coletiva&rdquo;, publicado seu original em 1965 e reeditado em 1971. O autor, o economista Mancur Olson (1932-1998) &#8211; grande amigo e admirador de Friedrich August Von Hayek, um dos pais do neoliberalismo &#8211; exp&otilde;e a base da pretens&atilde;o universalizante da sua escolha &ldquo;racional&rdquo;. <\/p>\n<p>Para esta cr&iacute;tica, utilizo a edi&ccedil;&atilde;o da Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo (Edusp), impresso em 1999. Logo no in&iacute;cio, Olson (na p&aacute;gina14) faz um elogio do uso da for&ccedil;a como regulador das rela&ccedil;&otilde;es sociais. Para ele, o mecanismo coercitivo &eacute; um absoluto na racionalidade de um grupo para atingir o bem comum, chegando ao limite de dizer que: <\/p>\n<p>Mesmo que os membros de um grande grupo almejem racionalmente uma maximiza&ccedil;&atilde;o do seu bem-estar pessoal, eles n&atilde;o agir&atilde;o para atingir seus objetivos comuns ou grupais a menos que haja alguma coer&ccedil;&atilde;o para for&ccedil;&aacute;-los a tanto, ou a menos que algum incentivo &agrave; parte, diferente da realiza&ccedil;&atilde;o do objetivo comum ou grupal, seja oferecido aos membros do grupo individualmente com a condi&ccedil;&atilde;o de que eles ajudem a arcar com os custos ou &ocirc;nus envolvidos na consecu&ccedil;&atilde;o desses objetivos grupais. <\/p>\n<p>Posteriormente, Olson afirma ser esta &ldquo;l&oacute;gica&rdquo; a &uacute;nica a ser levada em conta, mesmo que existam outras condicionantes. Assim, por esta afirmativa, a coopera&ccedil;&atilde;o de um grupo humano para um objetivo comum, mesmo que exista um acordo de m&eacute;todos e uma meta &uacute;nica a ser atingida, &eacute; imposs&iacute;vel de ser alcan&ccedil;ada sem alguma forma coercitiva (p.14). Para abrir uma possibilidade de ser falsificado e assim manter uma aproxima&ccedil;&atilde;o com alguma teoria cient&iacute;fica (j&aacute; que o que ele prega &eacute; pouco mais do que um sistema de cren&ccedil;as travestido de rigor), Olson (p.14) afirma o paradoxo de uma op&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica que vai contra de sua assertiva anterior. <\/p>\n<p>A frase &eacute; ilustrativa: <\/p>\n<p><em>&ldquo;H&aacute; paradoxalmente, a possibilidade l&oacute;gica de que os grupos compostos ou de indiv&iacute;duos altru&iacute;stas ou de indiv&iacute;duos irracionais possam por vezes agir em prol de interesses comuns ou grupais.&rdquo; <br \/>\n<\/em><br \/>\nMais adiante, o autor desqualifica esse argumento como um todo, baseando-se apenas nas evid&ecirc;ncias dos estudos emp&iacute;ricos de seu livro: <\/p>\n<p><em>&ldquo;[&#8230;] essa possibilidade l&oacute;gica geralmente n&atilde;o tem a menor import&acirc;ncia pr&aacute;tica. Portanto, a costumeira vis&atilde;o de que grupos de indiv&iacute;duos com interesses comuns tendem a promover esses interesses parece ter pouco m&eacute;rito, se &eacute; que tem algum.&rdquo;<\/em> (grifo meu). <\/p>\n<p>Vejo que a pretens&atilde;o de pensamento &uacute;nico reside na tentativa de universaliza&ccedil;&atilde;o de um modelo de an&aacute;lise, aplicando-o em todas as situa&ccedil;&otilde;es e &aacute;reas de conhecimento. N&atilde;o reconhecer especificidades ou diferen&ccedil;as, resulta em &ldquo;epistemic&iacute;dio&rdquo; como afirma Boaventura de Souza Santos. O fen&ocirc;meno &ldquo;epistemicida&rdquo; n&atilde;o vem da falta de &ldquo;sensibilidade&rdquo; dos produtores de conhecimento das ci&ecirc;ncias humanas nos pa&iacute;ses de capitalismo central, mas necessariamente na posi&ccedil;&atilde;o de submiss&atilde;o intelectual, fruto tamb&eacute;m da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as desfavor&aacute;vel, de parte dos produtores de conhecimento e formuladores de teoria nos pa&iacute;ses de capitalismo perif&eacute;rico. <\/p>\n<p>Particularmente entendo ser esse fen&ocirc;meno a continuidade concreta do colonialismo mais gritante ao qual somos submetidos. N&atilde;o h&aacute; colonialismo sem &ldquo;nativos assimilados&rdquo; e por isso esta peleia cient&iacute;fica tem de ser levada a cabo nas entranhas dos saberes latino-americanos. A pretens&atilde;o dos pioneiros e dos doutrinadores do neoliberalismo \/ neoinstitucionalismo \/ economia neocl&aacute;ssica &eacute; de tal ordem que o pr&oacute;prio Olson assim a demonstra (p.16), como vemos a seguir: <\/p>\n<p><em>&ldquo;Embora eu seja um economista e as ferramentas de an&aacute;lise utilizadas neste livro sejam extra&iacute;das da teoria econ&ocirc;mica, as conclus&otilde;es do estudo s&atilde;o t&atilde;o relevantes para o soci&oacute;logo e para o cientista pol&iacute;tico quanto para o economista.&rdquo; <br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Desmistificando o &ldquo;mito da escolha racional&rdquo; <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO tema da &ldquo;racionalidade&rdquo; como modelo absoluto e geral entra em contraposi&ccedil;&atilde;o com a escala de valores e comportamentos. Assim, num debate que em tese &eacute; uma analogia ao fen&ocirc;meno do capitalismo concorrencial (baseando-se no mito da maximiza&ccedil;&atilde;o de ganhos e minimiza&ccedil;&atilde;o de perdas), com aplica&ccedil;&atilde;o de modelos importados de teorias econ&ocirc;micas de auto-regula&ccedil;&atilde;o de mercado (de suposto e falso equil&iacute;brio), o doutrinador neoliberal se v&ecirc; obrigado a opinar a respeito da cultura e comportamento pol&iacute;ticos. Ou seja, se v&ecirc; condicionado a entrar em uma &aacute;rea vinculada &agrave;s matrizes hist&oacute;rico-estruturais de cada sociedade em particular. Quando se v&ecirc; diante do desafio, a pretens&atilde;o universalizante e determinista, e por tanto, epistemicida e colonizadora se manifesta. <\/p>\n<p>Fico me perguntando como um discurso t&atilde;o fr&aacute;gil pode ter tanta repercuss&atilde;o?! Isto porque para um pressuposto que se pretendia universal, sua generaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; de muito pouco alcance. Olson (p.13) afirma que: <\/p>\n<p><em>&ldquo;A id&eacute;ia de que os grupos sempre agem para promover seus interesses &eacute; supostamente baseada na premissa de que, na verdade, os membros de um grupo agem por interesse pessoal, individual.&rdquo; &Eacute; a &ldquo;l&oacute;gica&rdquo; operante na afirma&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o importa se as pessoas s&atilde;o ou n&atilde;o de comportamento racional, isso porque elas &ldquo;agem como se fossem&rdquo;. <br \/>\n<\/em><br \/>\nComo disse acima Olson, &ldquo;&eacute; algo supostamente baseado numa premissa&rdquo;. Premissa esta que, outra vez, universaliza a individua&ccedil;&atilde;o. O individualismo metodol&oacute;gico tem, por este prisma, pouco de &ldquo;estrat&eacute;gico&rdquo; pela defini&ccedil;&atilde;o aplicada pelos ESTRATEGISTAS, e muito de &ldquo;concorrencial&rdquo; e de &ldquo;alian&ccedil;as de ocasi&atilde;o&rdquo;. Ou seja, se fosse aplicada apenas na pol&iacute;tica, esta premissa seria no m&aacute;ximo, OPORTUNISMO T&Aacute;TICO, e nada mais. Com tamanha redu&ccedil;&atilde;o do(s) objeto(s) e ambiente(s) de an&aacute;lise, &eacute; &ldquo;natural&rdquo; que o &ldquo;jogo pol&iacute;tico&rdquo; se resuma tamb&eacute;m na maximiza&ccedil;&atilde;o de interesses individuais em forma cooperada por associa&ccedil;&atilde;o de interesses. Dessa forma, uma doutrina com essas id&eacute;ias-guia, ainda que em sendo uma fal&aacute;cia te&oacute;rica, se transforma numa base de pensamento &uacute;nico neoliberal. Este absurdo te&oacute;rico vai ganhando for&ccedil;a &ndash; ainda quando briga contra os fatos &ndash; por ser vociferado pelos meios corporativos de comunica&ccedil;&atilde;o e encontra legitima&ccedil;&atilde;o sendo repetido de forma pouco ou nada cr&iacute;tica em departamentos de economia, de pol&iacute;tica, de sociologia, de administra&ccedil;&atilde;o, de comunica&ccedil;&atilde;o, dentre outros saberes aparadigm&aacute;ticos e sempre afetados pelo peso da onda &ldquo;cient&iacute;fica&rdquo; que brota no Imp&eacute;rio e adjac&ecirc;ncias. <\/p>\n<p>Para o universo da pol&iacute;tica qualquer tipo de id&eacute;ia de pr&eacute;-determina&ccedil;&atilde;o com pretens&otilde;es universais j&aacute; fez &aacute;gua com o Capitalismo de Estado travestido de &ldquo;socialismo&rdquo; REAL. J&aacute; para os neoliberais, a falsidade continua v&aacute;lida. Para eles, o determinismo &ldquo;econ&ocirc;mico&rdquo; &ndash; eu diria concorrencial e de individua&ccedil;&atilde;o &ndash; &eacute; o paradigma, e se encontra exemplificado na continuidade da cita&ccedil;&atilde;o de Olson: <\/p>\n<p>Se os indiv&iacute;duos integrantes de um grupo altruisticamente desprezassem seu bem-estar pessoal, n&atilde;o seria muito prov&aacute;vel que em coletividade eles se dedicassem a lutar por algum ego&iacute;stico objetivo comum ou grupal. Tal altru&iacute;smo &eacute;, de qualquer maneira, considerado uma exce&ccedil;&atilde;o, e o comportamento centrado nos pr&oacute;prios interesses &eacute; em geral considerado a regra, pelo menos quando h&aacute; quest&otilde;es econ&ocirc;micas criticamente envolvidas. <\/p>\n<p>Temos acima mais absurdos de psicologismos leigos, debatendo comportamento humano sem a menor base cient&iacute;fica para tal. &Eacute; a mesma amarra conceitual do hiper-estruturalismo neoliberal que impede a vis&atilde;o de longo prazo, oculta os objetivos estrat&eacute;gicos, diz ser regra um padr&atilde;o de comportamento do tipo &ldquo;como se fosse&rdquo;. Desta forma, ocultando a premissa ideol&oacute;gica, os neoliberais e suas varia&ccedil;&otilde;es &ldquo;naturalizam&rdquo; a dimens&atilde;o ontol&oacute;gica de um saber &ldquo;cient&iacute;fico&rdquo;, criando &ldquo;cientificismos&rdquo; onde o que h&aacute; &eacute; cren&ccedil;a e normatividade. <\/p>\n<p>&Eacute; este o tipo de racioc&iacute;nio doutrin&aacute;rio que fundamenta a pr&aacute;tica amoral da especula&ccedil;&atilde;o e agrega valor socialmente constru&iacute;do ao que n&atilde;o deveria ter valor algum. Com estas ferramentas de an&aacute;lise como supra-sumo da &ldquo;ci&ecirc;ncia&rdquo;, tudo se justifica, a come&ccedil;ar pelo comportamento fisiol&oacute;gico e patrimonialista dos operadores da democracia liberal-olig&aacute;rquica surgida nas 13 col&ocirc;nias brit&acirc;nicas de base escravagista. Sem entender essa amarra conceitual a qual somos bombardeados na Am&eacute;rica Latina h&aacute; pelo menos 20 anos, n&atilde;o h&aacute; como compreender os constrangimentos estruturais que sofre, por exemplo, a pouca democracia pol&iacute;tica na 11&ordf; economia do mundo como &eacute; a brasileira. <\/p>\n<p>A luta dos povos da Am&eacute;rica Latina passa pela constru&ccedil;&atilde;o de saberes cient&iacute;ficos que atendam necessidades, vontades, direitos e liberdades das maiorias. Entendo que para os pesquisadores, professores, docentes, cientistas e analistas que est&atilde;o comprometidos com o avan&ccedil;o de nossos povos, criar estas ferramentas conceituais &eacute; um dever de of&iacute;cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=24989\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU) <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mancur Olson em sua obra aponta um exemplo t\u00edpico de determinismo \u201cecon\u00f4mico\u201d baseado em uma suposta racionalidade plena e l\u00f3gica materialista absoluta. 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